Perfil - Shimatsu

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Perfil - Shimatsu

Mensagem por Shimatsu em Qua Dez 16 2015, 00:48

Nome do Personagem: Shimatsu

Raça: Meio-Dragão

Ideologia: Marilista

Den Primário: Markan

Den Secundário:
Seitokan

Enredo:


A ORIGEM DA REVOLTA

Há pouco mais de três séculos, a região do Reino de Túrion era povoada por pequenas tribos, que se espalhavam desde as Estepes Arenosas até a sinistra Floresta de Luviah. Conflitos não eram incomuns, mas todas as tribos seguiam uma única grande líder, Arla, uma dragoa gorgronista que reivindicou a região como seu território. Seu covil ficava em uma caverna no coração da Cordilheira das Cascatas, onde tinha como seguidores mais próximos os metamorfos avídeos conhecidos como ajargs. Estes eram considerados os arautos da dragoa, falavam em seu nome, coletavam oferendas trazidas para ela e espalhavam suas ordens e desejos para o restante de seu vasto território.

As tribos não tinham a tradição de se utilizar da escrita, tampouco registravam de qualquer forma suas histórias. Estas eram contadas por bardos ao redor das fogueiras e passadas de geração em geração desta forma, por isso pouco se sabe sobre o período pré-colonial. Os poucos documentos ainda existentes dessa época são alguns pergaminhos que foram escritos pelos ajargs no falecido idioma dracônico e se encontram atualmente no santuário de Tinto. A maior parte das escrituras foram destruídos ao longo dos anos, quando os ajargs sem a liderança da dragoa se dividiram em duas tribos inimigas e passaram a guerrear entre si.

Esse período de regência dracônica teve fim com a chegada dos primeiros barcos clifistas que cruzaram o mar estreito vindos de Anesör. A primeiro assentamento dos colonizadores se deu no litoral um pouco ao sul da Cordilheira das Cascatas, e foi chamado de Godnyr. Os clifistas não foram bem recebidos pelas tribos gorgronistas que infestavam a região, e um período turbulento e escrito com sangue marcou décadas da história do reino. Percebendo que os humanos colonizadores se espalhavam como insetos a partir de Godnyr desbravando o interior do reino, a dragoa decidiu expulsar os invasores pessoalmente. Com isso, por muito pouco a colonização clifista não fracassou.

Quando Arla abandonou seu covil nas montanhas, caravanas inteiras foram dizimadas, novas aldeias foram transformadas em cinzas e os clifistas acabaram recuando para o litoral, em busca de abrigo atrás dos muros de Godnyr. Entretanto, a confiança da dragoa foi também sua ruína. Decidida a mandar os invasores de volta para o mar, Arla voou em direção a Godnyr, onde foi recebida por um pequeno exército clifista. Casas foram incendiadas e dezenas morreram queimados até que uma lança carregada de energia metonyana finalmente atravessou as grossas escamas de Arla, derrubando-a ferida. O lanceiro se chamava Derick Alberich, e este era um denin Grakan que depois da queda da dragoa se tornou o primeiro Rei de Túrion.

O SANGUE DRACÔNICO

Muitas gerações se passaram desde a queda da dragoa Arla. A história da vitória de Derick Alberich viajou os mares até as terras de Anesör, atraindo ainda mais aventureiros clifistas dispostos a desbravar o interior do Reino de Túrion. Sem a liderança e influência da dragoa gorgronista, as diversas tribos acabaram se convertendo à ideologia dos colonizadores e os que resistiram acabaram mortos ou fugiram para os locais mais isolados do reino. Entretanto, o principal grupo que se manteve fiel ao gorgronismo não se afastou tanto de Godnyr, ocupando uma rede de túneis sob o vilarejo de Silleth sem o conhecimento de seus moradores, há poucas horas de viagem da capital, onde ruminaram por séculos seu ódio pelos colonizadores clifistas e sonharam com a vingança pela morte da dragoa que os liderava. Este rancor os tornou ainda mais fanáticos, a tal ponto que alguns gorgronistas criaram o hábito de mutilar o próprio corpo de forma que apresentassem traços físicos draconianos.

Foi nesse vilarejo de Silleth que uma jovem foi seduzida por um dos gorgronistas infiltrados na cidade, e dessa relação nasceu um bebê um tanto quanto especial. Seus olhos eram avermelhados e suas pupilas fendidas como as de uma serpente. Todos os meio-dragões descendentes de Arla haviam tombado junto com a dragoa durante a guerra colonial, e acreditava-se que sua linhagem havia perecido. Mas aquela criança era a prova de que o sangue da dragoa ainda corria nas veias gorgronistas, apesar de nenhum outro humano ter manifestado esta herança ao longo dos séculos. Aquilo seria visto como um grande presságio por todos os gorgronistas, que veriam na criança a esperança de um líder para conduzí-los à vingança contra os descendentes de Derick Alberich, que governavam Túrion desde a morte de Arla.

A parteira responsável pelo nascimento da criança ficou horrorizada com aqueles traços tão sinistros, e a mãe do bebê, temendo que seu filho fosse morto pelos clifistas ou raptado por gorgronistas por ter visivelmente sangue da dragoa histórica, decidiu abandonar o vilarejo de Silleth. Sem saber o que fazer com o bebê, a jovem vagou em direção a Cordilheira das Cascatas, ao norte, onde ouviu falar da existência de um santuário que servia de mosteiro para pessoas que buscavam equilíbrio, iluminação e conhecimento. Após uma longa e penosa jornada, ela chegou ao vilarejo de Tinto, que sempre conseguiu se manter isolado da guerra ideológica por ser praticamente inacessível por grandes forças militares devido as trilhas estreitas e sinuosas através das montanhas.


A QUEBRA DO EQUILÍBRIO

Ao chegar em Tinto, a jovem fugitiva estava exausta, doente e faminta. Seu bebê, no entanto, não parecia sofrer qualquer distúrbio pela viagem cansativa através das montanhas. Temendo pela segurança de seu filho, a jovem mãe acreditava que gorgronistas ou clifistas poderiam descobrir a respeito da existência daquela criança e persegui-los até a Cordilheira das Cascatas. Por isso, abandonou o bebê junto com uma carta diante do santuário dedicado a ideologia Emylista em Tinto, para que este fosse encontrado e cuidado pelos monges que ali viviam. Então, a mulher deixou as montanhas de uma vez por todas, decidida a nunca mais procurar o próprio filho para não levar o mal e a guerra até ele. Isolado de todos os principais centros urbanos, numa ilha rochosa no meio de um grande lago rodeado pelas montanhas, o santuário do vilarejo de Tinto foi o lar do pequeno Shimatsu, como foi chamado pelos monges seguidores dos ensinamentos Emylistas.
Para evitar despertar atenção desnecessária para o jovem monge, desde que o bebê Shimatsu foi levado ao santuário pela monge chamada Luxanna, um ritual fikan realizado e mantido por um outro monge denin chamado Gish camuflou os olhos reptilianos do meio-dragão.


Apesar da paisagem paradisíaca em meio às montanhas e de todo rigoroso treinamento imposto pelos monges, Shimatsu sempre teve grandes dificuldades para encontrar e manter seu equilíbrio interior. Sempre foi avesso às ordens e rotinas árduas praticadas em Tinto, e mesmo com toda sua curiosidade e sede de conhecimento, o jovem raramente conseguia se concentrar por muito tempo nas escrituras antigas ou nas horas de meditação junto ao grande lago. Seus momentos de maior alegria e dedicação acabavam sendo durante os treinamentos marciais, onde gastava parte de sua energia. Por sua indisciplina, desde pequeno Shimatsu recebia constantes castigos e punições dos monges mais antigos, em especial de Luxanna. Uma das coisas sobre as quais o jovem monge mais gostava de ler eram as escrituras que falavam sobre o período dracônico, a soberania de Arla e o poder de seus descendentes.


Com o passar dos anos, o mestre do santuário emylista, chamado Lutuakee, percebeu que Shimatsu começava a demonstrar aptidões denin, e passou a treiná-lo pessoalmente no den Markan, que fazia com que os punhos vazios de um guerreiro fossem tão letais quanto armas. Não muito depois, o jovem monge começou a ser visto vez ou outra falando sozinho, como se conversasse com alguém, e Lutuakee percebeu que Shimatsu também possuía dons Seitokans, que o permitia ver e ouvir a voz dos espíritos. Por ter sido criado dentro do Santuário, o denin apenas lia a respeito do mundo além de Tinto, e sua capacidade de conversar com espíritos o fazia ouvir histórias de muito além da Cordilheira das Cascatas. Em uma dessas conversas com o espírito de um monge que vivera em Tinto, Shimatsu ouve sobre sua chegada ainda recém-nascido no vilarejo, sobre como foi encontrado em frente ao santuário por Lux e onde esta escondia alguns pertences e uma carta que teria sido deixada por sua mãe.

Um dia, o rapaz decide esperar que Lux deixasse seus aposentos e entra furtivamente em busca da carta de sua mãe. O alojamento da monge era simples, e nele não foi difícil encontrar um livro escrito no falecido idioma dracônico e dentro dele uma carta simples já corroída pelo tempo. Muitas palavras estavam borradas ou ilegíveis, mas Shimatsu logo percebia que a carta era realmente escrita por sua mãe. Um trecho específico prendeu muito sua atenção e dizia o seguinte: “...e peço desculpas por lhe deixar do jeito que deixei, mas seria o melhor para todos. Aqui estará protegido da guerra e de vosso pai”. Neste momento, Lux entra subitamente no quarto, pegando Shimatsu de surpresa. Ao perceber o livro e a carta na mão do aprendiz, a monge revelou ser uma experiente denin Seikan, emitindo palavras de poder para imobilizar o monge, que ainda atordoado por todas as revelações da carta foi logo em seguida deixado inconsciente pelo grande poder da mente da monge veterana. Ao despertar, o monge emylista estava com seus pulsos e tornozelos presos por correntes. A escuridão absoluta se desfez com a aproximação de alguém que trazia uma tocha. Ao acostumar seus olhos com a luz, Shimatsu se viu em uma masmorra e logo reconheceu o rosto de Lux, que ao invés de usar os mantos tradicionais do santuário emylista, trajava uma armadura leve de couro, tinha pinturas tribais nas partes expostas de seu corpo e estava acompanhada por dois guerreiros que ostentavam os famosos e temíveis escudos negros com o símbolo gorgronista pintado com sangue.

Descrição Física: Shimatsu possui cabelo escuro meio avermelhado e curto, pele clara, tem um corpo robusto e com varias cicatrize em suas mãos braços, penas e uma marca abaixo de seu olho esquerdo, ele possui olhos fendidos com a íris meio avermelhada. Porem ele anda todo coberto com panos, onde esconde as cicatrizes e uma capa de viagem simples com toca, mas seus olhos ficam amostra.

Itens:

Bracelete de Dragão: Um bracelete com formato de um dragão, que foi encontrado por Shimatsu junto com a carta deixada por sua mãe. Aumenta sua força em momentos de grandes desafios, tornando sua herança dracônica ainda mais forte.

Colar da Joia da Alma: Um pequeno colar feito com uma pedra rara e verde, com capacidade para armazenar uma alma por vez. Apenas um Seitokan é capaz de aprisionar ou libertar a alma aprisionada, e a tendência da alma presa na jóia gera efeitos ao portador do colar. Almas bondosas revigoram o portador, enquanto almas malignas trazem cansaço e angústia.

Livro Cinza de Anotações: Um livro cinza de aparência comum escrito pelos antigos ajargs, repleto de escrituras e anotações acerca dos diversos idiomas e dialetos de Túrion. Auxilia aquele que o utilizar a falsificar ou decifrar escritas.

Perícias: Conhecimento, Furtividade e Decifrar Escrita

Técnicas Markan:
- Punho da Alma: Ao utilizar essa técnica, Shimatsu canaliza sua energia Metonyana, com isso consegue fazer um golpe que não causaria somente dano, mas pode paralisar temporariamente a região onde o golpe foi executado.

- Golpe dos Espíritos: Shimatsu canaliza a energia Metonyana em seus punhos criando uma espécie de manopla com a sua energia, de forma atingir seu inimigo com força ainda maior.
- Couraça de Dragão: Através de uma breve concentração de energia através de seu corpo, o denin é capaz de se tornar tão resistente a dano quanto uma armadura de metal.
- Sentidos Dracônicos: Ao realizar uma meditação simples, Shimatsu mantém seus olhos fechados, expandindo sensivelmente seus demais sentidos, tornando-o capaz de sentir odores e ouvindo ruídos muito leves ou distantes.


Técnicas Seitokan:
- Pulsar dos Ventos: Para utilizar a técnica, Shimatsu precisa estar segurando o adversário. Ao estarem engalfinhados, o monge consegue energizar seus braços com cynblarkin, agarrando a própria alma do oponente e causando-lhe dano espiritual ao invés de físico.
- Vozes do Além: Uma espécie de habilidade passiva do monge, que constantemente ouve vozes de espíritos que estiverem próximos. Shimatsu é capaz de se comunicar de forma simples com os mesmos. Em contra-partida, o monge tem grandes dificuldades de concentração em outras tarefas, caso esteja sendo assediado por espíritos.


Última edição por Nathan em Seg Jun 05 2017, 11:30, editado 21 vez(es) (Razão : Perfil Revisado)
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