Reino de Túrion

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Reino de Túrion

Mensagem por Nathan em Qui Jan 28 2016, 15:33

Nome do Lugar: Reino de Túrion

Amplitude geográfica: Uma vasta extensão de terras localizada no extremo leste no continente de Fikist e colonizada por humanos que durante a formação do reino acabou empurrando as raças nativas, como elfos, metamorfos e goblinóides para regiões específicas e isoladas do território, onde acabaram formando pequenos povoados. A única fronteira não marítima do reino fica ao oeste, onde a Floresta de Luviah formou uma barreira natural contra os colonizadores. A região norte do reino é dividida entre as Montanhas de Esgares e as Estepes Arenosas, onde vivem diversas tribos clifistas. Enquanto isso, no litoral sul está localizada Godnyr, a capital do reino, e Lumnar, refúgio de elfos marilistas.

Histórico: Há pouco mais de três séculos, a região do Reino de Túrion era povoada por pequenas tribos, que se espalhavam desde as Estepes Arenosas até a sinistra Floresta de Luviah. Conflitos não eram incomuns, mas todas as tribos seguiam uma única grande líder, Arla, uma dragoa gorgronista que reinvidicou a região como seu território. Seu covil ficava em uma caverna no coração da Cordilheira das Cascatas, onde tinha como seguidores mais próximos os metamorfos avídeos conhecidos como ajargs. Estes eram considerados os arautos da dragoa, falavam em seu nome, coletavam oferendas trazidas para ela e espalhavam suas ordens e desejos para o restante de seu vasto território.

As tribos não tinham a tradição de se utilizar da escrita, tampouco registravam de qualquer forma suas histórias. Estas eram contadas por bardos ao redor das fogueiras e passadas de geração em geração desta forma, por isso pouco se sabe sobre o período pré-colonial. Os poucos documentos ainda existentes dessa época são alguns pergaminhos que foram escritos pelos ajargs no falecido idioma dracônico e se encontram atualmente no santuário de Tinto. A maior parte das escrituras foram destruídos ao longo dos anos, quando os ajargs sem a liderança da dragoa se dividiram em duas tribos inimigas e passaram a guerrear entre si.

Esse período de tirania dracônica teve fim com a chegada dos primeiros barcos clifistas que cruzaram o mar estreito vindos de Anesör. O primeiro assentamento dos colonizadores se deu no litoral um pouco ao sul da Cordilheira das Cascatas, e foi chamado de Godnyr. Os clifistas não foram bem recebidos pelas tribos gorgronistas que infestavam a região, e um período turbulento e escrito com sangue marcou décadas da história do reino. Percebendo que os humanos colonizadores se espalhavam como insetos a partir de Godnyr desbravando o interior do reino, a dragoa decidiu expulsar os invasores pessoalmente. Com isso, por muito pouco a colonização clifista não fracassou.

Quando Arla abandonou seu covil nas montanhas, caravanas inteiras foram dizimadas, novas aldeias foram transformadas em cinzas e os clifistas acabaram recuando para o litoral, em busca de abrigo atrás dos muros de Godnyr. Entretanto, a confiança da dragoa foi também sua ruína. Decidida a mandar os invasores de volta para o mar, Arla voou em direção a Godnyr, onde foi recebida por um pequeno exército clifista. Casas foram incendiadas e dezenas morreram queimados até que uma lança carregada de energia metonyana finalmente atravessou as grossas escamas de Arla, derrubando-a ferida. O lanceiro se chamava Joseph Fortereal, e este era um denin Grakan que depois da queda da dragoa se tornou o primeiro Rei de Túrion.

Muitas gerações se passaram desde a queda da dragoa Arla. A história da vitória de Joseph Fortereal viajou os mares até as terras de Anesör, atraindo ainda mais aventureiros clifistas dispostos a desbravar o interior do Reino de Túrion. Sem a liderança e influência da dragoa gorgronista, as diversas tribos acabaram se convertendo à ideologia dos colonizadores e os que resistiram acabaram mortos ou fugiram para os locais mais isolados do reino. Entretanto, o principal grupo que se manteve fiel ao gorgronismo não se afastou tanto de Godnyr, ocupando uma rede de túneis sob o vilarejo de Silleth sem o conhecimento de seus moradores, há poucas horas de viagem da capital, onde ruminaram por séculos seu ódio pelos colonizadores clifistas e sonharam com a vingança pela morte da dragoa que os liderava. Este rancor os tornou ainda mais fanáticos, a tal ponto que alguns gorgronistas criaram o hábito de mutilar o próprio corpo de forma que apresentassem traços físicos draconianos.

Por gerações, os clifistas conseguiram manter uma paz sensível e Túrion conseguiu prosperar. Acreditando que todos gorgronistas tivessem tombado junto com sua líder alada, os clifistas não perceberam a ameaça crescente vinda de um pequeno vilarejo chamado Silleth. Sorrateiros e se utilizando de uma rede de túneis sob o vilarejo desde a formação do reino, um grupo Gorgronista semeava suas ideias e incitavam uma rebelião contra a monarquia Clifista. Através de um plano engenhoso, um pequeno exército gorgronista investiu diretamente contra os portões de Godnyr, atraindo a atenção de todos na cidade. Subestimados devido seu número reduzido, os gorgronistas haviam utilizado este pequeno exército como distração para o ataque principal, diretamente no coração da cidade. Através de túneis, os rebeldes invadiram as masmorras do castelo de Godnyr, e sem dificuldades eliminaram a guarda real, chegando até Midgard, o Rei de Túrion. Derrotado, escalpelado e morto, Midgard teve seu corpo pendurado por semanas de uma das torres do castelo e que viria a ser lembrado como o Rei Negro, pois sua derrota deu fim a Dinastia Fortereal e jogou o reino em uma verdadeira guerra civil.

Ao prever a queda da dinastia Fortereal em Túrion, Midgard enviou suas duas filhas para regiões distantes da capital. Sua filha Sophia foi enviada para os cuidados do povo élfico na cidade de Lumnar, e seu neto Culgan cresceu absorvendo a sabedoria dos elfos, tendo como único objetivo de vida vingar seu avô e expulsar os gorgronistas de Godnyr. Enquanto isso, a outra filha de Midgard, Julieth, foi levada para o extremo norte de Túrion onde criaria seu filho entre os Senhores dos Cavalos das terras de Volkan. Após diversas tentativas frustradas de reconquistar Godnyr em batalha, Culgan levou sua obsessão ao extremo. Através de uma misteriosa e sinistra barganha com um bartalun chamado Orpheus, ele se converteu ao marilismo em busca de poder e influência, invocando uma maldição para assolar Godnyr e enfraquecer os rebeldes gorgronistas. Recluso no Palácio de Lumnar desde sua conversão, o Príncipe Culgan tem contado com os esforços de dois poderosos Denins designados pelo próprio Orpheus para o novo e derradeiro ataque contra Godnyr. Um deles é um temível Bartalun Guerreiro, responsável pelas estratégias militares da invasão. Enquanto isso, a mente maligna por trás da maldição que vem assolando Godnyr pertence a um misterioso ajarg, representante de Orpheus junto ao exército que vem se formando em Lumnar.

Alguns boatos dizem que no fundo o Príncipe Culgan se ressente pelo pacto com o bartalun, e em seu coração ainda queima a chama Clifista, por isso o ajarg marilista que serve atualmente de seu conselheiro é na verdade o responsável por vigiar os movimentos do Príncipe, para que este não traia o pacto feito com o bartalun Orpheus. Outro boato diz que o outro príncipe neto do Rei Negro Midgard, Samuel Fortereal, está reunindo forças para livrar Culgan do controle marilista e poder restabelecer a ideologia de seus ancestrais, os colonizadores de Túrion, o Clifismo. Ele estaria contando com o poder e a influencia de lordes espalhados por todo reino que se recusam a ceder ao poder marilista, principalmente com Lady Salazar, Senhora de Volkan.

Características populacionais: Reino habitado principalmente por humanos, que se concentram nos maiores centros populacionais e em vilas menores localizadas em pontos estratégicos da região, geralmente as margens das principais estradas que cortam o reino. Nas maiores cidades humanas, entretanto, podem ser encontrados representantes da maioria das raças civilizadas. As outras raças de maior expressão no reino são os elfos e lakriaks da Floresta de Lumnar, os metamorfos das Montanhas de Esgares e os goblinóides das Estepes Arenosas.

Clima: Devido a enorme extensão territorial do reino, algumas regiões possuem climas bem diferentes da capital, onde o clima do reino é tropical chuvoso quente com verão bastante seco. Graças à sua localização próxima ao litoral, o efeito de maritimidade é bastante perceptível. As chuvas podem vir acompanhadas de raios e trovoadas, mas geralmente com pouca intensidade. A umidade do ar é relativamente alta durante o ano todo, e em alguns pontos podem ocorrer à formação de nevoeiros. Chegadas de frente frias, ainda que raras, podem acontecer em pontos isolados.

Características Sócio-Econômicas: Desde a colonização, a principal preocupação dos humanos clifistas era explorar e dominar cada pedaço do território. Inicialmente, com objetivo de eliminar criaturas hostis, depois com a intenção de tirar proveito do melhor que a terra tinha a oferecer. Os campos cultiváveis próximos a capital foram logo trabalhados, minas foram abertas ao longo das montanhas ao norte de Esgares, e as vastas espetes ao norte do reino logo foram utilizadas para criação de animais, como cavalos, cabras e gado.

Características Políticas: Desde a queda do último rei Clifista, há dez anos, Túrion vem sendo governada pelos rebeldes gorgronistas que ocupam a cidade de Godnyr. Além da região da capital do reino, existem outras duas regiões bem distintas entre si e governadas por lordes bastante influentes. O norte do reino, na região conhecida como Estepes Arenosas, foi fundada a província de Volkan, onde diversas tribos nômades disputam constantemente o poder entre si e atualmente são regidos por uma indomável amazona conhecida como Lady Salazar. Enquanto isso, ao sul do reino vive o povo élfico e os metamorfos lakriaks, que se estabeleceram na Floresta de Lumnar e que jamais abandonaram sua crença marilista.

Lugares de Interesse: Além da grande cidade de Godnyr e das regiões de Lumnar e Volkan, as principais cidades do reino são Esgares, Tinto e Silleth. A primeira é uma cidade mineradora localizada aos pés das Montanhas de Esgares, famosa por suas ricas minas de ouro e por uma antiga maldição que assola a região e afeta diretamente os metamorfos carnaks. Afastada das principais rotas comerciais do reino, na região conhecida como Cordilheira das Cascatas, se formou a cidade de Tinto, que recebe todo tipo de pessoa, independente de sua raça, desde que interessada em encontrar paz de espírito longe dos diversos conflitos que assolam o reino. Entretanto, a região é famosa por suas trilhas sinuosas em meio as montanhas onde criaturas selvagens não costumam ter piedade dos viajantes mais incautos. Já Silleth é um pequeno vilarejo de beira de estrada que liga Godnyr às cidades de Esgares e Lumnar. A cidade nunca teve grande importância para o reino, até que se revelou um reduto de gorgronistas que durante gerações tramaram um golpe contra os colonizadores clifistas.

Características Ideológicas: Originalmente, o reino seguia a tendência ideológica de seus colonizadores clifistas, porém o culto a Marilis permaneceu vivo entre os elfos de Lumnar, ocultos em sua vasta floresta. Durante a ultima década de dominação gorgronista, tem ocorrido perseguição e chacinas de todos os que não compartilhavam do mesmo alinhamento ideológico. Quanto mais afastadas da capital do reino, menor é a influencia da ideologia gorgronista nas cidades e povoados. Volkan se mantém fiel à tradição nômade e guerreira, leais ao clifismo, enquanto Esgares tem forte influência rimertista devido a Guilda dos Mineradores e as diversas Companhias Mercenárias. Alheia a todas estas intrigas e conflitos, Tinto se mantém como um farol de luz sobre as Cordilheiras das Cascatas, e dizem ser um ponto de propagação dos ideais Emylistas.


Última edição por Nathan em Ter Mar 08 2016, 09:54, editado 3 vez(es)

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