Oroberia

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Oroberia

Mensagem por Ali Alkahaz em Qui Fev 25 2016, 20:40

Nome do Lugar: Oroberia


Amplitude: Continente
 
Histórico: Oroberia é o grande continente redondo. Apesar de suas praias não serem exatamente regulares é possível que se veja de cima uma figura circular quando se olha para baixo, ainda mais porque seus habitantes mais ilustres possuem asas. Não se sabe ao certo a origem do nome, existem algumas versões, mas a mais aceita é a de que era o nome da primeira família de elfos do céu que ali chegou. Esta família seria teryonista e como a maioria das comunidades élficas em Oroberia são teryonistas isso explica o porquê desta ser a teoria mais aceita. Existem algumas nações emylistas que chamem o continente de Alfhuss, pois faz menção ao grande emylista dos tempos primevos, mas isso é uma particularidade deles.
 
Pelo fato de Oroberia ser um grande disco, as cidades mais antigas se dispuseram ao longo da costa formando um grande anel cosmopolita, mesmo porque o interior do continente era resguardado por um anel interno de montanhas, uma curiosa cordilheira circular.
 
Nos primórdios da história, havia só uma grande nação teryonista que ocupava o litoral como um todo tendo as montanhas às suas costas. Cada porção de terra era governada por um regente e todos deviam obediência a um grande elfo, Zamiel. Hoje em dia se especula se Zamiel não era na verdade um artanin disfarçado encarregado de guiar as crias de Materyon pelo reto caminho, mas essas histórias hoje são tratadas mais como lendas do que como relatos históricos do passado devido à falta de provas ou registros. No extinto país de Edevil foi erguida uma biblioteca enorme em forma de abóbada. Três pináculos em forma de elfos do céu a sustentavam e a parte interna era coberta com pinturas de louvor ao Deus Benévolo e por dentro ela abrigava centenas de milhares de livros sobre todo tipo de conhecimento que lhes era revelado sobre as verdades do mundo, era chamada de Casa da Sabedoria.
 
Infelizmente a inveja às vezes assume um manto que cobre os nossos olhos e nos impede de ver a verdade ao nosso redor. Morgadi foi um destes tolos cujas vistas foram cobertas pelo véu da inveja. Certa vez, elfos vieram de longe para visitar o continente e a maravilhosa nação teryonista, mas em suas bocas vinham palavras diferentes das que os nativos estavam acostumados a ouvir. Palavras sobre o equilíbrio das forças, o balanço entre o bem e o mal, uma verdadeira ode à dicotomia de todas as forças opostas na criação. Eram elfos emylistas.  
 
Os nativos a princípio estranharam, mas a bondade no coração de Zamiel era tamanha que mesmo contradizendo tudo o que ele professava em seus ensinamentos o grande líder das nações livres de Oroberia resolveu acolher os forasteiros na esperança de quem sabe convencê-los do contrário quando eles vissem as benesses do caminho de Materyon, ou ao menos aprender alguma coisa com os recém-chegados sobre o que quer que fosse. Assim sendo, mesmo com um pouco de resistência, os emylistas foram recebidos com festas para mostrar que eram bem-vindos. Morgadi, o irmão mais novo de Zamiel, foi o responsável por agir no primeiro momento como um intermediário de seu irmão com os visitantes, pois este desejava que o jovem Morgadi aprendesse um pouco sobre como era lidar com as diferenças, queria que ele se tornasse sábio para que se um dia ele precisasse assumir o lugar como líder ele soubesse lidar com as adversidades e foi assim que aconteceu.
 
O jovem elfo passou semanas acompanhando os forasteiros de perto e trocando experiências com os mesmos. Era uma comunidade pequena, cerca de duzentos, ou assim contam as lendas, mas a questão é que conforme o tempo passava e teryonista e emylistas ficavam mais íntimos, o irmão mais novo de Zamiel começou a achar que havia um erro no pensamento de seus iguais. Sem perceber ele estava sendo convertido ao emylismo.
 
Durou um ano até que Morgadi e outros milhares estivessem completamente envolvidos pelos preceitos da ideologia e Emylia e durou mais um ano para que a contenda entre os irmãos começasse. Durante esse segundo ano Zamiel e Morgadi tiveram debates acalorados no alto da torre que servia de morada para ambos. As vozes exaltadas dos dois eram ouvidas há quilômetros de distância. No fim do ano Morgadi estava certo de que o líder teryonista estava completamente cego e surdo para a “verdade” ao seu redor, ele estava nas trevas e por isso ele resolveu acender uma luz para que não só ele, mas todos os descrentes enxergassem.
 
Os emylistas se retiraram para o interior além das montanhas e lá sumiram das vistas dos teryonistas, embora não fosse raro que os seguidores de Materyon avistassem Morgadi e seus companheiros em pontos isolados ao longo do litoral. Demorou mais um ano e a luz foi acesa. Todas as cidades teryonistas arderam em chamas. É bem verdade que essa não foi a atitude mais emylista que alguém poderia tomar, na verdade muitos bartaluns bateriam palmas para aquela visão maravilhosa, um imenso anel de fumaça negra e chamas que alcançavam centenas de metros de altura. O grande incêndio só acabou quando Zamiel, com seus poderes elorkan convocou uma chuva de proporções colossais para aplacar o fogo. Quando a última centelha se apagou o grande elfo do céu caiu para nunca mais levantar.
 
Os defensores do equilíbrio venceram, apesar de terem optado por não continuar com a destruição imaginando que aquela lição teria sido suficiente para os teryonistas e que um dia eles compreenderiam a "luz". Mas mesmo assim o irmão de Zamiel perdeu. Seu coração se encheu de tristeza ao perceber o que tinha feito. Resolveu se entregar aos teryonistas e aceitar seu destino. Tocados pelo arrependimento, ainda que profundamente abalados pela perda de tantas vidas, os elfos do litoral não condenaram o jovem imaginando que assim agiria seu finado líder, apenas forçando-o a trabalhar na reconstrução das casas e no tratamento dos feridos e desabrigados. Demorou quase oitenta anos para que tudo fosse restabelecido. Ao final disto, Morgadi ainda tomado pelo luto resolveu se exilar para pagar seus pecados e sumiu para nunca mais ser visto. Suas últimas palavras conhecidas foram: “Vou andando pelas terras de meu Pai porque espero que em algum lugar eu ache descanso. Que nenhum tolo cubra minhas pegadas, pois meu caminho é de sofrimento. Vou a pé, pois não posso mais voar. ”
 
As extensões das terras teryonistas estão bem menores do que antes se resumindo apenas a seis países que ocupam não mais do que um terço da região litorânea e mais três que se expandiram para o topo das montanhas mais para manter um olho vivo nos emylistas do que qualquer outra coisa. Os seguidores de Emylia por outro lado mantém uma grande comunidade aos pés das montanhas na região leste do Oroberia, Hulupan.
 
As Nove Grandes Nações Azuis, como são conhecidas Aurokron afora, são lideradas por outra grande personalidade: Cilian, a Iluminada. À semelhança de Zamiel, ela não age como uma rainha propriamente dita mesmo que tenha recebido tal título, mas mais como conselheira e sábia, guiando seus iguais no caminho do teryonismo. A Iluminada mora em Pelegue, um reino erguido nas ruínas de Edevil, ao redor dos escombros da Casa da Sabedoria. Lá está localizada um dos três Grandes Escudos, estátuas de pedra gigantescas na forma dos grandes elfos do passado. Em Pelegue está a estátua da ancestral de Cilian e primeira da linhagem de governantes depois da morte de Zamiel, Luderia; em Soraka se encontra a estátua de Morgadi e em Darmi se encontra a estátua do próprio Zamiel. Se vistas de cima elas formam um grande triângulo equilátero inscrito em Oroberia. Existe uma frase gravada no pedestal sob os pés de cada um. Sob os pés de Zamiel estão suas palavras de morte: “Eu só me entristeço pela desgraça em que caiu meu irmão, espero que ele não fique privado de encontrar nosso Pai. ” Sob os pés de Luderia lê-se “Sigam-me e trabalhem, se não fomos totalmente aniquilados foi por benção de Materyon. Reconstruamos nossas casas para mostrar-lhe como somos gratos.” E sob os pés de Morgadi estão escritas as palavras que disse antes de seu exílio. Curiosamente, dos três, só o último não possui asas, assemelhando-se a um elfo da terra. Talvez numa alusão às suas últimas palavras conhecidas.
 
Acreditava-se que os Grandes Escudos protegeriam aquelas terras de todo o mal que viesse de fora, mas isso não os ajudou a se proteger dos males internos quando Alzebara, uma das regiões que compunham o reino teryonista de Telin caiu nas garras do marilismo e se tornou o que hoje conhecemos como Nerferi.
 
Características Populacionais: Como é de se esperar de um continente no Aurokron, os elfos do céu comandam Oroberia.
 
Clima: O clima é variado. Na parte litorânea é quente, ensolarado e úmido. Na parte além das montanhas é bem mais seco com exceção de Nerferi que chega a ser lamacenta de tanta chuva inclusive com nevascas, um fenômeno meteorológico inexistente no resto do continente, mas essas singularidades só se dão por questões mágicas.
 
Características Sócio-Econômicas: Os elfos seguidores de Materyon costumam se organizar em clãs. Por mais bondosos que possam ser ainda existem um estranhamento entre eles, mas isso se dá mais por uma questão cultural do que por desavenças reais, de modo que isso é enxergado com naturalidade.
 
Por outro lado, os emylistas vivem em anarquia. Não que Hulupan seja um grande caos, ao contrário, apenas não há autoridade que os governe. Todos entendem seu lugar na sociedade e funcionam como um grande organismo vivo. Eles se arrependem amargamente da destruição e vivem com medo de que seus vizinhos resolvam cobrar essa dívida de sangue tão antiga se é que algum dia ela existiu, pois, séculos se passaram desde que isso aconteceu.
 
Vale colocar aqui Nerferi como um caso particular. Estes sim se juntaram a princípio como um culto, com uma liderança forte, mas internamente eles são uma confusão completa. Não têm quase nenhum respeito pela autoridade mais poderosa que seja até que ela venha subjugá-los. O único elo que os mantém como uma comunidade é o marilismo.
 
Características Políticas: Há basicamente três formas de governo em Oroberia: Monarquia, Anarquia e República Parlamentar.
 
Pelegue, Soraka, Darmi, Alba, Lusânia e Telin, esses são os nomes dos reinos do litoral. Ezeen, Yolt e Elfereden são os reinos do interior. Cada um deles possui um governante local e Cilian, embora esteja numa posição de rainha assim como os demais, é a figura de maior poder político entre os nove e funciona como mediadora de eventuais disputas entre os monarcas e representante de Materyon em Oroberia. É dada autonomia para as cidades que compõem os reinos teryonistas, de modo que não há muita comunicação entre elas desde que não desobedeçam aos preceitos teryonistas que servem como espinha dorsal para formulação das leis. Acredita-se que esse tenha sido um dos motivos pelos quais Alzebara foi destruída sem que seus vizinhos fizessem muita coisa.
 
Hulupan só tem Alfhuss como personalidade digna de temeridade, lembrado praticamente como um santo, mas suas histórias precedem a chegada dos emylistas à Oroberia e só são conhecidas pelos que seguem o caminho do equilíbrio. A região é dividida em grandes províncias, mas isso serve apenas para uma questão geográfica, saber para onde se vai e criar pontos de referência para guiar os locais, mas tem pouca ou nenhuma importância fora disso.
 
Nerferi que hoje é uma cidade-Estado já foi um reino que, mesmo minúsculo, teve seu apogeu durante o governo de Nialta I, mas depois que esta foi deposta e morta os líderes da revolução firmaram suas famílias como membros fundadores de um Senado que é o órgão que governa os assuntos do reduto marilista.
 
Lugares de Interesse:
 
·         Pelegue;
·         Darmi;
·         Soraka;
·         Montanhas Horkan;
·         Nerferi.
 
Características Ideológicas: Apesar de seu passado conturbado, emylistas e teryonistas se dão relativamente bem, cada um no seu devido espaço, apesar de que estes veem aqueles com um pé atrás, pois muitas coisas sobre os seguidores de Emylia são desconhecidas e há muito misticismo ao redor daquela comunidade, pois há relatos do surgimento de muitos denims kalaidrinos na região nas últimas décadas.
 
Os marilistas, no entanto estão levando a guerra e a confusão a todo instante para onde quer que seus pés consigam lhes levar e por isso são inimigos de todos que cruzam seu caminho.
 

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