Perfil - Baoh Dankai

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Perfil - Baoh Dankai

Mensagem por Baoh Dankai em Ter 29 Mar 2016 - 23:06

Nome do Personagem: Baoh Dankai 

Raça: Ajarg (Coruja-de-Crista) 

Ideologia: Marilista 

Den Primário: Fikan 

Den Secundário: Denakan 

Enredo:

VOOS NOTURNOS

O jovem ajarg conhecido como Baoh nasceu em meio a um conflito secular que se desenrolava na região conhecida como Cordilheira das Cascatas. Esta região montanhosa era o lar de duas pequenas tribos de metamorfos meio-avídeos que viviam disputando território, influência ideológica e principalmente conhecimentos. De um lado do conflito estava a tribo onde Baoh nasceu, os Lün, que descendiam de corujas e portanto tinham hábitos noturnos, seguidores do Zhânrir Benigno. Do outro lado, estavam as criaturas diurnas meio-águias, a tribo marilista chamada Dankai. O derramamento de sangue foi insano, constante e se arrastou por anos até que as duas tribos perceberam que não chegariam a lugar algum e que ganhariam mais através de um cessar fogo. 

Desta forma, os dois chefes de tribo decidiram assinar um acordo que colocaria fim ao conflito e como símbolo desse ato a criança mais jovem de cada família seria dada como protegida para a tribo rival. Simbolicamente os dois jovens ajargs adotivos serviriam como guardiões de suas novas tribos, pois enquanto toda a tribo estaria descansando, a criança da tribo rival estaria desperta. Assim, Baoh foi dado pelos Lün com apenas três verões de idade para ser criado pelos marilistas Dankai, enquando a pequenina Suan, praticamente uma recém nascida, seria adotada pelos ajargs teryonistas. Além do simples cessar fogo, e da troca de crianças ajargs, um objetivo ainda maior era visado por ambas as tribos, a troca de conhecimentos e o fim das sabotagens que acabavam por destruir pergaminhos e escrituras mais antigas que as próprias tribos.

Para Baoh, entretanto, ser uma criança que vagueia pela noite enquanto todos os que você conhece estão no mais profundo sono é algo triste e enfadonho, por isso por diversas vezes o jovem ajarg abandonava o território marilista para saciar sua curiosidade através da Cordilheira das Cascatas. Em seus voos noturnos o pequeno metamorfo conheceu vilarejos humanos, tribos goblinoides, encontrou criaturas que seria melhor serem deixadas em paz, e teve contato com as demais ideologias, detestando todas, pois via no marilismo ensinado pelos Dankai a verdade absoluta. Sua fé no Zhânrir Maligno se tornava cada vez mais inabalável. Entretanto, mesmo em suas viagens, assim como junto de sua tribo, enquanto Baoh explorava a maioria dos povos dormiam. Então mesmo em novos ares, sua solidão permanecia. Mas um dia o jovem metamorfo encontraria alguém que viria a se tornar seu maior mentor na maioria das coisas do mundo além da Cordilheira das Cascatas... 

A NOITE DA CORUJA 

O mentor em questão era um vampiro que se dizia chamar Leverian e vinha de uma cidadezinha conhecida como Esgares. Era um violinista que usava suas habilidades artísticas para atrair presas. O som era assustadoramente encantador e Baoh prontamente quis aprender a tocar aquele instrumento tomando o morto-vivo como seu professor. Noite após noite eles ensaiavam e Leverian o ensinava a caçar nas sombras. Por não serem muito fortes fisicamente, ambos se utilizavam e exploravam ao máximo seu carisma para conquistar seus objetivos. Com decorrer do tempo, Leverian percebia que algo anormal acompanhava a música de seu pupilo. Efeitos colaterais eram apresentados por aqueles que ouviam sua música, alguns adormeciam, outros ficavam catatônicos e havia ainda aqueles que enlouqueciam. Mesmo sem a orientação de algum outro Denin, os poderes Fikan de Baoh cresciam rapidamente. 

Uma vítima depois da outra, um vilarejo após o outro, os dois dedicavam seu tempo para, além de conseguir comida, obter alguma diversão vendo os outros ao seu redor despertarem na calada da noite ao som melódico de um violino que só eles ouviam e esganar o próprio filho, atear fogo na casa do vizinho, cortar os próprios pulsos. Era só esvaziar a mente do infeliz, soprar-lhe qualquer palavra nos ouvidos e esperar a catástrofe. Passaram-se anos desde que esse hábito começou. O ajarg já se tornara um jovem mancebo e numa noite de muita gana pela corrupção os dois resolveram abalar um vilarejo a oeste da província de Volkan de uma maneira nunca antes vista. Resolveram dar cabo das crianças. Um por um, os inocentes incautos foram tirados de seu sono ao som de uma canção particular, amarrados a um grande poste distante e deixados para serem devorados por uma matilha de lobos faminta especialmente condicionada a achar carne humana muito saborosa. Os restos dos garotos foram encontrados na manhã seguinte. 

Após uma longa caçada, os dois invariavelmente foram capturados pela tribo Volkani que jurara torturá-los e fazê-los sofrer por toda desgraça que levaram àquelas crianças inocentes e suas famílias. O Chefe da Horda, um guerreiro calejado de muitas batalhas nas Estepes Arenosas, fazia questão de arrastá-los ao anoitecer da jaula onde ficavam presos para troncos onde haviam matado as crianças, e lá eram açoitados e torturados diariamente. Privados de seus instrumentos musicais e qualquer ferramenta para tentar manipular os bárbaros para escapar de seu cárcere, para Baoh e Leverian tudo o que restava era orar ao Zhânrir Maligno por forças ou por algum milagre que os livrasse daquelas torturas. Após noites incontáveis de sofrimento, finalmente algo aconteceu. Enquanto eram açoitados por seus captores, Baoh escutou ao longe um uivo que rasgou a noite vindo das planícies na direção de Esgares. Era diferente de qualquer uivo dos lobos da região, era mais alto, mais forte, mais sedento. 

A matança que se seguiu foi algo simplesmente indescritível mesmo para criaturas malignas como os dois marilistas. Verdadeiras bestas compostas de pelos, garras, presas e sangue invadiram o vilarejo e dilaceraram toda a tribo Volkani, que pega desprevenida pouco conseguiu resistir. Por algum milagre, os dois marilistas foram poupados... e sem olhares atentos dos bárbaros, Baoh conseguiu se livrar as cordas que o amarravam ao tronco. As casas do vilarejo iluminaram aquele amanhecer com chamas espalhadas pelo ajarg, e a melodia de seu violino era fúnebre, acompanhada pelos gritos de pânico e dor do vampiro Leverian, que foi deixado preso ao tronco enquanto a luz do sol inundava as estepes Volkani... o ajarg marilista preferia não deixar por aí alguém que conhecesse suas habilidades e fraquezas como Leverian conhecia. 

A ASCENSÃO DA CORUJA

Depois dessa longa jornada pelas terras de Esgares e Volkan, era hora de voltar para casa. O coração do ajarg estava encharcado de ódio, seus olhos mostravam todo o desprezo que tinha por sua família de origem e adotiva. Com os anos de caçadas noturnas junto de seu mestre Leverian, Baoh percebeu que ficava cada vez mais apático e letárgico em condições normais e que só retornava a plena forma quando extasiado pela maldade. Estava caindo em letargia de novo voltando à velha rotina por isso resolveu livrar-se dos dois clãs da maneira mais divertida que conhecia, esvaziou a mente de um membro da família Lun, manipulou-o para matar um dos pequeninos da família Dankai e estava desfeita a trégua para sempre. Das sombras o amargurado e divertido Baoh ocupava seu tempo manipulando os resultados dos conflitos das sombras, seu objetivo era destruir as duas famílias de uma vez só, por isso sempre que sentia que uma prevalecia demais sobre a outra fazia a balança se reequilibrar, além do que isso fazia com que o conflito se estendesse da maneira mais lenta possível estendendo o prazer do marilista.

Seu plano no fim das contas fracassou por causa de uma influência externa. Após tantos anos vagando por Túrion e desenvolvendo suas habilidades, um monge humano havia se estabelecido na Cordilheira das Cascatas, seu nome era Lutuakee. O velho monge emylista havia se aproveitado da trégua entre as tribos ajargs para fundar um santuário e ao redor deste uma pequena comunidade dedicada a estudos, pesquisas, aperfeiçoamento e equilíbrio. A comunidade ficou conhecida como Tinto, e ao perceberem que aquele conflito não teria fim, os ajargs menos belicosos decidiram se converter aos ideais pregados por Lutuakee e abandonaram a guerra para viver na vila de Tinto, adotando a ideologia emylista. Praticamente todo o clã Lun abandonou o teryonismo para se tornar discípulos do velho monge em Tinto, e assim também o fizeram muitos dos membros do clã Dankai. Desde sua origem no território de Túrion, os ajargs sempre buscaram líderes fortes cujo exemplo fosse seguido.

Numa noite, Baoh despertou de um sonho conturbado onde comandava um reino inteiro e era temído por todos, que se curvavam a sua presença. Em seu exército haviam ajargs, mas também elfos e homens, bartaluns e metamorfos, zortaluns aos milhares. O ajarg então decidiu que se vingaria de Lutuakee e seus seguidores, mas sabia que não tinha a menor chance contando com apenas os poucos remanescentes do clã Dankai. Para isso, Baoh serviria de guia para aquelas criaturas perdidas, abandonariam a Cordilheira das Cascatas e migrariam em busca do refúgio marilista mais poderoso de Túrion, a sinistra floresta onde ficava a cidade de Lumnar, habitada pelo povo élfico e pelos temíveis Lakriaks, metamorfos meio-homens, meio-répteis. Chegando ao Palácio de Lumnar, Baoh precisou se utilizar de toda sua lábia e poder de persuasão para que seu povo fosse aceito pelos homens-serpente que governavam Lumnar, e lá permaneceram por anos disputando com os elfos os favores de seus ardilosos anfitriões metamorfos. 

A ascensão de Baoh se deu quando uma pequena comitiva humana chegou apressada ao Palácio. Uma criança conhecida como Culgan Fortereal, neto do Rei Midgard, de Godnyr, fora enviada aos cuidados marilistas para sobreviver a uma rebelião gorgronista que havia derrubado o reinado de sua família. Aquilo foi recebido com ironia pelos Lakriaks que viram na comitiva e em seu nobre protegido nada mais que sacrificios ao Zhânrir Maligno, mas Baoh se intrometeu discursando sobre a visão que havia recebido do próprio Marilis através do sonho que o guiou a Lumnar. Culgan devia ser treinado e convertido ao marilismo, e usado como ferramenta para que a ideologia malévola se espalhasse para muito além daquela floresta medonha, conduzindo o bandeira escarlate para o alto das torres de Godnyr. Com o passar dos anos, Baoh recebeu o título de Grão-Vizir, o conselheiro máximo do governante de Lumnar, e serviu ainda como tutor do jovem humano sedento por vingança e líder de um poderoso exercito marilista composto não só de ajargs, mas também elfos e homens, bartaluns e metamortos, zortuluns aos milhares, exatamente como havia sonhado e profetizado Baoh.


Descrição Física: Baoh é um ajarg que já soma 31 anos de vida. Tem cabelos negros compridos presos numa trança curta que mal alcança a linha dos ombros. Como os semelhantes de sua raça, têm um porte físico vistoso com 1,80m e o corpo esguio. Seus olhos são amarelos, uma inconveniência de sua natureza bestial da qual não consegue se livrar e sua pele é negra como a noite sem luar. Seu rosto é anguloso, mas seus traços são delicados. Seu nariz é pequeno e seus lábios são finos, embora seu sorriso quando se abre revela-se quase de orelha a orelha. Não possui nenhum pelo facial, mas sim plumas faciais. Seus cílios são na verdade penas minúsculas embora ainda sejam bem maiores que cílios humanos. Ao redor dos olhos ainda tem um halo de plumas que na parte de cima sobrepõe-se onde estariam as sobrancelhas que também são emplumadas, mas essas penas são mais longas formando duas pontas, as características cristas que dão nome à espécie de coruja que Baoh mimetiza. Sua plumagem é cinza-chumbo.

Sua indumentária é completamente azul salvo pelas sapatilhas e pelas costuras  nas vestes que são pretas. A túnica de seda que vai até os tornozelos é fechada com botões sobre o lado direito do peito indo até a cintura, as mangas são bem longas e largas chegando a ultrapassar ligeiramente os pulsos terminando com as argolas de ferro por dentro da costura reforçada. A calça também é folgada, mas terminam com uma faixa elástica nos tornozelos criando um efeito bufante na vestimenta. O toque final fica pelo enorme cachecol que Baoh usa ao redor do rosto e do pescoço para aplacar o inexplicável frio que sente. Deixa as pontas caídas sobre as costas com as asas entre elas. Vale mencionar o detalhe que para acomodá-las a túnica tem dois cortes verticais às costas. 

Itens: 
- Violino: Um instrumento musical tradicional cujas únicas peculiaridades que diferenciam este dos demais são o conjunto de marcas que ele possui no fundo que são símbolos do Teryonismo, o olho de Materyon iluminado pela estrela Venir, e uma alça cujas pontas estão fixadas no fundo e na voluta.

- Punhal Profano: Um leque dourado totalmente laminado que quando fechado serve como punhal ritualístico. Fabricado pelo povo élfico de Lumnar, o leque é adornado por runas antigas e trechos de cânticos em homenagem ao Zhânrir Maligno.

- Olhos da Noite: Um pequeno medalhão de bronze em forma de cabeça de coruja que possui dois ônix no lugar dos olhos. Concede uma leve proteção para o usuário contra energia Kalaidrina.

Perícias: Sentir Motivação, Obter Informações e Furtividade.

Técnicas Fikan:
- Fortississimo: O som emitido pelo violino de Baoh é impregnado com uma pequena maldição. Apenas o alvo da técnica é capaz de ouvir sua melodia, e portanto precisa estar ao alcance da audição. A música ataca diretamente os sentidos do alvo, deixando-o atordoado. Alvos múltiplos podem ser atingidos, mas o efeito da técnica é dividido proporcionalmente.


- Saltitante: Assim como a técnica "Fortississimo", uma melodia é emitida através do violino do ajarg, carregando energia Kalaidrina e uma maldição leve. Saltitante é capaz de esvaziar a mente de seu alvo, incutindo pensamentos malignos e uma excitação tão grande que induz a uma espécie de frenesi violento. Alvos múltiplos também podem ser atingidos, mas o efeito é fracionado entre todos estes.


- Canção de Ninar: Uma antiga canção infantil deturpada pelo ajarg e carregada de energia kalaidrina, é capaz de induzir seu alvo a um sono profundo. Assim como as técnicas anteriores, mais de um alvo pode ser escolhido por Baoh, mas os efeitos acabariam divididos entre cada um dos alvos, fracionando o poder da técnica.


- Réquiem: Através de um ritual realizado em noites sem luar ao som da funesta canção chamada Réquiem, o denin Fikan é capaz de canalizar kalaidrin para corpos pouco decompostos, amaldiçoando e animando os mortos, transformando-os em temíveis zortaluns obedientes aos desejos do ajarg.

Técnicas Denakan:
- Hino de Guerra: O Grão-Vizir é capaz de acompanhar os cânticos de batalha entoado por soldados próximos, abençoando aqueles devotos a Marilis e elevando o ânimo destes, induzindo-os a uma fúria selvagem incansável e oferecendo as almas dos que tombarem em combate como oferenda ao próprio Zhanrir.


- Sonata Escarlate: Uma sonata composta em homenagem à Marilis e entoada durante um ritual de sacrifício. Sua melodia de louvor e fé, assim como a oferenda de sangue tenta evocar uma benção do Zhanrir Maligno na forma de visões proféticas de um futuro não muito distante.



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