Nona Visão: Caçadores cinzentos do norte

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Re: Nona Visão: Caçadores cinzentos do norte

Mensagem por Liliel em Sex Abr 28 2017, 14:04

Fora de Dolot a Lady ainda que sem palavras mostrava uma inquietude após identificar o número alarmante de mortos e feridos. Apesar desta tropa não faz parte da sua, assumia a responsabilidade e arriscaria e pensava como equilibrar tal situação. Pensava seu próximo passo enquanto ajudaria Dotter a subir no mamute, isto é inicialmente.

No entanto, algo a elfa não pode prever. A marjuk começara agir estranho e um certo brilho a consumiu, não demorou para que a Lady reconhecesse a finalidade de sua mudança, já tinha visto sua mutação e reconhecia a tamanha força que teria com isso. Outra vez Dotter a desobedeceu mas desta vez a elfa concordava com sua escolha, era a chance que tinham.

Os olhos azuis de Liliel refletiram como espelhos a parceira que emanava um equilíbrio o qual recebeu e lhe deu conforto, está sim era sua amiga e parceira. Que por um raro momento e ligeiro se viu a elfa transmitir uma feição relaxada, uma tentativa de sorriso que ao percebê-lo ela deu as costas, voltando ao seu ar enigmático.

- Você o reencontrou...Estou satisfeita.

Era uma mensagem para que somente a emylista soubesse, que ao retomar o seu equilibro a elfa podia contar. E agir como estava planejando, aproveitar o intervalo dos ataques para chegar até os feridos e trazê-los até a zona protegida, o mamute. A mesma sabia que era ágil o suficiente para socorrer. Ouviu ao meio da investida o alerta sobre os lupgrans, realmente ela não sabia mas não deixou de se abater.

- Compreendo. Mas já estamos marcados eles viram a qualquer maneira, o que temos que fazer é resistir. E achar a denin responsável!

No meio da corrida usando toda sua velocidade para chegar aos feridos, completou.

- Esqueça as árvores, devemos continuar com a estratégia. O arama não ira durar muito, conto com você!


Respondeu para Dotter sobre se transformar, para que ela tomasse a posição temporária da elfa caso o lupgran tentasse atacá-los enquanto ela tentava trazer os feridos para perto, sem deixar de desafazer a formação.

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Re: Nona Visão: Caçadores cinzentos do norte

Mensagem por Dotter Manen em Seg Maio 01 2017, 23:55

Off:

(Dotter ainda não mudou de forma ou deu qualquer efeito visível que ia mudar. Ela apenas afrouxou as fivelas da roupa para que quando se transformar elas se soltem por completo e não sejam destruídas...o que seria bastante constrangedor na hora de retomar a forma humana. )
 
On:

Felizmente estava concentrada demais no lupgrand para dar atenção ao comentário da general. Fosse em um momento menos tenso e longe de inimigos teria estendido à elfa um olhar ranzinza e dito algumas palavras pouco amigáveis. Mesmo sem perceber Liliel estava sendo rude ao supor que a outra havia recobrado o equilíbrio para satisfaze-la. Dava a entender que não tivera um mínimo de responsabilidade pela outra ter perdido a calma.

Se sobrevivessem, essas pequenas rusgas teriam que ser resolvidas antes que trouxessem consequências a todo o grupo emilysta ou mesmo ao reino.

Dotter dava alguns passos à frente mantendo os olhos nos do lupigran enquanto Liliel fazia exatamente o que não se deveria fazer diante de um lobo: Ficar correndo de um lado para o outro.

Desejava esperar que todos estivessem posicionados, mas a atitude errática da líder do grupo a fazia tomar a decisão de se transformar de uma vez e tornar-se o foco da fera.

Seu cabelo se eriçou assim como os pelos das orelhas e então todo seu corpo rapidamente cresceu cobrindo-se da mesma pelagem avelã. As vestes não se rasgaram como os elfos e humanos ali poderiam esperar. Como qualquer um esperaria de um majurk comum entrando em sua forma bestial. Apenas soltaram-se.

Agora caídas ao chão revelavam as várias tiras de couro e fivelas que as mantinham justas e firmes ao corpo da jovem guardiã. Uma alfaiataria que só poderia ser feita pelos melhores mestres do condado, para guerreiros, para alguém que se preparara para usar sua forma bestial.

Se isso não bastasse para acalmar o Verenista, a única parte das vestes que permanecera presa a Dotter era o manto agora curto sobre suas enormes costas. Preso apenas por dois pequenos broches com o símbolo de Slandragg.
 
- ROOOOOOOOOOOOOOAAAAAAAAAA!!!!!
 
Chamava o Alfa para a briga, firmando a pata traseira boa no chão para ter um bom impulso e desviar da primeira investida. Como estava ferida preferia aguardar a chance do contra-ataque.

Não tinha mais ouvidos para o outro lobo. Confiava nos aliados. Seu mundo agora era só ela e o lupgrand.

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O Ataque dos Alfas

Mensagem por A Lenda de Materyalis em Qui Maio 04 2017, 17:20

Considerações off

Meninas, salientando a informação que passei no nosso grupo: editei o meu turno anterior, colocando, em azul, o diálogo do último turno da Liliel com a Dotter. Em relação à cena, não muda nada pra ninguém, mas ajudará na edição do livro. As inclusões estão em azul, e os descartes em vermelho.

Próxima formulação de turno no fórum dia 08/05, segunda-feira. Favor, fazer o turno até as 23h59 de domingo, 07/05.

Vamos ao jogo:




Nona visão: Dotter e Liliel

Caçadores cinzentos do norte

Diferente do lupgran, que tinha a atenção dividida entre Holcia correndo para o mamute e Liliel indo até os debilitados, o foco de Dotter era total na fera. Os pelos existentes em seu corpo atual se eriçaram ainda mais. Logo deram lugar a uma grossa pelagem avelã, que nascia em sua carne tão rapidamente quanto o crescimento dos grandes azevéns na primavera, encontrados nos campos adjacentes às montanhas de Majara. Todo o seu corpo crescia no mesmo compasso, ganhando a robustez de um majurk em sua forma plena, cuja estatura passava de duas braças.

Ao contrário do que eu esperava, o tamanho descomunal não rasgou as vestes de Dotter. Agora caídas no chão, revelavam as inúmeras tiras de couro e fivelas que as mantinham justas ao corpo da jovem guardiã, até receberem a pressão estiradora da metamorfose que as faria soltar. Uma alfaiataria criada pelos melhores mestres do Condado desde os tempos de Slandragg, para auxiliar guerreiros majurks prontos a usar sua forma bestial como recurso em batalhas extremas. A única parte que ainda permanecera em Dotter por mais tempo foi a capa, que, presa aos dois broches, ficava curta em suas costas largas, deslizando lentamente após a transformação ser completada.

Dotter bramiu alto. Antes compenetrados em observar atentamente os lados aos quais foram incumbidos de proteger, os patrulheiros se voltaram para o grito da nova fera. Não houve um que não se assustasse com a criatura que aparecera. Demoraram algum tempo para assimilar que se tratava da transformação de uma aliada, e ainda mais para entender que ela não era uma ameaça. Ver Liliel correndo para os feridos transmitia a ideia de que ela tentava escapar da cólera ursídea, uma vez que não dera qualquer instrução acalentadora aos guerreiros sobre o estado da majurk. O relinchar frenético de Doloth revelava o medo da égua que, sem alguém para puxar suas rédeas, correu atrás da elfa, buscando na dona a melhor proteção que podia ter.

Finalmente, a atenção do lupgran se voltou para Dotter, como ela desejara. O lobo ergueu a cabeça e uivou altissonante. Em seguida, mostrou os dentes afiados para a inimiga. Era o prelúdio de um duelo selvagem. A ursa se apoiava na pata traseira direita, que não sofrera a perfuração da flecha. Ao contrair a forma ursídea, ferimentos causados na aparência mestiça não aumentavam sua proporção, o que a ajudaria a lutar sem manquejar. Optou, contudo, em começar o duelo na postura quadrúpede, apoiando as patas dianteiras no solo. 

Porém, a inteligência dos lupgrans jamais deve ser subestimada. O animal correra desviando de uma tentativa frustrada de investida do mamute, que, seguindo o comando de Rilac, impulsionou a cabeça, tentando atingir o lobo com seus enormes e curvados dentes de marfim. O canídeo dera uma guinada flanqueada à direita, usando apenas seus sentidos para evitar o ataque, enquanto olhava fixamente para a majurk. Mas sua intenção não era atacá-la. Quando Holcia estava próxima da montaria de Rilac, foi vitimada. O alfa ignorou Dotter e avançou sobre a arqueira, derrubando-a sem a menor dificuldade.

Rilac se esforçou para virar o paquiderme. Conseguiu, mas já era tarde. Obviamente, o lupgran não tinha noção de que ela era sua maior ameaça, por se tratar da única combatente capaz de atingi-lo à distância. Porém, a ordem para que a arqueira corresse até o mamute lhe transformou num alvo fácil. Foi dominada rapidamente e, com uma força descomunal, o carniceiro a conteve pelo pescoço. Com uma poderosa mordida, o esmigalhou em instantes. Quando se ergueu novamente com a boca totalmente ensanguentada, a cabeça de Holcia já estava separada de seu corpo. Era uma cena horripilante e forte, que fez Rilac impedir o avanço do mamute. O medo tomara conta de si.

Os lupgrans são muito hábeis em sua comunicação. O uivo dado há pouco corrobora tal afirmação. Ele já pensara em atacar Holcia e deixar a majurk de lado, pelo menos, por enquanto. Para ela, estava reservado outro adversário: que a atacou traiçoeiramente.

Enfim, o macho alfa apareceu. O costume dos lupgrans é fazer com que a fêmea cause o medo, e o parceiro acabe com os fugitivos. Provavelmente, o uivo da outra foi um sinal para que o parceiro combatesse Dotter. Ainda durante a corrida da canídea até Holcia, o outro saltara sobre as costas da majurk. Se prendeu nela através de uma mordida no ombro largo da ursa, que, apesar de ouvir a respiração ofegante do novo atacante se aproximando, não conseguiu virar em tempo para evitá-lo. Desta vez, o aroma ambiente não servira para despistar. Sua audição apurada captou o bramido da majurk e detectou imediatamente a localização da inimiga entre a neblina. A abocanhada poderia trazer um ferimento grave quando a guardiã voltasse a forma mestiça. No entanto, não era suficiente para lhe causar um dano considerável em sua metamorfose.

O assassino de Holcia voltou a encarar o mamute e seu domador, Rilac. Ficava de costas para Liliel, que chegava até os feridos. Caídos e inutilizados, observavam a tudo entre gemidos dolorosos e amedrontados. Seus nomes, que até então não foram pronunciados pelos líderes da patrulha, poderiam ser esquecidos naqueles campos. Um deles não conseguia mexer as pernas, o que o desesperava. A queda do mamute deveria ter quebrado sua coluna. O outro estava deitado de lado, segurando o braço direito, certamente fraturado. Isto era realmente lamentável, uma vez que, se estivesse inteiro, seria o único arqueiro vivo. A Lady aliankina podia ver a aljava ainda presa nas costas do homem, e o arco jogado a uma ulna a sua frente.

Pherpe, Garbryt e Oburloc também poderiam lutar, mas evitavam sair de suas posições, o que poderia expor mais o grupo caso ainda houvessem outros lobos nos arredores. Além disso, teriam que correr até o lupgran, que também levava vantagem na velocidade. As opções eram parcas e a sobrevida distante.  



(Continuem a partir daqui, Desirreé e Giovanna)

Complemento:

- Na quarta visão do livro (página 117) Harcos descreve que o símbolo nos broches é desconhecido para ele. Neste caso, não será possível fazer alusão a Slandragg aqui;

- Enviei pelo chat mais um esquema, mostrando a posição atual de todos.  



Última edição por A Lenda de Materyalis em Qua Maio 10 2017, 14:26, editado 1 vez(es)

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Re: Nona Visão: Caçadores cinzentos do norte

Mensagem por Dotter Manen em Seg Maio 08 2017, 23:36

off: vou considerar que os broches por serem bem antigos estão desgastados o que dificulta que Harcos os veja com clareza enquanto Dotter está em movimento. Talvez no futuro ele os veja quando ela estiver repousada ou eles estiverem sobre alguma mesa.


on:

Rosnava furiosa tanto pela dor da mordida que levara quanto pela falta de aviso por parte dos supostos aliados.
Estava bem claro agora que tomara a decisão errada em confiar naquele bando de incompetentes. O melhor que poderia pensar daqueles soldados era de que se tratava de novatos incapazes de se manterem concentrados ou sem um mínimo de prática de batalha. Não ficaria surpresa se aquele fosse o primeiro combate real de amadores recém-chegados da capital.

Começava a duvidar que o Rei tinha em suas fileiras algum soldado capaz de agir nos limites gélidos do condado já que nem sua Lady parecia ter o conhecimento mínimo sobre as feras mais temidas da região. Talvez por isso o monarca tivesse aceito tão rapidamente a oferta de Omaru em por uma conterrânea tão jovem para o serviço. Suspeitava agora que qualquer majurk que tivesse crescido as últimas presas estaria mais capacitado que aqueles elfos e homens para evitar virar comida dos cinzentos.

A princípio se ergueu brevemente com o susto, mas sem chegar a ficar de pé. Seu instinto inicial era o de tentar arrancar o lobo, mas na forma ursídea seus braços eram curtos demais para chegar às próprias costas.
Suprimir o instinto bípede não costumava ser algo difícil à um majurk. Não ceder aos impulsos ferais era o grande problema.

Das raças metamórficas os Majurks eram dos poucos que ainda capazes de, ou como alguns preferiam dizer, amaldiçoados em tornar a forma animalesca. Apenas um pequeno número de representantes da raça alcançava o perfeito equilíbrio entre despertar toda a força e ferocidade Madjür e manter o raciocínio Marjuk e saber exatamente quando usar um e outro... Dotter parecia não ter alcançado o patamar de perfeição.

Por um instante travava em um gesto que só faria sentido para os braços longos de sua forma mais esguia. Felizmente fora apenas um segundo, pois no seguinte lançava o corpo para traz e em seguida rapidamente para frente visando catapultar o corpo do lobo ou parte dele para uma posição que seus curtos, mas fortes braços pudessem agarrar o canídeo tempo suficiente para que suas presar se fincassem nas costelas lupinas ou quem sabe numa das patas e lhe arrancar um naco tão grande ou maior do que ele lhe pretendia arrancar.

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Re: Nona Visão: Caçadores cinzentos do norte

Mensagem por Liliel em Ter Maio 09 2017, 21:06

[ Itens e ataques utilizados: ]
1- Capuz Negro
2- Espadas Gemias

On:

A expectativa da Lady era trazer os feridos para mais perto e com isso conseguir defendê-los e avançar. Talvez essa sua tática fosse mais eficaz se os guardas tivessem mais audácia, tudo falhou quando ela seguiu para trazer os feridos para mais perto, os soldados travam de medo após a morte da última arqueira que havia sido brutal e com ela levou-se a esperança do grupo. 

Apesar de seu ato de trazer os feridos para ária segura, fora bem-sucedido nada adiantou, o lupgran macho deu o bote e assim conseguiu desarmar Dotter que ainda tinha esperança de equilibrar a situação. A elfa arregalou os olhos ao testemunhar tamanha inteligência da raça. Agora entendia porque a marjuk havia ficado tão tenebrosa, ainda que era a verdade a elfa recusava-se a se render e viu Doloth correr para perto de si. Precisava agir rápido, no entanto, não estava certa se poderia salvar aqueles homens o fato de dependerem das ordens e não tentarem proteger os que foram atacados. Sabia o que significava aqueles rosnados de Dotter e com isso ambas concordavam em um ponto em comum. Liliel encheu o peito de ar preparando para aumentar sua agilidade pretendia pegar a fêmea enquanto o macho estava fora e fez um sinal com a mão próxima a égua para que ela tomasse boa distância segura. Já estava com seu capuz sobre a cabeça, com o seu auxílio para aumentar o alcance. Lady investiu em um ataque que nunca foi mostrado antes. 

A Lady utilizou seu ataque revestido da energia kalaidrin que brilhara intensamente em roxeado como o desejo da mesma que consumia a lâmina fome, seus olhos claros estavam compenetrados e frios um olhar impiedoso. Abriu as pernas e investiu em seqüência de cortes rápidos na vertical e horizontal e finalizava na transversal na direção da lupgran. Tudo isso usando sua junção da energia residual do tempo-espaço, que se movimenta através das linhas temporais e especialmente usada para ser lançada à distância 

Ao fim fim do ataque que subiu muita fumaça sua voz ecou no fundo, reprendendo os demais: 


- Que diabos estão esperando!? protejam os feridos e mantenham formação defensiva!


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Cutiladora do Espaço-Tempo

Mensagem por A Lenda de Materyalis em Qui Maio 11 2017, 15:37

Considerações off

Meninas, alguns comentários:

- Desirreé, em relação aos broches, não faz sentido colocá-los como distorcidos, pois na quarta visão, foi feita uma descrição mais minuciosa da Dotter. Terá de pensar em algo mais limitado ao conhecimento da personagem, como algum símbolo referente ao treinamento, a uma relação com Omaru etc, mas não em sentido tão amplo, como Slandragg. 

- Desconsiderei o termo "madjür" escrito no turno passado pela Desirreé, pois não entendi a referência;

- Cuidado ao escrever "majurk". Em algumas passagens nos turnos de ambas, está "marjuk".

Próxima formulação de turno no fórum dia 15/05, segunda-feira. Favor responder até as 23h59 de 14/05.

Vamos ao jogo:





Nona visão: Dotter e Liliel


Caçadores cinzentos do norte


Enquanto Dotter tinha problemas em se livrar da pespegada em seu ombro destro, mais eventos desenrolavam do outro lado. Acordando do transe gerado pela morte truculenta de Holcia, Rilac bateu as rédeas do mamute. Não perderia mais tempo. 

— Avance! — disse o domador para o animal. — Esmague esse monstro! 

Barrindo alto, o mamute seguiu o mais rápido que pode contra a lupina, que já se preparava para confrontá-lo, mas cometeu o erro de ignorar Liliel. Expunha seu corpo de perfil para ela, com a clara intenção de correr e flanquear novamente o perseguidor paquidérmico. Enquanto permanecia incólume aos sentidos da fera, a elfa recolocou seu capuz. Aparentemente, aquele gesto parecia despretensioso, uma vez que não estava próxima da adversária animalesca, até que vi pequenas faíscas violáceas saindo do indumento. Quase paralelamente, a lâmina da espada era banhada pela mesma cor. Surpreendi-me ao verificar que ela não pretendia atacar com metonyan. Revelava-se uma tridenin, termo usado para caracterizar indivíduos capazes de controlar três dens distintos. 

Enquanto se concentrava, a Lady respirava profundamente. Suas íris tingidas pelo azul quente passavam uma frieza odiosa e impiedosa. A energia roxa no gume da espada tremeluzia como as nebulosas observadas pelos astrônomos aliankinos, que por um dia tive o prazer de apreciar. O belo fenômeno era o pródromo de um novo ataque. 

A guerreira sutilmente separou as pernas e investiu três cortes rápidos contra o ar, direcionados à lupgran. Os dois primeiros formaram uma cruz, e o último transversal de baixo para cima, começando do flanco direito e terminando no alto do esquerdo. Cada movimento gerara curtos estrépitos, semelhantes ao choque entre pequenos fragmentos pontudos de pedra contra um bloco metálico e espesso. Tão rápido quanto um piscar de olhos, linhas violetas surgiram no espaço entre a Lady e a canídea. Instantes depois, talhos apareceram no lado sestro da fera, seguindo os contornos delineados por Liliel em seu movimento.

O tinido e os ataques à distância eram produzidos pelos "acutiladores do tempo e do espaço", epíteto comumente dado a alguns denins tenkans, que usam a energia kalaidrina para controlar as regras dimensionais pretensamente criadas por Materyalis na antiguidade. Além de manipular o metonyan através do den grakan, e o cynblarkin possivelmente com o den denakan, como especulei nas minhas anotações da noite anterior, era evidente que Liliel era conhecedora de um terceiro den e, portanto, apta ao manejo das três energias essenciais. O ataque usava o que Müdrik me explicou sobre as linhas temporais existentes em toda a natureza, que, uma vez desbravadas, podiam revelar ou construir elos distantes entre seres, objetos e até períodos. O mestre costumava dizer que os tenkans são sapientes em aprender técnicas com finalidades relacionadas a estes aspectos, transportando a matéria ou mesmo o impacto destas por grandes extensões. Foi exatamente o que a emylista fizera, aplicando o corte da espada sem precisar se aproximar de sua adversária. 

Com o ataque, a lupgran, que iniciara uma corrida, tinha sua intenção sofreada. A dor fez com que rosnasse, fraquejasse e parasse. Seus olhos encontraram Liliel. Seria muito para sua mente entender como ela conseguiu atingi-la de longe, porém, sabia que ela foi a causadora daqueles talhos, e que também não podia ignorar a corrida lenta do animal de Rilac. Ser impactada com o golpe dos dentes ebúrneos seria fatal e, por isso, não se entregou à dor. Agiu com a melhor alternativa que tinha naquele momento: ladrando!

A reação iniciada com um cainho alto, aparentemente causado pela dor dos ataques de Liliel, se transformou em balsados retumbantes. O barulho irrompia os ulos dos ventos nos campos nevados e afetava especialmente seres com audição aguçada. Uma habilidade peculiar usada pelos lupgrans quando se sentiam acuados e, curiosamente, extremamente funcional naquele momento contra as duas principais ameaças que a afligiam.

Os latidos estrondosos provocaram torpor em todos ao redor, que levaram instintivamente às mãos aos ouvidos. A pele do rosto da elfa se contorcia em linhas, que marcavam o momento doloroso no qual era submetida. Grunhia abafadamente e se sustentava de pé com dificuldade, visto que as pernas tremiam intensamente com o barulho. Levara a mão esquerda ao ouvido do mesmo lado, tentando, ao menos, proteger um tímpano, o que se mostrou inútil. Segurava dificultosamente a espada com a destra, mantendo em punho sua melhor chance de continuar o confronto, e conseguiu. Porém, o mamute não tivera o mesmo ímpeto, sendo a maior vítima da propagação sonora. E, para consternação de seu domador, tornou-se impossível controlá-lo. Puxava as rédeas desesperadamente sem conseguir a obediência desejada, enquanto sua montaria barria chorosa e jogava bruscamente de um lado a outro, como se fosse tragada por uma poderosa hipnose. Embora não intencionalmente, fez isso até que o guerreiro se desequilibrasse e, enfim, caísse lateralmente de seu lombo. O grito de dor do homem foi ouvido ao se chocar com a terra congelada, possivelmente, por ter quebrado pelo menos um de seus membros destros. Seus gritos agonizantes se misturaram ao alvoroço sonoro dos bichos. Ainda vivo, poderia ser protegido pelos companheiros, não fosse o fato de que seu animal, totalmente atordoado com o timbre incessante da inimiga canídea, também caíra quase inconsciente para o mesmo flanco, esmagando-o. Ironicamente, Rilac foi morto com a mesma ordem que dera outrora contra a lupgran. Sua consciência captou seus tristes momentos finais, ao ver o corpo gravoso caindo sobre si sem que tivesse tempo de escapar.  

Enquanto isso, Dotter lutava contra seus instintos para sobreviver. Mesmo os descendentes de Slandragg passavam por situações desafiadoras ao se transformar. Poucos alcançavam o perfeito equilíbrio que permitia dosar o controle entre força e ferocidade. A guardiã mostrava claramente que não havia chegado ao patamar da perfeição. Ainda que seu raciocínio fosse igual a da forma mestiça, não havia garantia de que conseguiria explorar sua plena capacidade na figura bestial. Ela tentava soltar o canídeo em sua posição quadrúpede, suprimindo o impulso de reagir na postura bípede. Sabia que, agora, seus braços não eram grandes o bastante para arrancar o oponente, ainda que estivesse de pé. Porém, se levantou por um breve momento, impulsionando o corpo para catapultar o lobo. Sua força foi suficiente para cumprir o objetivo e, ainda, fazer com que sua garra direita rasgasse a pele dorsal direita do monstro, fazendo-o cainhar, mas não se render. 

Após uma queda atabalhoada de costas, o macho alfa se reergueu apressadamente. Ouvia os ladrados de sua parceira, como se pedisse por socorro, ao mesmo tempo que os latidos eram usados para estontear seus oponentes, exceto a ursa. Mas, desta vez, não poderia ir em auxílio da fêmea. Na verdade, precisava de ajuda contra sua oponente bestial. Sua resposta veio com ganidos que talvez comunicassem isso, enquanto tomava distância e recuava a quase uma braça da guardiã. Corria sem parar ao redor dela. Lupgrans sabem combater ursos e, quando forçados a duelar, geralmente usam a tática de aproveitar a própria velocidade para envolvê-los. Sabendo que os ursídeos não conseguem acompanhá-los na chispada circular, aproveitam a primeira oportunidade para atacar pela retaguarda. Eu esperava que ela percebesse isso. Era uma luta solitária, já que os patrulheiros se revelavam praticamente inábeis contra os caçadores cinzentos. O pacto entre as três raças aliankinas determinava que os majurks fariam à guarda das montanhas, o que revelava facilmente a inexperiência dos humanos e elfos contra estas criaturas. Além de ser uma denin natrakan, talvez este fosse um dos motivos pelo qual Berong aceitou Dotter como vigilante da Floresta de Majara, uma vez que, conhecedora das insídias naturais que iam além da fronteira com a cidade, poderia resguardar seus habitantes, sem a necessidade de treinar grandes destacamentos nas montanhas.

Quando finalmente a lupgran acabara sua subversão sonora, livrando os ouvidos humanos e élficos daquele fragor, Liliel se manifestou. Gritou com os três guerreiros restantes que assistiram impotentemente a queda de mais um companheiro.

— O que estão esperando? Protejam os feridos e mantenham a formação! 

A questão era que os homens conservavam suas posições, exatamente como lhes foi ordenado desde então. Como estavam na formação circular, os feridos eram os mais protegidos. A ordem não fazia sentido algum, o que claramente exaltou Oburloc, que contrariou o mando de Liliel. Decerto, deixara de lado qualquer medo de punição futura por insubordinação caso sobrevivesse àquele evento.  

— Gabryt, Pherpe — gritou Oburloc. — Avancem contra o lupgran! Eu me encarregarei de proteger Tolwil e Baldan! Vão! 

Os homens correram brandindo suas espadas e bradando longas interjeições. Garbryt e Pherpe avançavam por lados opostos. Liliel estava mais próxima do flanco esquerdo da lupina, ensanguentado com os cortes que fizera. À lupgran, restava escolher quem atacar primeiro. Todavia, não foi difícil adivinhar quem seria seu alvo. 



(Continuem a partir daqui, Desirreé e Giovanna)

Complemento:

- Liliel se sentirá tonta com os ladrados da lupgran, devido ao som alto afetar sua audição élfica. Dotter não será suficientemente afetada.


Última edição por A Lenda de Materyalis em Qui Maio 25 2017, 17:21, editado 3 vez(es)

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Re: Nona Visão: Caçadores cinzentos do norte

Mensagem por Dotter Manen em Seg Maio 22 2017, 22:23

Dotter se segurava para não bramir com o prazer ao sentir a carne do lobo fender por entre suas garras e vê-lo cair desengonçadamente mais adiante. O cheiro aguçava ainda mais seu lado selvagem. A adrenalina inundava o sangue quente. O ganir doído e aflito da fêmea apenas lhe aumentava o ímpeto de terminar logo com o macho para poder rasgar também o couro da parceira. A dor da flechada era momentaneamente esquecida dando o lugar a um desejo crescente e perigoso de sangue.

Não houve comemoração pelo golpe certeiro de Liliel, tão pouco lamento pelo fim trágico e agonizante de Rilac. Diferente do lobo não perdia seu foco.
Quando o lobo avançou sabia o que ele faria. Correr ao redor do inimigo era a maneira costumeira de um lobo lutar, atraindo e cansando o adversário, usando sua agilidade para se afastar enquanto outro ataca por traz. Tática de Matilha.

Azar do lupgrand cuja matilha jazia destroçada e a única componente além dele gania de dor e medo percebendo a morte se aproximar.
Azar ainda, pois Dotter não era um urso e sim uma majurk. Uma que ainda era capaz de raciocinar como gente e ladinamente usar o engodo a seu favor.
Nas duas primeiras voltas que o lobo deu reagiu como um urso reagiria. Acompanhando as voltas e rosnando como se isso fosse o bastante para desencoraja-lo.

Repentinamente brecou e esticou uma das patas traseiras deixando as garras de quase 10 cm no caminho da barriga do lobo confiando que a inércia faria a velocidade do lupino se voltar contra ele.
Prevendo que talvez o mesmo conseguisse parar, preparou-se para rolar de lado   como plano B. Protegeria a garganta nesse caso. Preferia levar uma mordida na barriga do que ter a fera novamente grudada em suas costas. Pela frente poderia agarra-lo e lhe aplicar a mordida que seus 42 dentes reivindicavam.


Última edição por Dotter Manen em Qui Maio 25 2017, 02:59, editado 1 vez(es)

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Re: Nona Visão: Caçadores cinzentos do norte

Mensagem por Liliel em Qua Maio 24 2017, 15:11

[ Itens utilizados: Capuz ]

A situação iria de mal a pior, ela primeira vez a Lady sentia uma enorme dificuldade em conseguir coordenar uma tropa, pois a sua era mais experiente e a que tinha lhe dava visão não havia esperança de sobrevivência de todos, o despreparo daqueles homens podem lhe render um preço muito alto. Apesar a elfa se esforçar para tentar encontrar uma estratégia cabível para abaixar o número de baixas parecia levá-la a crer não adiantaria coordena-los, se via sozinha. Tudo que pode fazer é deixá-los em defesa e deixar o ataque por sua conta.

Com seu golpe anterior apenas conseguiu retardar a fêmea para qualquer ataque, mas o risco permanecia. Olhou de soslaio vendo Dotter lutar com suas forças contra o macho que também transmitia o choro sinal claro que estava ferido quanto, ela até cogitou ir ajudá-la mas ignorar a lupgran podia ser letal…

Por mais que a espada da Lady fervesse pela energia kaladrina, não ouve tempo para tentar algo. O que não era esperado foi o uivo de socorro que a lupgran utilizou que foi o suficiente para nocautear pois o som agudo penetrava-lhe pelos ouvidos e lhe causava uma enorme aflição e agonia o suficiente para fazer tremer as pernas. Outra vez sofria um ataque sonoro…

- ARGHHHHHHH!

Grunhiu a elfa abafado pelo uivo incessante, levou a mão livre para o ouvido onde a palma da mão inutilmente tentava tapar os tímpanos. Na dor a elfa expressa linhas de dor eram visíveis. O efeito foi tão nocivo até para os animais presentes entraram em pânico que acabou que o mamute caísse e matasse Rilac. Embora encurvada pela dor aguda, Liliel conseguiu ver a queda.

- ...M-Maldita…

Sentiu uma tontura, a sua  cabeça ficou confusa mas aos poucos volta-se a se reter assim que acessa. O esforço de aproveitar a brecha da elfa era enorme… Em seguida trocou sua energia kaladrina para Metonyano que foi bem sucedido, apertou os dedos sobre o punho da espada para que sua raiva aumentasse a quantidade da energia pela lâmina, Liliel não pouparia esforços e usaria ainda seu capuz para investir outra vez. A energia transbordava e com isso brandava a espada que cosipa de sequências inúmeros fragmentos para os lados que pareciam maiores a medida que ela se aproximava, sua ideia era simples: Sabia que podia errar ataques a distância optaria pelas setas de luz que podiam abrir mais os ferimentos e paralisá-la pela dor enquanto ela se aproximava. Liliel por ser gargkan precisava encurtar a distância o suficiente para finalizar com dois cortes na altura do pescoço, para garantir.

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Virada Oportuna

Mensagem por A Lenda de Materyalis em Qui Maio 25 2017, 17:32

Considerações off

Meninas, relembrando que o limite de posts no turno deve ser concluído em até sete dias.

No meu post anterior, como havia uma referência de reação da Liliel, fiz uma edição, colocando em vermelho com uma adição na descrição (não influencia na execução dos turnos seguintes de vocês).

Dada a diminuição dos participantes no conjunto da batalha, o post hoje será curto.

Próximo turno no fórum dia 01/06, quinta-feira. Caso respondam até às 23h59 de domingo, 28/05, postarei na segunda, 29/05.

Vamos ao jogo:





Nona visão: Dotter e Liliel

Caçadores cinzentos do norte

— M... Maldita — balbuciou Liliel, que olhou de esguelha para Dotter, constatando que a companheira resistia contra o outro adversário. Estava livre de preocupações e poderia se focar na sua inimiga direta.

A elfa não deu importância, pelo menos até o momento, à ordem contrária a sua vontade, dada por Obulorc para Garbryt e Pherpe. Enquanto se aproximavam da lupgran, Liliel se esforçava para se recompor do atordoamento em que era submetida. O gume da espada não mais reluzia em roxo. Tornara a emanar metonyan, a principal energia controlada pela Lady, produzindo o conhecido ruído agudo. Isto afetou a loba além do esperado. Sendo um animal cuja audição também é deveras avantajada, não estava imune às atroadas geradas além dos seus vocais. Com isso, travou forçadamente as patas, quando se preparava para avançar contra a guerreira. Gerou-se a brecha perfeita para fulminar a fera.

Os dedos magros de Liliel apertaram a empunhadura, mostrando o esforço da elfa para energizar ao máximo a espada, que transbordava metonyan. Inúmeros fragmentos faiscantes surgiram, caindo para os lados como chamas de uma fogueira, ao mesmo tempo que um refulgido constante surgira. Ouviu-se um cainhado novamente, mas sem o efeito estonteante de outrora. Sem conseguir avançar até a inimiga mais proeminente, a lupina não concentrou o raciocínio necessário para evitar uma estocada lateral de Pherpe, que, mesmo desnorteado pelo forte zumbido da energia na arma da grakan, conseguiu executar o ataque. Não atingiu a lupina fatalmente, mas Garbryt se encarregou de finalizá-la, lançando um corte vertical contra o pescoço da caçadora. Foi insuficiente para decapitá-la, mas a profundidade do golpe a deixou à beira da morte, fazendo-a tombar sobre uma poça de sangue criada pela investida violenta do guerreiro.  

E, quando finalmente as espadas viraram a luta contra a lupgran, Dotter também o fazia contra o macho alfa. Sem perder o foco, mostrava que conhecia as táticas de matilha. Não era como os ursos ancestrais ou selvagens da atualidade, incapazes de pensar tão taticamente como um majurk. Colocaria-se como um engodo, prevendo a exata intenção do azarado canídeo, cuja sorte o abandonou, pois não tinha mais sua alcateia e, também, sua principal parceira.

Nas duas primeiras voltas do lobo, Dotter reagiu como um urso faria. Rosnava acompanhando as voltas como podia, encorajando-o a pensar que logo estaria cansada. Até que a ursa brecou repentinamente, provocando o ludibrio necessário. Sabia que o lobo aproveitaria para atacá-la. E, pouco antes de senti-lo pular sobre suas costas, ergueu a pata traseira esquerda, deixando as garras levantadas como enormes espinhos. Quando o lupgran percebeu que saltara rumo a um rasgo violento na barriga, já era tarde. A bocarra permaneceu aberta, exprimindo toda a dor que sentia. Contudo, reunia sua qualidade salutar, ainda não ferido mortalmente, para morder o alto da cabeça ursídea entre suas orelhas, embora os dentes não conseguissem penetrar com toda a força que lhe era característica.


(Continuem a partir daqui, Desirreé e Giovanna)

Complemento:

- O ferimento causado pela mordida do lupgran na cabeça de Dotter não é forte, devido à situação em que foi acometido;

- Liliel continua sob o efeito da tontura do grito da lupgran, restando três turnos para terminar.


Última edição por A Lenda de Materyalis em Ter Maio 30 2017, 14:19, editado 1 vez(es)

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Re: Nona Visão: Caçadores cinzentos do norte

Mensagem por Dotter Manen em Dom Maio 28 2017, 23:02

O lobo não conseguiu prever o golpe e teve a barriga rasgada o que limitava bastante sua capacidade de se mover ou de se segurar em Dotter.
Não havia tempo para lamentar a dolorosa mordida no alto da cabeça. Agiria antes que o animal moribundo tivesse alguma mínima chance de causar mais algum dano.

Girou o corpo de maneira que o lupino fosse ao chão e imediatamente fincou as garras dianteiras no pescoço da fera. A força de seu peso seria sozinha suficiente para esmagar a traqueia e muito provavelmente quebrar as vértebras do animal. Ainda assim fez questão de rasgar-lhe as veias e artérias banhando a neve de carmim.
 
Olhou na direção da outra loba, seu próximo alvo, mas Liliel e os demais sobreviventes haviam finalmente conseguido derrota-la. Apenas agora se dava conta que dos oito soldados iniciais apenas três restavam de pé. Ainda perderam os dois mamutes. Aquele grupo era de fato um fiasco em batalha e sequer haviam chegado perto de identificar a responsável pela matança. A maldita denin devia agora estar a muitas braças de distância.

Rosnou enraivecida e em seguida lançou suas presas contra o lobo brecando a poucos milímetros de rasga o que restava do pescoço canídeo. Numa guinada se afastou da presa tentando redirecionar sua frustração a tarefa não muito fácil de se livrar do sangue que banhava sua pelagem e atiçava seus instintos ancestrais. Ver um urso rolar na neve poderia ser uma cena engraçada, mas não quando se trata de um urso frustrado coberto de sangue e rosnando de dor e raiva a cada movimento.

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Re: Nona Visão: Caçadores cinzentos do norte

Mensagem por Liliel em Seg Maio 29 2017, 20:44

A tentativa de prender e eliminar sua adversária deu certo, graça ao esforços com os sobreviventes. Com esforço olhou para trás para ver a situação, percebia que mesmo ferida Dotter teve o maior domínio sobre o lupgran e exterminar com tamanha cólera.
A Lady soltou um longo inspiro e suspirou com uma tentativa de expulsar a tensão redita em seu corpo, no entanto ainda sentia a tontura a insistir. Por um instante sentiu que seu corpo pesar e perder o equilíbrio e despencar para frente , pelo susto a elfa tratou de por uma das pernas a frente impedindo a queda, mas foi um movimento brusco. Se ergueu guardou sua espada na bainha e ergueu uma das mãos sobre a lateral do rosto que tremia involuntariamente, onde fitou Obulorc, Garbryt e Pherpe.

- Bom trabalho e agradeço a colaboração de todos, lutaram com bravura apesar da tamanha dificuldade e pelas perdas de companheiros. Peço que façam mais um esforço para abandonamos este local o quanto antes. Outros poderão vir e nos vencer pelo cansaço. Obulorc, conto com sua orientação.

Com passos um pouco atrapalhados a elfa foi juntar as vestes de Dotter que estavam no chão, sabia que não demoraria para que sua transformação acabaria e a deixaria exposta. Para evitar mais frustrações a colega, segurava as roupas e a observava se virar pela neve, a fitava com seu ar sisudo e a encrava de modo apreensivo as feridas dela. Se aproximava devagar.

- Estou com suas roupas. Assim que terminar de se limpar te ajudo a se cobrir. Tenho um frasco de restauração, é para feridas mais leves, mas acredito que poderá estancar o sangue e naturalizar a dor.


Depois de oferecer apoio, assobiou para Dollot para que viesse até elas, pretendia deixá-la montar, pois as feridas podiam se abrir.

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Lamúrias Nevadas

Mensagem por A Lenda de Materyalis em Ter Maio 30 2017, 17:35

Considerações off

Meninas, algumas observações:

- Desirreé, embora o resultado do turno fosse óbvio, você deve sempre colocar a intenção do ataque ao invés de anunciar o resultado do turno, que cabe ao narrador. Isso é muito importante, pois evitará problemas no caso de personagens entre intérpretes se confrontarem. Os turnos de batalha podem ser mais curtos, a exemplo das instruções que chegamos a treinar em [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] No entanto, no caso deste turno, não fiz alterações pois não haveria outro resultado mesmo.

Próximo turno no fórum dia 06/06, terça-feira. Caso respondam até às 23h59 de quinta, 01/06, responderei na sexta, 02/06..

Vamos ao jogo:





Nona visão: Dotter e Liliel

Caçadores cinzentos do norte

A partir dali, Dotter não deu mais chances de sofrer o menor dano. Girou o corpo rapidamente, fazendo o lupino ir ao chão e, imediatamente, fincou as garras dianteiras no pescoço da fera. Seu peso era suficiente para lhe esmagar a traqueia e outras vértebras, mas sua raiva notória não deu espaço para ações pontuais. Suas unhas se movimentaram como as facas de um magarefe rasgando a carne de um animal abatido, rompendo artérias que despejaram humor carmesim na neve.

Quando enfim terminou com o lupgran, seu olhar viajou até Liliel e os demais. A elfa ainda estava sob o efeito da tontura. Um impulso involuntário a deixou próxima da queda, mas um movimento firme e providencial de sua perna direita permitiu que ela mantivesse o apoio necessário para se manter de pé. Colocou a palma da mão destra sobre o mesmo lado da face, sentindo pequenas trepidações nervosas. Soltou um longo suspiro, esvaindo os resquícios da enorme tensão retida em seu corpo.

O agudo metonyano se dispersou da arma de Liliel, o que permitiu a Pherpe e Garbryt se aliviar da aflição sonora. Entreolharam-se, tal como fizeram com Oburloc, que, ainda em guarda, se aproximava de Tolwil e Baldan. Seu único olho vivo observava incredulamente o resultado daquele combate. Corpos por todos os lados lembravam as muitas histórias da guerra travada pelos teryonistas de Berong e os marilistas de Garlak no passado, onde tantos pereceram indigentemente nos ermos, sem direito a um funeral digno.

— Bom trabalho — disse Liliel, aproveitando que o líder da patrulha estava próximo. — Agradeço a todos pelo empenho. Apesar da enorme dificuldade e dos companheiros perdidos, lutaram com bravura.

O olhar dos três guerreiros se voltou para Liliel. Por um instante, pairou apenas o silêncio sepulcral após as palavras elogiosas da líder máxima da cavalaria aliankina.

— Peço que façam mais um esforço para abandonarmos este lugar o quanto antes — continuou a elfa. — Outros poderão vir e nos vencer pelo cansaço. Conto com sua orientação, Oburloc — finalizou, voltando-se para o líder da patrulha.

Após o pedido de ajuda, vi algo curioso. Garbryt deu três passadas rápidas e firmes rumando para Liliel e Oburloc. Porém, Pherpe o alcançou, tocou-lhe fortemente o ombro e, chamando a atenção para si, meneou a cabeça negativamente. Refreara o que possivelmente seria um ato tempestivo do companheiro, que entendeu e nada fez.

— Garbryt. Pherpe. Levem Towil e Baldan até o mamute — ordenou Oburloc. — Vou reanimá-lo. Precisaremos dele para nos deslocarmos até o Escaninho dos Exilados.

Havia uma clara e correta mudança de planos. Seguir para o Baluarte de Chak, já tão perto do anoitecer, seria como martirizar o grupo, condenando-os a se transformarem em estátuas de gelo nos ermos em que poucos poderiam visitar, prestar homenagens com símbolos valiosos, fazer fogueiras e criar cantigas, ou mesmo contar histórias sobre seus feitos heroicos. Já ouvira falar do Escaninho dos Exilados, um esconderijo localizado no fundo de uma ravina à nordeste da Floresta de Majara, que antigamente servia como refúgio intermediário dos fugitivos de Garlak até a mata que, hoje, abriga namuzistas cruéis.

Os patrulheiros foram até seu líder, que olhava desolado para os cadáveres jazidos nos campos nevados.

— E quanto a eles? — indagou Pherpe, se referindo aos corpos.  

— Deixem os mortos — respondeu Oburloc. — Guardem-nos em suas memórias. E recolham o que puderem de seus pertences. Que o frio equilibre nossas emoções, e a neve represente nossas lágrimas.

A resposta veio com o mesmo pesar que se instalava nos corações dos mavórcios. Não podiam mais perder tempo. Garbryt e Pherpe se esforçavam para amparar e carregar os combatentes feridos até o mamute, conforme ordenou Oburloc, que, ao cruzar o caminho de Liliel, finalmente lhe respondeu.

— Perdemos muito tempo aqui. Não alcançaremos os atalhos para o Baluarte de Chak antes do anoitecer. Partiremos para um esconderijo, onde também podereis passar a noite, descansar e cuidar dos danos gerados pelos lupgrans, sejam eles palpáveis ou mentais.

— De acordo — respondeu Liliel. Preparem-se para partir.

Oburloc, então, continuou seu caminho até o mamute. Seus passos eram rápidos. Tirava do manto uma botelha transparente e tampada. Continha um líquido esverdeado em seu interior, que só foi aberto quando chegou perto da tromba do mamute. Entendi que o composto tinha um forte odor, mas não fazia ideia do que era. Seja como for, era bastante eficiente, pois a criatura não demorava a dar os primeiros espasmos, que indicavam a recuperação progressiva de sua consciência.

Deixando os homens tomarem as providências finais, a elfa assoviou para Doloth, que voltou a segui-la. A elfa aproveitou o momento para se apoiar brevemente em suas costas, se recuperando como podia. E, ao melhorar, andou até as vestes de Dotter, que rosnava enraivecida e rolava na neve, tentando se lavar do sangue canídeo. Ursos rebolcando no chão levavam impressões cômicas para alguns, ou exibiam belos momentos da pretensa criação materyalística, onde mesmo as feras revelam sua brandura. No caso dos atos da majurk, expressavam dor, ira e talvez a tentativa de algum acalento. Melhor seria para ela, contudo, que controlasse seus instintos, permanecesse naquela forma e chegasse ao Escaninho dos Exilados, para só então voltar à aparência mestiça, uma vez que os ferimentos seriam muito mais dolorosos quando sua proporção surgisse no corpo da majurk em sua fisionomia natural.

— Eu a ajudarei a se cobrir — disse Liliel, mantendo certa distância da ursa, que parou de se mover por alguns instantes. A guerreira segurava as roupas que foram largadas com a metamorfose da aliada. Viu-a com o focinho pouco acima da terra congelada, os olhos fechados e a respiração cada vez mais lenta. Aparentava se aproximar cada vez mais do Makisis, o plano espiritual intermediário entre o Etrenon e o Inferlis, onde, segundo a lenda, as almas desencarnadas em Hedoron purgam seus pecados antes de serem abraçadas por Materyon ou Marilis em seus lares.

— Tenho elixires para feridas mais leves, que poderão amenizar sua dor — completou Liliel.

Dotter rosnou baixo e fez um muxoxo. Liliel arqueou uma sobrancelha, tentando compreendê-la. Não era uma ameaça, somente uma forma de expressar alguma contrariedade. A ursídea ergueu e sacudiu a cabeça, tirando o excesso de neve dos pelos. Pouco depois, emitiu um bramido leve e choroso, pois o ato melindrou seus ferimentos. Logo deixou o incômodo de lado e, mais mansa, se aproximou da companheira élfica. Suavemente, roçou com a cabeça no braço da Lady, levando o focinho até as mãos que seguravam seus trajes, empurrando-as levemente contra o seu busto. Depois, se afastou. Era um gesto para que as roupas fossem guardadas.

— Tudo bem — respondeu Liliel, mostrando que havia entendido que Dotter permaneceria em sua forma bestial por mais algum tempo. Possivelmente, até que chegassem ao esconderijo, como eu esperava.


Apesar daquelas palavras, eu sabia que aquele era apenas o princípio das dores físicas e psicológicas que as duas enfrentariam. Afinal, a misteriosa denin sequer fora vista, mas deixara um grande estrago exposto na neve, ao mesmo tempo que revelava o grau de tribulação que seria o caminho até o Omaru.

(Continuem a partir daqui, Desirreé e Giovanna)

Complemento:

- Sem realizar grande esforço físico, Dotter pode permanecer na forma bestial por horas, o que corrobora a "sugestão" de Harcos na narrativa.


Última edição por A Lenda de Materyalis em Seg Jun 05 2017, 14:44, editado 2 vez(es)

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Re: Nona Visão: Caçadores cinzentos do norte

Mensagem por Dotter Manen em Qui Jun 01 2017, 20:39

Parou de se mover-se por alguns instantes enquanto Liliel se aproximava e assim ficou enquanto ouvia as ordens de Oburloc.
Com o focinho sob a neve e os olhos fechados respirava cada vez mais lentamente o que poderia dar a Lady a impressão de que poucos minutos separavam a colega do Makisis.

“— Eu a ajudarei a se cobrir — disse Liliel, mantendo certa distância da ursa, segurando as roupas que foram largadas ao se transformar. — Tenho elixires para feridas mais leves, que poderão amenizar sua dor.”
 
A voz da elfa lhe causavam peculiar irritação por mais injusto que fosse nesse momento deixou escapar um rosnado baixo seguido de um muxoxo que apenas alguém acostumado com a raça entenderia não se tratar de uma ameaça, apenas uma maneira de dar escape a raiva agora sem um foco definido.

Ergueu a cabeça e a sacodiu tanto para tirar a neve dos pelos quanto como uma tentativa mesmo que simbólica de pôr os pensamentos no lugar. Arrependeu-se em seguida sentindo a dor no ombro e no topo da cabeça. Rosnou novamente agora de dor. Olhou para as roupas que Liliel trazia e se aproximou agora mais mansa, roçando suavemente no ombro direito da outra emilista. Por mais dolorosas que fossem, a palavras de Oburloc lhe ajudavam a pensar com mais clareza.
Os olhos dardejavam cada corpo na neve. Mais corpos. Quantos ainda tombariam antes da lua banhar aquelas montanhas?

Deu uma leve cabeçada guiando as mãos de Liliel ao peito da elfa. Tentava indicar para que ficasse com as roupas por hora. Não poder falar era angustiante. Torcia para que a general entendesse o gesto. Nunca conversaram sobre os efeitos de ferimentos quando um majurk passava da forma bestial de volta a bípede. Liliel entenderia ainda essa noite, de maneira mais efetiva que qualquer explicação que palavras podiam criar. Da pior maneira.

Passou pela aliada e parou junto ao corpo de Holcia. Queria poder ter tempo para uma sepultura de pedras. Ali expostos na neve se tornariam alimento de outros lobos e qualquer outra criatura carniceira. Um fim indigno para quem quer que fosse. Porém o tempo urgia como bem lembrou o líder infante.

Limitou-se a pôr a pata brevemente sobre os olhos da arqueira e evocar uma prece silenciosa pelo espírito dela e dos demais, dando as costas em seguida e se juntando a Oburloc.

Na forma quadrúpede, mesmo que ferida, ainda seria capaz de seguir andando não ocupando uma preciosa vaga no mamute ou na égua. Torcia para que o local indicado pelos agora aliados não fosse distante.

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Re: Nona Visão: Caçadores cinzentos do norte

Mensagem por Liliel em Sex Jun 02 2017, 17:13

Os ouvidos sensíveis elficos por mais fossem úteis muitas vezes, também podia lhe dar uma tremenda dor de cabeça. Podia ainda ouvir alguns apitos baixos, a tontura insistia mas menos agressiva, a mesma meio que se apoiou a costas em Dolot tentando se recompor. Mesmo assim sua audição continua afiada como sempre. De costas para os demais, ouvia a ordem para reanimar o mamute, quanto a isso não se opos. Assim ouviu a pergunta sobre os mortos e a resposta que
Oburloc deu, foi de certo modo um conforto até para a Lady mesmo de parecer indiferente. Ouvir sobre o equilíbrio lhe trazia calma, estar perto de outros companheiros emylistas era um consolo. Fechou os olhos orando em silêncio.

Quando Oburloc se aproxima encontra a orando. Sabia que era ele pelo seu passos por isso não se manifestou e assim a avisou. Ela estava ciente que o esconderijo seria a melhor opção para o momento, ela moveu a cabeça com o positivo.

- De acordo. Preparem-se para partir.

Abriu os olhos ao escultar ao ouvir o rosnado mesmo que baixo, encarou e arqueou uma sobrancelha não sabia se era para si ou era um gemido de dor. Observando a mesma se aproximar, tocar em sua mão e peito, não pode sentir o toque sobre o peito por causa do peitoral da armadura. Compreendia que era para manter as roupas consigo,

- Tudo bem.

Respondeu, dobrou suas roupas as pilherava as costas da égua e depositou os broches em um saquinho de couro, semelhante de moedas. Onde colocou ao meio da roupa, os dobrou e amarrou com a capa por cima para não deixar escapar. Prendeu sobre a garupa de Dolot. Acompanhou com o olhar Dotter passar e tentar fazer uma sepultura. Suspirou, sabia como era dolorido perder um companheiro. Levantou o olhar, avistou uma cerejeira com algumas flores, mesmo com passos atrapalhados pela tontura a elfa se deslocou, para colher um arranjo, que com a ponta dos dedos separou algumas flores. Para depositar nas sepulturas feitas, colocava duas em cada um. Como sinal de respeito já que era a única coisa que podia fazer.

- Que descansem em paz, bravos soldados.


Depois de um minuto de luto, se virou de costas e se colocou a montar na égua, o espaço ficava vago pra quem quisse ir na garupa. Tudo que precisam era abandonar o local o quanto antes.

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Re: Nona Visão: Caçadores cinzentos do norte

Mensagem por A Lenda de Materyalis em Seg Jun 05 2017, 17:47

Considerações off

Aqui termina a nona visão das Crônicas de Aliank.

Para conhecimento: parte dos turnos de vocês foi convertido no meu post anterior (Lamúrias Nevadas) e está destacado em vermelho na minha ação, como poderão conferir acima. A ação de hoje é meramente complementar ao episódio anterior, trazendo o desfecho da nona profecia de Harcos.

Continuaremos a usar o chat no Facebook para o envio do documento revisado do capítulo, que mandarei conforme for realizando as alterações.

Vamos ao jogo:





Nona visão: Dotter e Liliel

Caçadores cinzentos do norte

Liliel dobrava as vestimentas, colocando-as num bolsão de couro que levava como carga no lombo de Doloth. Do mesmo objeto, retirou um bisalho, onde guardou os dois broches que prendiam a capa de Dotter abaixo dos ombros, e também a figa de prata deixada por Edren. Tudo foi novamente amarrado por uma corda de sisal na garupa da sela.

Antes de subir na égua novamente, viu a ursa dardejar com os olhos cada vida perdida nos ermos. Em passos lentos, ela caminhava especificamente para aquela que, ao meu ver, teve a morte mais cruel. Parou junto ao corpo decapitado de Holcia, cuja face ainda mostrava o horror de seus últimos momentos, com a boca aberta e os olhos apertados. Pôs a pata esquerda sobre o rosto da arqueira, como se ali, mesmo em sua forma feral, recitasse uma prece através da voz mental. Nem mesmo sepulturas de pedra poderiam ser erguidas ali, pois o tempo urgia e a necessidade de alcançar um lugar seguro era impiedosa como os carniceiros das montanhas, que logo se alimentariam daqueles corpos. Um fim indigno e desmerecido para os destemidos patrulheiros, ou para qualquer indivíduo que fosse acometido por um destino tão terrificante.

— Que descansem em paz, bravos soldados.

Aquelas foram as últimas palavras de Liliel, antes que a nitidez do sinkrorbe escurecesse e revelasse suas profecias derradeiras: a elfa subindo novamente em Doloth, seguindo Dotter, que se aproximava de Obulorc e os demais. Logo, todos estariam prontos e rumariam para o Escaninho dos Exilados.

As mortes em Aliank se espalhavam como pragas. Ainda viriam outras visões daquele segundo dia, e eu me perguntava quantas vidas ainda seriam abatidas. Minha vontade de intervir naqueles destinos aumentava e me corroía, mas os conselhos de Müdrik nunca me faltaram. No entanto, eu precisava respirar. Levantei-me, deixando o sinkrorbe sobre a mesa, e olhei a neve tímida que já caía lá fora. Comecei e tremer. Não sofria com o frio. Eu estava dominado por uma ânsia que jamais suspeitei ser possível sentir.

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Re: Nona Visão: Caçadores cinzentos do norte

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