(Conto) O Sibilar do Tempo

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(Conto) O Sibilar do Tempo

Mensagem por A Lenda de Materyalis em Seg Out 24 2016, 18:19

Considerações off

Começamos aqui as interpretações do quinto episódio do e-book "O Sibilar do Tempo", com o personagem Nathan como protagonista.

A premissa da minha narrativa já é colocar o texto em formato literário, de forma que alguns detalhes serão omitidos no turno, mas colocados em off no complemento ao término da ação, caso necessário, para o devido entendimento dos envolvidos. Para dúvidas, favor não postar no tópico. Envie-me uma MP, mensagem pelo Face ou Whatsapp.

A interpretação do jogador deve seguir o fluxo normal dos jogos anteriores. Mas é importante seguir as instruções abaixo, para facilitar a edição em todos os sentidos:

- Não use formatação do texto com cores. Quando o personagem se expressar verbalmente, coloque o travessão (alt+0151). Caso queira expressar algum pensamento, coloque em itálico, sem o travessão;

- Para criar o turno, prioriza-se a qualidade do texto, e não a quantidade. Quanto mais aproveitado for na conversão, maior é o indício de que está funcionando bem para o formato literário;

- Revise a ortografia, a gramática e a coesão e coerência do texto. Lembrando que este é um projeto literário e que é importante termos isso como requisito. Apenas turnos que estejam dentro dessa proposta serão aceitos e respondidos.

Caso a estória do personagem não esteja fresca na memória, leia o tópico do perfil dele, localizado no fórum da sua ideologia. Eventuais adaptações no enredo serão sempre colocadas no complemento no final do meu post.

Favor não ultrapassar sete dias para a resposta.

Anunciarei a data do meu próximo post assim que responder o post, ou no final dos sete dias corridos.

Vamos ao jogo:




I

Dimensão

— Ainda bem que ainda existem pessoas corajosas como você, Baldron. Esse lugar me dá calafrios!

O homem calvo, de meia-idade, segurava um monóculo no olho direito. Aquilo era muito mais que um objeto para ampliar a visão. Ele era capaz de revelar  coisas, que, muitas vezes, eram perturbadoras.

— Confesso que nunca me aproximei tanto da Região Disforme — comentou Baldron. — Eu também estou temeroso, doutor Mendoc. Mas irei com o senhor até onde desejar.

Não era raro que alguns curiosos ou auto-proclamados “aventureiros” se atrevessem a explorar a região inóspita onde o véu que separava dois planos era ainda mais fino que o habitual. Este local ganhou fama a medida que estes exploradores raramente conseguiam retornar para suas casas. Os que o faziam, voltavam perturbados e contando histórias terríveis e sem nexo sobre o que chamavam de Região Disforme.

Ambos estavam montados em um cavalo crioulo. Baldron tinha o corpo robusto, coberto por uma grossa armadura de couro. Na cintura, tinha uma espada curta embainhada. Guiava as rédeas do animal, embora Mendoc estivesse à sua frente. O corpo baixo e franzino do doutor não lhe causava incômodo algum para prosseguir em uma cavalgada tranquila, de forma que todo o cenário desértico pudesse ser minuciosamente explorado.

— Pare, Baldron. Já!

A ordem do doutor foi imediatamente cumprida. O cavalo parou logo que o guerreiro puxou as rédeas. Mendoc fechava o olho esquerdo, comprimindo a bochecha no mesmo lado, abrindo parcialmente a boca, expondo os dentes brancos e irregulares.

— Parece que, se avançarmos mais umas vinte braças, seremos tragados por um denso nevoeiro.

Por um instante, o cavaleiro olhou a cabeça de Mendoc por cima. Depois, se voltou para frente. Via apenas o solo rachado pela seca e as árvores nuas com galhos retorcidos. O horizonte era delimitado por uma linha violácea no céu, anunciando que a noite viria sem demora.

— Não vejo nada, doutor.

— Mas o nevoeiro está lá — disse Mendoc, retirando o monóculo do olho direito. — Veja você mesmo. É como enxergar duas dimensões distintas. A realidade à esquerda, e a ilusão à direita.

Baldron pegou o monóculo. Fizera como Mendoc, e constatou o mesmo que ele. Não demorou a tirar o objeto do olho. Estava incrédulo. Vira algo mais.

— O senhor não disse que há folhas negras nas árvores, nem que a relva é como um mar trevoso. Seu monóculo sugere a existência de uma floresta à frente. Não um terreno árido como este.

Mendoc olhou de soslaio para seu guarda-costas. Levantou a palma da mão direita, num sinal para que ele lhe devolvesse o objeto, e assim foi feito. Logo, voltou a ver o mundo à destra pela perspectiva "ilusória".

— Não consigo ver tais detalhes — disse Mendoc, intrigado. — Mas, a névoa está avançando até nós.

O doutor tirou novamente o monóculo do olho.

— E o que significa isso, afinal? — indagou Baldron.

— Isso corrobora a minha teoria. A razão pelo qual tantos desaparecem ao se aproximar da Região Disforme, não está ligada a falta de recursos necessários à sobrevivência. Mas, sim, por um tipo de dimensão estranha. O monóculo é capaz de atravessar o véu para essa realidade alternativa.

Instintivamente, Baldron segurou o cabo da espada com a mão direita.

— Outra dimensão? Não sei o que minha espada poderia fazer para nos proteger disso, mas, viemos aqui dispostos a encarar a morte, certo? Felizmente, temos as suas boas invenções ao nosso lado.

— Somos denins, Baldron. Todos aqueles que vieram não eram dotados com forças extras. Somos diferentes. Desvendaremos esse mistério. Livraremos o povo de Bilim do temor.

Os dois encararam firmemente o horizonte. Baldron bateu com o pé no dorso do animal, e eles voltaram a seguir lentamente. Foi quando Mendoc recolocou o monóculo. Agora, é como se já estivessem dentro do nevoeiro. Finalmente, comprovou as minúcias descritas pelo guerreiro. Conseguia enxergar as árvores cobertas e a vasta relva. Mas também viu algo mais.

— Alguém se aproxima. Lentamente. É uma silhueta de um homem alto e magro. Parece... Estar arrastando alguma coisa com a mão esquerda. Mas não consigo ver o que é.

Baldron não estava disposto a simplesmente confabular enigmas. Lentamente, desembainhou a espada.

— Não posso ver o que há. Instrua-me! Se for necessário golpear este sujeito, apenas aponte a direção.

Naquele momento, a lâmina fora banhada com metonyan, gerando um sibilar ensurdecedor. Era a marca de um denin grakan, que atordoava muitos desavisados. Mendoc, no entanto, já estava preparado para isso. Suas orelhas estavam protegidas por um invólucro fino e metálico, com um pequeno furo no buraco do ouvido. Tão logo o som foi propagado, o estranho aparelho reagira, tornando-se tão dourado quanto à arma de Baldron.

Ao contrário do que dizia o senso comum, não era o terreno seco e sem vida que causava o desaparecimento dos incautos, tampouco o fino véu que levava a uma dimensão estranha. O principal responsável por tais lendas era a criatura quase mitológica conhecida apenas como "O Ceifador", que fazia questão de encomendar pessoalmente as almas que considerava imprudentes para o Inferlis.

— Então, estão dispostos a defrontar a morte? Interessante!

Enquanto Baldron ouviu apenas o eco de uma voz rouca e baixa, Mendoc foi aterrorizado pela visão da criatura humanoide que era envolta pelo nevoeiro. Ao finalmente identificar o que era o objeto por ele trazido, constatou que se tratava de uma enorme foice, conduzida sobre a relva escura com um tenebroso som produzido pelo contato com a terra. Dos buracos profundos onde deveriam estar seus olhos, faiscavam luzes púrpuras e redondas, que realçavam o assombro de um rosto quase desencarnado, mas ainda capaz de retorcer os lábios finos para alargar um sorriso macabro.


(Continue a partir daqui)

COMPLEMENTO:

- Relembre o tema de "O Sibilar do Tempo" na sinopse: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] ;

- A ideia desta cena é que Nathan interfira na entrada destes dois sujeitos na Região Disforme. Deixei em aberto o que é a silhueta: Se um zortalun, ou o próprio Nathan;

- A Região Disforme é comandada por Gardra (humana substituta da personagem Marae, que possui um pacto com Wagsa, lorde bartalun). Certa vez, você me perguntou se existia alguma dimensão semelhante a Stranger Things no Materyalis. A Região Disforme é um bom exemplo congruente. Quem é tragado pela dimensão, não consegue sair. Mendoc e Baldron estão tentando, naturalmente, quebrar o tabu;

- Interprete normalmente o turno, considerando a situação que propus acima. Caso queira maior descrição, me avise.


Última edição por A Lenda de Materyalis em Qua Ago 16 2017, 18:15, editado 3 vez(es)

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Re: (Conto) O Sibilar do Tempo

Mensagem por Nathan em Qui Nov 03 2016, 12:19

EM CENA – NATHAN

Não era raro que alguns curiosos ou auto-proclamados “aventureiros” se atrevessem a explorar a região inóspita onde o véu que separava os planos metonyanos e kalaidrinos era ainda mais fino que o habitual. Este local ganhou fama a medida que estes exploradores raramente conseguiam retornar para suas casas, e os que o faziam, voltavam perturbados e contando histórias terríveis e sem nexo sobre o que chamavam de Região Disforme.

Ao contrário do que dizia o senso comum, não era o terreno seco e sem vida que causava os desaparecimentos dos incautos, tampouco o fino véu que levava a uma dimensão estranha. O principal responsável por tais lendas urbanas era a criatura quase mitológica conhecida apenas como O Ceifador, que fazia questão de encomendar pessoalmente estas almas imprudentes para o Makisis e seus bartaluns.


- Dispostos a encarar a morte, então? Interessante...

Para quem não fosse capaz de enxergar além do véu que separava os dois planos, aquela voz baixa e rouca parecia ecoar através do cenário desértico. Para quem espiasse utilizando o monóculo, a origem de tal voz se mostrava ainda mais perturbadora.

Uma criatura humanoide caminhava envolta pelo nevoeiro, algo que se revelava uma enorme foice era arrastada sobre a relva escura. Do buraco profundo onde deveriam estar os olhos da criatura uma luz púrpura faiscava de energia kalaidrina. Seu rosto era quase totalmente descarnado, e o lábio fino estava retorcido numa espécie de sorriso macabro.

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Re: (Conto) O Sibilar do Tempo

Mensagem por A Lenda de Materyalis em Sex Jul 28 2017, 15:07

[color:cffd=000000]Considerações off

Raphael, fiz algumas edições no post (apenas correções gramaticais). De qualquer forma, se ainda não o fez, leia para relembrar o meu turno e o seu também.

Vamos ao jogo:




I

Dimensão

— Revele-se, covarde! — gritou Baldron, desafiando-o. — Se te consideras um emissário da morte, então, mostre-se para que atestemos seu discurso!

Embora Baldron falasse na direção certa do inimigo, era incapaz de ver os detalhes cada vez mais claros que Mendoc reparava, e que o faziam tremer. De fato, aquele que se aproximava tinha tudo a ver com a morte, e estava disposto a levá-la aos dois curiosos.

— É melhor ter cuidado com as palavras, Baldron — murmurava Mendoc. — Uma criatura como esta jamais foi testemunhada por meus olhos. Se contássemos sobre ela em Bilim, diriam que é apenas um conto inverossímil. No entanto, estamos descobrindo a aparência da morte.

O fato de não conseguir enxergar o tal ser irritava Baldron, que, de súbito, pegou o monóculo de Mendoc.

— Então verei o que ele é — murmurou Baldron.

E, enfim, o grakan comprovou o motivo da afirmação de seu amo. Imbuiu mais metonyan em sua lâmina. Apesar de demonstrar bravura, não subestimava o risco sobre o desconhecido.

— Ouça! — disse Baldron ofensivamente à criatura. — Enfrentei a morte muitas vezes nos mais diversos campos de batalha! Ainda que, verdadeiramente, ela se transmutasse em uma criatura horrenda como és, por que eu haveria de temê-la?

E, em pensamento, Mendoc respondeu ao seu interlocutor.

Sim, há uma forte razão para hesitar. Conhecemos a morte se comunicando através de possibilidades que podem ser evitadas para não a encontrarmos, ou de entes próximos que foram tocadas por ela. Mas, hoje, ela fala como um algoz cruel, anda trazendo uma plaga sombria e vê nossos corpos como espólios de invasores ingênuos, que vieram repetir a tolice de outros que tiveram o mesmo destino.

- Por que temer, você pergunta? — disse a criatura, respondendo de pronto e ignorando a coragem do guerreiro. — Porque eu sou o Ceifador. O Arauto da Destruição. A imagem lúgubre da morte.

Então, o brilho violáceo nos olhos fundos daquele ser se espalhava pelo restante do corpo, escorrendo em direção à foice e concentrando-se em sua lâmina larga e curvada, que emitia um ruído agudo, semelhante ao toque do metonyan na lâmina da espada de Baldron, porém mais distante e distorcido, e portanto insuficiente para forçá-los a uma defesa devido ao barulho. Todavia, era um mais um complemento assustador proveniente da criatura.

— Você confunde a exposição ao risco de morrer, com a tolice de enfrentar a própria morte. Ninguém jamais a enfrentou e sobreviveu. Reze por sua alma, pois ela logo desencarnará — ameaçou novamente o monstro a um atônito Baldron.

— O pouco de coragem que me resta... Está abandonando a minha alma — falou Mendoc, desta vez verbalmente, arrependendo-se incontestavelmente da longa viagem que fizeram para chegar à Região Disforme.


Última edição por A Lenda de Materyalis em Qua Ago 16 2017, 17:50, editado 1 vez(es)

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Re: (Conto) O Sibilar do Tempo

Mensagem por Nathan em Seg Jul 31 2017, 14:02

Enquanto o velho Mendoc se mantinha congelado pelo pavor de enfrentar a encarnação da morte, seu aliado Baldron se prostrava temerário diante do perigo iminente. Ignorando as palavras corajosas do Grakan e sua lâmina banhada pelo brilhante metonyan, Nathan caminhava inexoravelmente na direção da dupla, sem diminuir ou desviar o passo. Seus trajes largos moldavam-se ao corpo esguio que parecia incapaz de carregar a própria foice e por isso a arrastava displicente pela relva escura.

- Porque temer, você pergunta? Porque eu sou o Ceifador. O Arauto da Destruição. Eu... sou... a Morte.

Com as ultimas palavras, o brilho púrpura nos olhos fundos do artaninfolo pareciam se espalhar pelo restante do corpo, escorrendo em direção à foice e concentrando-se em sua lâmina larga e curvada. Esta então emitia um ruído agudo, semelhante ao toque do metonyan na lâmina da espada de Baldron, porém mais distante e distorcido.

Para quem estivesse sem o monóculo, a voz de Nathan parecia ecoar por toda a região, e sua posição exata só era revelada no momento em que a lâmina de sua foice era tomada por kalaidrin. Era como se naquela região sinistra e árida, um rasgo do próprio tecido da realidade se abrisse junto ao solo, deixando um rastro faiscante e púrpura no caminho percorrido pela arma do Ceifador.
Ignorando completamente as ameaças do denin à sua frente, Nathan mantinha o passo. Pela postura confiante do Grakan e por suas palavras tolas, o artaninfolo contava com sua total inocência ao acreditar ser capaz de atingi-lo através da barreira entre os planos se utilizando apenas de metonyan.

- Confunde se expor ao risco de morrer com a tolice de enfrentar a própria morte...

Caso nada mudasse naquele panorama, o marilista simplesmente continuaria andando até Baldron, aguardando que este tentasse desferir algum golpe aprimorado por sua perícia Grakan. Deixaria que este atacasse, para provar a ineficiência da técnica devido à distorção planar da Região Disforme. E se tudo corresse conforme previsto, Nathan puxaria a Foice do Ceifador com as duas mãos no mesmo momento, de forma trocar golpes sem que nenhum dos dois tivesse tempo para esquivas. Faria a lâmina tomada por kalaidrin rasgar o tecido que separa aquelas duas realidades, criando um arco visando atingir as duas pernas de Baldron.

- Ninguém jamais enfrentou a Morte e sobreviveu. Reze por sua alma, pois a sua hora chegou...


Considerações em OFF:

- Nathan está utilizando a técnica Tenkan para golpear através dos dois planos.

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Re: (Conto) O Sibilar do Tempo

Mensagem por A Lenda de Materyalis em Qua Ago 16 2017, 18:29

Considerações off

Raphael, como estamos em situação de batlaha, observar o seguinte:

- Você deve sempre colocar apenas uma intenção de ataque ou defesa no turno. Como a ação propôs várias intenções, sintetizei a iniciativa no ataque do Baldron, por ser mais específico;
- Como o confronto envolverá apenas interpretação, procure descrever o máximo possível baseado na intenção de Nathan;
- No próximo turno, descreva apenas a intenção defensiva, ou de contra-ataque se achar viável;
- Lembrando que todas as energias são capazes de causar dano às outras. Ainda que separados pelo véu, a energia metonyana atravessará o limiar dos planos e atingirá Nathan se ele não se defender devidamente (toda vez que uma energia é usada num plano limiar, ela geralmente causa algum dano inconsciente por qualquer denin);
- Considerar condição de semi-atordoamento devido ao sibilar do metonyan na lâmina de Baldron e a proximidade do ataque.

Vamos ao jogo:




I

Dimensão

O guerreiro desceu do cavalo, pronto para o combate corpo a corpo. Ainda que desguarnecido pela mão esquerda, que precisava segurar o monóculo para ver o inimigo que o subestimava abertamente, Baldron não recuou sua bravura, o que certamente salvou sua vida naquele primeiro momento.

— Você fala demais em nome da morte, e esqueceu que caminhar sempre ao lado dela apressa o próprio fim — disse Baldron, brandindo a espada que transbordava a luz dourada do metonyan.

— Baldron! — gritou Mendoc. — Tenha calma! Não se aproxime assim do campo!

Mas um denin grakan era movido pela adrenalina da batalha. O chamado da guerra fervia seu sangue. A ideia do conflito inevitável era muito mais brilhante que as incontáveis peças de ouro prometidas por Mendoc, caso voltassem sãos daquela jornada.

Correndo em direção ao alvo, Baldron usava a destra para impulsionar a lâmina da espada de baixo para cima, iniciando um golpe transversal visando o peito do adversário, ao mesmo tempo em que procurava evitar uma investida da foice.

— Veremos quem encontrará o próprio fim hoje, mortal! — sussurrou a criatura medonha, que, ao perceber o impeto do guerreiro, interrompeu os passos. O zumbido cada vez maior criado pelo metonyan ao tocar a lâmina da espada era perturbador. O Ceifador sabia que permitir uma aproximação seria deveras arriscado. Portanto, decidiu frear a ofensiva do grakan com uma de suas melhores estratégias: dobrar espíritos.

Enquanto a foice jazia apoiada no chão, segurada displicentemente ao lado do corpo com a enorme lâmina curva sobre a grama, a mão livre do monstro se erguia, inicialmente espalmada em direção ao céu negro da Região Disforme. Rapidamente, contorceu os dedos longos, fechando-os como se esmagasse uma fruta. Instantaneamente, surgia uma energia cinzenta em sua mão. Ela emanava e produzia um ruidoso assobio que, inicialmente, poderia ser confundido com o som do vento que cruzava o bosque sombrio. Porém, o ululado foi ganhando força à medida que o guerreiro corria em sua direção, transformando-se em uma lamúria que logo eclodiu numa tormenta de gritos espectrais.

— Pare, Baldron! — apelou Mendoc.

Apesar de já estar a pouco mais de uma braça do inimigo, Baldron parou para avaliar os riscos. Corpos cinzentos e translúcidos eram invocados e rodopiavam no ar em sua direção.


Última edição por A Lenda de Materyalis em Qua Ago 23 2017, 17:38, editado 1 vez(es)

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Re: (Conto) O Sibilar do Tempo

Mensagem por Nathan em Sab Ago 19 2017, 15:30

Considerações em OFF:


Eu tinha feito a descrição do engajamento em combate no turno anterior, mas acreditando que as coisas funcionassem um pouco diferente. Como você mandou refazer a ação com a intenção defensiva do Nathan, vou ignorar aquele final do meu turno anterior.


Vamos ao Jogo:


- Veremos quem encontrará o próprio fim hoje, mortal...

Ao perceber o impeto ofensivo do guerreiro, Nathan simplesmente parava no local onde estava, observando a investida. O zumbido cada vez maior criado pelo metonyan ao tocar a lâmina da espada era perturbador e o Ceifador sabia que permitir uma aproximação não traria qualquer benefício. Portanto, ele tentaria frear a sede de sangue do Grakan, enfraquecendo sua vontade e dobrando seu espírito. Enquanto a foice jazia apoiada no chão, segurada displicente ao lado do corpo com a enorme lâmina curva sobre a grama, a mão livre do Ceifador se erguia diante do corpo, inicialmente espalmada em direção ao céu negro da Região Disforme, mas então se contorcendo em dedos longos feito garras que se fechavam como se esmagasse uma fruta. 

Uma energia cinzenta começava a emanar então de sua mão semi-cerrada, trazendo consigo um assobio que inicialmente poderia ser confundido com o som do vento que cruzava através do bosque, mas o som foi ganhando força à medida que o guerreiro corria na direção de Nathan. O assobio se tornou um lamúrio distante, que então eclodiu numa tormenta de gritos espectrais quando corpos cinzentos e translúcidos eram invocados e rodopiavam no ar na direção de Baldron. Se aquela simples visão das almas errantes não fizesse o Grakan deter a própria investida, Nathan contava que o ataque dos espíritos à alma e vontade do guerreiro o o fizesse pelo menos hesitar, facilitando o engajamento corpo a corpo...

Complementares:

Minha ideia eh que o Nathan seja menos combativo corpo a corpo, mas ele sempre acaba envolvido em porrada, uauhahua. Pensei em utilizar o Seitokan pra distrair o cara, causando algum efeito tipo "Pânico" ou "Atordoamento", maaaaaaas... essa ideia era pra botar medo no Mendoc depois. uhhuahuahua

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Re: (Conto) O Sibilar do Tempo

Mensagem por A Lenda de Materyalis em Qua Ago 23 2017, 19:13

Considerações off

Raphael, coloque a intenção do ataque no próximo turno.

Vamos ao jogo:




I

Dimensão

Ouviu-se o relinchar alto do cavalo. Assustado com os espíritos, levantou-se em duas patas, derrubando o velho que berrou como uma ovelha e por pouco não batera a cabeça no terreno duro, devido à queda de costas. Mendoc se arrastava atabalhoadamente para não ser pisoteado pelo animal, que corria desenfreado na direção oposta ao invocador de espíritos. Um prejuízo enorme para eles, que dependiam daquele única montaria para voltar em segurança a seus lares.

Enquanto isso, o guerreiro mostrava um primeiro reflexo comum entre muitos combatentes. Baldron golpeava desordenadamente as almas, dissipando aquelas que eram atingidas pelo poder dourado de sua espada. Um pouco atordoado com os gritos, tinha dificuldade em executar ataques conscientes.

— Argh! B-Baldron! Volte! — tentava convencer o subordinado, mais uma vez inutilmente.

— Não recuo diante dos vivos. Acha que fugiria dos mortos? — bradou Baldron, exaltando a resposta que servia tanto para refutar a ideia de Mendoc, como para mostrar ao oponente que não desistiria.

Aquele momento, no entanto, serviu para fazer com que o guerreiro percebesse que poderia combater aquelas invocações. Isto aumentava sua intrepidez, mas retardava-o para defender-se do ceifador.

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Re: (Conto) O Sibilar do Tempo

Mensagem por Nathan em Sex Ago 25 2017, 16:07

A estratégia de se utilizar de seu den Seitokan para causar confusão e distração na dupla de inimigos parecia funcionar com êxito, de modo que não apesar o Grakan se distraia momentaneamente, mas também o denin de mais idade quase era nocauteado ao ser arremessado para o chão por sua própria montaria. Aquela era a brecha que o Ceifador procurava para desequilibrar o combate a seu favor. E Nathan não pretendia desperdiçar a oportunidade.

Ao perceber o primeiro golpe desferido por Baldron em uma das almas penadas, Nathan finalmente investia, segurando a haste da Foice do Ceifador com as duas mãos e correndo de encontro ao inimigo. Para quem estivesse sem o artefato que permitia enxergar além do véu que separava os dois planos, apenas a lâmina da foice era visível com seu brilho púrpura de kalaidrin rasgando o tecido da realidade. Lâmina esta que buscava uma brecha na defesa do Grakan, causada pelos espíritos que eram retalhados, e desferia um arco ascendente visando atingir as pernas de Baldron. Neste momento, Nathan era silencioso como um difunto.

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Re: (Conto) O Sibilar do Tempo

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