[FICHA] - Tesla

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[FICHA] - Tesla

Mensagem por Luizinhu em Seg Fev 06 2017, 15:35

 A Lenda de Materyalis
Cenário:
Nome do personagem: Tesla




Raça: Meio- Dragão (Vermelho)



Ideologia: Mombranismo

Den primário: Alukan

Den secundário: Elorkan (Fogo)

Den terciário: Não tem terciário.



Itens: (3) Serão descritos posteriormente.



Técnicas: (3 do den primário, 2 do den secundário, 1 do den terciário)
Serão descritas posteriormente.

Perícias: (3) Ciência, Conhecimento, Intuição



Descrição física: Quem olha a silhueta magra de Tesla fuçando no laboratório, os óculos deixando os olhos extremamente desproporcionais ao rosto, membros compridos e finos, revestidos de uma pele branca e fina, não imagina a força que existe por trás dessa aparência inofensiva. Aos 16 anos, excetuando-se as escamas vermelhas da mão direita, qualquer desapercebido acharia que é só mais um garoto, e o tom avermelhado do seu longo cabelo ao reflexo da luz não chamaria atenção de ninguém.

Enredo: Há mais ou menos 15 anos, Krippendorf tinha suas pesquisas financiadas por gente que  achava que o já experiente Gnomo inventor contribuiria em muito para o avanço da guerra ideológica. Kripp, como ainda é conhecido, não ligava pra nada disso, e mantinha consigo a crença de que o desenvolvimento científico por si mesmo levaria a sociedade a um patamar elevado, e  mesmo que o uso de suas invenções por vezes não fosse o que tinha pensado quando as criou, gostava de ter tempo e recursos ilimitados, assim como outros que dividiam o laboratório com ele. Quando as pesquisas mudaram de rumo e passaram a envolver cobaias, pensava que aquilo era o preço que cada um pagaria pelo desenvolvimento, ele, com seu tempo e seu pensamento, as pessoas com seus corpos. Cada dava o que tinha. Mas quando chegaram com um praticamente recém nascido meio-dragão, e informaram que “infelizmente os pais morreram resistindo, os testes teriam que ser feitos mesmo na criança” alguma coisa mudou em Kripp. E de uma vez, em um só insight, percebeu que estava dando um tiro no pé desde o início, lembrou da quantidade de gente que havia sofrido em seus testes e de quantos foram subjugados com suas invenções, do quanto tinha contribuído para o fracasso das relações dos habitantes desse mundo, do quanto  aquele trabalho havia traído suas convicções pessoais e na certeza de que após essa criança, outras viriam, e que estaria condenado a reviver esse ciclo para sempre, foi nesse sentimento nauseante que planejou fugir do laboratório, e levar consigo a criança que havia sido entregue a ele. Era bem pago, tinha como recomeçar a vida em qualquer lugar, desde que longe dos olhos dessas pessoas, e viajou para longe, para lugares onde seu nome não seria conhecido, e recomeçou ali sua vida, ao lado da criança que viria a ser seu aprendiz. Tesla demonstrava um talento natural com o laboratório, afinal, é de se esperar que Denins desenvolvam habilidades mais facilmente que os demais seres. Kripp temia no entanto, que a Guerra Ideológica recrutasse Tesla, que assim como ele próprio, o garoto fosse levado a defender ideologias que trariam mais desacordo do que paz às pessoas. Tratou de ensinar Tesla a confiar apenas em dados extraídos com rigor da realidade, em fazer da sua ciência a sua religião. “Escuta aqui filho” dizia, “nunca encontrei nenhum Deus, nem nenhuma de suas manifestações cujas causas não pudessem ser explicadas pela ciência ou pelo egoísmo das pessoas”. Tesla crescia rápido, assim como sua inteligência, e quando quis entender a razão de sempre ter vivido com um gnomo, Kripp não escondeu nenhum detalhe,  e emocionou-se arrependido ao ver a tristeza e raiva de seu discípulo. Explicou sobre a guerra ideológica e de como o mundo era cruel fora do sua pequena propriedade, que ficava propositalmente afastada das cidades. “Lembre-se, Tesla, essas pessoas deixam suas paixões no comando, nunca seja assim, tenha sempre em mente que a ciência é a única resposta acima disso, ninguém ama ou odeia o que sabe, conhecimento está acima do amor e do ódio.” Há alguns meses chegou no laboratório com a tradicional cara de quem havia aprontado alguma coisa engraçada, Tesla olhou para ele já esperando a piada, mas ao invés disso, Kripp fez-se sério e explicou de uma vez: “Eu fiz umas coisas erradas aí garoto, você já sabe, cuidar de você acho que foi a maneira de tentar corrigir isso, pelo menos eu me repito isso sempre, mas não foi disso que vim falar aqui hoje. Toma.. são presentes (embargou a voz). Você não vai ficar a vida toda aqui comigo, já está do tamanho das portas mesmo. E quando chegar a hora de ir, e eu sei que vai chegar, é bom que esteja preparado, e que não banque o inocente. Há tempos venho investindo tudo que aprendi nessa vida pra fazer umas “bugigangas dahoras” pra você, tudo sob medida, pra você ter como se defender, pra não deixar ninguém te forçar a nada.” Desde então Tesla tem alternado seu tempo entre aprender a lidar com as invenções de Kripp e continuar o ajudando no laboratório. Na verdade faz isso mais por achar legal os efeitos que consegue usando os novos aparatos, do que por achar que realmente uma força maior o recrutará para a Guerra Ideológica, seja por real vontade de continuar levando a vida despreocupada que leva ali, seja por inocência.
Perfil Psicológico: A única coisa que se sobressai às habilidades científicas de Tesla é seu bom humor. Não se preocupa muito com a Guerra, muito provavelmente pelo semi-isolamento em que vive, e pela enorme satisfação que tem em participar das experiências de Kripp. No auge do seu pensamento de adolescente sonha com um mundo em paz, um estado de bem-estar proporcionado pelo avanço científico. 

Luizinhu

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