Resumo para personagens

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Resumo para personagens

Mensagem por Aerhox em Sex Fev 24 2017, 17:46

Resumo de cenário:
Amplitude geográfica: Reino Médio (grandes planícies pontuadas com colinas e florestas e um enorme planalto). Na área do planalto existem algumas cordilheiras de montanhas e vales



Histórico: Desde os tempos mais remotos é sabido que a região das Cordilheiras de Tentsel apresenta uma grande fonte de kalaidrin. Ranval, o dragão que é guardião dessas terras, foi o responsável por transmitir aos elfos pequenos rituais e com isso aguçou a curiosidade de alguns deles sobre aquele novo poder. Aquela cuja curiosidade recebeu a escala de lendária foi uma meia-elfa chamada Lakist. Foi ela que durante muito tempo foi tida como uma das mais prodigiosas aprendizes do Grande Dragão Violáceo. Assim que Materyalis se dividiu, dando origem a materja, a meia-elfa sentiu também que ela precisava se separar do seu mestre. Ela sabia que Tentsel era o ponto focal de grandes energias kalaidrinas, mas que por todo o mundo de Hedoron também existiam grandes pontos de concentração de kalaidrin, como o santuário de Natyra e seu Lago da Dádiva Kalaidrina. Ela, sua família e alguns seguidores decidiram partir, pois alguns estudos de Lakist apontavam uma grande rota de energia kalaidrina que se estendia rumo ao noroeste de Tentsel, sem motivo aparente. Mesmo sem uma ideologia definida a meia-elfa tinha um grande desejo de proteger este novo ponto de energia. E não queria que ele fosse explorado em prol da destruição que essa materja dava a impressão de prometer.


Assim sendo ela com uma frota de cinco navios decidiu explorar aquela estranha rota que parecia sugar parte do kalaidrin de Tentsel. Para aqueles que detinham os dens kalaidrinos aquela rota era vista no céu como uma extensa ramificação de linhas que às vezes formavam ângulos estranhos entre si lembrando grandes relâmpagos em tempestades elétricas. Lakist a batizou de Rota da Tormenta Kalaidrina e no final dela haviam terras nunca antes mapeadas.

Depois de alguns meses navegando a expedição de Lakist finalmente avistou uma extensa faixa de terra. As linhas kalaidrinas no céu apresentavam um rumo mais definido e pareciam convergir para um ponto bem alto do que no momento parecia ser uma montanha. Gratos por finalmente poderem voltar a terra firme todos começaram a desembarcar em uma praia as margens de uma grande floresta.

A expedição foi composta para ser adaptável a muitas situações, uma vez que não se sabia ao certo o que ela teria que enfrentar no seu destino final. Assim sendo faziam parte delas muitos grupos de rastreamento e mapeamento, guarnecidos por tropas bem equipadas capazes de evitar problemas com criaturas e, principalmente, os povos inteligentes locais. Grupos de pesquisas para saber o que estava gerando aquele estranho fenômeno kalaidrino eram liderados pessoalmente por Lakist.

No entanto quis o destino que tanto o povo de Tentsel quanto os habitantes locais tivessem o mesmo interesse pela manipulação do kalaidrin. Com isso a exploração destas novas terras, diferentemente de muitos outros lugares, aconteceu com relativa paz. 

Ali naquelas terras havia um grupo de elfos do céu que foi incumbido de orientar e passar os preceitos de Materyalis aos outros dois povos locais: os humanos e os anões. Algo raro, uma vez que por toda Hedoron eles são conhecidos por muitas vezes se relacionarem apenas com os elfos terrestres. Talvez algo que pudesse explicar essa diferença era uma das missões deles. Estes seres eram os responsáveis por guardar estruturas semelhantes a templos. Nunca foi revelado a eles quem teria construído eles e qual era sua finalidade ali. No momento que a cisão do Deus Supremo foi sentida o líder dos elfos do céu, chamado Imiridan, se sentiu esquecido pelo Criador, uma vez que nenhuma de suas novas partes entrou em contato com o seu povo. Ele então fez algo que diferenciou ainda mais o seu povo. Grande parte dos elfos do céu deixou seu reino celeste e se rebelaram contra a missão de guardar os antigos templos. Eles se juntaram aos anões e humanos e os levaram as portas das grandes estruturas. Algo até então impossível para eles, já que os templos se encontravam no alto de um imenso planalto escarpado. Usando a engenharia anã e a criatividade e força humanas os três povos desbravaram o maior dos templos. No seu interior se encontrava um imenso globo de um estranho mineral que parecia sugar e concentrar kalaidrin. Sua descoberta e ativação foi o que originou a Rota da Tormenta Kalaidrina e trouxe Lakist aquelas terras.

Os três povos recepcionaram bem a expedição de Lakist, uma vez que ela revelou o motivo de sua chegada. Foi ela que os auxiliou a entenderem melhor as propriedades do mineral e revelou o que ele tinha originado no mundo. O material recebeu o nome de imirokk, que quer dizer rocha de Imiridan na língua dos anões. Ali começavam as bases do que viria a ser uma terra de imensas possibilidades.

Com o passar do tempo mais e mais fontes de imirokk foram sendo descobertas, e aquilo possibilitou que os denins fikans daquelas terras tivessem um material para seus rituais que não era encontrado em nenhum outro lugar. Além disso os experimentos posteriores revelaram que aquele material estava influenciando outros aspectos da Rota da Tormenta Kalaidrina. As viagens estavam acontecendo mais rápido já que estranhos fluxos de propriedades tenkans estavam se formando ali, possibilitando velocidades incomuns para os navios. Este tipo de navegação só era efetivo para aqueles que possuíam algum den kalaidrino, unido a uma manipulação muito específica da imirokk. A primeira organização criada naquelas terras foi a Guilda dos Capitães Kalaidrinos. Eles podiam levar produtos e pessoas em tempos curtíssimos para muitos lugares de Hedoron. Trazendo grandes oportunidades para aquelas novas terras.

Já que a exploração e compreensão das forças kalaidrinas era a base daquela nova cultura foi natural que novas teorias e organizações fossem focadas nelas. Lakist junto com Imiridan, Kraygar o líder anão e Seline a líder dos humanos abandonaram os antigos nomes daquelas terras e instauraram uma nova forma de organização política. A partir daquela união àquelas terras receberam o nome de Fikist, em honra ao den fikan e o nome de Lakist. Tendo como limite ao oeste a Floresta Sem Volta foi fundado o Reino de Ritulis. Pois ali era a terra onde grandes rituais fikans seriam feitos. 


No reino foi estabelecida uma fikanocracia. Esta organização consistia em que aquele que seria tido como o líder de Ritulis deveria ser o mais apto e poderoso fikan. O candidato seria escolhido a partir de demonstrações teóricas e práticas de todo o seu entendimento kalaidrino. Todos os outros candidatos que não fossem alçados a posição de líder iriam auxiliar este primeiro sendo governantes menores das outras comunidades e localidades. Como denins são raros em qualquer lugar de Hedoron nunca houve uma disputa maior que entre cinco candidatos.

Como em toda Hedoron o desenvolvimento da materja fazia com que cada comunidade precisasse se posicionar nela de alguma forma. Fomentada por Imiridan e Lakist, uma teoria fortemente embasada por preceitos da ideologia mombranista tomou corpo, e foi essa a ideologia que ambos adotaram. Para eles havia sido a própria energia kalaidrina a responsável pelo começo da existência. Contradizendo a Lenda de Materyalis que afirmava que primeiro houve a energia do espírito e do pensamento que aos poucos tomou a forma da Entidade Suprema. Para eles após a força kalaidrina dar origem as forças fundamentais do tempo e do espaço, o choque entre elas pode ter feito com que parte da energia kalaidrina sofresse transformações fortes dando origem a uma energia rudimentar e consciente, o cynblarkin. A partir daí a necessidade de criação e o princípio da vida teriam sido descobertos dando origens a mundos e formas conscientes, compostas de metonyan, outra derivação da energia kalaidrina segundo eles. Imiridan atribuiu que em algum momento da criação houve uma massa descomunal de energia cynblarkina mais consciente que as outras, e que para ela se manter precisava que outros seres acreditassem nela. Talvez essa tenha sido a origem de algo que atribuiu a si o nome de Materyalis, e que quando os seres dos mundos pararam de acreditar nela ela simplesmente deixou de existir, não havendo Materyon nem Marilis. Isso explicaria o fim dos chamados que antigamente o povo de Imiridan podia sentir.

Atualmente Ritulis se encontra relativamente afastada das piores consequências da Materja. A política neutra embasada pelo mombranismo local ajudou nisso. Mas o contato com outras ideologias é inevitável, e cada uma delas é fortemente vigiada e obrigada a coexistir com o regime dos Fikans Regentes. Eles não medem esforços para preservar o ideal que seus ancestrais fundaram. A recente guerra do Reino de Túrion, localizado na outra ponta da Floresta Sem Volta, apenas minguou ainda mais as forças de outras ideologias do continente. Ritulis observa e se prepara caso algumas delas tente adentrar os seus domínios.
 
Características Populacionais: Com as bases organizacionais e ideológicas estabelecidas o povo de Ritulis tratou de expandir seus horizontes, em todos os sentidos. A curiosidade e determinação dos humanos foram usadas para explorar toda a superfície daquele continente. Coube aos anões expandir seus domínios subterrâneos e encontrar novas fontes de imirokk. A Guilda dos Capitães Kalaidrinos trouxe recursos e viajantes de toda Hedoron para o novo continente. Alguns desses viajantes acabaram criando comunidades extremamente pequenas e suas raças são variadas. Imiridan e seu povo decidiram retornar ao seu reino nas nuvens onde, segundo ele, iriam se preparar para viajar por Hedoron tentando encontrar outros templos semelhantes e a verdade sobre suas existências. Parte dos elfos do céu ainda se encontra em Ritulis ajudando na manutenção do sistema, mas não interferindo tão diretamente nas decisões.
 
Clima: O continente apresenta em sua parte de planícies um clima temperado, mas que nas estações mais frias do ano pode ter pontos de nevasca. O planalto com suas montanhas e vales já tem um inverno mais rigoroso. 


Características Sócio-Econômicas: A sociedade se encontra dividida entre o poder executivo que os poucos fikans de Ritulis possuem, a Guilda dos capitães Kalaidrinos e os cidadãos comuns. Estes fikans são os responsáveis por controlar as muitas regiões de Ritulis e entre eles há o Primeiro Fikan, que atua como chefe de todos os outros e toma as decisões que afetam o reino de forma mais profunda. Todo o comércio e exploração da região são controlados pela Guilda. Que sempre deve reportar e pedir a autorização dos fikans pra efetuar suas viagens e expedições. O conhecimento kalaidrino, as próprias pedras imirokk, minérios, madeira e artefatos kalaidrinos são o que Ritulis espalha pelo mundo através da Guilda. Cereais, alimentos em geral e revoluções tecnológicas de outros lugares é o que ela traz de volta. Qualquer navio estrangeiro também é fiscalizado pela guilda.
 
Nas comunidades menores existem lideranças que sempre devem se reportar para os agentes e intermediários do fikan local. É aqui que alguns abusos e situações estranhas podem acontecer sem chegar ao conhecimento das grandes lideranças. O povo comum trabalha ajudando os fikans ou na Guilda, além de desempenhar trabalhos comuns. Dentre eles os que ajudam na Academia de Artes Fikan e os construtores navais são mais respeitados por fazerem parte dos trabalhos que são o coração de Ritulis. 

A criação de comunidades estrangeiras é extremamente supervisionada por todos. As pequenas milícias locais e as grandes tropas dos fikans são responsáveis por rondar o reino e descobrir se não há assentamentos clandestinos.
 
Características Políticas: A fikanocracia instaurada há muito tempo atrás ainda persiste. Atualmente Daurog, um fikan anão, é o Primeiro Fikan. Sua aceitação é boa uma vez que ajudou a Guilda a trazer mais inovações tecnológicas para Ritulis, e está fazendo um grande complexo de galerias que ajudam na viagem entre a planície até o topo do planalto, passando por dentro dele.

A cada cinco anos há a Grande Reunião, um evento onde todos os fikans nativos de Ritulis tem o direito de demonstrar o seu poder. As disputas nunca englobam um número grande devido à incidência rara de denins.
Eles devem demonstrar seu poder através de suas teorias e conquistas práticas, que são apresentadas a todo o povo em várias viagens pelo reino. Quando as viagens terminam o próprio povo e um conselho de especialistas é ouvido. Após muitos debates entre todos o melhor é escolhido. 

Na história houve exceções à regra, pois um fikan não nativo de Fikist foi escolhido. Isso aconteceu quando não havia nenhum representante Fikan, além daquele que desempenhava o papel de 1º Fikan. É o que está acontecendo nos dias atuais. Daurog é um nativo e divide o poder com um elfo vindo de Bilim, outra grande nação mombranista. Seu nome é Landriel e sua capacidade fikan e natrakan está evoluindo muito a cultura agrícola de Ritulis. O terceiro fikan e último detentor de poder também é um estrangeiro. Ele é um humano chamado Hougen, ele tem grandes poderes e veio de Túrion, o reino além da Floresta sem Volta.

O mombranismo e seus ideais de evolução, experimentação e criação continuam sendo apoiados e o controle sobre outras ideologias é grande. 
 
Lugares de Interesse: 


Academia de Artes Fikans: É aqui que muitos fikans de toda Hedoron vem aprender algumas técnicas. Materiais que só podem ser encontrados em Fikist, como as imirokks, são os que trazem esses estudiosos para cá. Muito pouco é revelado sobre ela, uma vez que os maiores segredos deste mineral são os maiores tesouros que Fikist possui. A academia os protege com unhas, dentes, garras e o que mais for preciso. Alquimistas, herbologistas e outras classes de estudiosos também são encontradas aqui devido ao ambiente mombranista. Atualmente ela é chefiada por Landriel.


Palácio da Tartaruga Gigante: 
Está é a sede da Guilda dos Capitães Kalaidrinos. Tem este nome por apresentar uma imensa estátua de tartaruga. É a lenda dos marinheiros e capitães que tem mais força e não se sabe ao certo como surgiu. Não é raro ouvir pelas tavernas portuárias que um náufrago só foi encontrado, por que uma dessas criaturas o ajudou. Atualmente a guilda está sobre o controle de um capitão humano chamado Gustaf. Alcançou este posto por ser um denin que manipula os ventos.


Templos da Criação:  São chamados assim por estarem lá desde antes da criação de Fikist como é conhecida hoje. E também por terem sido eles os responsáveis pela criação propriamente dita desta nação. As explorações ainda não conseguiram mapear todos os seus aposentos e, recentemente, uma escavação anã descobriu que os templos também possuem algumas galerias subterrâneas que se estendem pela área do planalto. Todos acreditam que eles podem guardar coisas mais poderosas que as imirokks e muitos outros tesouros, segredos e afins. É o único lugar em Fikist onde se pode encontrar os raríssimos elfos do céu que não partiram.

Cidade das Engrenagens: 
Fundada pelo metadílio Guilblim é a maior comunidade não mombranista de Fikist. Suas criações, e as muitas engrenagens que possuem, junto com a de seus seguidores sempre tiveram motivações rimertistas. Os fikans os toleraram quando um acordo de divisão do conhecimento gerado ali foi firmado. Em troca os fikans os pagam para que sempre novas invenções e pesquisas sejam feitas, visando melhorar e evoluir o continente como um todo. Algo que está nos preceitos fundamentais mombranistas do local.

Mansão Saldrien: 
Localizada numa diminuta ilha da costa leste do continente, se encontra está mansão. A ilha em si só engloba esta grande casa que pertenceu no passado a uma família humana de posses, chamada Saldrien. O restante do pequeno território tem uma vegetação parca e decrépita. É onde atualmente reside o terceiro fikan de Fikist, Hougen.
 
Características Ideológicas: Todos que vivem em Ritulis estão fortemente ligados aos ideais mombranistas e os seguem, devido ao governo estável e sempre produtivo dos fikans. Tudo que é produzido ali é fortemente fiscalizado para que nada muito poderoso caia nas mãos de outras ideologias. O posicionamento dos fikans é evoluir o bastante para provar a verdade de sua ideologia, e nesse meio tempo se manter neutro em toda a materja.

Ao longo do continente diminutas comunidades emylistas também são aceitas, por que está é a ideologia que foi instaurada nas terras da fundadora Lakist. É um acordo embasado no respeito, uma vez que a própria Lakist nunca foi uma emylista. Os fikans sempre buscam deixar tais comunidades sobre grande vigilância para que a ideologia não ganhe força demais.

Na Cidade das Engrenagens o ideal rimertista é sempre muito bem vigiado, uma vez que a ganância deles pode fazer com que forneçam conhecimentos para outras ideologias. Uma coisa que feriria muito o ideal mombranista neutro que os fikans defendem.

Nenhum estrangeiro ou nativo foi louco o bastante para tentar introduzir as palavras de Materyon, Marilis ou Nara-lan nestas terras. Mas isso não quer dizer que alguma delas não exista em grupos extremamente pequenos que agem nas sombras.

É comum que aventureiros clifistas tentem buscar alguma invenção ou conhecimento em Fikist. Mas devem ser extremamente cuidadosos, pois isso iria ferir o posicionamento dos fikans quanto à guerra ideológica

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