Primeira Visão - A Cidade Maldita

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Primeira Visão - A Cidade Maldita

Mensagem por Nathan em Qua Abr 05 2017, 17:39

Considerações Off:

Zoroléo, começamos aqui as interpretações do "O Legado do Rei Negro".

Conforme anunciado, este capítulo (visão) será o primeiro do volume 1 do projeto literário.

Note que, a partir de agora, já colocarei a narrativa em primeira pessoa, com o venirista descrevendo toda a cena. Ou seja, quando houver algo que ele não vir, colocarei, no final do post, como informações complementares. Isso será feito para facilitar a edição do livro, assim como os demais processos que colocarei abaixo.

Peço que não formate o texto com cores. Caso expressem algum pensamento, coloquem em itálico. Quando falarem, coloquem travessão. Para criar o turno, é necessário um mínimo de 1.000 caracteres.

Lembrem-se: o Venirista expressa nas transcrições das visões do sinkrorbe aquilo que ele vê, ou deduz que as personagens estão pensando ou sentindo. Portanto, quanto mais claro isso ficar nas suas ações, melhor. Lembre, também, de revisar o texto depois de escrever o turno, preferencialmente com a ajuda de um corretor ortográfico e gramatical. Isso é muito importante.

Como estamos começando, e ainda terei no mínimo mais quatro intérpretes simultâneos, talvez este início seja um pouco lento, mas assim que eu ver qual será minha capacidade de respostas a gente tenta firmar uma cadência mais fixa. Minha previsão inicial é de uma postagem semanal, tentarei fazer a continuação até a Quarta-Feira, dia 12 de Abril.

Vamos ao jogo:


Primeira Visão - Zaref Amon

A Cidade Maldita

Após alguns dias de jornada através das Estepes Arenosas, finalmente eu alcancei o terreno mais elevado e o clima mais ameno da Cordilheira das Cascatas. Meu pequeno cantil já se encontrava quase seco quando me aproximei de uma tímida nascente que parecia brotar do coração das montanhas e corria lenta serpenteando em direção ao leste. Apesar desta ser uma região bastante visitada pelos nômades clifistas da província de Volkan em busca de suprimentos de água, tudo parecia estranhamente silencioso e calmo. Enquanto me deleitava com o prazer simples de beber a água pura da nascente, sentei-me sobre uma rocha contemplando a bela paisagem ao norte, onde as estepes se estendiam até onde a vista podia alcançar. Cruzar o território volkani sem esbarrar com nenhuma de suas tribos foi mais fácil do que eu poderia imaginar, mesmo em meus sonhos mais otimistas. Se o artefato que carrego embrulhado com cuidado em minha mochila fosse tomado pelos selvagens seguidores de Kyobencliff, o maior trabalho de minha vida como Venirista fracassaria vergonhosamente. 

Fui designado para uma tarefa de importância imensurável. Preciso encontrar um lugar seguro para manter vigília pelas noites que estão por vir, mantendo olhar atento ao artefato conhecido como Sinkrorbe, que é capaz de revelar eventos de um futuro próximo, os quais preciso registrar em detalhes para que sejam estudados e analisados em busca de pessoas dotadas de poderes fantásticos que possam vir a servir a causa Venirista. Encontrar um lugar seguro no Reino de Túrion, entretanto, tem se mostrado uma missão cada vez mais complicada. Rumores de guerra rondam cada vilarejo pelo qual passei durante essa jornada. Dizem que um terrível exército marilista abandonou seu refúgio na Floresta de Luviah e marcha levando morte e sofrimento em direção à capital do reino, Godnyr. Além disso, em algum lugar ao norte daqui, em meio às Estepes Arenosas, acredita-se que pela primeira vez na história do reino todas as tribos clifistas de Volkan se uniram numa imensa horda que está decidida a deixar suas diferenças de lado e combater não só os marilistas de Luviah, mas também os revoltosos gorgronistas que ocupam Godnyr desde a queda da dinastia Fortereal. Pelo que ouvi, os dois grandes exércitos são comandados por ninguém menos que os dois netos sobreviventes do falecido Midgard, que ficou conhecido como Rei Negro por ter sido morto durante o levante gorgronista, pondo fim a quase duzentos anos de domínio clifista em Túrion e lançando o reino numa década de caos que está prestes a culminar em uma verdadeira guerra civil.

Após recuperar o fôlego, molhar a garganta e descansar minhas pernas, retomei a longa e tortuosa subida através da Cordilheira das Cascatas, na teoria um dos lugares menos afetados pelo conflito ideológico eminente. Fui orientado que as revelações da Sinkrorbe costumam ocorrer no período noturno, e portanto apressei meus passos em busca de algum abrigo no coração das montanhas. A circulação de viajantes subindo ou descendo as trilhas que cortam a cordilheira não é algo muito comum, pois os monges do santuário de Tinto não costumam abandonar sua rotina, e os viajantes que buscam amparo no santuário acabam unindo-se aos monges seguidores de Emylia e se isolam do caos crescente no restante do reino. O sol se escondeu antes do esperado, embrenhando-se nas nuvens escuras que cobriam o interior do reino, e portanto minha peregrinação precisou ser interrompida na primeira caverna que pude encontrar. Por sorte, meu abrigo estreito não escondia nenhum perigo para um pequeno viajante como eu, e não demorei para acender uma modesta fogueira para iluminar o local e manter afastadas as criaturas noturnas que habitam a região. 

Percebendo que o sol finalmente se punha no oeste distante, retirei o artefato de dentro da mochila, o coloquei no chão ainda coberto pelos panos que o embalavam e com cuidado o desfraldei. A esfera reluzia alaranjada ao refletir a fogueira próxima, e me sentei ao seu lado, com pernas cruzadas e tragando vigorosamente meu cachimbo que ajudava a conter a ansiedade pela primeira revelação que me seria passada pelo Sinkrorbe. Mesmo cansado pela longa jornada, não sentia sono algum enquanto esperava alguma mudança no reflexo do artefato, ainda que essa espera parecesse durar toda uma vida. Não sei exatamente quanto tempo aguardei, mas finalmente o reflexo da fogueira na esfera perdia intensidade e parecia que um forte nevoeiro rodopiava dentro do Sinkrorbe. Aos poucos, o nevoeiro ia se tornando menos denso, e após esfregar meus olhos com as costas das mãos eu pude identificar seus primeiros vultos. Um viajante solitário parecia surgir de dentro da neblina que cobria uma estrada de terra. Um pouco adiante pude perceber o vulto de casebres simples de madeira um pouco afastados da beira da estrada. A região parecia tomada por fazendas que se estendiam até os pés de uma cordilheira. A princípio, pensei estar vendo a Cordilheira das Cascatas, mas logo pude notar um trilho de ferro que vinha de minas escavadas nas montanhas e seguia paralelo a estrada em direção ao vilarejo do qual o viajante se aproximava. Aquele vilarejo só podia ser Esgares.

Pouco a pouco a imagem revelada pelo Sinkrorbe ia se tornando cada vez mais nítida, com o sol nascendo às costas do viajante. Os campos de algodão, tão característicos de Esgares, se estendiam pálidos ao redor da estrada e à medida que o sol ganhava altitude, trabalhadores das fazendas começavam a surgir aqui e ali, prontos para iniciar seus afazeres matinais. Ninguém parecia notar ou dar importância ao viajante e logo este adentrava a área urbana de Esgares. Não havia muito tempo que visitei pessoalmente aquela cidade, e pelo visto, bem pouco havia mudado desde então. As construções eram em sua maioria feitas de madeira, algumas com danos visivelmente reparados de forma displicente, outras apresentavam tábuas pregadas bloqueando suas janelas, reflexo dos constantes ataques dos metamorfos lupinos à cidade. Os carnaks, como são chamados, formavam uma tribo que vivia nas montanhas ao norte de Esgares, mas à medida que os colonizadores clifistas começaram a explorar seu território e escavar minas pela região, estes se tornaram os maiores inimigos do vilarejo. As lendas urbanas de Esgares dizem que há algumas décadas estes metamorfos foram alvos de uma maldição, que os faz tornar-se bestas sedentas por sangue nas noites em que a lua cheia se ergue brilhante sobre a cidade. No decorrer do tempo, estes ataques dos carnaks passou a atrair a atenção de mercenários que migraram para Esgares em troca de riquezas pagas pelos colonizadores para que estes fizessem a segurança da cidade e das escavações. Assim, se formou a Companhia Dourada, um forte grupo militarizado da ideologia Rimertista.

A medida que o viajante seguia caminhando para o centro da cidade, suas principais construções logo se revelavam. Uma delas era a prefeitura, onde os assuntos políticos de Esgares eram resolvidos. Outras eram as tendas circulares montadas em uma área descampada que há muito tempo serviu como praça, mas agora era o lar da Companhia Dourada, com suas bandeiras amarelas tremulando nos mastros no centro das tendas. Não muito afastadas das tendas e seus soldados, haviam diversas tabernas e bordéis, que recuperavam boa parte do ouro que era pago pelo prefeito aos mercenários. O último dos principais locais de interesse no centro de Esgares era a Casa das Armas, onde trabalhavam alguns soldados clifistas responsáveis por tentar manter algum tipo de ordem na cidade. Além destes lugares, diversos pontos comerciais salpicavam as ruas, com seus ruídos impregnando o ambiente. O constante martelar das forjas e os gritos dos comerciantes só cessavam ao cair da noite, quando canções animadas eram regadas com bebida nas diversas casas de entretenimento da cidade. O Sinkrorbe parecia acompanhar o viajante, que seguia silencioso e decidido ainda sob as primeiras horas de sol, e eu aguardava para ver o que era alvo de sua atenção naquele lugar tão agitado...

(Continue a partir daqui, Zoroléo)


Informações Complementares:

- Após autorização da Lady Salazar e do príncipe Samuel, Zaref partiu das Estepes Arenosas da Província de Volkan em direção a Esgares com a intenção de trazer a Companhia Dourada para o lado Clifista da guerra. 

- Aproveitando-se dessa liberdade para vagar sozinho em direção a Esgares, Zaref pode tentar levantar notícias sobre sua mãe, que ele sabia ter vivído na região na época que ele nasceu.


- A princípio minhas postagens não serão tão extensas, mas como esta foi a primeira, precisava de toda uma introdução. O ideal é a gente se manter na média de 1.000 caracteres, que é uma quantidade tranquila para ler e também pra transmitir a ideia geral da cena. 

- Qualquer dúvida ou informação complementar que você achar útil para sua ação, pode me chamar no privado do Whats.


Última edição por Nathan em Seg Abr 17 2017, 16:09, editado 1 vez(es)

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Mensagem por Zaref Amon em Sex Abr 07 2017, 15:03

Tendo crescido entre os Volkani, andar por várias milhas sempre foi algo normal para Zaref, e por esse motivo a viagem não se mostrou tão cansativa quanto se mostraria para outras pessoas. Levava consigo apenas o necessário para uma viagem extensa como aquela: seu sinete Khorotann, seu Apanhador de Sonhos, algumas roupas, provisões e seus equipamentos de batalha, um escudo feito de casco de tartaruga e uma maça artesanal muito bem construída.
 
A cidade que surgia a sua frente destoava absurdamente dos assentamentos das Estepes. Casas e prédios de pedra e madeira, pessoas andando para todos os lados com roupas demais, soldados levando estandartes dourados e de várias outras cores que imaginou serem mercenários. Enquanto adentrava em Esgares e observava o local, por vezes parava e olhava para o lado ou para trás, como se alguém o tivesse chamado, logo para perceber que não havia pessoa alguma, ao menos não ao alcance de seus olhos.
 
Eram barulhos demais e odores estranhos, o que começou a incomodar Zaref. Muitas vezes esbarrava em pessoas e recebia resmungos ou palavrões como resposta. Tudo era muito diferente e muito mais deserto, para ele, do que a parte mais deserta das Estepes. O jovem havia sido treinado a lidar com sonhos e espíritos, mas não com multidões. Os Volkani eram bélicos, mas também preocupados uns com os outros, e nessa cidade de Esgares, cada um parecia se preocupar consigo apenas. O jovem estava incomodado.
 
--- Não importa o quanto você tente, essa busca é minha e ninguém, nem ao menos você, irá atrapalhar! - disse em voz baixa para alguém que não estava ali –
 
Antecipação também era um sentimento desconhecido para Zaref, pois antes de seguir em viagem recebeu da velha o conhecimento de sua própria história. O rio pelo qual seu cesto havia flutuado, protegido por forças desconhecidas, nascia nas montanhas e passava próximo à Esgares. Ali, naquela cidade, poderia estar sua origem, seus pais, alguém que conhecia sua história. Trazia em sua barriga um incômodo estranho, um nervosismo além do que qualquer já sentido.
 
Parou próximo a uma fonte e encheu seu cantil, molhou o rosto e clareou a cabeça. Tinha uma missão importante a cumprir e nada, nem mesmo esses pensamentos, poderiam desviá-lo de seu real objetivo. Lady Salazar, a mulher que o criou como filho, havia lhe dado uma missão e não pensava em desapontá-la. A Companhia Dourada, pelo que foi informado, era um grupo de mercenários que fez fama caçando as Bestas que assolam a cidade de Esgares, mas como mercenários Rimertistas que eram, com toda certeza trabalhariam por um excelente preço, e era esse preço que Zaref precisava discutir.
 
--- Isso não será nem um pouco fácil, então fique quieto e me deixe em paz! – disse, enfático, para alguém imaginário
 
Zaref havia conseguido algumas informações sobre a cidade com mercadores e viajantes durante sua viagem, então sabia que a forma mais rápida de conseguir ser ouvido pelo líder da Companhia Dourada seria ter consigo uma voz conhecida por eles e respeitada na cidade, e por esse motivo sabia exatamente para onde ir antes de falar com os Mercenários: a Casa das Armas.
 
A passos firmes caminhou até o local e entrou, deparando-se com algumas pessoas e soldados que buscavam, aparentemente, resolver problemas da cidade. Os brasões nas armaduras que esses soldados vestiam e nas bandeiras que desciam pela parede mostravam a marca de Kyobencliff, fundador da ideologia que há muito dominava toda Túrion. Aproximou-se de um soldado e apresentou ao mesmo o pequeno sinete de pedra no formato de uma tartaruga estilizada, a marca dos Khorotann e utilizada como um símbolo diplomático entre os Volkani, e esperava funcionar ali. Olhou para o soldado e, hesitando por cinco segundos, falou, enfim.
 
--- Sou Zaref Amon, emissário Volkani da tribo dos Khorotann... Venho em nome de Lady Salazar, senhora da Grande Horda das Estepes, para falar com seu comandante, pois trago notícias que afetarão muitos destinos.

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Mensagem por Nathan em Seg Abr 10 2017, 16:43

Considerações em OFF:

Conforme avisei, tentaria antecipar a postagem e consegui postar dois dias antes. Excelente primeira postagem, Zoroleo, continue assim!

Únicas observações dizem respeito a pensamentos do personagem sobre coisas que fogem do conhecimento do Venirista. Mas dão um ar mais completo à postagem. Exemplo dele lembrando da Anciã contando sobre o cesto e Esgares.

Fiz referência a pensamentos que poderiam ocorrer ao Zaref no último parágrafo do meu post, ao descrever o comandante da guarda de Esgares. Veja como podemos citar pensamentos do Venirista sobre o Zaref, e não pensamentos do próprio Zaref.

Vamos ao jogo:
Primeira Visão - Zaref Amon

A Cidade Maldita

Nenhum dos soldados atarefados por ali parecia dar muita atenção ao viajante recém chegado, e mesmo aquele abordado por Zaref parecia pouco se importar, apenas arqueando a sobrancelha observando o estranho sinete com a tartaruga da tribo Khorotann, símbolo de grande prestígio no território volkani, mas pouquíssimo conhecido além da província. Demorou alguns instantes para que ele assimilasse as palavras do denin, transformando a expressão de indiferença em surpresa assustada, com olhos arregalados e logo se levantando de sua cadeira, ressabiado com uma visita tão inesperada.

- Lady Salazar? Da Grande Horda? Pois sim! Venha! Venha! Deixe-me levá-lo ao comandante da guarda de Esgares! Ei, você! Arranje água e algo para o viajante comer, seu inútil!

O soldado parecia nervoso à presença de Zaref, pois apesar deste ser um desconhecido para os esgarianos, o nome de Anita Salazar carregava uma mística incrível por quase todo território de Túrion. Uma mulher como a maior líder militar clifista desde a queda do Rei Negro em Godnyr. E ainda mais, regente da província de Volkan, tão famosa por seus guerreiros selvagens, seus orcs brutamontes e uma vida tão privada de luxos e mordomias como era a dos que viviam nos grandes centros urbanos. Nem mesmo os maiores bárbaros volkani tinham coragem de desafiar Lady Salazar para combate individual! À medida que caminhavam mais para o interior da Casa das Armas, o soldado esbravejava mais, dando ordens a outros pelos quais passava. Mandando um cuidar da porta, outro limpar alguma coisa, um terceiro correr até a prefeitura.

Após algumas batidas rápidas em uma porta fechada, um grito vindo lá de dentro mandava que entrassem. O soldado abria uma brecha pequena, pedindo novamente permissão para entrar, e apenas avançando após esta ser concedida pelo comandante. Ao entrar na sala, o soldado acenava para que Zaref o acompanhasse. O local era simples, com algumas estantes, pergaminhos enrolados espalhados por todo lado, uma bandeira clifista desbotada estava estendida atrás da mesa onde estava sentado o comandante da guarda de Esgares. Ao contrário do que Zaref podia imaginar, o homem não era nenhum grande guerreiro, com cicatrizes de batalha, tronco largo e presença imponente como dos líderes volkani. Muito pelo contrário. O comandante da guarda era um homem de meia idade, com cabelos grisalhos ao redor da orelha, um rosto cansado de barba rala, armadura leve de metal sobre os braços gordos e a barriga volumosa. Um cinto com espada curta estava pendurado às costas de sua cadeira e ele sequer levantava para cumprimentar o recém chegado.

- O que aconteceu? Não me diga que outro viajante foi emboscado pelos selvagens...

(Continue a partir daqui, Zoroleo)


Informações Complementares:

- Apesar de fazer comentários voltados para Masharuk, este não tem se revelado há algum tempo. Pode ser mais um toque do personagem falar com o espírito maligno mesmo quando este está dormente. Interessante o "autismo", rs.

- Previsão de resposta na próxima Segunda-Feira, dia 17 de Abril.

- Dúvidas, entre em contato através do Whats.

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Mensagem por Zaref Amon em Ter Abr 11 2017, 11:49

Era tudo muito estranho, muito barulho, muita correria, e isso ficava evidente na expressão de Zaref: total desconforto. Seguiu o soldado enquanto este esbravejava ordens e cuspia palavrões até que chegou aonde, aparentemente, estava o chefe da guarda, e, ao entrar na sala, sua expressão de desconforto mudou drasticamente para desapontamento. Aquele não era o líder que imaginava, parecia mais um velho sapo.

Olhou para os lados, analisando cada canto daquela sala, e, quando mais observava, mais desapontado ficava. Uma sala sem graça, sem força, sem qualquer tipo de expressão de poder. Seguiu do Soldado ao teto, ao chão, à bandeira, ao Comandante e nada ali demonstrava que aqueles soldados poderiam ser de qualquer ajuda, mas precisava deles.

--- Não senhor. Sou Zaref Amon e venho em nome de Lady Salazar solicitar apoio dos homens de Armas de Esgares - disse, firme, mas sem esconder o desapontamento - E espero que entendam a real periculosidade da situação que nos espera, pois as Estepes Arenosas se uniram pela primeira vez e morrerão, se preciso, para retomar o poder Clifista - continuou, ainda com os olhos nada contentes - E o apoio dos seus homens, e dos mercenários, será de extrema necessidade!

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Mensagem por Nathan em Seg Abr 17 2017, 21:13

Considerações em OFF:

Conforme previsto, vamos pra postagem de hoje!

Vamos ao jogo:
Primeira Visão - Zaref Amon

A Cidade Maldita

O velho comandante arregalava os olhos em surpresa ao ouvir que se tratava de um arauto do exército volkani, mas nem assim levantava o traseiro largo da cadeira onde estava. Passava as duas mãos grandes sobre a barriga, enquanto a expressão de surpresa se transformava logo em seguida numa tristeza um tanto forçada, para não dizer fingida.
- Então os boatos do exército clifista são verdadeiros? Ora, ora... Quem diria que os senhores das estepes se uniriam para alguma coisa nessa vida. Mas como pode vê, meu jovem, o poder clifista em Esgares não é o mesmo de outrora. Por isso os mercenários vivem aqui e nos drenam o sangue... - ele fazia uma breve pausa, acenando para o soldado que havia acompanhado Zaref até ali. - Está dispensado, soldado. - Então, ele se levantava com alguma dificuldade, puxando as calças que eram empurradas para baixo pela barriga volumosa.
- Mas para virem nos pedir ajuda, devem mesmo estar em situação de desespero. Os volkani sempre foram orgulhosos demais para isso. - Ele contornava a mesa, mas não sem antes pegar o cinto com a espada das costas da cadeira. - Pelo contrário, as poucas visitas de alguma horda eram seguidas de pilhagens em aldeias do interior. Sabe como é, não é? Tradição, eles dizem...
Ao se aproximar de Zaref, o velho comandante repousava a mão grande em seu ombro, puxando o mensageiro volkani em direção a porta. - Vamos, vamos... Posso ceder alguns dos soldados de Esgares para sua nobre causa, mas se existe alguém que realmente pode ajudá-lo, este alguém é velho Karl.
O comandante da guarda seguia em seus passos lentos e desajeitados em direção a rua. Mancava levemente de uma das pernas, e não parecia interessado em disfarçar. Cumprimentava um ou outro conhecido pelas ruas, mas Zaref percebia que o respeito do povo por seu guardião beirava a indiferença. Nem mesmo as mulheres diante dos bordéis davam atenção ao comandante, apenas olhando disfarçadamente para o estrangeiro. Mas isso não impedia que o grandalhão gritasse os nomes de algumas das meninas. Era ignorado. - Você devia conhecer uma das famosas casas de massagens de Esgares. Sua viagem valeria a pena! - Uma gargalhada se seguia enquanto Zaref recebia uns tapinhas no ombro.
Em mais alguns instantes chegavam a antiga praça da cidade, onde diversas tendas serviam de abrigo para a Companhia Dourada. Alguns soldados estavam sentados ao redor de uma fogueira próxima da entrada de uma das maiores tendas e o comandante clifista apenas acenava, falando algumas gracinhas enquanto seguiam para o interior da tenda. Ali tudo era completamente diferente do que Zaref viu na Casa das Armas. Tapeçarias caras adornavam as paredes, algumas delas visivelmente volkani, bandeiras rimertistas eram exibidas imponentes, alguns homens estavam sentados em mesas nas laterais da tenda e comiam com fartura. Bem no centro do que mais parecia um salão nobre, havia uma fogueira que mantinha a iluminação local e onde algumas panelas grandes de barro preparavam mais refeições para os soldados. O grito do clifista trouxe Zaref de volta de seu momento de reconhecimento do local.
- Vejam se não é meu grande amigo, o velho Karl Cydrick!
Um sorriso largo se desenhava sob a barba rala do comandante da guarda enquanto caminhava em direção a uma das mesas. Ali, um homem se levantava sem dizer qualquer palavra ao escandaloso clifista. Ao contrário deste, o mercenário parecia ser bem mais alto que o próprio Zaref, com tronco largo coberto por uma camiseta fina. Tinha cabelos negros caídos desgrenhados pelas costas e uma barba grossa que apresentava os primeiros fios grisalhos. A única arma visível era uma adaga cumprida, quase uma espada curta, embainhada em seu cinto. Os dois se cumprimentavam com um aperto no ante-braço um do outro, e nada era dito pelo Rimertista enquanto o comandante da guarda não continuava a falar.
- O bom e velho humor de sempre! Tenho novidades! Novidades lucrativas, meu amigo! Os boatos da grande horda clifista são verdadeiros e eles precisam dos serviços da lendária Companhia Dourada! - Com isso, o clifista estendia o braço na direção de Zaref, chamando-o com acenos de mão. - Venha! Conheça o velho Karl! - O líder mercenário logo voltava a atenção para o estrangeiro, seus olhos frios como a noite nas estepes pareciam analisar o clifista dos pés a cabeça, como um predador que procura pontos fortes ou fracos num inimigo que adentra seu território. O porte físico do rimertista lembravam a de um grande meio-orc, enquanto sua expressão taciturna não diferiam em nada dos maiores caçadores e líderes volkani.
 

(Continue a partir daqui, Zoroleo)


Informações Complementares:

- Eu ia fazer uma postagem mais curta, mas preferi agilizar o turno e levá-lo direto aos Rimertistas, pra não perder tanto tempo dialogando apenas com o comandante da guarda.

- Previsão de resposta na próxima Segunda-Feira, dia 24 de Abril.

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Mensagem por Zaref Amon em Qua Abr 19 2017, 15:11

Invariavelmente desconfortável com a atitude do líder da guarda, Zaref deixou-se levar por ele em direção às tendas da Companhia Dourada, e sua visão o transportou, por breves segundos, ao mar de tendas nas Estepes de Areia ao sair em sua busca. Olhou para os lados, procurando analisar as bandeiras e estandartes, rapidamente reconhecendo alguns nitidamente Volkani. Adentrou na enorme tenda onde vários mercenários comiam e logo voltou suas atenções ao grande homem com o qual o líder da guarda de Esgares conversava. Ouviu cada palavra com atenção e notou o ar feroz do tal Cydrick, mas sua face taciturna o lembrou apenas de Zarbor, deixando Zaref com uma expressão mais calma, como se ja fosse acostumado com atitudes como aquela.
--- Sou Zaref Amon... - começou, mais uma vez, tudo o que falara ao soldado e ao chefe da guarda - ... e tenha certeza que Lady Salazar não está interessada em saques, por mais que as tribos o farão, mas garante ao líder da Companhia Dourada e seus companheiros não apenas pagamento por seus serviços, como tudo o que puderem conquistar de nossos inimigos. - terminou, seco -
Olhou ao redor enquanto falava, de maneira a fazer sua voz soar clara a todos ali presentes. Imaginava que aqueles homens se portariam muito como os Volkani, sendo os líderes tribais, por muitas vezes, levados pelo ardor dos soldados à guerra e ao saque. Sua expressão era séria e movia-se poucos passos para todos os lados, explicando aos ouvintes a necessidade de uma união entre clifistas e rimertistas, mesmo que temporária, a fim de retomar o controle de Godnyr das mãos Marilistas e ainda destruir a praga Grogornista que assolava Túrion.
--- Nós, clifistas, lutamos para acabar com a tirania de Arla, a Dragoa! - começou, elevando um pouco a voz - Lutamos para criar um reino livre e agora lutamos para retomar um trono que nos foi roubado! - continuou - E aqui estou, sozinho, muitos dias de viagem à frente de um exército jamais visto na história desse reino e que darão a vida por essa causa, para solicitar uma aliança paga com a lendária Companhia Dourada... - exclamou, voltando-se para Karl Cydrick - E se o pagamento proposto por de Lady Salazar, Senhora da Horda das Estepes, não for suficiente para tal... Diga-me seu preço!

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Mensagem por Nathan em Seg Abr 24 2017, 15:28

Considerações em OFF:

Conforme previsto, vamos pra postagem de hoje!

Vamos ao jogo:
Primeira Visão - Zaref Amon

A Cidade Maldita

O enorme guerreiro não dizia sequer uma palavra enquanto Zaref se apresentava e anunciava o interesse de aliança da horda volkani com a Companhia Dourada na guerra pela cidade de Godnyr. Ele olhou ao redor ao perceber que a elevação no tom de voz do arauto clifista chamava atenção dos mercenários ao redor, alguns atentos ao que era dito a partir daquele momento. Ele mantinha os braços relaxados à frente do corpo com uma das mãos envolvendo o pulso do outro braço. Tudo em seu semblante e na postura dava uma impressão que poderia ser interpretada por qualquer um como desleixo, mas Zaref conhecia os costumes volkani e estava acostumado a lidar com guerreiros como aquele. Ele não estava relaxado. Parecia assimilar cada palavra, assim como deixou que seus seguidores o fizessem ao ouvirem a explanação do arauto.

- O meu preço? - Pela primeira vez, era possível ouvir a voz do guerreiro desde a chegada de Zaref. Era rouca, baixa, forte. - Meu preço é Esgares.

Com essa resposta direta, sem devaneios, sem qualquer tipo de floreio, todos os guerreiros começavam a gritar batendo os canecos nas mesas de madeira, num barulho ensurdecedor. O comandante da guarda clifista olhava assustado ao redor, sem entender a resposta. Ele ajeitava o cinto desconfortavelmente, tentando recompor a postura. Com certeza os dois clifistas estranhariam a resposta tanto quanto eu estranhei. A Companhia Dourada queria Esgares como pagamento pela aliança!

- C-como assim Esgares? - Dizia o comandante clifista. - Esgares foi fundada pelos colonizadores leais aos ideais de Kyobencliff! Fomos e somos leais ao clifismo e à monarquia clifista há gerações!

Mau pude ouvir a voz baixa e vacilante do comandante da guarda, enquanto os soldados ao redor bradavam e batiam canecos. Impassível, o mercenário mantinha as mãos à frente do corpo, olhando com desdém para o clifista, e depois retornando o olhar para Zaref. Seus olhos eram castanhos escuros, com sobrancelhas grossas e os cabelos desgrenhados davam um ar ainda mais bárbaro ao guerreiro.

- Clifistas fundaram Esgares. Rimertistas a mantém viva. Se não fosse a Companhia Dourada, os carnaks, fenris ou até os goblins das montanha já teriam tomado as minas e a cidade. Meu preço é Esgares...

(Continue a partir daqui, Zoroleo)


Informações Complementares:

- Postagem terminando no padrão Avenida Brasil, com imagem congelada na cara do comandante da guarda e um "oi oi oi!" ao fundo, rs.

- Previsão de resposta na próxima Segunda-Feira, dia 01 de Abril. Farei o possível pra responder antes, mas a semana que vem será o acampamento dos recrutas e possivelmente não vou sair do mato durante a semana inteira.

- Dúvidas, entre em contato através do Whats.

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Mensagem por Zaref Amon em Dom Maio 14 2017, 07:51

Zaref não escondia a surpresa e confusão que passavam em sua mente após ouvir as palavras de Cydric. O homem queria ter controle de Esgares como pagamento por sua ajuda, e nitidamente desacreditava nas palavras proferidas por Zaref pouco antes. Seus olhos viajaram do homem forte para o baixo, notando, claramente, a confusão e o desespero na face do Comandante da Guarda, que, naquele momento, mostrava-se muito mais confuso.

--- O que pede em troca da ajuda é algo do qual não tenho poder para decidir sozinho...
- começou Zaref - Entregar o controle de uma cidade Clifista a vocês, mercenários, é muito arriscado.

Visivelmente o homem não se movia e nem sequer demonstrava qualquer esboço diante das palavras do mensageiro Volkani, seus pares, por outro lado, começavam a bradar, bater as canecas na mesa e xingar. A balbúrdia aumentava, mas Cydric nada fazia. O comandante de Esgares colocou a mão instintivamente sobre o cabo da espada em sua bainha, mas o terror que despontava em sua fronte era maior que qualquer coragem, pois sacar a espada ali demoraria sua morte certa.

Zaref olhava em seu entorno, homens levantavam e bradavam espadas, xingavam Zaref de nomes impronunciáveis, xingavam os Volkani de outras coisas mais. Pedaços de comida eram arremessados nele enquanto tentava colocar a mente em ordem, pois sabia que algo muito ruim poderia acontecer se não resolvesse aquela situação de tensão.

--- Não se atreva a fazer qualquer coisa...
-disse, quase num reflexo, para alguém inexistente ao seu lado - Você não vai se aproveitar da situação, imundo.

Pensando ser essas palavras voltadas para si, um mercenário meio bêbado avançou com o machado acima de sua cabeça, pronto para desferir um golpe que poderia ser fatal, mas quase instantaneamente, o homem caiu no chão como um saco de batatas. O brado de guerra dos mercenários tornou-se um funeral de tão silencioso.

Zaref estava parado, seus olhos voltados para Cydric, totalmente brancos, como se fosse cego. Seu braço, contudo, estava rígido, a palma aberta voltada para cima estava na direção do homem que acabara de cair.

--- Que o sono profundo te envolva...
- sussurrou inconsciente, de forma que apenas o Comandante e Cydric pudessem ouvir -

Zaref retornou a si meio atordoado e logo notou ao seu lado o homem caído, roncando alto feito um porco. Os outros homens estavam quieto e se entreolharam sem saber muito o que fazer e esperando uma reação de Cydric que, até aquele momento, permanecia imóvel.

--- Rimertistas protegem Esgares...
- começou - Mas lembre-se  que nem nessas terras vocês estariam se Clifistas não tivessem dominado essa região no passado... Seu pedido será levado ao conhecimento de Lady Salazar e amanhã pela manhã você terá sua resposta! - disse, por fim -

Fez uma leve reverência e puxou o comandante de Esgares para fora da tenda, tentando recompor o homem e a si mesmo.

--- Por favor, me indique um lugar aonde eu possa descansar por algumas horas...
- disse, parecendo urgente em seu pedido - Mais tarde o procurarei novamente para tratarmos de outros assuntos.

[ Fiz a postagem pelo celular, então desculpe-me se não está formatado ]


Última edição por Zaref Amon em Qui Maio 25 2017, 19:16, editado 2 vez(es)

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Mensagem por Nathan em Ter Maio 16 2017, 11:33

Considerações em OFF:

Conforme avisado ontem, ia adiar para hoje de manhã a postagem semanal!

Vamos ao jogo:
Primeira Visão - Zaref Amon

A Cidade Maldita

Tudo transcorria extremamente rápido no interior da tenda. A conversa curta e direta, o ataque do mercenário ao arauto volkani, o brilho cinzento do Cynblarkin nos olhos e na mão de Zaref, que logo pareciam ecoar na cabeça do mercenário agressor e o fez cair desacordado para surpresa de todos os presentes. O silêncio que se seguiu foi sepulcral. O comandante clifista ficava completamente perplexo e sem reação a tudo que acontecia, principalmente depois do alerta dado pelo denin que acabara de afrontar toda a Companhia Dourada. Karl Cydrick não mudava sequer de posição diante de tudo o que acontecia, apenas erguendo o olhar na direção do mercenário que avançava com o machado, assistindo-o cair desacordado visivelmente por algum tipo de poder utilizado por Zaref, que se revelava como um denin Seikan, capaz de usar o poder da própria mente. Ao ouvir sobre o contato que seria feito com Lady Salazar, a regente volkani, Cydrick apenas acenava positivamente com a cabeça, sem tirar os olhos do arauto clifista.

- A Companhia Dourada irá aguardar sua resposta. Tem o nosso preço e ele não é negociável.

E com esse último comentário, o líder rimertista observou a dupla clifista deixar a tenda, com brados dos mercenários voltando a dominar o ambiente. Fora da tenda, o sol estava alto mas o calor não era tão grande. O comandante da guarda de Esgares se mostrava indignado, esbravejando enquanto tentava parecer imponente. Ele ajeitava novamente o cinto onde a espada estava embainhada, ignorando comentários ao redor, ao contrário do que havia feito quando vieram ao encontro dos rimertistas.

- Onde já se viu!? Ele me ofende com uma proposta dessas. Sorte que você pediu para eu me conter. Senão colocaria aqueles mercenários abusados no devido lugar!!! - Saliva voava de sua boca enquanto reclamava em bom tom a caminho da Casa das Armas. - A hospedagem é um lugar mais divertido para descansar, apesar da companhia desagradável dos mercenários. Se quiser, pode utilizar o dormitório dos soldados para colocar o sono em dia e relaxar o corpo da longa viagem até Esgares.

(Continue a partir daqui, Zoroleo)


Informações Complementares:

- Muito boa postagem, Zoro, e meus parabéns por uma postagem nesse nível pelo celular. Sei o quanto é horrivel escrever lá, rs. Só lembre de me consultar no Whats antes de utilizar qualquer reação de NPCs, assim como fez dessa vez me explicando a ação por lá antes. Show de postagem mesmo.

- Previsão de resposta na próxima Segunda-Feira, dia 22 de maio.

- Dúvidas, entre em contato através do Whats.

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Mensagem por Zaref Amon em Seg Maio 22 2017, 09:29

Zaref estava visivelmente incomodado com algo que aparentava somente importar a ele. Seus olhos corriam a cidade enquanto caminhava ao lado do chefe da guarda sem nem ao menos lhe dar a devida atenção. Gotas de suor começavam a surgir em sua testa e o mesmo as limpava com as costas da mão, mas, estranhamente,  nao se sentia incomodado por ele. Voltou a si quando as primeiras gotas de saliva do homem gordo ao seu lado acertaram sua face.

--- Retomar o controle de Turion e erradicar Gorgronistas e Marilistas é nossa única prioridade!
- retrucou, seco - O mundo em chamas e você preocupado com sua posição de chefe da guarda... Pois saiba que Cydric é o verdadeiro líder dessa cidade, basta ver pelo número de soldados e mercenários... - prosseguiu, secando o suor da testa - Ele já poderia ter tomado a cidade para si, mas me parece que não desejaria um banho de sangue sem sentido, sem lucro...

Suas palavras saíam, mas seus olhos pareciam buscar por outra coisa, jogando as palavras sem ao menos olhar nos olhos do homem ao seu lado. Caminhou alguns passos e parou, voltando-se ao homem que ainda parecia perplexo com suas últimas palavras.

--- Eu não creio que Lady Salazar, minha mãe, vai se opor ao pedido de Karl Cydric, mas não se preocupe, você continuará como emissário do Rei Clifista em Esgares, afinal, uma aliança exige certa diplomacia, algo não muito comum aos Volkani, mas de meu agrado...
- respirou fundo - Irei descansar fora da cidade, a mim é mais confortável estar longe da balbúrdia... Como disse, mais tarde o procurarei para conversarmos sobre outro assunto importante.

E, com essas palavras, seguiu caminho para fora da cidade, onde, em meio ao mundo natural, teria mais chance de se concentrar e fazer o que deveria.


Última edição por Zaref Amon em Qui Maio 25 2017, 19:18, editado 1 vez(es)
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Mensagem por Nathan em Seg Maio 22 2017, 10:43

Considerações em OFF:

Conforme avisado ontem, ia adiar para hoje de manhã a postagem semanal!

Vamos ao jogo:
Primeira Visão - Zaref Amon

A Cidade Maldita

De fato, o comentário de Zaref sobre a posição dos Rimertistas no domínio real de Esgares havia deixado o comandante da guarda embasbacado. Este chegava a ficar sem reação e parar olhando enquanto o denin se despedia e se afastava para fora da cidadela. Uma paliçada de madeira tosca cercava o lugar com objetivo de manter afastados os enormes lobos que viviam nas montanhas ao norte, assim como os metamorfos carnaks, que desde a fundação de Esgares atormentavam o lugar com ataques massivos e massacres que só diminuíram com a formação da Companhia Dourada, que ajudava os clifistas a defender a cidade e suas minas.

Para além da paliçada, Zaref logo chegava nos infindáveis campos de algodão que se estendiam à direita da estrada, em direção ao sul, até onde a vista alcançava. Ao norte, uma fazenda vasta parecia completamente abandonada, com ervas daninhas espalhadas por onde deveriam haver ricas plantações. Bem ao longe podia enxergar uma construção grande em ruínas que deveria ser a casa grande da fazenda, e além desta havia uma colina com outra construção em seu topo, parecia algum tipo de capela antiga, mas estava completamente enegrecida por algum incêndio no passado. Ao lado da construção queimada se estendia um pequeno cemitério, visivelmente pouco frequentado ou utilizado.

- Este lugar me parece muito agradável... - Ao redor, eu não podia ver ninguém se aproximar do denin clifista, aquela voz parecia ecoar em toda parte. - Dizem que havia aqui um pequeno povoado teryonista anterior à colonização. Apesar de sobreviverem a tirania da Devoradora de Almas, não tiveram a mesma sorte contra os sutis colonizadores clifistas.

Eu continuava não enxergando a origem daquela voz. A Sinkrorbe não me revelava nenhuma outra criatura nos arredores. Foi então que percebi a sombra do próprio Zaref começado a se mexer diferente de seu dono, e então a sombra parecia se erguer do chão com enormes asas negras abertas e circulando o denin clifista. Sua voz era sinistra e olhos brilhosos e cinzentos se abriram, emanavam puro cynblarkin que inicialmente fitavam Zaref, mas em seguida percorriam a fazenda abandonada ao norte, vidrados na capela incendiada.

(Continue a partir daqui, Zoroleo)


Informações Complementares:

- Então, que surja Masharuk, rs.

- Previsão de resposta na próxima Segunda-Feira, dia 29 de maio

- Dúvidas, entre em contato através do Whats.


Observação Saymon: O artigo definido "O" é o correto para referir-se ao sinkrorbe. 

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Mensagem por Zaref Amon em Qui Maio 25 2017, 20:02

A visão da fazenda era, ao mesmo tempo, bela e lúgubre. Seus olhos viajavam por cada canto enquanto buscava um lugar para descansar. A casa grande, o cemitério talvez. A sensação ruim crescia cada vez mais enquanto seus pés carregavam seu corpo sem um destino certo, então veio aquela voz.

Para Zaref, aquela era uma voz maldita, cruel, vingativa, preenchida por malícia, mas que, de uma forma estranha, era formidavelmente consoladora. A segunda alma que vivia dentro de seu corpo pertencia a uma das pioras criaturas que já conhecera, mas o tom de sua voz o carregava a uma sensação de paz, e isso era o que mais odiava em si.

Assim que a sombra se levantou e o envolveu, balançou os braços, como se espantasse uma mosca, e então se afastou alguns poucos passos, virando-se para fitar seu prisioneiro, carcereiro e progenitor.

--- Um momento de desconcentração... Apenas um momento...
- começou, mas sem muito o que dizer - Eu já esperava por sua visita a qualquer momento Masharuk...

Voltou suas atenções à fazenda uma vez mais. O lugar parecia abandonado por décadas, séculos talvez. Sem dar muita atenção à Masharuk, seguiu caminhando em direção à igreja, sem se dar conta de que era para lá que os olhos acinzentados do Bartalun recaíam. Seguia a passos calmos até adentrar no local. Estava tudo queimado e bem destruído, então procurou um monte de escombros, ajeitou o que pôde e sentou-se, esticando as pernas e massageando o ombro.

--- Esse lugar viu muitos anos de pouca esperança e poucos dias de grande desespero... E imagino o quanto isso deve lhe agradar.
- disse à Masharuk, que agora estava em algum lugar próximo ao cemitério, mas tinha certeza que poderia ouvi-lo - Eu tenho muito a fazer, então não me atrapalhe... Você já tentou tomar esse corpo uma vez e falhou em sua plena força, sabe muito bem que não conseguirá nada no estado em que se encontra!

Zaref puxou de sua bolsa de viagem um apanhador de sonhos e o colocou a sua frente, então fechou os olhos, se concentrando no objeto. Aos poucos sentia como se sua cabeça ficasse mais leve, como se seus pensamentos ficassem cada vez mais vivos, porém caóticos. Ao abrir os olhos, viu-se em uma bela igreja na qual algumas pessoas permaneciam sentadas, como se não existisse outro lugar para eles.

Seu corpo jazia imóvel nas ruínas de uma outrora igreja Teryonista, mas seu cynblarkin observava os sonhos que existiam naquele lugar. Masharuk estava em pé no canto, desgostoso e desdenhoso do lugar, um elo alto e pálido.

--- Aparecer na forma com a qual engravidou a mulher que me trouxe ao mundo não me fará ter mais apreço por você.

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Re: Primeira Visão - A Cidade Maldita

Mensagem por Nathan em Sab Maio 27 2017, 13:49

Considerações em OFF:

Conforme avisado ontem, ia adiar para hoje de manhã a postagem semanal!

Vamos ao jogo:
Primeira Visão - Zaref Amon


A Cidade Maldita


Era formidável observar os poderes cynblarkinos do emissário Volkani. Revirando os resquícios de energia perdidos naquele ambiente devastado, Zaref recriava as imagens que remetiam a um passado distante e pacífico. As formas translúcidas das almas errantes que habitavam a capela destruída assumiam posição de oração sentadas ou ajoelhadas pelos bancos compridos. Haviam algumas dezenas de pessoas espalhadas por ali, ganhando feições assim como a construção em si parecia ser recriada. Jamais havia sido uma capela suntuosa, era simples, porém acolhedora. Os fiéis ao Zhânrir Benigno permaneceram presos naquele local através dos anos, em sua devoção silenciosa e invisível aos olhos despreparados. 


- Oh, como é comovente... - o bartalun deixava sua localização inicial, caminhando pelo corredor central da capela entre os bancos em direção ao pequeno altar. Sua mão com dedos compridos terminados em garras negras tocavam os ombros dos fiéis que pareciam ignorá-lo, alguns inclusive pareciam ser atravessados, com sua imagem tornando-se mais imaterial. - Os clifistas se vangloriam de um reinado pacífico, mas sua origem sempre foi violenta. Vocês volkani sabem muito bem disso, tanto que o primeiro instinto foi e sempre será pegar em armas e guerrear. Em breve, a capital estará tão devastada e fantasmagórica quanto esta capela. O que pretende fazer com estes infelizes agora? 


A aparência de Masharuk naquele cenário observado por Zaref não era mais a da enorme sombra alada que pude ver no ambiente metonyano, e sim a de um humano de postura imponente, usando trajes tão negros quanto seus longos cabelos que estavam presos num rabo de cavalo simples. Seus olhos, no entanto, denunciavam sua origem cynblarkina, brilhosos em tons cinzentos analisando tudo ao seu redor enquanto se aproximava do altar. Fitava fixamente o denin Seitokan enquanto lhe dirigia a pergunta.

(Continue a partir daqui, Zoroleo)

Informações Complementares:

- Na prática, Zaref continua no plano metonyano, mas utilizando seu Den ele é capaz de ver através do Cynblarkin existente no local, revelando os espíritos ali presentes e o ambiente fantasmagórico onde eles acreditam estar.

- Previsão de resposta na próxima Segunda-Feira, dia 05 de maio. 

- Dúvidas, entre em contato através do Whats.

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Re: Primeira Visão - A Cidade Maldita

Mensagem por Zaref Amon em Seg Jun 12 2017, 10:45

Observar Masharuk naquela forma era desconcertante para ele, principalmente por saber, mesmo a contragosto, que aquele era a face de seu pai. Zaref revirava os olhos com as palavras do Bartalun, mesmo assim as ouviu calmamente até o mesmo terminar de cuspi-las. Inspirou profundamente e lançou um olhar quase de pena, mas que, visivelmente, trazia uma pitada de desgosto.

--- O reinado clifista teve um início violento, sim, mas nunca opressor como o reinado da Dragoa Arla, ou sem esperanças como o domínio de vocês, Marilistas... - começou Zaref, em tom calmo - Nosssa história nunca nos foi negada e nunca a negamos, pois é com orgulho que gritamos aos ventos nossas conquistas totalmente livres de ordens divinas!

Zaref caminhou até um dos espíritos ali próximos eo observou por algum tempo, então se abaixou, aproximando a boca de seu ouvido e então sussurrou por alguns segundos, então, mais uma vez, voltou suas atenções ao Bartalun que jazia de braços cruzados observando-o.

--- Eu não consigo imaginar o quão frustrante deve ser para você estar aqui, diante de almas que ainda rezam por salvação e esperança mesmo depois de trazidas ao plano cynblarkino e não poder fazer contra elas nenhuma de suas perversões... - disse, ríspido - Tudo por causa de uma mortal que fugiu e acabou com seus planos... Estar conectado a você é um fardo para mim, mas me alegra saber que eu sou seu carcereiro.

Caminhou em direção à porta e saiu da igreja, olhando o que parecia ser a memória cynblarkina do que um dia foi, no plano metonyano, uma fazenda viva. Espírtos vagavam aqui e ali, e Zaref os observou, complacente, por um longo período, então passou a andar a passos lento e em linha reta para um ponto que não parecia estar visivel.

--- Sabe, você fala de nós, humanos, como se fôssemos seres movidos a ódio... Não meu caro, não somos assim, e você já deveria ter notado isso... - recomeçou, sabendo que, de alguma forma, o Bartalun estaria perto para ouvir - Nós somos movidos pela nossa vontade de fazer do mundo nosso... Ódio e amor, crueldade e compaixão, orgulho e altruísmo... Nós humanos somos, sim, a criação perfeita, pois temos em nós tudo o que, segundo dizem, Marilis e Materyon deram e se negaram a dar às suas crias... - continuou, firme, em suas palavras - Você se acha forte, Bartalun, mas não é nada além de metade do que o mais comum dos homens já foi!

Aos poucos a paisagem parecia mudar aos olhos de Zaref, e logo começava a ver, à distância, as areias das planícies arenosas.

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Re: Primeira Visão - A Cidade Maldita

Mensagem por Nathan em Qua Jun 14 2017, 10:17

Considerações em OFF:


Conforme previsto, vamos a continuação da primeira visão do Legado do Rei Negro.


Vamos ao jogo:

Primeira Visão - Zaref Amon


A Cidade Maldita


Diante de Zaref, ao invés da fazenda abandonada onde a pequena capela estava localizada, havia uma fazenda vasta e rica que aos poucos ia se transformando num terreno mais seco e desprovido de vegetação, aquelas eram as Estepes Arenosas. Almas errantes vagavam aqui ou ali em combates que se arrastavam pela eternidade, neste ambiente hostil um destes corpos cynblarkinos atraía a atenção de Zaref. Uma mulher coberta de cicatrizes, de rosto duro e batalhando com duas machadinhas retalhava vários adversários etéreos em algo que logo o xamã clifista identificava como o sonho daquela que ele vinha visitar, Anita Salazar. Ao perceber a chegada de Zaref, a regente clifista dava um empurrão com o ombro, afastando seu adversário que logo se engalfinhava em combate com outro espírito. Ao contrário da expressão sempre fechada da temível Lady Salazar, um rosto largo se formava em seu rosto belo de guerreira. Ela deixava a machadinha cair ao lado do corpo enquanto se aproximava de Zaref com os braços grossos abertos para um abraço naquele que ela havia criado como um filho.

Antes que ela chegasse ao xamã, a sombra negra de Masharuk se formava a partir do nada entre os dois, igualmente de braços abertos indo em direção à mulher, imitando o gesto de afeto da regente clifista. Ela parecia não notar a presença do bartalun, e atravessava seu corpo cynblarkino que se dissipava como névoa com uma risada alta que ecoava através das estepes. Para mim, pouco acostumado com o plano etéreo cynblarkino, todas aquelas visões me eram estranhas e perturbadoras. Era simplesmente não-natural tudo surgindo e desaparecendo a todo instante à medida que o cynblarkin era moldado. A risada de Masharuk logo se tornava uma voz grave, sempre ardilosa.

- Daríamos um belo casal, não? Sua mãe adotiva é ainda mais bela que aquela prisioneira assustada... tenho um prazer enorme por pessoas submissas, mas aquelas de vontade forte e aparentemente inabalável despertam algo em mim que não sei explicar... - Eu não era capaz de ver o corpo cynblarkino de Masharuk em lugar algum, assim como Zaref não parecia vê-lo. Sua voz parecia vir de todo lugar, e ao mesmo tempo de lugar nenhum. - Meu querido filho, acha mesmo que sofro com o cárcere de sua mente? Muito pelo contrário, sua mente me leva a lugares ainda melhores do que meu corpo poderia me levar...

Ao chegar em Zaref, alheia a tudo que acontecia ao seu redor, Anita Salazar o abraçava forte, sua felicidade em ver o denin era enorme, algo estranho e muito incomum no plano metonyano, onde a regente era conhecida como uma guerreira implacável e completamente desprovida de sentimentos. - O que o trás aqui!? Estamos prontos para o ataque. Motivados. Fortes. Unidos como nunca. Todas as tribos Volkani marchando sob o estandarte Khorotann. Seu pai teria orgulho disso! Vamos libertar Godnyr dos rebeldes e terminar o serviço que nossos antepassados começaram ao extirpar o mal gorgronista de Túrion!


(Continue a partir daqui, Zoroleo)

Informações Complementares:

- Conforme conversado em OFF, Zaref está se utilizando da Mensagem Onírica para buscar a mente de Anita Salazar.

- Previsão de resposta na próxima Segunda-Feira, dia 19 de junho. 

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Re: Primeira Visão - A Cidade Maldita

Mensagem por Zaref Amon em Seg Jul 03 2017, 14:43

Rever sua mãe fazia Zaref abrir um sorriso praticamente involuntário, e vê-la lutar, nem que fosse em sonhos, era algo ainda mais prazeroso, algo que, visivelmente, sentia falta de ver. Abraçou-a com força, praticamente não ligando para a criatura ali presente, por mais que suas palavras o atingissem bem fundo.

--- Não imaginaria nada diferente dos Volkani, principalmente sob sua liderança, minha mãe... - Zaref começou, sério - Venho, não sozinho, como deve saber... - então olhou na direção de Masharuk - ... pois trago notícias de Esgares... Os Rimertistas querem o controle total da cidade, e em troca ajudarão a Horda... Essa era uma decisão que não podia tomar, mas sendo eles os responsáveis por manter a cidade ainda de pé, não vejo porque não fazê-lo.

Seus olhos passeavam por cada canto do rosto de Lady Salazar, pois algo, bem no fundo, dizia que vê-la em sonhos fosse, talvez, sua única chance de realmente vê-la. Enxugou uma lágrima que fugiu de seus olhos, então virou-se para ver a imagem do lugar onde crescera.

--- Sabe, desde que comecei essa jornada, proibi a mim mesmo de tentar olhar o futuro dessa guerra, pois sei que a resposta seria confusa e seu significado muito pior do que eu poderia imaginar... O que devo fazer agora?

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Re: Primeira Visão - A Cidade Maldita

Mensagem por Nathan em Ter Jul 11 2017, 10:16

Considerações em OFF:

Conforme previsto, vamos a continuação da primeira visão do Legado do Rei Negro.

Vamos ao jogo:

Primeira Visão - Zaref Amon

A Cidade Maldita

 O espírito de Masharuk desaparecera completamente, e mesmo sua voz se calava enquanto o xamã conversava com a regente clifista de Volkan. Após o longo e apertado abraço, Lady Salazar ouvia as palavras de seu filho adotivo, pensativa por alguns instantes. Simplesmente entregar uma cidade aos mercenários da Companhia Dourada era um preço extremamente pesado a se pagar, apesar de que a regente não era inocente a ponto de não saber que eram os Rimertistas quem de fato governavam Esgares desde que a Companhia foi formada.

- Tenho confiança na força volkani para derrotar gorgronistas e marilistas e reconquistar Godnyr, mas o apoio da Companhia Dourada seria de grande valor. Diga que um regente Rimertista poderá ser nomeado após o término da guerra, com aprovação do Rei Joseph (NPC no lugar do Samuel).

Ela parecia refletir brevemente sobre suas próprias palavras antes de continuar.

- Serão tratados como uma província autônoma, fiel a coroa, e pagarão tributos como tal... Estamos prestes a atacar a cidade de Godnyr e precisamos do apoio imediato. Conto com sua influência e liderança junto aos mercenários para que venham em nosso auxílio.

Anita Salazar deixava escapar um novo sorriso, abraçando novamente Zaref com a força de um urso. Ambos sabiam que o próximo encontro entre os dois seria formal e envolto pela guerra junto aos muros de Godnyr. Gorgronistas e Marilistas eram duas forças respeitáveis, com táticas de guerra exóticas e pouco previsíveis, tudo isto era sabido pelos volkani. Mas a regente clifista sustentava o olhar confiante à medida que seu corpo começava a se insubstanciar, tornando-se uma névoa cinzenta de puro cymblarkin... e tudo ao redor de Zaref voltava ao normal como num susto, despertando de um sonho que não trazia descanso algum. 
(Continue a partir daqui, Zoroleo)

Informações Complementares:

- Retornando do breve recesso, vamos tentar retomar as postagens semanais. Previsão de continuação para o dia 17 de Julho, Segunda-Feira.

- Dúvidas, entre em contato através do Whats.

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Re: Primeira Visão - A Cidade Maldita

Mensagem por Zaref Amon em Seg Jul 24 2017, 11:31

Zaref permaneceu sentado por algum tempo, como se ainda estivesse sem entender aonde estava. Logo sua mente voltou a clarear e então se levantou, pegando o artefato à sua frente para guardá-lo. Espreguiçou o corpo que parecia estar imóvel por uma eternidade, balançou a cabeça em negativa enquanto olhando para baixo, como se quisesse se livrar de um pensamento ruim. Pegou suas coisas e saiu da igreja destruída.

--- Você sumir assim não me dá nenhum tipo de segurança... - disse, sério, em voz alta - E você não vai atrapalhar os Volkani uma vez mais

Zaref parou no meio com campo, fechou os olhos, concentrou em seu próprio espírito e o suprimiu. Ficou zonzo e quase caiu no chão enquanto seu próprio cynblarkin parecia desaparecer de seu corpo. Levantou a cabeça, a visão embaçada permaneceu por algum tempo, então voltou a clarear.

--- É um pequeno preço a pagar para que os Volkani vençam essa guerra...

Pé ante pé seguiu em direção à cidade. Não sabia quanto tempo havia passado desde que chegara àquela igreja destruída, mas sabia que estava na hora de voltar à cidade. Caminhou por algum tempo que não pôde precisar, e logo estava na cidade, porém não prestou atenção em nada, pois sua mente estava voltada à Companhia Dourada e sua estratégica posição em toda a guerra que estava por vir.

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Re: Primeira Visão - A Cidade Maldita

Mensagem por Nathan em Ter Jul 25 2017, 11:11

Considerações em OFF:

Conforme previsto, vamos a continuação da primeira visão do Legado do Rei Negro.

Vamos ao jogo:

Primeira Visão - Zaref Amon

A Cidade Maldita

O retorno até a cidade foi lento e parecia que a cidade nunca esteve tão distante. Zaref estava visivelmente esgotado após a utilização de seus poderes denin, mas antes do anoitecer estava de volta à paliçada que circulava Esgares aos pés das montanhas. A atenção dos clifistas em Túrion sempre foi voltada ao plano espiritual. Suas oferendas e preces buscavam proteção contra as almas errantes que povoavam o reino, evitando assim assombrações de todo tipo. No plano metonyano, as armas clifistas sempre mantiveram os inimigos afastados, e por muitos anos o reino foi pacífico.

Esgares fugia à regra. Espiritos sempre foram o menor dos problemas da província, que desde sua fundação foi perturbada pelos fenrigs e carnaks que viviam nas montanhas ao norte desde muito antes da colonização. Isso podia chamar atenção de Zaref, tão acostumado aos tradicionalistas costumes Volkani. Em Esgares não se via erva-doce, arruda ou alho presos às janelas e portas. Não se via as tigelas de agua salgada nas casas. Nenhum totem pedia a proteção dos espíritos da natureza para manter as almas penadas afastadas da cidade.

Pelo contrário, em Esgares os espíritos pareciam completamente esquecidos. A paliçada de madeira cheia de estacas tentavam manter os invasores metamorfos afastados e sentinelas da Companhia Dourada mantinham vigilância constante sobre as montanhas ao norte. A praça central, onde deveria haver um enorme totem devotado aos diversos espíritos ancestrais e onde a população deveria deixar suas ofertas, era povoada por tendas e mais tendas com a bandeira amarela rimertista tremulando sobre a brisa fraca que vinha das Estepes Arenosas ao leste.
 
(Continue a partir daqui, Zoroleo)

Informações Complementares:

-Vamos seguir com as postagens semanais. Previsão de continuação para o dia 31 de Julho, Segunda-Feira. Se possível, tente responder antes, pois como avisei no grupo, essa semana quero tentar adiantar ao máximo os jogos.

- Dúvidas, entre em contato através do Whats.

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Re: Primeira Visão - A Cidade Maldita

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