Segunda Visão - O Príncipe Negro

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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Dekadron em Qui Maio 25 2017, 18:11

Lá estava Dekadron, olhando o humano implorando sua vida, seus guardas traziam mais uma mulher arrastada e uma criança... os dois já estavam meio ferido... mantinham-se de cabeça baixa e o general com toda sua pose fala ao guerreiro:


- Você fará algo para mim, em troca da sua vida. Volte de onde veio e fale tudo oque aconteceu. A dizimação gorgronista aqui... diga q esse é o recado de Heltor... Diga que os próximos serão todos os clifistas, inclusive Lady Salazar e a população de Volkan, faça com que todos nas redondezas saibam, e digam que o unico exercito que chegaram será o gorgronista levando a extinção dos clifistas...

Naquele momento o general pega sua foice e rasga o braço da criança, porem de uma maneira diferente... sua foice parecia negra e logo apos alguns segundos o braço da criança começa a ficar negro e a criança vai perdendo as forças. Feris que estava próximo morde o ombro da mulher com suas presas  e aplicam um tipo de veneno na ferida que também vai deixando o ferimento negro, com as mesmas propriedades da ferida da criança.

O general abaixa-se e diz ao homem as seguintes palavras:


- Você tem 72 h para fazer oque te mandei, essas marcas negra sumiram se você completar a missão. se não, vocês morreram. eu saberei se a fez.

E Fenris morde a perna do homem já quebrada, marcando-o também com o veneno. O general da as costa para os três vermes que ficavam na estrada e começa a voltar sentido vilarejo. Seus guardas o acompanhavam sem falar sequer uma palavra e os lobos voltam novamente para floresta apos um uivo de Fenris. Obviamente as pobres almas deixadas para trás estavam condenadas de qualquer maneira, pois o veneno se espalharia apos alguns dias. Entretanto, seria tempo o suficiente para o suposto ataque gorgronista se consolidar e os boatos chegarem na população em geral.

Apos alguns minutos de caminhada Dekadron chama seus guardas e adentram na floresta, para tirar qualquer pista que possa evidenciar o ataque marilista e também voltar ao acampamento sem chamar atenção de mais pessoas.


Última edição por Dekadron em Ter Jun 06 2017, 16:48, editado 1 vez(es)
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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Ali Alkahaz em Seg Jun 05 2017, 23:45

Checadas as anotações, Baoh agora tinha mais alguém para se lembrar de ver, Fingoliss. Não que houvesse um esquecimento da parte do Grão-Vizir, mas era realmente muitos assuntos passando em sua mente ao mesmo tempo. Mesmo para aquela mente era impossível manter todos os assuntos e nomes importantes ao mesmo tempo num mesmo pensamento.
 
Com as palavras do rei ditas, o ajarg terminava de se movimentar indo parar ao lado de Sybile. Estando naquela posição e com as pernas da lakriak à mostra, o Grão-Vizir terminou seu gesto repousando a mão sobre aquela coxa magra e cinzenta como se um casal fossem.
 
- Entendo o que quer dizer… de fato, o zortaluns são um avanço bélico que aqueles idio – pigarreia tentando se concertar – que os nossos inimigos não tiveram a coragem de usar. É por essas e outras que eles não são páreo para suas forças e seu… gênio militar.
 
Tentando se controlar para não rir depois de tecer aquele comentário esdrúxulo sobre Sua Majestade, o ajarg marilista chegava a se contorcer e estremecer rapidamente, como se seu corpo fosse perpassado por um choque breve e além disso, para descontar a tensão, apertou com certa força a coxa de Sybile. Para aquela cena não ficar tão estranha, explicou-se logo em seguida:
 
- Mil perdões, senti uma fisgada em minhas costas. A noite anterior não foi generosa com as minhas costas. Dormi em uma posição muito capciosa. Enfim, se o senhor não tem necessidade de minha presença por hora… retirar-me-ei. Ainda tenho alguns assuntos que dizem respeito a mim e ao nosso Pai.
 

E dito isso, se retiraria da tenda para falar com Fingoliss o mais rápido possível. Não podia jogar sem saber em que posição estavam as suas peças.

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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Nathan em Ter Jun 06 2017, 14:45

Considerações em OFF:

 Então, vamos dar continuidade na segunda visão (capitulo) do projeto literário.


Vamos ao jogo:
Segunda Visão - Dekadron e Baoh Dankai

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Ao contrário do que eu esperava, a visita do Grão-Vizir se mostrava bastante breve. O ajarg tinha tempo suficiente para analisar o que o príncipe fazia e talvez traçar em sua mente ardilosa um panorama geral sobre o comportamento e até pensamentos do jovem Culgan. A todo momento, este permanecia imóvel, acompanhando Baoh apenas com os olhos, sua postura impecável e o nervosismo controlado ao máximo, deixando apenas muito pouco disso transparecer e somente aos olhares mais atentos. Enquanto isso, Sybile parecia cada vez mais perturbada diante da presença do ajarg marilista. Até mesmo Culgan deve ter notado seu desinteresse inicial, que se transformou numa expressão desconcertada quando o Grão-Vizir repousava a mão em sua perna e por fim quase culminou num grito quando Baoh apertava com força sua coxa. Ela se segurava nos braços da poltrona, e olhava com olhos arregalados para o denin que logo se justificava. A lakriak ficava completamente sem resposta, apenas observando enquanto o ajarg se despedia de Culgan e se preparava para deixar a tenda do príncipe, que apenas meneava a cabeça em concordância com a partida da dupla marilista.

- Retornarei à minha tenda... enquanto vosscê ressolve ass coisass de sseu interessse...

Dizia Sybile, logo que deixavam a tenda de Culgan. Estava bastante desnorteada ainda, completamente perturbada por Baoh, que na realidade parecia o grande líder daquele exército, manipulando cada peça ao seu bel e exótico prazer. O acampamento élfico ficava espalhado ao redor do centro do exército marilista, que era composto pelas tendas dos metemorfos ajargs, lakriaks e pelos poucos humanos leais ao príncipe marilista, vindos em sua comitiva quando fugiram da matança durante a rebelião gorgronista. Eram barracas simples, de lona negra assim como as demais do acampamento, o que as diferenciava eram os sentinelas extremamente disciplinados que as vigiavam constantemente. Trajavam armaduras completas, que devido ao trabalho de forja do povo élfico pareciam muito mais leves que as utilizadas por metamorfos e humanos, normalmente as escamas da armadura tinham o formato de folhas e eram perfeitamente estilizadas. Os sentinelas que guardavam a entrada da barraca para a qual se dirigia o Grão-Vizir davam um passo lateral para permitir sua entrada, enquanto um terceiro, dois passos para dentro da tenda anunciava a chegada de Baoh.

A barraca onde ficava o chefe do povo élfico não era individual, e sim era dividida com os elfos de maior patente na hierarquia militar destes. Mesmo em campanha, as barracas eram extremamente limpas, com mesas, baús, camas, todas alinhadas e meticulosamente organizadas. Um elfo alto logo vinha ao encontro de Baoh, enquanto todos os demais estavam de pé, imóveis desde que o Grão-Vizir havia sido anunciado. O guerreiro élfico fazia uma reverência cordial em sinal de respeito, sequer uma mecha de seu longo cabelo negro deixava o rabo de cavalo preso às costas quando este se curvava. Seus olhos eram claros, em tom esverdeado, contrastando com a pele clara e a armadura tão negra quanto o cabelo. Ao contrário dos sentinelas do exterior, que portavam lanças, Fingoliss tinha apenas um sabre com empunhadura adornada embainhada à cintura. Sua fama no uso daquela arma era lendária entre os marilistas de Luviah.

- A que devo a honra da visita, venerável?


(Continuem a partir daqui, Anthony e Fernando)


Informações Complementares:

- A semana vai ser corrida aqui porque o circo está pegando fogo até amanhã. Mandei mensagem no privado para o Anthony para ajeitar uns detalhes da postagem, mas sem perder tempo nem atrasar minha resposta para o Fernando, que cronologicamente está atrás... pois Dekadron fez um ataque ao amanhecer, enquanto Baoh ainda está passando o dia anterior movendo as peças do quebra cabeça no acampamento.

- Tentarei postar duas vezes nesta Visão, portanto se for possivel para todos, pretendo postar novamente até Sexta-Feira, dia 09 de Junho. 

- Dúvidas, entrem em contato através do Whats.

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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Ali Alkahaz em Ter Jun 06 2017, 18:24

Àquela altura duas transformações já haviam sido apresentadas, o poderoso e o submisso, agora era hora de uma aproximação um pouco menos sutil. Não estava certo se funcionaria, pois, exercitava suas capacidades para ludibriar os outros ao máximo, mas estaria o mais animado e irreverente possível. As asas às suas costas se esticaram por conta da posição incômoda em que se mantiveram por esse tempo todo, ainda que breve, os passos ficaram mais largos e mansos, a expressão no rosto amansou deixando os olhos semicerrados e ao passar, Baoh deu dois tapinhas nos ombros dos guardas que lhe abriram passagem
 
Lá dentro, diante daquele monte de militares, um ambiente que Baoh detestava, pois, soldados eram o tipo de gente que ele detestava, algo que ele se deu ao luxo de deixar transparecer por alguns instantes em seu olhar de desprezo, o ajarg cumprimentou o comandante de maneira nada ortodoxa. Colocou as mãos sobre os ombros do elfo, fê-lo erguer-se de sua saudação curvada, olhou-o nos olhos e puxou-o para um abraço caloroso com direito a tapa nas costas.
 
- Comandante Fingoliss! O prazer, aliás, prazer inenarrável, é meu de estar na presença dessa lenda militar! Deixe a parte do venerável de lado… só quem é digno de veneração é nosso Deus, Marilis. Esse sim é nossa salvação e solução. Mas deixemos as atribulações ideológicas de lado, pois não vim como sacerdote hoje, mas sim como Grão-Vizir que sou.
 
A fala era mansa, porém animada, tentando criar um clima de descontração, mesmo que indesejado, entre Baoh e os presentes.  
 
- Enfim, Comandante Fingoliss, senhores… a propósito, por favor sentem. Eu fico agoniado vendo vocês todos em pé olhando para mim. Não estamos treinando manobras militares, é apenas uma conversa. Os senhores sabem que eu atuo como um conselheiro do rei, mas que no fim das contas acaba sendo apenas um assessor para coisa alguma, já que Sua Majestade é pleno em sua mente brilhante. – O falso elogio foi ácido e nada mascarado, deixando bem claro a opinião de Baoh sobre o rei Culgan – Entretanto, recentemente eu tenho percebido que ele anda um pouco transtornado, embora ele não queira me dizer o porquê. Lendo um pouco dos documentos que ele vive analisando nunca achei nada que justificasse aquela inquietação. A não ser… por alguns documentos em élfico!
 
A interjeição animada foi seguida de um movimento expansivo com as mãos num misto de surpresa e deslumbramento. As frases seguintes foram ditas em um élfico carregado de um sotaque que Baoh já tinha perdido faz tempo, mas que ele fazia questão de manter por mania:
 

- O senhor sabe que o meu élfico é rudimentar e eu não conseguiria ler um relatório complexo, ainda mais de relance... então eu gostaria de saber se o senhor se incomodaria de dividir essa informação comigo. Além disso – voltando a falar o idioma comum – gostaria de saber quais são os planos dos elfos para a invasão, agora que o nosso plano de enfraquecimento de Godnyr está em andamento e os ratos já devem estar fazendo vítimas a essa hora.

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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Nathan em Qua Jun 07 2017, 08:52

Considerações em OFF:

 Então, vamos dar continuidade na segunda visão (capitulo) do projeto literário.


Vamos ao jogo:
Segunda Visão - Dekadron e Baoh Dankai

O Príncipe Negro

Apesar das tratativas descontraídas do ajarg em meio aos líderes élficos de Luviah, a disciplina dos mesmos não permitia que ficassem totalmente a vontade. Após o comentário para que ficassem menos tensos, os militares sentavam-se silenciosos, atentos ao que era dito pelo Grão-Vizir, que todos sabiam ser a principal mente por trás daquela invasão marilista. Fingoliss havia ficado completamente desconcertado após aquele abraço caloroso, retribuindo timidamente e logo em seguida se recompondo. O elfo parecia o mortal que menos se intimidava diante do denin marilista, mantendo uma postura militar impecável e os olhos claros sempre atentos aos movimentos do líder religioso, principal conselheiro da regente de Lumnar e tutor do príncipe Culgan. Fingoliss ouvia os gracejos em um silencio desconfiado, tentando se mostrar o menos formal possível, mas sem jamais abandonar a postura. O punho de seu sabre ficava próximo de um dos cotovelos, enquanto as mãos se mantinham unidas às costas, em posição respeitosa semelhante à qual Culgan costumava manter diante do Grão-Vizir.

- Meus relatórios ao príncipe negro são meramente controles e inventários. Suprimentos de água, ração de viagem para as tropas. Armas. Flechas. Efetivo de infantes, lanceiros, arqueiros, cavaleiros, metamorfos, zortaluns. Como sabe, sou o encarregado de controlar tudo isto, entre outras atribuições. - A entonação do comandante élfico para a palavra "príncipe" destacava a mesma, pois muitos consideravam que Culgan apenas seria coroado após a vitória na batalha por Godnyr. Os elfos, em sua tradição e disciplina, tratavam o título da maneira como deveria ser. De fato, cabia ao comandante Fingoliss todos os controles militares do exército Marilista, enquanto o General Dekadron tinha a visão mais focada nos objetivos específicos, e a regente Sybile jamais se dedicaria a realizar tal controle pessoalmente, pelo contrário, achava tudo aquilo entediante.

O elfo não relaxava sua postura, mas a expressão facial revelava certo incômodo ao ouvir sobre os ratos contaminados que haviam sido enviados para a capital do reino. - Não pretendo expor meus soldados à peste. Caso encontremos os volkani em campo aberto, batalharemos normalmente. E caso precisemos de um cerco à capital, a intenção é se utilizar das legiões de zortaluns para dominar e exterminar tudo o que restar vivo na cidade. O povo élfico manterá o cerco à cidade, emboscando e eliminando fugitivos que não tenham sido capturados por metemorfos ou devorados por zortaluns. O General havia concordado inicialmente com estes planos.

( A narrativa de Baoh encontrasse na tarde do dia 1, enquanto Dekadron retorna ao acampamento na manhã do dia 2 )

O sol já estava alto nos céus quando o General marilista retornava ao acampamento. Seus batedores o acompanhavam de perto, enquanto a presença constante dos lobos gigantes era quase palpável embrenhados nas matas ao redor. Uma recepção inesperada se encontrava diante de Dekadron à medida que este se aproximava das primeiras barracas. Um trono de costas altas estava sobre uma plataforma de madeira com hastes laterais que permitiam que este fosse carregado pelos zortaluns que se mantinham imóveis e obedientes de pé como uma guarda real sinistra e distorcida. Sentada sobre o trono, com a perna cruzada como de costume e utilizando uma armadura leve exótica que lhe cobria apenas algumas partes vitais do corpo estava Sybile, a regente marilista do palácio de Lumnar.

- Finalmente sssomoss contempladoss pelo retorno de nossso General.

As palavras arrastadas da regente marilista traziam certa ironia, como também era de costume. Ela se erguia, dando passos leves descendo da plataforma, com suas botas tocando o chão de terra com um ruído baixo, pois o caminhar da lakriak era extremamente leve e sinuoso. Ao lado da plataforma estavam ainda o Grão-Vizir Baoh Dankai e o príncipe Culgan Alberich, além de uma pequena escolta de guerreiros metamorfos ajargs e lakriaks em suas armaduras igualmente exóticas. Estes eram as guardas de honra da regente, príncipe e do Grão-Vizir. Pareciam todos prontos para retomar a marcha em direção à capital e aguardavam apenas o reporte de Dekadron, que estava acompanhado de seus soldados e também do batedor designado por Baoh para acompanhá-lo na missão de reconhecimento no vilarejo de Silleth.

- O que nos conta, meu General. Podemos avançar ou algo terrível nos aguarda adiante? - Os lábios finos de Sybile se contorciam num sorriso malicioso enquanto a coroa negra que trazia na cabeça sem cabelos deslizava ligeiramente de lado, sem que a regente parecesse sequer reparar. Em sua armadura, Sybile parecia uma garotinha brincando de guerreira. Não tinha o porte forte, e sua proteção sequer era eficiente aos olhos de guerreiros treinados, protegendo apenas o tórax até a altura do peito, sem elmo, e com braceletes e tornozeleiras negras, adornada no formato de serpentes com olhos de rubis escarlates.

[size=16](Continuem a partir daqui, Anthony e Fernando)

Informações Complementares:

[i]- Agilizei um pouco a participação do Baoh para que este não ficasse ausente na cena com Dekadron no dia seguinte, mas continue naturalmente respondendo nas duas, Fernando. A princípio na segunda cena o Baoh está em segundo plano, e acredito que não teria uma participação tão efetiva naquela ocasião. Mas vamos lá...

- Conforme previsto, estou conseguindo agilizar a narração para compensar semana passada, se tudo der certo, faço uma postagem na Sexta-Feira, dia 09 de Junho para completar a semana. 

- Dúvidas, entrem em contato através do Whats.
[/size][/i]

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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Dekadron em Qua Jun 07 2017, 16:19

Lá estava Dekadron, ao inicio da manhã retornando para seu acampamento, quando ao chegar se depara com uma cena um tanto quanto inesperada. Uma breve comitiva esperava pelo seu retorno, Sybile. A serpentina se deparava mais uma vez de forma exótica, sendo carregada por seus lacaio e em uma cadeira grande, naquele momento usava veste de batalha, improprias, pois chamava o máximo de atenção possível. 

Sybile ao ver o general se aproximar jogava todo seu tom irônico, com algumas perguntas, entretanto o general de cara fechada e expressão neutral mal dava atenção apenas exclamando:

- Mantenha sua classe Sybile, ironias pode ficar para você mesma, mais mudando para assuntos estratégicos, já estão ciente que nosso exercito estão chegando melhor não avançarmos. Fiz o reconhecimento e estou a par que os clifistas iram atacar os gorgronistas a qualquer momento, melhor deixarmos eles entrarem em conflito e depois entraremos em combate com ambos os lados enfraquecidos. Ha, e a Lady Salazar está em um ponto critico, quanto a isso... se pudêssemos traze-la para o lado marilista seria uma grande aquisição, você nao teria a influencia para isso? 

o general interroga a Sybile com semblante confiante.
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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Baoh Dankai em Qui Jun 08 2017, 22:55

O ajarg meneava a cabeça com uma expressão cínica no rosto enquanto o comandante élfico manifestava sua estratégia. Quando ele teve a chance comentou exageradamente consternado de maneira a parecer caricato:
 
- Expor soldados de qualquer uma das forças àquela praga é um absurdo Comandante… um verdadeiro absurdo. É claro que haverá remédios que serão usados para evitar que a praga afete os cidadãos, afinal de contas Godnyr não poderá ser uma terra de ninguém para sempre, mas isso não interessa agora. Eu particularmente sou adepto da estratégia de lançarmos um grupamento de ajargs pelos céus com jarros de óleo em chamas, despejarmos sobre a cidade e assisti-la queimar de longe. Eu sei que não seria inteligente, pois teríamos que reconstruir tudo do zero, mas aliviaria sensivelmente o meu coração.
 
Antes de sair, lançou um olhar inquisitivo a cada um dos militares presentes naquela sala. Queria olhar bem fundo nos olhos de cada um daqueles sujeitos e saber se alguém, qualquer um estaria disposto a lhe contar algo que o comandante Fingoliss não estivesse. Para sair, Baoh curvou-se em respeito a todos e saiu dizendo:
 
- Não vejo até agora como Godnyr não será nossa. Entretanto, eu temo pela nossa batalha contra os Volkani. Se aqueles selvagens se aliarem e encontrarmos os estandartes de todas as tribos em campo aberto, mesmo a vitória terá um preço alto que eu não sei se quero pagar.
 

E nisso voltou para sua tenda para esperar pelo jantar e consequente ritual em honra de seu deus, como havia sido prometido.
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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Nathan em Sab Jun 10 2017, 10:08

Considerações em OFF:

Então, vamos dar continuidade na segunda visão (capitulo) do projeto literário.


Vamos ao jogo:
Segunda Visão - Dekadron e Baoh Dankai

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A regente marilista olhava com algum desconforto para seu general diante das palavras ríspidas, e caminhava lentamente na direção do mesmo, com seus passos leves ziguezagueando sobre a grama. Com um aceno displicente de mão, ela dispensava os demais batedores que haviam acompanhado Dekadron na missão de reconhecimento a Silleth e parava poucos passos à frente do comandante militar marilista.


- Não avanssçar? - Os lábios de Sybile se contorciam diante da pergunta. Seus olhos reptilianos olhavam Dekadron de cima abaixo, como se procurando algo. - Acha que devemoss aguardar aqui enquanto eless ssse matam? Pode ssser interesssante. - Ela deixava escapar um sorriso malicioso para o general ao ser questionada sobre Lady Salazar.


- Certamente a vadia clifista pode ssser convertida... Precissamos apenass derrotá-la em batalha primeiro... Tenho certeza que nosssso venerável sseria capaz de trazê-la àss trevass... O que acha de liberarmoss um pouco de nossso exército para praticar no vilarejo de Ssilleth? Já que essperaremoss uma batalha terminar, poderíamoss noss divertir um pouco, não? - A regente lançava um olhar breve na direção do Grão-Vizir ao falar da conversão da clifista, e logo retornava os olhos para Dekadron, para questionar sobre a invasão de Silleth.

(Continuem a partir daqui, Anthony e Fernando)

Informações Complementares:

- Avancei a narração do Baoh direto para o dia 2, junto com os demais. Citações e comentários a respeito da janta e ritual podem ser feitos no momento oportuno para que não passe em branco.

- Vamos retornar às postagens semanais, com previsão para Terça-Feira, dia 13 de Junho. 

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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Dekadron em Dom Jun 11 2017, 15:20

Apos Dekadron trocar algumas palavras com a Sybile, ele começa a andar com passos lentos sentido sua tenda, tal ação faria Sybile o acompanhar despreocupada e Baoh ao lado dos dois acompanhando atentamente a conversa. Aquela situação deixava o general com pensamentos profundos, onde  vinha a imaginar oque poderia acontecer caso um ataque marilista vinhe-se a ser concretizado e com isso ele exclama Sybile novamente.


- Minha cara, não é sábio concretizar um ataque nessas circunstancias, uma vez que outros exércitos podem aparecer a qualquer momento, isso seria altamente danoso em questões de números. No momento devemos esperar e ver o inflamar do combate acontecer.

Naquele instante o semblante de Dekadron muda, pois é de forma preocupante a forma de agir de Sybile, pois um ataque sem qualquer reconhecimento poderia coloca-lo em más lençóis, ate que ele decidi revelar um acontecido.


- Veja, durante minha viajem de reconhecimento fiz um ataque a uma pequena carava, com uma aspas, o ataque foi gorgronista e não marilista e em tal ataque um suposto líder chamado Heltor ameaçava de forma clara a Lady clifista, obviamente deixei alguns membros da caravana para traz, para poder os boatos correrem reino adentro, mas não se preocupe fui cauteloso e eles também morreram em breve, se já não tiver acontecido. Esse seria o momento perfeito para um informante de ambos os lados clifista e gorgronista nos manter a par do que ocorrerá, quanto a Lady Salazar eu pensei em algo mais diplomático, eu sei eu sei, não é meu forte, mais para isso que temos você e o Baoh.

Um leve sorriso surgia surgia no rosto do general que encerrava seu falatorio enfrente a sua tenda parando instantaneamente a chegar...
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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Baoh Dankai em Seg Jun 12 2017, 23:31

Baoh era absoluto silêncio naqueles momentos em que Dekadron e Sybile debatiam sobre qual seria o próximo passo em relação ao vilarejo. Uma ponderação era mais do que necessário para decidir sobre tal fato e foi isso que o ajarg fez. Olhava de Sybile para Dekadron e de volta para Sybile até que se pronunciou:
 
- Ela está certa. Com Lady Salazar me entendo eu. Marilis me deu mãos fortes, mas não para quebrar ossos, mas sim para quebrar almas. Eu tenho meus métodos para trazer clifistas para a luz de nosso deus. Sua Majestade está aí para não me deixar mentir quanto a isso.
 
Andou em direção à Lakriak para interagir com ela mais intimamente, pois era com ele que a réptil falava. Preferia uma comunicação mais direta com ela e para o Grão-Vizir, aquele parecia um método muito apropriado. Passou às suas costas e com as mãos delicadas de quem raramente teve que empunhar uma espada, o ajarg começou a massagear os ombros da regente enquanto falava ao seu ouvido:
 

- Por mais que eu ache a ideia de arrasar um vilarejo apenas por diversão bastante tentadora, o plano do General Dekadron é bastante auspicioso. Eu acho que atacar agora seria contraproducente, até porque chamaria atenção desnecessariamente. A não ser que… levássemos algumas bandeiras da ideologia rival e deixássemos no que sobrasse de Silleth como um aviso. Seria uma maneira bem mais intensa de fomentar o ódio entre as facções, sem falar que isso serviria de propaganda militar. “Lutem contra nossos inimigos para que esta tragédia não aconteça com sua família!” – o conselheiro marilista, com sua voz pifiamente empostada, ironizava os discursos motivacionais de batalha dos comandantes para suas tropas – então, seria uma chance de unir o útil ao agradável. Além do que poderíamos usar alguns dos cadáveres para fazer mais zortaluns. Sumir com todos levantaria suspeitas. Esta é a ressalva que faço. Se conseguíssemos estandartes falsos, talvez fosse uma maneira de levar os senhores a um consenso. O que me dizem?
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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Nathan em Qua Jun 14 2017, 10:50

Considerações em OFF:

Conforme previsto, vamos dar continuidade na segunda visão (capitulo) do projeto literário.


Vamos ao jogo:
Segunda Visão - Dekadron e Baoh Dankai

O Príncipe Negro

Sybile tentava com algum esforço disfarçar o desconforto diante daquele gesto tão íntimo do ajarg que massageava seus ombros. Dekadron percebia que a armadura da lakriak era tão inútil que até mesmo seus ombros e pescoço finos ficavam expostos. A proteção tinha início abaixo dos braços de Sybile, como uma espécie de corselete metálico que protegia suas costelas, e os principais órgãos vitais. A regente fechava os olhos ouvindo a voz de Baoh tão próxima às suas costas. Sobre sua cabeça completamente sem cabelos, Sybile trazia uma coroa fina e desta caíam tranças metálicas sobre onde deveriam estar suas orelhas e sobre a nuca. Ela parecia ficar sem resposta momentaneamente, ao passo que o príncipe Culgan assumia a palavra, quebrando a tensão que começava a se formar entre Dekadron, Baoh e Sybile.

- Acredito que a ideia do venerável seja a melhor linha de ação. Godnyr sempre foi uma cidade Clifista. Estão há quase uma década sob domínio dos rebeldes e precisaram se curvar ou morrer. Um ataque ao vilarejo de Silleth, culpando os rebeldes gorgronistas poderiam atiçar a chama dos moradores da capital (Godnyr) para uma insurreição que enfraqueceria os rebeldes, ao passo que as tribos volkani (clifistas) estão chegando para atacá-los. A questão é se os elfos seriam capazes de produzir estandartes gorgronistas para levarmos no ataque a Silleth, ou se teríamos que enviar novamente infiltrados para roubar na própria capital... Apenas aguardar nos enfraquece. Suprimentos serão gastos por elfos e metamorfos. Zortaluns ficarão cada vez mais inquietos.

Após as palavras de Culgan, Sybile parecia voltar a si e se livrava das mãos do Grão-Vizir, caminhando para perto de Culgan, que mantinha sua postura impecável e disciplina quase élfica. - O garoto tem um ponto. Ressta ssaber sse nossso General concorda com a esstratégia, e sse os inúteiss dos elfoss conseguem bordar bandeirass negrass... ou se precisamos tomá-las. Ao falar de Culgan, a regente marilista percorre o pescoço do príncipe com a unha negra, arranhando-o de leve. Este se mantinha imóvel, ignorando o gesto. Após terminar de falar, Sybile retornava ao trono sobre a plataforma de madeira, onde se sentava graciosa ao seu jeito exótico, cruzando as pernas sem dificuldade devido às proteções leves de armadura em suas pernas.

- No caso de batedores, precisamos apenas ter cuidado com os tais "espíritos da floresta" que os metamorfos andam comentando ter matado os últimos batedores... - completava Culgan.


(Continuem a partir daqui, Anthony e Fernando)

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- Seguindo as postagens semanais, previsão de continuação na Terça-Feira, dia 20 de Junho. 

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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Dekadron em Qua Jun 14 2017, 12:32

Ao meio do campo aberto as três entidades de prestigio caminhavam e discutiam sobre os planos futuros de Marilis. Apos Dekadron ouvir a opinião de Baoh ele exclama para o tal e para a Sybile que ouvia sem se quer piscar.

- Exatamente Baoh, minha investida foi exatamente para causar essa expressão, assim outro ataque falso com bandeiras clifistas em terras gorgronistas seriam altamente vantajoso para nos. Inflamariam a guerra ao nosso favor... Lembrando que, temos que ter cautela pra não ser pegos pois seria desastroso. Incendiar a cidade e deixar alguns sobrevivente seria sensacional para nossa investida.


- Então ficamos assim, Sybile cuida dos preparativos falsantes, Baoh tenta mover e pensar sobre a vadia clifista e eu irei orientar o exercito.


- E quanto aos supostos " espíritos " não se preocupe, irei dar uma atenção especial a isto.

 Dekadron completava todos os comentários liderando as estrategias de batalha, percebia que Sybile no final das contas poderia ser útil, mais iria ficar de olho nela. E com todas as exclamações e afirmações o general faz reverencia entre os ali presentes e adentra na sua tenda. Ao entrar chama um serviçal que estava ali dentro e da a seguinte ordem.


- Chame John e Vash, ainda precisarei deles.

e com sutileza vai encostando sobre uma poltrona ali próximo, encostando seus pertences ao seu alcance e deixando o pensamento sobre as questões anteriores fluírem.
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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Baoh Dankai em Seg Jun 19 2017, 20:49

Estava feito, aparentemente. Só precisariam contar com as préstimas habilidades de seus soldados para furtar ou confeccionar as tais odiosas bandeiras negras e conforme Sybile e Dekadron falavam ele balançava a cabeça em conformidade com o que era dito esboçando um sorriso que só era percebido por seu olhar e pela projeção das bochechas por baixo do cachecol.
 
Tendo sua função sido mencionada pelo general, o ajarg achou oportuno se manifestar sobre o assunto:
 
- Este será um assunto a ser tratado a longo prazo, infelizmente. Como bem ressaltou a digníssima Regente Sybile, precisamos antes de mais nada derrota-la em batalha. Quebrar o espírito de alguém seguido de uma conversão ideológica de corpo e alma não é tão fácil quanto apenas matar um inimigo no campo de batalha. Quisera eu que fosse. Entretanto, me anteciparei para estar pronto quando o momento oportuno me vier. Adianto que precisarei de uma menina clifista, de preferência do vilarejo da dita cuja para o processo. Aplicarei nela a técnica do espelho que julgo bastante efetiva contra mulheres guerreiros, certas de si, assim como a senhora, Nobre Sybile…
 
O último comentário era um escárnio puro, mas ele esperava que a lakriak levasse aquilo como uma crítica construtiva que “engrandecesse” a relação dos dois. Ao final, acrescentou:
 

- Espero, General Dekadron, que não esteja planejando fazer uma incursão na floresta com mais batedores. Sei que a guerra não é a minha província, mas eu fortemente não recomendo essa manobra. Não sei se já comentei ou não, mas creio que a melhor maneira de acabarmos com esses malditos guerrilheiros entocados na floresta seria lançar um grupo de ajargs pelo ar com potes de cerâmica cheios de óleo inflamável e tochas. Sobrevoariam as árvores num dia e transformariam aquilo numa sucursal do Inferlis. Ainda poderíamos recolher o carvão resultante para abastecer fornalhas para produção de armamento, armas de sítio, aparatos metálicos de um modo geral. 
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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Dekadron em Qua Jun 21 2017, 15:52

Dekadron já estava adentando na sua tenda quando Baoh o chama atenção. O general olha novamente para ele e lhe faz uma ultima pergunta:


- e se forem espiões? e de qual reino? será que não valeria apena capturar?
- não levarei mais nenhum batedor, irei sozinho... irei avaliar os nossos arredores enquanto você e ela obtêm mais informações sobre os outros assuntos, se eu não encontrar nada beleza, mais se eu encontrar seria uma grande aquisição.

o general antes de entrar na tenda aproxima-se do vizir e com uma leve colocada de mão no ombro do tal fala:

- caro Vizir, acho que a capacidade intelectual da Sybile está lhe afetando, deve ser devido ao tempo que está passando perto dela... Obviamente que um incêndio dessa magnitude chamaria atenção dos reinos arredores, uma vez que a fumaça subiria aos céus como uma bala de canhão em chamas. Pense vizir, não podemos chamar atenção, temos q ficar em silencio enquanto o mal reina e assim seremos vitoriosos.

O general apos seu breve discurso, faz sua reverencia e adentra na tenda.
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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Baoh Dankai em Qui Jun 22 2017, 18:46

Diante do comentário visivelmente irônico do militar, o ajarg levanta uma sobrancelha em sinal de interjeição, olha de soslaio para a mão em seu ombro, retira-a lentamente com a ponta dos dedos indicador e polegar em sinal de nojo e responde falando lenta e pausadamente:
 
- Você primeiro meça suas palavras quando se dirigir a ela, especialmente em minha presença. Assim como eu, você é um reles plebeu e é o exército dela que dá suporte ao nosso. Você pode muito bem amanhecer com a boca cheia de formigas e arranjamos outro símeo pra colocar no seu lugar. Sem ela, você nunca vai ganhar essa guerra com a meia dúzia de capatazes voadores que temos a disposição. Segundo, se eles forem batedores, eu acho que eles já sabem que estamos aqui afinal de contas, se você não lembra, interceptaram os NOSSOS batedores no caminho para cá. Nossa posição já foi comprometida a essa altura, mas vá. Faça seu trabalho e capture um daqueles idiotas, eu só prefiro ser… assertivo em meus assuntos.
 
Baoh faz uma reverência a Sybile e a Culgan  antes de sair, mas dado um passo fora do recinto o Grão-Vizir girou em seus calcanhares uma vez mais para dirigir a palavra a Dekadron antes de realmente ir tomar conta de seus afazeres:
 

- E abandone essa pachorra de me chamar de burro de novo, general, nosso senhor me escolheu para ser o conselheiro do rei. Você não é ninguém para questionar a decisão dele.
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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Nathan em Sex Jun 23 2017, 08:54

Considerações em OFF:

Conforme previsto, vamos dar continuidade na segunda visão (capitulo) do projeto literário.


Vamos ao jogo:
Segunda Visão - Dekadron e Baoh Dankai

O Príncipe Negro

Aparentemente, nem tudo corria tão bem orquestrado no coração do exército marilista. O príncipe Culgan parecia um mero fantoche dos denins que lideravam a ideologia. A própria regente Sybile ficava cada vez mais perturbada diante dos gestos do Grão-Vizir, assim como também não detinha o respeito do General Dekadron. Até mesmo estes dois últimos finalmente demonstravam abertamente suas diferenças. Toda aquela intriga diante de um enorme exército em campanha não poderia colaborar muito com os planos do Zhânrir Maligno. Me questionava como todo o restante dos seres racionais marilistas se comportaria se aquela confusão crescesse. Elfos. Ajargs. Lakriaks. Será que existia algum tipo de coesão? Será que Culgan, com seu sangue real e nascido para governar, seria capaz de organizar a bagunça?

Logo que Baoh e Dekadron se afastavam, Culgan fazia uma breve reverência respeitosa à regente marilista e se afastava também a passos firmes, expressão de preocupação diante de tudo o que havia se desenrolado, seguia na direção do acampamento do povo élfico, onde provavelmente repassaria as ordens sobre confecção das bandeiras gorgronistas para a invasão do vilarejo de Silleth. A própria Sybile permanecia silenciosa, sentada tensa em sua enorme poltrona sobre a plataforma de madeira ao ar livre. Sua língua bifurcada saltava para fora da boca algumas vezes, como se pudesse sentir o clima pesado ao redor. Mantinha o cotovelo apoiado no braço da poltrona enquanto passava as pontas dos dedos finos delineando o próprio queixo, extremamente pensativa. Ao longe, uivos rasgavam a floresta, como se os fenrigs estivessem caçando algo, ou sendo caçados...

 

(Continuem a partir daqui, Anthony e Fernando)

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- Tentarei manter as postagens semanais, mas estarei viajando até o dia 10 de Julho. Tentem responder normalmente, que se possível eu uso alguma lan house ou algo do tipo. 

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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Dekadron em Sex Jun 23 2017, 20:30

No meio daquela discussão toda Baoh se afrontava com as referencias citadas pelo general, na verdade seu semblante não mudava mesmo depois dele falar meia duzias de palavras em tons grotescos. O general pouco dava atenção aquilo tudo e adentrava para sua tenda, completava suas ordens a um serviçal que estava ali que logo em seguida saia para realiza-las.

Apos alguns minutos John e Vash aparecem novamente, fazem suas reverencias e o general toma logo a voz.

- novas ordens a vocês, preciso que façam com cautela, pois preciso manter a ordem por aqui, acredito que nossa querida regente esteja corrompida, e aos pouco ela esta manipulando nosso Vizir, estou sozinho nessa e vocês são meus melhores homens, então preciso ter certeza dos fatos.

- então John, como você é bom em obter informações e espionagens preciso que vigie a regente de forma que ninguém perceba, como você é um assassino acredito que não seja problema, preciso saber se ela esta se encontrando com pessoas alem dos marilistas, atividades suspeitas ou qualquer coisa do tipo. Vash preciso que você descubra pra mim porque a regente é tao seguida pelo exercito dela, você é experiente em nosso exercito isso nao deve ser problema pra você, então cautela e seguiremos vitor......

O general era interrompido por grunhidos de seus lobos, parecia ter encontrado algo nas florestas aos redores, ouvia uivos e um alvoroço se formava logo, com isso o general salta de sua cadeira e logo fala 

- irei em perseguição sozinho, agora eu pego eles, se precisar de ajuda irei assoviar e vocês me trazem reforços.

E assim o general saia correndo  com apenas sua arma e armadura, logo ao sair da tenda fenris já estava de prontidão, onde o general já em velocidade corre em direção aos lobos que perseguiam a presa de forma desenfreada,  seguido pelo seu lobo, que logo se iguala lateralmente dando suporte para o tal monta-lo, o general partia em uma investida sem exitar, e naquele momento ele da a ordem para fenris ir em velocidade máxima aplicando um pouco de seu den no seu companheiro animal.

O general saia tao rápido que logo sumia na floresta deixando apelas poeira e folhas voando pelo ar, a investida era dada de forma imponente, onde o general tentava aproximar-se dos outros lobos lateralmente ao perseguido e com toda sua velocidade logo aproxima-se, entretanto já ordenava...

- fique atento Fenris, pode ser uma emboscada!

O general estava totalmente focado na sua presa e estava decidido a afronta-lo com tudo o que tinha.
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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Baoh Dankai em Qui Jun 29 2017, 20:10

OFF: Mil perdões se eu sumi de repente. Foi um combo de muitas coisas. Eu fui roubado, então estou sem celular por tempo indefinido, pois por algum motivo, a operadora não consegue reativar meu chip novo. (Aparentemente é uma tecnologia com a qual eles não têm muita familiaridade). Aí juntou com isso semana final de prova, internet da casa com problemas… enfim, fiquei incomunicável praticamente, mas estou de volta, de férias, com internet (mais ainda sem celular). Então… vamos que vamos!
 
Enquanto se afastava, Baoh ficava feliz ao ouvir os fenrigs de em aparente apuros. Em seus momentos de oração sempre separava um momento para suplicar que aquelas criaturas brutas morressem da forma mais violenta possível. Olhou na direção dos barulhos uma vez mais, por cima do ombro, deu uma risadinha e seguiu seu caminho de volta para a tenda, pois queria descansar um pouco depois de tantos dessabores.
 
Ao passar pelos guardas que estavam guardando sua tenda, advertiu-os:
 
- Acho que teremos algum movimento por aqui em pouco tempo. Se qualquer coisa de interessante acontecer, me avisem, vou estar em minha tenda meditando e pedindo iluminação.
 
E de fato entrou. Ajoelhou-se, fitou o vazio por alguns instantes antes de fechar os olhos e começar a entrar em um estado de meditação profunda onde falaria com Marilis, que era maneira poética que ele gostava de usar para explicar que faria uma oração:
 

- Pai… maldito seja o dia em que me puseste para andar sobre esta terra. Maldito seja o dia em que me deste esses poderes e maldito seja o dia em que conheci tua verdade, pois estes serão os dias em que o destino miserável de muitos foi selado… eu rogo ao senhor que me dê resiliência e sabedoria para cumprir teus planos e teus desígnios da melhor maneira possível. Obscurecei todos os outros caminhos para que eu trilhe apenas o melhor.  
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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Nathan em Sex Jul 14 2017, 08:41

Conforme previsto, vamos dar continuidade na segunda visão (capitulo) do projeto literário.

Vamos ao jogo:

Segunda Visão - Dekadron e Baoh Dankai

O Príncipe Negro

No interior dos bosques de Elenor, os temíveis lobos gigantes acompanhavam seu mestre em busca de uma presa aparentemente invisível. Corriam desenfreados, roscando e salivando cada vez mais em direção ao coração dos bosques que separavam o vilarejo de Silleth da capital do reino, Godnyr. Não muito longe dali, o próprio Dekadron havia encontrado um batedor ajarg morto por ferimentos de flecha e com uma ameaça aberta aos marilistas.

Dessa vez, a caçada levava a uma região de mata mais fechada, com os fenrigs farejando o ar pesado em busca de informação sobre sua presa. Um deles uivava não muito distante, atraindo a atenção do general marilista. Diante do lobo atroz, Dekadron encontrava um poça de sangue escuro sobre a relva...

Enquanto isto, no acampamento marilista, um longo tempo de meditação e reflexão havia se passado na tenda do ajarg chamado Baoh Dankai, o Grão-Vizir de Lumnar. Uma voz baixa, sussurante e masculina atraía sua atenção para a entrada da tenda, onde um jovem lakriak estava parado, cabeça baixa em sinal de respeito e mãos unidas às costas.

- Venerável. Ishvir, Vizir das Enfermidades. Perdão interrompê-lo. Trago notíciass da capital. A pesste tem se esspalhado rapidamente, levando morte e desesspero. Em pouco tempo a cidade esstará entregue ao Maligno.

O lakriak tinha a cabeça completamente desprovida de pelos ou cabelos, com olhos amarelados e a lingua bifurcada saltando para fora de tempos em tempos, emitindo um sibilar bem característico dos metamorfos serpentes. Trajava um manto leve de seda escura que caía largo sobre o corpo esguio do vizir, atado à cintura por uma faixa fina também de seda. Seus lábios eram repletos de argolas metálicas prateadas, mas que pouco atrapalhavam suas palavras.

- Tenho informess que a população de Godnyr tenta fugir aoss montess da cidade, que foi entregue ao caoss, e primeiross boatoss de contaminadoss no vilarejo de Silleth já começam a circular...
 

(Continuem a partir daqui, Anthony e Fernando)

Informações Complementares:


- Essa semana de volta ao trabalho foi corrida, mas farei o possível pra manter as postagens semanais. Previsão de continuação na Terça-Feira, dia 18 de Julho. 

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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Dekadron em Dom Jul 16 2017, 18:28

On

La estava o grande general em cima de seu fenris, avançava na floresta com toda sede de sangue e algum tempo de perseguição depois era notável que a rota seguida estava bem parecida com a ultima onde encontrava o batedor morto, e com isso o general ficava um pouco mais atento e logo via algumas manchas de sangue pelo chão. 

Ao avaliar a localidade por alguns segundos Dekadron se da conta que gosta de sangue caia de uma arvore ali próximo. Seus fenrigs o acompanhavam ate o local e em seguida viria um Ajarg pendurado num topo de uma arvore todo ensanguentado.

Aquela situação era intrigante ate parecia que alguém queria que o general estivesse lá e com isso o general grita como reflexo logo ao perceber:

- Vasculhem tudo... 

Gritou em voz alta para os fenrigs ali presente, seu inseparável aliado Fenris não saia de próximo de seu dono mais farejava algo por ali. Com sua foice na mão o general ficava de prontidão para qualquer eventualidade que por ali aparece-se.

Enquanto os fenrigs vasculhavam os arredores o general ouvia um tipo de tossido. 

- Cufff.... Cuffgg !!!

Parecia alguém engasgando-se, e aquele som vinha do Ajarg pendurado, o general logo sobe ao topo da arvore e com uma pequena pancada na corda solta o moribundo...

- Está consciente? fale-me oque viu e pra que lado seguir para que a fúria de Marilis caia sobre ele... 

falava Dekadron enquanto apoiava o Ajarg no tronco da arvore.
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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Baoh Dankai em Ter Jul 18 2017, 09:25

Aquela notícia alegrava muito o grão-vizir de modo que seus olhos se estreitaram numa expressão sorridente oculta pelo cachecol. Ele andou sem pressa na direção de um de seus subordinados e começou a divagar:
 
- Minha torre… São excelentes notícias que me traz. Talvez a praga chegar até Silleth seja um pouco além do que eu calculei. Por Marilis, como essa gente corre rápido quando está com medo. Vou me lembrar disso na próxima, mas eu devia ter previsto algo assim. Se deixarmos, com o medo e a vontade de viver desse povo, nossa praga correrá o mundo antes que encontrem uma cura.
 
Ainda de frente para Ishvir, mas agora olhando para o teto, Baoh passou um instante em silêncio, mergulhado em seus pensamentos, até que seu próprio estalar de dedos o tirou do transe em que ele se colocou:
 
- Isso… Acho que a ideia é boa, não temos porque não tentar. Essa gente se tornou um vetor muito mais rápido e abrangente do que os nossos ratos. Entram em contato com muito mais gente, conseguem ir muito mais longe… mas ainda assim vão para todos os lados de um jeito pulverizado e isso não é eficiente. Vamos mapear as estradas, quero bloquear os acessos deles e fazer com que eles sejam obrigados a passar pelo território Volkani. Cada soldado a menos que não lutar quando tivermos um enfrentamento direto, será um passo a menos na caminhada da vitória. Além do que, nada melhor do que uma doença debilitante para baixar a moral inimiga.
 

Agora o marilista ria, se deliciando com sua aparente genialidade, que no fundo ele sabia, era apenas um sopro de inspiração dado pelo seu Deus a ele.
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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Nathan em Qui Jul 20 2017, 11:00

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No interior da tenda, o vizir lakriak mantinha o rosto voltado para baixo, ouvindo as divagações de Baoh sobre os informes que eram trazidos. O único ruído que emitia era o sibilar cada vez que a língua bifurcada saltava para fora, uma espécie de tique dos homem-serpente. Poucos eram os não metamorfos que circulavam junto aos líderes marilistas, pois aos elfos eram delegados os trabalhos julgados inferiores e a quantidade de humanos fiéis à causa do Zhânrir Maligno era ínfima.

- Sseja feita a tua vontade, venerável. Repasssarei a ordem e logo os refugiadoss da capital sserão tocadoss como rebanho em direção aos volkani...

Ishvir meneava a cabeça, respeitoso e ao mesmo tempo não escondia a admiração à mente aguçada do Grão-Vizir. A organização dos marilistas não era tão rígida quanto em outros exércitos, mas a hierarquia ainda assim era seguida à risca. Sybile era a regente e mestra das legiões de zortaluns. Dekadron, o General, comandava as divisões militares compostas por elfos, ajargs e lakriaks.

Ao Grão-Vizir cabia a função de conselheiro da regente, tutor do príncipe Culgan e líder religioso, mestre dos vizires que se dividiam em pequenos grupos de acordo com suas especialidades. Ishvir era o Vizir das Enfermidades, maior especialista em venenos e poções entre os marilistas, um dos responsáveis pela peste que se espalhava rapidamente pelo reino.

- Algo maiss, venerável?

 Em meio aos bosques, Dekadron seguia em sua caçada. O General não tinha o hábito de delegar aos subordinados missões que ele próprio poderia cumprir. Se quer algo bem feito, faça você mesmo. A poça de sangue logo revelava o ajarg pendurado pelos braços entre duas árvores altas. Era difícil imaginar como o teriam erguido tão alto, pois ao redor não havia sinal algum de vida além dos lobos gigantes que caçavam, farejavam e rosnavam.

Dekadron percebia então os cipós utilizados para erguer o ajarg e sem dificuldades os cortava junto ao tronco das árvores, deixando que o batedor capturado caísse de sua prisão como um enorme saco de batatas, estatelando-se ao chão com um gemido forte de dor. Sua asas tinham sido arrancadas rente às costas, e o sangue que o banhava parecia vir dali e de um ferimento de perfuração em seu abdome. O batedor estava quase incosciente, tanto pela queda quanto pela hemorragia.

- O espírito... o espírito da floresta se manifestou como uma elfa... implacável, impedosa... ela surge e desaparece em meio à vegetação... coff... como se a própria brisa criasse forma e se dissipasse no ar. - Ele era atacado por uma tosse úmida, com sangue escorrendo do canto da boca, seguido de um gemido forte de dor, levando a mão ao abdome.

- Ela disse que temos que deter a maldição lançada sobre Godnyr... que se não o fizermos, continuaremos sendo caçados... - O ajarg quase desmaiava, fraco pelos ferimentos.
 

(Continuem a partir daqui, Anthony e Fernando)

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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Dekadron em Qua Jul 26 2017, 17:29

la estava o general no meio da floresta com um de seus lacaios caído no chão... aquela cena já estava se repetindo, já teria ocorrido antes, entretanto dessa vez o general não voltaria para casa de mãos vazia, e falava com o Ajarg de forma mais brusca...

- Diga-me por onde ela foi.... preciso saber agora...

com tudo aquilo os lobos começavam a fazer arruaça ali próximo. Muitos uivos e perseguições por partes dos Fenrigs começavam ao fundo norte da floresta, Fenris logo levanta as orelha e olha atentamente na direção, esperando um sinal dos outros Lobos para concretizar a ação.

A floresta estava ficando fria, em poucos minutos a temperatura caia cerca de 10 graus, a armadura do general o aquecia e a pele dos lobos os mantinham protegido mais o Ajarg começava a ter calafrios...
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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Baoh Dankai em Seg Jul 31 2017, 15:30

Diante da pergunta de seu subalterno, o ajarg começou a ponderar. Por hora não havia muito que ele fosse fazer e a discrição que o general Dekadron tanto pedia, na verdade acabava como uma prisão. Depois de algum tempo, ele começou a falar, mais sozinho do que com o vizir:
 
- Será que eu poderia passar em casa e visitar a velha terra? Às vezes me pergunto como estão sem mim… devem estar lá feito idiotas seguindo um caminho errado.
 
Pousou as mãos sobre os ombros do lakriak, olhando em seus olhos e enfim tinha uma resposta para lhe dar:
 
- Sabe de uma coisa, quero que me arranje pessoas. Homens, mulheres, crianças, velhos. Preciso me exercitar, tirar o pó. Minhas habilidades como torturador vão ficar enferrujadas. Sabe, eu não escuto ninguém gritar, ninguém implorar. Isso é triste. Fico entediado com esse lugar onde nada acontece. Eu queria poder passar um tempo com a senhora Sybile, mas ela parece não se agradar da minha companhia. Sabe se ela fala alguma coisa de mim? Seja sincero, não gosto que mintam para mim…
 

E conforme dizia isso apertava os ombros do réptil até que aquilo passasse a ser doloroso.
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Re: Segunda Visão - O Príncipe Negro

Mensagem por Nathan em Ter Ago 01 2017, 10:05

Considerações em OFF:

Conforme previsto, vamos dar continuidade na segunda visão (capitulo) do projeto literário.


Vamos ao jogo:

Segunda Visão - Dekadron e Baoh Dankai

O Príncipe Negro

O vizir permanecia silencioso aguardando a liberação de seus serviços por parte do ajarg, mas este não o dispensava e pelo contrário, fazia novas solicitações e perguntas. O lakriak não se mexia e sequer levantava o olhar enquanto o Grão-Vizir se aproximava, passando às suas costas e apertando-lhe os ombros.

- Mandarei que oss ssoldados capturem algunss refugiadoss quando forem tocá-loss para Volkan, venerável...

O desconforto aumentava quando a regente se tornava o assunto principal da conversa. E o lakriak não conseguia disfarçar, apesar de não saber se o incomodo era causado pela pergunta ou pelas mãos do Grão-Vizir que o machucava.

- A Regente admira ssua inteligência, venerável. Ssabe que ssem sseus consselhos não venceríamoss esta guerra... - o Lakriak se esforçava para não gaguejar, e sua voz soava um pouco tensa.

Enquanto isso, na floresta, o batedor ajarg estava quase inconsciente, se esforçando para não deixar o impiedoso general marilista falando sozinho. Havia perdido muito sangue, e possivelmente não sobreviveria à hemorragia se não fosse tratado logo.

- Ela... desapareceu... me ergueu... e sumiu. Precisamos deter a maldição... ela vai nos caçar... um a um...

Ao redor, os lobos gigantes permanecia agitados, farejavam, corriam, uivavam. Mas Dekadron conhecia suas feras, elas não tinham um rastro claro a seguir. Aquele tal espírito da floresta realmente parecia ter desaparecido dali sem qualquer rastro, cheiro, pegada. Mas espíritos não usavam flechas... não prendiam batedores erguidos em árvores... Algo estava muito errado por ali. Os lobos voltavam a se agitar, farejavam e olhavam na direção do acampamento marilista. Caso espreitasse o que acontecia, Dekadron percebia soldados do povo élfico deixando o acampamento na direção da capital, Godnyr. Usavam armaduras prateadas, capas longas cor de sangue, espadas curtas embainhadas na cintura e arcos longos presos ao ombro. Eram liderados pelo capitão Fingoliss, subalterno direto de Dekadron na hierarquia militar marilista.
 

(Continuem a partir daqui, Anthony e Fernando)

Informações Complementares:


- Seguindo com as postagens semanais, previsão de continuação na Terça-Feira, dia 08 de agosto. 

- Dúvidas, entrem em contato através do Whats.

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