PERFIL - ABEL

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PERFIL - ABEL

Mensagem por Aerhox em Seg Maio 08 2017, 21:31

Nome do personagem: ABEL


Raça: elfo-celeste/meio-dragão


Ideologia:  emylismo


Den primário: elorkan(fogo)


Den secundário: elorkan(luz)


Den terciário: alukan

Enredo:
 
Asas rasgando a noite
 
 
Em uma noite fria de inverno, ventos gélidos castigavam toda a floresta de Maemar, as estradas estavam cobertas com uma profunda camada de neve e inúmeras pétalas rosadas de magnólia cobriam o bosque. Uma trilha levava até a cidade de Mardis, uma belíssima cidade pertencente aos élfos terrestres. Localizada no reino de Ritulis do lado leste do Continente de Fikist, Mardis era cercada por incontáveis pinheiros e magnólias, cujas flores das árvores variavam do cor-de-rosa à púrpura, fazendo com que a floresta tivesse uma aparência magnífica e divina sobre a luz prateada da lua.
 
Uma elfa celestial voava desesperada segurando uma manta em seus braços. Mesmo para os padrões de beleza élfica, Lalana, conseguia deixar suas iguais com inveja em seus corações. Outrora bela e cordial, agora a elfa se encontrava muito ferida e com cortes profundos sobre os antebraços e pernas. Várias escoriações eram perceptíveis em seu rosto delicado. Os lábios estavam rachados e o peito arfava com tal intensidade, que Lalana poderia desmaiar de cansaço a qualquer momento.
 
 
O monge do caminho do meio
 
A estrada para Mardis estava maculada com sangue fresco, as asas de Lalana pingavam sem cessar e o rosto da elfa a cada segundo que passava se tornava mais pálido, como se ela perdesse toda a força que residia em seu frágil corpo. Quando ela se encontrava na metade do caminho entre a floresta de Maemar e a cidade de Mardis, Lalana desmaiou na neve não suportando mais a gravidade de seus ferimentos.
 
Um sacerdote de um templo Emylista que estava fazendo sua caminhada noturna pela floresta, notou várias manchas de sangue na estrada. Temendo que alguém estivesse seriamente ferido o elfo correu o máximo que conseguia, seguindo sempre o rastro carmesim que havia sido deixado na neve. Quando ele conseguiu chegar ao final da trilha de sangue a sua frente estava uma elfa celeste, caída e gélida como um cadáver.  Esta por sua vez, mesmo inconsciente e jogada ao chão, continuava a proteger sua manta, pois nela continha seu bem mais precioso, seu filho.
 
O elfo se ajoelhou próximo a Lalana e usou seus conhecimentos do den Denakan para curar a jovem elfa o máximo que podia. Segundos se arrastaram e viraram minutos, estes por sua vez viraram horas e o tempo continuava a fluir de forma lenta e dolorosa para o sacerdote que via suas energias se consumindo cada vez mais e não havia nenhum sinal de melhoras por parte de Lalana. Quando o sacerdote estava por desistir a elfa começou a tossir e a recuperar parte da coloração de seu rosto. Com uma das mãos tocou o rosto do elfo, que estava a sua frente e estendendo a mão que continha a manta disse para o estranho proteger o seu filho.

 
Lalana com lágrimas escorrendo pelo rosto beijou o filho e partiu desse mundo para o próximo. O sacerdote pegou o menino nos braços e com lágrimas nos olhos o levou para sua casa em Mardis. O criaria como se fosse seu próprio filho e o ensinaria todos os dogmas do Emylismo.
 
 
Abel e seu treinamento.
 
Os anos se passaram e Abel crescia de maneira formidável, suas asas possuíam uma coloração púrpura como a de lírios e seu rosto fino era incrivelmente belo. Os cabelos eram iguais ao de sua mãe. Eram ruivos ondulados e caiam as costas. Os olhos, verdes, com tons azulados cintilavam a luz do sol.

As mãnhas ele aprendia os ensinamentos de Emylia com seu pai Drieldis, um elfo terrestre que havia ficado com sua guarda quando sua mãe Lalana morrera na estrada para Mardis. As tardes seu pai lhe ensinava sobre o den Kaladrino Elorkan, visto que, Abel tinha uma incrivel afinidade com o den elemental, dominando fogo e luz.

Por algum motivo desconhecido as chamas que Abel conjurava tinham um tom azulado. O mesmo tom da sua conjuração kalaidrina de luz. Drields discorreu uma vez sobre o assunto. Dizendo que poderia ser algum tipo de influência do seu sangue de elfo-celeste. 

O próprio Abel achava aquilo natural. Ele parecia sentir os dois elementos distintos como um só. Sentia que a porção de luz dentro de si era volátil o suficiente para permear os outros elementos. Outras vezes, quando manifestava emoções mais fortes, parecia que a luz rugia dentro de si e suas chamas eram tomadas por um brilho azul colérico. Era como se sua luz fosse uma fera retida. Pronta para devorar e tomar qualquer coisa. Para infelicidade de Abel o dia que a fera realmente despertou foi um dia de extrema tristeza.
 
 
O despertar da fera interior
 
 
E assim o tempo passou, calmo e rotineiro, até o dia em que Abel fez vinte anos. Era uma tarde comum. Ele havia acabado o seu treinamento de Den com seu pai Drieldis e ambos estavam se dirigindo para a taverna Casco da Tartaruga. Lá ele recebeu três itens que seu pai tinha guardado. Jóias com propriedades especiais diversas. 
 
Quando saíram da taverna já estava de noite e havia pouca iluminação nas ruas, vultos se aproximaram rapidamente deles e os cercaram. Eram uma meia dúzia de bandidos humanos todos armados com adagas, espadas longas e cotas de couro. Eles pediram dinheiro. O maior dos seis e provavelmente o líder deles grunhiu. Os demais humanos ficaram rindo como se aquele tipo de intimidação fosse rotineira para eles. Rimertistas assim eram considerados escória por toda a sociedade de Ritulis.


 
Drieldis calmamente disse que todo o dinheiro foi deixado na taverna. E ali com eles nada mais tinham. Os bandidos fizeram caras tristes e depois riram. O líder dos bandidos passando sua língua na adaga abriu um sorriso desfigurado. Era um sinal pra que eles espancassem os dois.
 
Abel parou na frente do pai e apresentou o anel que ganhara. Infelizmente a ação de proteção foi vista como mentira. O líder falou que aquela omissão realmente condenaria os dois. Ele gritou por Halber, seu parceiro que já tinha uma adaga de arremesso preparada. O bandido com um movimento preciso e rápido arremessou sua adaga na lateral do pescoço de Drieldis. Não dando tempo de reação para o elfo.
 
Os olhos de Abel estavam cheios de lágrimas e de um brilho assassino, o jovem elfo ergueu as mãos em direção aos demais bandidos, concentrou toda sua energia kalaidrina e como resultado, uma esfera de fogo cintilava na palma da sua mão, uma chama azulada tão intensa que era quase hipnótica. Abel vociferou com um ódio tão profundo que distorcia suas belas feições.
 
Halber e outro homen ao lado do líder foram pegos de surpresa pela esfera de energia de Abel e acabaram caindo mortos instantaneamente. Os capangas restantes agora enfurecidos partiram em conjunto do seu líder para cima de Abel, na tentativa de vingar os seus companheiros caídos.
 
Quatro golpes de espada foram desferidos ao mesmo tempo em Abel, cada um visando uma parte do corpo diferente. Quando Abel viu que não iria conseguir desviar a tempo dos ataques, ele abriu suas assas púrpuras e tentou voar o mais rápido que pode, entretanto, sua tentativa falhou miseravelmente, pois o líder dos ladrões tomou um rápido impulso e com um pulo desferiu um golpe devastador nas costas de Abel com a adaga.
 
Quando caiu no chão o elfo se contorceu de dor pelo choque da queda. O líder da gangue se aproximou dele e desferiu um golpe de adaga contra o peito desprotegido de Abel. A adaga perfurou sua pele e sangue fresco começou a escorrer da ferida. O ladrão se afastou um pouco rindo maléficamente
 
Abel colocou a mão sobre a ferida e quando sentiu o sangue quente escorrer por seus dedos, um sentimento avassalador percorreu seu corpo. Seu sangue queimava com uma fúria antiga e poderosa. Seus olhos verdes estavam vidrados e com um rugido Abel se levantou, abriu suas asas e uma coisa estranha ocorreu, suas unhas haviam se transformado em garras, tão afiadas quanto navalhas recém amoladas.
 
O elfo planou por sobre os homens, tomou impulso e golpeou todos eles no pescoço, menos o líder. Rasgou suas jugulares, fazendo sangue fresco jorrar por todos os lados e pousou, com seus olhos ainda vidrados em sua presa. O líder enlouquecido pela perda vociferou que o bando se chamava Presas Negras. E jurou que aquela cidade queimaria.
 
Ele se jogou na direção de Abel com uma investida de ombro, como se fosse um aríete, porem Abel foi mais rápido, ele jogou seu corpo para o lado desviando da investida, correu para trás do humano e cravou suas garras em suas costas. As garras de Abel fatiavam carne com a mesma facilidade que uma faca cortava manteiga. O elfo dilacerou carne e músculos, fazendo o bandido gritar de dor. Abel retirou uma das mãos das costas do homem e a colocou no pescoço do homem, retalhando tudo que havia.
 
Sem saber o que havia acontecido consigo Abel saiu de Mardis em busca de respostas sobre o que ele se tornara. 
 
Apêndice:
 
- Abel agora possuí duas personalidades. Uma tranquila e pacífica como a de seu finado pai Drields. Outra devastadora e assassina. Abel chama ela de Retalhadora. Agora como Emylista ele visa tentar equilibrar a duas faces de seu ser. A boa e a má.
 
- Um dos objetivos que tem é descobrir mais sobre o bando chamado Presas Negras.

- Outro objetivo está em buscar suas raízes. Tentando encontrar elfos celestes que saibam quem foi sua mãe.
 
 
Itens:
 
Brinco de ametista: diminui a intensidade de ataques mentais.
 
Anel de safira: aumenta a força dos ataques que usam energia kaladrina em até 10%
 
pulseira de rubis: reforça defesas contra ataques mentais


Técnicas: esfera de fogo, esfera de tempestade, corrente de relâmpagos, manto de chamas, incinerar, garras de ferro.
    
 
Perícias: ocultamento, intimidação e conhecimento


 
Descrição física: suas asas possuíam uma coloração púrpura como a de lírios e seu rosto fino era incrivelmente belo. Os cabelos eram iguais ao de sua mãe. Eram ruivos ondulados e caiam as costas. Os olhos verdes com tons azulados

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