Ep. 1 - Kannon

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Ep. 1 - Kannon

Mensagem por Ali Alkahaz em Seg Maio 08 2017, 22:15

- Não use formatação do texto com cores. Quando o personagem se expressar verbalmente, coloque o travessão. Caso queira expressar algum pensamento, coloque em itálico, sem o travessão; 

- Para criar o turno, é necessário o mínimo de 1.000 caracteres, com espaços;

- Revise a ortografia, a gramática e a coesão e coerência do texto. Lembrando que este é um projeto literário e que é importante termos isso como requisito, além de facilitar a edição. Apenas turnos que estejam dentro dessa proposta serão aceitos e respondidos;  

- Os turnos de "A Pluma de Aço" ocorrerão conforme, a cada quinze dias. A próxima semana será usada para revisar o meu turno e juntar a ação dos intérpretes ao que já foi colocado por mim, e também promover os personagens nas redes sociais para o lançamento do e-book no Whattpad.

Caso a estória do personagem não esteja fresca na memória, leia o tópico do perfil dele, localizado no fórum da sua ideologia. Eventuais adaptações no enredo serão sempre colocadas no complemento no final do meu post. 
 
Ainda vou conhecer o ritmo de resposta de vocês, então eu saberei com que frequência e em que ordem eu responderei, mas asseguro que será sempre assim que possível.
 
Estamos abrindo o E-book A Pluma de Aço. Espero que se divirta tanto quanto eu. Sem mais delongas, vamos ao jogo!
 
Kannon

A Jornada do Herói
 
Era esquisito de ver, mas a cidade de Abarone estava deserta. Apenas Kannon, o filho do grande Guardião, Garmark Ferhelm, vagava pelas ruas, um tanto sem rumo, mas o mais estranho de tudo era que ele não sentia o mínimo desconforto de estar naquela cidade onde crescera e que sempre viu cheia de gente, mas agora completamente estéril.
 
Chegando na praça principal ele começou a sentir uma fraqueza levando embora o vigor de seus músculos fazendo cada passo se tornar um esforço digno dos heróis lendários. Curiosamente ele encontrou uma mulher do outro lado da praça com uma carroça apinhada de vidros rotulados cheios de líquidos de cores diferentes. Ela mesma segurava um em cada mão, agitava-os no ar e gritava a plenos pulmões como se houvesse alguém para ouvir:
 
- Venham, venham! Comprem os tônicos milagrosos da Ohnos. Eles podem não ter o melhor sabor, mas vão ter o melhor resultado. Curam de tudo, desde frieira e bicho do pé até loucura e gripe da lua cheia. Tenho anestésicos de todos os tipos. Remediam dor de cabeça, dor de barriga e dor de amor!
 
Quando bateu o olho no rapaz, a mulher que gritava foi lá apará-lo, pois parecia que ele iria cair a qualquer momento. Quando colocou o braço dele sobre seus ombros, o movimento baixou o capuz de sua capa e revelou seu rosto de meia idade adornado com olhos verdes e uma cabeleira negra um pouco maltratada e já com alguns fios brancos despontando, anunciando junto com as marcas de expressão na pele morena, que a idade estava chegando. Além disso tudo, o que Kannon veria seria duas marcas odiosas, de ideologias que ele deveria unir, o olho de Marilis sobre o olho esquerdo da mulher fazia par com o Olho de Materyon sobre o outro olho.
 
- Rapaz… você está mal e olhando nos seus olhos eu acho que meus tônicos não vão resolver. Mas eu posso te apresentar a uma pessoa que talvez te ajude de vez. Sente essas fraquezas com frequência, se recupera quando pode, mas nunca se cura, não é? Eu entendo… Sabe, eu estou organizando uma expedição para um lugar distante, lá no Aurokron, o plano natal dos elfos celestes. Quero buscar uma coisa lá e quero saber mais sobre uma nação Emylista escondidas nas montanhas daquela ilha flutuante. Pensei que você, essa pessoa equilibrada, pudesse me ajudar. Além do mais, uma das pessoas que vai estar lá é uma elfa que pode te ajudar muito a descobrir mais sobre essas fraquezas. O que me diz? Além do dinheiro que eu vou te pagar por ser meu mediador e guarda-costas, você vai poder voltar para casa cheio de louros e histórias para contar, vai ganhar o respeito de seu pai, o Guardião. Vai visitar terras que ninguém viu antes.
 
Kannon perceberia que ela estava se esforçando muito para segurá-lo, tanto que logo em seguida, ela o colocaria sentado no chão, se sentaria ao lado dele e continuaria a falar em seu ouvido:
 
- Tenho certeza que haverá muita confusão e muitas batalhas. Afinal eu não precisaria de um guarda-costas se não houvesse perigo… vai ser uma grande chance de treinamento real, não aqueles duelos amistosos que você tem aqui. Além do que… vai ter marilistas e teryonistas a rodo. Poderá trazer de volta para casa quantas cabeças conseguir arrancar. O que me diz? Quer descobrir mais sobre o Kalaidrin Negro?
 
Informações complementares.
 
1 – Esse episódio está se passando antes da nomeação do Kannon como novo guardião no lugar do pai dele, logo num passado anterior a linha do tempo atual.
 

2 – Eu gostaria se possível de uma descrição mais acurada da aparência do Kannon como cor dos olhos, cabelo, etc.

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Re: Ep. 1 - Kannon

Mensagem por Kannon em Ter Maio 16 2017, 21:41

Respira fundo tentando reunir as suas forças novamente, como fez muitas vezes após sofrer das crises e infelizmente elas estão se tornando cada vez mais constantes.
Se vira para ela agradecido pelo que ela fez, mas muito desconfiado pelos símbolos que carrega e pelo que acabou de lhe dizer.

Quem seria ele para julgar alguém por sua aparência, já que ele mesmo não possuía por assim dizer uma aparência “agradável”. Com seus olhos vermelhos cor de sangue e veias negras aparentes, normalmente faz com que as pessoas que não o conheçam se afastem com medo e crianças chorarem.

O problema era que uma das primeiras coisas que seu pai lhe ensinou durante o seu treinamento para se tornar em um guerreiro é que deve se seguir os seus instintos. E o seu instinto agora lhe diz que existe algo de errado com ela. 

- Peço desculpas pelo ocorrido. Sou muito agradecido pelo auxilio que a senhora me prestou agora pouco, mas não querendo ser mal-educado com a senhora. Acredito que que esteja procurando outra pessoa. Pois eu não estou à procura de fama, fortuna ou gloria.

Ainda meio tonto tenta ganhar folego e continuar.

- Como essa é a primeira vez que vejo, então poderia me explicar como sabe tanto sobre mim e sobre o mal que me assola e de quem eu sou filho? A não ser que conheça o meu pai.

- E se o conhece deveria saber que aqui não como é nos outros territórios que você já visitou. Aqui é meio diferente, as pessoas são meio reservadas, mas protegemos uns aos outros e ate damos auxílio aos viajantes que desejam paz. Talvez seja pelo fato do kaladrin que amaldiçoou a tantas crianças como eu. Nosso primeiro objetivo é ajudar e proteger o nosso povo. Sem a pretensão de sobre julgar outras ideologias com o emilysmo.

Para um pouco, respira devagar tentando se acalmar, para evitar que acabe se exaltando sem necessidade e procura algo para lhe auxiliar a ficar de pé novamente. Se levando lentamente e se coloca na frente senhora agora de forma mais apresentável.

- Meu pai me ensinou que existe algo mais importante do que matar os nossos inimigos e é proteger as pessoas que não podem se defender sozinhas. Essas pessoas que mesmo com medo da minha aparência me aceitaram e me tratam com respeito.

- Já em relação ao que me diz sobre essa doença que possuo, não posso negar que ao ouvir a senhora me dizer que existe uma cura fez me deu esperança, já ela quase me levou a morte por várias vezes sendo uma proposta quase irrecusável.  O convenhamos é muito estranho de o nada alguém aparecer com a resposta para o meu problema. Como posso saber o que fala é verdade ou apenas uma forma de me usar para conseguir alcançar algum objetivo oculto.

- Por este motivo preciso que me responda algumas perguntas e espero que me conte a verdade.  – Olha para os olhos da senhora esperando ver se ela fraquejaria ao ouvir as suas indagações ou a dar as suas respostas.

- Antes de qualquer coisa de que eu teria de serventia? Como você mesmo disse, não passo de um guerreiro inexperiente, que mal acabou o treinamento. Sem falar do principal, que possuo essa enfermidade que como você viu a pouco me deixa inútil, e acabaria colocando todo o grupo em perigo. Sendo um dos motivos de eu não me atrever a tentar entrar para a guarda de meu pai, já que poderia acabar colocando ele, os seus homens em perigo se algum inimigo atacasse ou pior um inocente. – Da uma pequena pausa e continua. – Mesmo  que me diga que as minhas preocupações que acabei de lhe falar agora são sem importância para você, são importantes para mim.

- Em segundo lugar preciso que saber quem é você? Não posso viajar com uma pessoa desconheço. Você sabe bastante sobre a minha pessoa e meu pai, mas ate agora não sei nem mesmo o seu nome e como você veio para aqui.

- E qual a sua relação entre os marilistas e os tenryoristas, já que carrega no seu rosto a marca deles. Qual o motivo de oferecer as cabeças deles? Na minha opinião só pode ter dois motivos.

Faz um com o dedo indicador para ela.

- A primeira alternativa seria um desejo de vingança, é muito comum em nas pessoas que sofreram nas mãos deles e por isso só eu teria o desejo de matar a todos, então eu digo novamente que sou a pessoa errada. Pois mesmo o meu tenho sofrido pelos ataques no passado dos marilistas eu não tenho a pretensão de ser um anjo vingador e matar sem nenhum motivo.

Faz levanta outro dedo indicando o segundo motivo.

- A segunda alternativa seria que você acha que eu sou um fanático e que desejo que todos que acreditam de forma diferente de mim devem morrer. Se pensa que assim acho que veio no lugar errado, pois muito pouca gente acredita dessa forma por aqui.

- De que forma você descobrir mais sobre o Kalaidrin Negro viajando com você? Já que nem mesmo os lideres e os sábios daqui não sabem muita coisa sobre ele e nem como pode evitar que seus efeitos malignos afetem ao nosso povo.
 
 
DESCRIÇÃO FISICA:
Possui um corpo atlético não exagerado, para priorizar sua agilidade.
Mede cerca de 1,85m de altura.
Os cabelos castanho-escuros. Nessa fase antes de ser guardião, o cabelo dele é razoavelmente longo chegando até os ombros e ondulado sem corte especifico. Dando um aspecto de meio de desleixado e rebelde, na verdade ele não se importando muito com a sua aparência nesse momento.

Os olhos são vermelhos no tom de sangue. As veias do globo ocular são negras. Como uma pessoa normal quando fica com raiva fica com os olhos vermelhos no caso dele os seus olhos ficam negros.

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Re: Ep. 1 - Kannon

Mensagem por Ali Alkahaz em Qua Maio 17 2017, 16:40

Em Cena: Kannon
 
Aquela foi uma enxurrada de perguntas e tanto, mas talvez ao contrário do que o rapaz poderia imaginar, a mulher mantinha-se tão calma quanto poderia estar. Na verdade, abriu um sorriso bem grande enquanto o rapaz falava, mas fazendo um sinal com a mão para sinalizar que continuava acompanhando seu raciocínio. Fuçou um instante em sua carroça e voltou com um banco e duas garrafas com um líquido de cor vermelha. Uma ela manteve consigo, a outra ofereceu para o emylista deixando-a no chão à sua frente para que ele pegasse se quisesse:
 
- Tome, é um suco de frutas silvestres. Vai lhe refrescar e revigorar um pouco. Cortesia da casa. – E deu uma piscadinha.
 
A vendedora se ajeitou em seu assento, abriu a garrafa, deu umas boas goladas, suspirou deixando escapar sua saciedade e engajou nas várias respostas e satisfações que teria de dar àquele rapaz tão incrédulo:
 
- Você é jovem, Kannon… e eu entendo que começamos no passo errado, mas se me permite dizer, você não escuta ou não entende as palavras. Isso causa muitos desentendimentos facilmente evitáveis, além de tirar conclusões precipitadas. Uma prática que, de onde eu venho, é no mínimo perigosa, para não dizer mortal.
 
Depois de colocar a garrafinha vazia de volta no chão e limpar a boca com o dorso da mão, Ohnos finalmente deu início à sua laboriosa resposta:
 
- Como você parece gostar de enumerar as coisas, eu vou falar na sua língua. Assim nós dois nos entendemos. Vamos lá… Primeiro; de fato eu imaginei que você não se moveria por glória e fortuna ou pelo menos assim me disseram, mas eu tinha que tentar assim mesmo. O que me custava, não é? Segundo; sim, é claro que conheço seu pai! Quem por essas bandas não conhece Garmark Ferhelm? Eu não moro em uma caverna, sabia? Além do que não existem muitas pessoas por aí com olhos vermelhos e veias negras, então é fácil descobrir coisas sobre você fazendo meia dúzia de perguntas…
 
Àquela altura a mulher parecia estar se divertindo. Não era sua intenção, mas de uma maneira ou de outra, as perguntas do garoto pareciam, a ela, bobas ou excesso de precaução. Aos poucos ela ia demonstrando que não era uma pessoa tão responsável ou ao menos precavida quanto o jovem Ferhelm era ou gostaria que ela fosse.
 
- Terceiro; eu sei que a atmosfera que vocês respiram aqui é diferente, por assim dizer e vocês não estão preocupados em fazer guerra, só de seguira a vida de vocês, um dia de cada vez. Louvável. Por isso mesmo que eu preciso de alguém assim, sossegado. Eu não quero uma espada de aluguel, apenas. Fosse por isso eu poderia contratar com a quantia que estou disposta a dar, um exército de mercenários foras da lei que matariam a mãe pela oportunidade. E sim, eu já sei que você não está interessado no dinheiro, mas caso você aceite, ao final eu lhe pagarei assim mesmo. É parte obrigatória do meu contrato. Quarto; de fato a filosofia de seu pai é admirável. Não à toa ele se tornou um guardião formidável. É aí que você entra rapaz e é por isso que eu digo que você não presta atenção nas palavras. Eu disse que quero um guarda-costas e não um guerreiro. Eu preciso me defender e não atacar. Veja, os teryonistas daquele continente guardam uma mágoa enorme dos seguidores do Caminho do Meio por uma tragédia do passado. Há nove nações azuis lá e eu preciso me precaver. Além do mais, você se subestima demais, eu não partilho da sua ideologia, por isso também preciso de um porta-voz diante dos emylistas. Isso fará com que minha aproximação seja bem mais amistosa.
 
Tudo parecia ir bem, pelo menos assim o sorriso e o otimismo na voz e na atitude de Ohnos assim faziam parecer que ela acreditava nisso, mas falava demais, por isso ela foi à sua carroça buscar outra daquelas garrafas de suco para si. Quando retornou, ela continuou:
 
- Agora vamos para o… quinto ponto? Acho que é isso mesmo. Sua doença é de fato um mistério para o povo daqui e pela segunda vez há uma desatenção da sua parte. Deu a resposta enquanto fazia a pergunta e nem se deu conta. O kalaidrin negro é de fato um mistério para os líderes e sábios daqui e sabe por que? Por isso mesmo, porque eles são daqui e o kalaidrin negro é de fora. Querer que eles saibam do que se trata é como esperar que um alquimista local saiba das propriedades físicas de uma substância que só existe além-mares. Eu sei que parece muita coincidência e de fato é. Entenda, eu sou um mero mensageiro, digo, uma mera mensageira – ela se atrapalhou nas palavras por um segundo – há alguém que me contratou para recrutar você e outras pessoas. Uma delas é uma profunda conhecedora desta maldição que você carrega e uma das condições para que ela aceite estar nessa expedição é que você esteja presente, justamente para que ela tenha acesso à “marca” e não, ela não tem nenhum fim maligno em mente, disto eu lhe asseguro, mesmo porque o kalaidrin negro é “irreplicável”. Por isso que, mesmo que você diga que não serve como guerreiro, eu preciso da sua presença na expedição para isso e as outras coisas que já disse. Enfim, vamos falar de mim…
 
Ohnos suspirou longamente enquanto se preparava para tocar num assunto não tão agradável, vista a maneira com que ela se entristeceu e quase murchou em seu lugar quando começou a falar de si mesma e das cicatrizes que carregava:
 
- Não tenho mágoa alguma contra os que acreditam nos deuses. Absolutamente. Eles foi quem guardaram mágoa de mim, porque não comungava das mesmas ideias. Você sabe como essa gente pode ser bitolada às vezes. Isso aqui – ela falava enquanto apontava paras as cicatrizes nos olhos – foi uma das marcas que esses encontros desagradáveis me deixaram de lembrança. E se quer saber, de todas foi a menos dolorosa.
 
Uma lágrima escorreu pelo seu rosto enquanto a mulher falava, mas ela conseguiu segurar a emoção enquanto falava. Respirou fundo e concluiu:
 

- Bom, acho que consegui elucidar tudo. Está mais claro para você agora? 

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Re: Ep. 1 - Kannon

Mensagem por Kannon em Qua Maio 17 2017, 21:58

Escutou ela atentamente e demostrou ao ouvir o que fizeram com ela.

- Sou muito agradecido por suas respostas e por ter compartilhado esse momento difícil para comigo, acredito que não seja agradável partilhar sobre isso com pessoas que acabou de conhecer. Então sou realmente agradecido por me contar. – Já havia ouvido vários relatos de atrocidades até mesmo piores que estas de tempos em tempos quando chegam viajantes ou de pessoas que buscam abrigo na região.

Deu um suspiro, sentou se no banco, olhou para ela e pegou o copo de suco e começou toma-lo lentamente.

-Você elucidou as minhas perguntas e até onde sei sou o único com essa aparecia por esses lados. Então se conhece meu pai, saber quem sou realmente deve ser relativamente fácil.

Deu um pequeno sorriso.

- Me desculpe, mas você sabe que gostaria de saber quem é seu chefe e o que ele ganha com isso tudo? O que seria tão valioso para gastar o que você diz que ele esteja gastando e se dando tanto trabalho? O mais importante é se ele vai se arriscar vindo com a gente?

Colocou copo na mesa.

- Eu não ligo para as crenças ou para que deus as pessoas desse grupo, mas gostaria de saber com quem vou lidar caso eu aceite. Como quem está nesse grupo? Acredito que já tenha dito que serei a sua voz entre os emilystas, então devo ser o único. Estou certo? Da mesma forma que a minha espada não é tão importante deve ter outros guerreiros.

- Essa pessoa que deseja me usar como cobaia viva. Acredito que não seja um guerreiro. Porque ela me quer exatamente? Deve ter umas duzentas pessoas que sofre dessa maldição na região no mínimo.

- No caso como estaremos numa “zona inimiga”, teremos que nós disfarçar de teryonistas?  

Da um largo sorri para a senhora.


- Acredito que senhora esteja se divertindo com as minhas perguntas, ou morrendo de raiva de mim. Digo isso, pois era assim que meus instrutores se sentiam comigo. Então realmente me desculpe, mas posso simplesmente seguir algo ou alguém cegamente. Preciso ter o máximo de informações para poder me decidir claramente.

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Re: Ep. 1 - Kannon

Mensagem por Ali Alkahaz em Dom Maio 21 2017, 18:33

Em Cena: Kannon
 
Aquela estava se mostrando uma conversa deveras agradável para Ohnos que foi buscar outra garrafa de suco para si, mas dessa vez não trouxe uma para seu conhecido. Sentou-se no banco, deu mais uns bons goles e se colocou a responder mais aquelas dúvidas:
 
- Desculpe não trazer uma para você, acabaram as minhas. Quando der uma passada pelas montanhas vou lembrar de colher mais amoras de fada. Enfim… vamos por partes de novo. Você quer saber sobre o meu chefe. Confesso que sei bem pouco sobre ele. O nome por exemplo é impronunciável. Ele me disse uma vez, mas não consigo reproduzir. Tenho a impressão de que ele não é exatamente humanoide, e não, eu nunca cheguei a vê-lo pessoalmente, apenas nas sombras ou através de técnicas de comunicação à distância. Como eu não conseguia chama-lo pelo nome e as pessoas com quem eu falo precisavam de um, ele mandou que eu me referisse a ele como O Quarto. Por que? Não tenho ideia. Ele não virá conosco, está impossibilitado já realizando suas próprias jornadas. É um sujeito que almeja muitas coisas, mas não pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo e ele me deu a entender que o tempo dele está acabando, por isso ele delega algumas coisas a terceiros como eu e possivelmente você.
 
Depois de ter dito isso, a vendedora de tônicos recolheu todas as garrafas e colocou-as ao pé do banquinho para levar consigo quando terminasse e tivesse que se levantar novamente.
 
- O objete que nós vamos buscar é uma espécie de relíquia lendária esquecida, da qual ele ficou sabendo na última jornada que fez sozinho, quando recuperou alguns pergaminhos e manuscritos muito velhos. Ele diz que tem um valor incalculável e, se a lenda estiver certa, será a chave para o seu próximo objetivo, que ele não ousou me revelar. Aquele rimertista muquirana… deve morrer de medo que eu passe a perna nele. Se ele soubesse que eu não estou nem aí…
 
Enquanto ela falava, o guerreiro inexperiente percebia que ela olhava com frequência para as garrafas vazias a seus pés. Em dado momento, ela se levantou, pegou todas e guardou em sua carruagem. Na volta, ela explicou:
 

- Desculpe, tenho mania de limpeza. Onde estávamos? Ah sim, lembrei. Os outros membros do grupo. Se tudo correr bem, teremos dois clifistas; dois mombranistas, um deles é a pessoa que vai lhe estudar e uma namuzista. O motivo pela qual ela lhe quer é porque você parece ter sido afetado pelo kalaidrin negro de maneira mais radical. Afinal, você mesmo disse que devem existir centenas na mesma condição, mas quantos apresentam sintomas tão severos? Mudando de assunto, estes clifistas serão meus braços fortes na expedição ou pelo menos assim espero. E fique tranquilo, as nações teryonistas que mencionei ficam em sua maior parte no litoral. Meu plano é de abrir o portal no interior do continente, bem afastado. Dessa maneira só lidaremos com os emylistas e as três nações teryonistas nas montanhas. Lembre-se que apenas elfos celestes moram lá, então por mais que finjamos outras ideologias, vamos levantar muitas suspeitas com nossa mera aparência, por isso evitaremos contato com os azuis ao máximo.

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Re: Ep. 1 - Kannon

Mensagem por Kannon em Dom Maio 21 2017, 22:19

- Eu já estava satisfeito, muito obrigado pela bebida. – Fazendo um sinal com a cabeça agradecendo.

Vendo o ato estranho da senhora com as garrafas, ele decidiu não falar nada sobre isso e decidiu guardar sua impressão para si mesmo. Se ela tinha alguma mania, paranoia ou algo mais. Nesse momento não era relevante até onde sabe.

Ao ouvir ela lhe contar sobre os integrantes do grupo ele fixa seu olha para o chão e fica pensando uns momentos sobre o assunto. Quando a senhora acaba de falar ele decide dar sua opinião sobre ele.

- Estranho saber que o grupo tão eclético. Até onde sei os clifistas e os mombranistas normalmente não ficam muito felizes ao saber que um namuzista esta compartilhando o mesmo ambiente que eles. Já se referindo os namuzistas, eles não são conhecidos permitir que qualquer ideologia oposta à deles, compartilhe o mesmo ar. Não vejo como esse grupo não vai se matar antes de chegar até esse continente, quanto mais alcançar o objetivo final. A não ser que esteja oferecendo algo ainda mais irrecusável para cada um deles. Mas ainda dessa forma, não vejo como eles funcionando como uma “equipe” por assim dizer. Seria mais 6 indivíduos diferentes e cada um em busca de seu próprio objetivo.

Pega um punhado de terra do chão e a esfrega nas mãos como se estivesse tirando o suor e sujeira grossa dela fazendo isso. Na verdade, nem ele mesmo sabia o motivo, mas seu pai já havia percebia que sempre quando um problema ou desafio lhe interessava, ele involuntariamente repetia esse ritual.
Continuava olhando para o chão e continuou a indagação.

- Realmente acredita que eles seguiram a sua liderança sem questionamentos? Por exemplo se a namuzista estiver sendo atacada. Acredita que os clifistas arriscaram as suas vidas para protege-la e vice-versa?

Olha para ela agora com uma fisionomia séria.

- Ainda não me decide se me juntar a você, cada vez que você fala me surgem mais dúvidas e questionamentos em minha mente.

- Então antes de continuarmos direi as minhas exigências, que para você devem ser obvias, mas gosto de ser claro e o mais direto possível como já deve ter percebido. 

- A primeira é que caso encontre alguma cura ou tratamento para a minha doença através do estudo do mombranistas eu quero total acesso para passar para os curandeiros e sábios do meu povo. Acredito que seja mais do que justo.

- Não matarei, participarei ou deixarei matar inocentes. Não me importa a ideologia que possuam. Matar para se defender ou para proteger alguém é totalmente aceitável, mas o contrário eu não posso aceitar.

- Dizendo isso a última exigência acredito que seja bem claro, mas mesmo assim direi para você.

Respira bem fundo para manter a sua calma e a clareza dos seus pensamentos.

- Caso encontremos este artefato e ele se mostre ser do maligna e parte de uma arma de destruição ou algo do tipo que possa tirar vida de inocentes ou causar uma doença que possa afligir inocentes. Pode ter certeza que eu irei destruí-lo com todas as minhas forças mesmo que isso custe a minha vida. Não posso permitir que o que aconteceu aqui se repita em outro lugar.


- Então vou lhe perguntar novamente. Você tem certeza que me quer no seu grupo?

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Re: Ep. 1 - Kannon

Mensagem por Ali Alkahaz em Seg Maio 22 2017, 23:08

Em Cena: Kannon
 
Diante daqueles comentários um tanto ácidos e daquelas demandas quase chantagistas, Ohnos se viu na posição de tentar uma aproximação um pouco mais intimista com o jovem guerreiro que aos seus olhos agora parecia um tanto idealista demais para o seu gosto, mas afinal de contas trabalho era trabalho. Deixou o banquinho de lado e sentou-se ao lado de Kannon, falando-lhe ali, a poucos centímetros de distância. Olhos nos olhos:
 
- Agora sim, você está começando a entender como isso aqui vai funcionar. De fato, eu não espero que eles trabalhem em equipe, nunca esperei. O que eu quero mesmo é que cada um cumpra sua função a contento e não me atrapalhe. Eles não precisam trabalhar uns com os outros, mas todos precisam trabalhar comigo.
 
Sua expressão e tom de voz endureciam pela primeira vez na conversa que costumava ter um tom descontraído, salvo pelo momento em que o assunto virou o passado traumático de Ohnos com os teryonistas e os marilistas. Ela estava muito séria quanto ao fato de que todos deveriam cooperar e queria que o rapaz sentisse e entendesse isso.
 
- Uns irão me questionar sem dúvidas. Você será um deles, certamente, se decidir por se juntar a mim. Eu não ligo, de novo, desde que façam o que foram contratados para fazer, eles podem me perguntar sobre tudo, desde a origem do mundo até a cor das minhas roupas de baixo. Agora… se eles vão gostar das respostas, aí já não é comigo.
 
Fazendo um pequeno encerramento dramático sobre os assuntos colocados “sobre a mesa” até o presente momento, Ohnos pegou o jovem pelos ombros, quase que numa postura paternalista, olhou fundo naqueles olhos de íris vermelha e respondeu:
 

- Você pode fazer com a cura o que bem quiser, se houver uma afinal de contas. Isso não me interessa. Sobre a segurança da namuzista, bem o que eu posso dizer… dela cuido eu, não vou precisar dos clifistas ou de ninguém para isso. Basicamente eles cuidarão dos mombranistas que que são igualmente importantes. Com eles acho que os cinzentos se entenderão bem. Ambos nutrem um desprezo ou indiferença pelos deuses. Quanto ao artefato… eu não sei exatamente do que se trata e nem me interessa saber agora, mas eu devo avisar que assim como você tem seus interesses, eu tenho os meus. Você pode até tentar destruí-lo, mas vai ter que fazer isso depois que a peça estiver nas mãos do meu chefe, porque eu não volto do Aurokron sem aquele objeto. Então sim, eu tenho certeza que o quero em meu grupo. 

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Re: Ep. 1 - Kannon

Mensagem por Kannon em Ter Maio 23 2017, 00:22

Ao ouvir as palavras dela com olhando nos seus olhos, ele sentiu de alguma forma que ela estava sendo realmente franca com ele e ganhou seu respeito. Com isso a sua expressão de seria relaxa e dá um largo sorriso.

- Eu gosto da sua franqueza, na verdade eu respeito muito isso. Não digo que gosto da ideia de participar de um grupo dessa forma, sem um objetivo comum ou do fato de lucro acima de tudo. Contudo gosto de quando agem de forma direta e clara comigo.

- Então por você eu posso fazer o que quiser na viagem? Contanto que eu seja seu intermediário com os emilystas e deixar que me estudem?

- Se for realmente as minhas únicas funções nesse grupo eu terei que ir até a casa de meu pai agora. – Se levanta limpa a sua mão direita na sua roupa dando uma breve pausa.

- Para avisa-lo que terei de viajar por um tempo e pegar algumas provisões e equipamentos emprestados.

Estende a mão que acabou de limpar, para firmar o trato.

- Pode se dizer você conseguiu mais um para o seu grupo, se caso puder esperar uma noite.

- Gostaria de saber mais duas coisas. Qual seria a importância da namuzista para você cuidar pessoalmente dela? Algo não tão importante neste momento, mas sei que não vou ficar em paz ate lhe perguntar.

Agora um pouco sério, já que pode se tornar um adversário no futuro.


- O qual forte é seu chefe? Já que tem tanto medo dele.

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Re: Ep. 1 - Kannon

Mensagem por Ali Alkahaz em Qua Maio 31 2017, 22:51

Em Cena: Kannon
 
Parecia que tudo se encaminhava de maneira amigável entre aqueles dois. Enfim estava acertado o fato de que Kannon iria viajar com Ohnos e no fim das contas isso deixaria uma certa marilista muito feliz, o que também agradava aquela afável recrutadora de mercenários. Entretanto havia um mal entendido entre ela e seu mais novo peão, por isso ela o segurou pelo braço para esclarecer alguma coisa antes de partir em busca dos novos membros:
 
- Não vamos viajar agora. De fato, eu ainda tenho que sair em viagem para encontrar os outros que irão conosco para o aurokron. Os mombranistas inclusive. Aliás, você não vai nem poder falar com seu pai agora, afinal estamos no seu sonho. Ou você não percebeu até agora que esta cidade inteira está completamente deserta? Minhas ilusões em ambientes tão grandes têm poder limitado, então não consigo criar tantas pessoas diferentes. Então imagine como seria estranho você chegar aqui e haver um monte de bonecos sem rosto. Não funciona, não é? Você por acaso lembra como chegou aqui?
 
Agora, vasculhando em sua memória, o emylista realmente não conseguia refazer seus passos antes do ponto em chegou à praça. Tudo anterior a este momento era um grande borrão. Aos poucos o cenário deles começou a rachar e desfazer revelando que atrás daquelas construções que os rodeavam havia apenas o vazio.
 

- Não se preocupe. Quando chegar a hora eu o convocarei e nós iremos ao lugar marcado. Até lá eu peço que aguarde. De fato, quando acordar eu recomendo que vá falar com seu pai a respeito da viagem, afinal ele vai precisar saber. Agora, sobre o meu chefe… como é que eu explico isso? Tem gente que acha um perigo alguém com a capacidade matar pessoas. Chama isso de assassino. Tem gente que teme os guerreiros habilidosos que conseguem matar dezenas de uma vez. Há também as monstruosidades capazes de obliterar uma cidade com centenas e existem ainda os verdadeiros terrores que ameaçam a existência de nações inteiras. Digamos que o meu mestre, pela influência e pelas pessoas que o servem, além de mim, está entre a terceira e a quarta categorias.

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Re: Ep. 1 - Kannon

Mensagem por Kannon em Dom Jun 11 2017, 00:43

- Para ser sincero eu não faço a menor ideia de como eu cheguei aqui... – dá uma pausa procurando uma explicação plausível, mas não encontra nada. – Você conseguiu me deixar sem palavras.

Para um pouco olha ao redor tentando reparar algum defeito ou falha na ilusão além do que já havia dito a ele. Realmente eu nem tinha reparado. Na verdade durante à noite, poucas pessoas daqui saem de suas casas por causa dos efeitos do Kalaidrin Negro, mas agora que falou realmente era muito estranho não ter ninguém.

- Realmente o mundo é muito grande mesmo... – continua olhando meio pasmo para tudo ao seu redor – pelo visto é realmente verdade, há muita gente e habilidades diferentes fora dos nossos limites como os anciões contam nas histórias. Essa habilidade é realmente incrível, se eu não estivesse nela eu com certeza não acreditaria que é possível.

- Nessa situação acho que vou poupar umas horas de caminhada em casa para uma saída do meu quarto até os aposentos do meu pai. – dando um pequeno sorriso. – mas acredito que ele não vai ficar nada feliz que a sua influência conseguiu ultrapassar as barreiras do forte dele. Acredito que a próxima mensagem seria mais eficiente por carta ou pessoalmente.


- Se o que diz sobre o seu chefe é realmente verdade, por que ainda o segue? Caso ele queira simplesmente que os segredos dele continue sendo segredo ele pode querer te matar. Acredito que as recompensas que você ganhe dele sejam muito boas para compensar o risco.

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Re: Ep. 1 - Kannon

Mensagem por Ali Alkahaz em Dom Jun 11 2017, 21:40

Em Cena: Kannon
 
Diante da constatação do jovem sobre a natureza onírica do ambiente em que estava inserido e da perplexidade que esse fato lhe causou, a vendedora se curvou com um sorriso no rosto e a mão direita no peito, fazendo menção de agradecer pelo elogio indireto a respeito da complexidade da ilusão. Sobre os poderes diferentes que as pessoas podiam ter mundo a fora, ela aproveitou para tecer um comentário:
 
- Está vendo como nem sempre os seus anciões têm resposta para tudo? Por isso, e você está doente ou… amaldiçoado, como é o seu caso, sempre é bom consultar uma “segunda opinião”.
 
Quanto à constatação da falha da barreira do pai do jovem Kannon, Ohnos não pode deixar de se auto elogiar, fazendo um escárnio bem-humorado das tentativas de defesa emylista, aliado à observação do guerreiro marcado sobre O Quarto:
 
- Barreiras, muros, portas, guardas… um dia as pessoas vão entender que essas coisas não funcionam comigo. Esse é um dos motivos pelos quais eu ainda obedeço ao meu chefe, o pagamento é sempre bom, o outro é que por mais poderoso que o golpe dele possa ser, para me matar ele tem que me acertar primeiro e modéstia à parte, eu sou uma pessoa dificílima de se coloca sob a mira de uma arma. Com o tempo você vai entender meu jovem. Agora que estamos acertados, peço que aguarde o meu chamado e que esteja pronto para viajarmos. Em breve esse sonho vai se desfazer e você vai acordar. Vai ter uma carta com um desenho do seu lado. Durma com ela na mão ou em um bolso qualquer da sua roupa e você vai poder falar comigo. Até a próxima…
 

A rimertista sorriu, o resto do cenário se desfez e por um segundo Kannon estava mergulhado em completa escuridão. Entretanto, isso durou apenas um segundo antes de ele estar de volta em seu quarto como se nada tivesse acontecido e como Ohnos havia falado, a carta estava lá. Tinha seu desenho, e sobre ele o desenho da Balança Emylista, mas por um momento, vislumbrando a imagem, ela se transformou. Havia uma mulher com asas de morcego atrás dele passando os braços sobre os seus ombros e o símbolo do emylismo havia sido trocado pelo do marilismo, mas foi algo de frações de segundo, talvez até uma peça que sua mente acabara de lhe pregar.

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Re: Ep. 1 - Kannon

Mensagem por Kannon em Qua Jun 21 2017, 21:50

Kannon se dá uns dois tapas bem fortes na cara para acordar, pois não gostou da peça que a sua mente lhe pregou.

Respirou bem fundo procurando se acalmar, quando sentiu que havia conseguido assimilar tudo que acabara de acontecer. Se levantou da sua cama, colocou uma roupa.

- Preciso conversar com meu pai sobre isso. Acabei esquecendo de perguntar se ela conhecia a fama de meu pai ou o conhecia pessoalmente. Terei que perguntar diretamente para ele agora.

Soltou um suspiro de desanimo.

- Meu pai a conhecendo ou não, acredito que ele de qualquer forma ficará bem chateado com a forma de alistamento de Ohnos. De qualquer forma o terei que contar tudo para ele. Não que eu precise de permissão, mas ele é a pessoa que mais confio para me dar conselhos. Mesmo quando eu era apenas uma criança ele sempre me tratou como se eu fosse um adulto, me levando para reuniões importantes e deixando que eu o observasse quando tomava decisões importantes e as vezes até me pedindo opinião. Quando ele discordava das minhas opiniões ele mostrava com clareza onde eu estava errando.

- Sei que ele fazia isso, pois tinha o desejo que eu um dia ocupasse o seu lugar. Mesmo eu sabendo que não posso realizar o sonho dele, o mínimo que posso fazer é contar tudo o que se passa.


Então ele pega o desenho e sai do seu quarto na direção dos aposentos de seu pai.

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Re: Ep. 1 - Kannon

Mensagem por Ali Alkahaz em Qui Jun 22 2017, 18:58

Em Cena: Kannon
 
O quarto do pai não estava muito longe dali. Andando pelo corredor por alguns metros, Kannon foi capaz de alcançar a porta do quarto de seu estimado pai. Como era de esperar, a porta não estava trancada, pois o homem, como bem ressaltou o emylista para Ohnos em seu sonho, confiava bastante em sua barreira, além do que, na condição de guerreiro experiente, seu sono era leve e seus reflexos eram rápidos, de modo que mesmo dormindo dificilmente alguém o pegaria de guarda baixa, mas diferente do esperado, o homem estava acordado e ao ouvir os passos se aproximando, falou de lá de dentro:
 
- Kannon, é você? Pode entrar, estou acordado. Se for o que estou pensando eu sei exatamente o assunto da conversa. Tive um sonho muito esquisito e envolvia você.
 
O homem abriu a porta e estava usando suas roupas de dormir usuais, mas sua cara mostrava um pouco de abatimento. Aparentemente ele tinha acabado de acordar assim como seu filho, embora a noite ainda estivesse a algumas horas de terminar. Ele olhou seu filho de cima a baixo e perguntou:
 

- Por um acaso isso tem alguma coisa a ver com uma mulher chamada Ohnos?

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Re: Ep. 1 - Kannon

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