Ep. 1 - Leben Shöpfer

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Ep. 1 - Leben Shöpfer

Mensagem por Ali Alkahaz em Ter Maio 09 2017, 22:04

- Não use formatação do texto com cores. Quando o personagem se expressar verbalmente, coloque o travessão. Caso queira expressar algum pensamento, coloque em itálico, sem o travessão; 

- Para criar o turno, é necessário o mínimo de 1.000 caracteres, com espaços;

- Revise a ortografia, a gramática e a coesão e coerência do texto. Lembrando que este é um projeto literário e que é importante termos isso como requisito, além de facilitar a edição. Apenas turnos que estejam dentro dessa proposta serão aceitos e respondidos;  

- Os turnos de "A Pluma de Aço" ocorrerão conforme, a cada quinze dias. A próxima semana será usada para revisar o meu turno e juntar a ação dos intérpretes ao que já foi colocado por mim, e também promover os personagens nas redes sociais para o lançamento do e-book no Whattpad.

Caso a estória do personagem não esteja fresca na memória, leia o tópico do perfil dele, localizado no fórum da sua ideologia. Eventuais adaptações no enredo serão sempre colocadas no complemento no final do meu post. 
 
Ainda vou conhecer o ritmo de resposta de vocês, então eu saberei com que frequência e em que ordem eu responderei, mas asseguro que será sempre assim que possível.
 
Estamos abrindo o E-book A Pluma de Aço. Espero que se divirta tanto quanto eu. Sem mais delongas, vamos ao jogo!
 
Leben Schöpfer
 
Uma proposta irrecusável
 
Era um dia anormalmente quente, embora uma brisa corresse lá fora, a clausura da oficina de Leben garantia a ele o clima mais abafado possível. Além disso o calor das forjas de seus inventos trazendo à luz peças que constituiriam mais inovações para a vida do povo de Bilim aumentavam ainda mais a temperatura deixando-a extremamente desagradável, para não dizer insuportável.
 
Sua concentração e paz logo seriam quebradas, pois a porta que ele tinha certeza de ter trancado depois de entrar, se abriu e uma mulher fez seu caminho até o inventor. Tinha sobre o ombro uma espécie de ave mecânica e seu braço direito era protético, composto de engrenagens, hastes, alavancas, soldas e parafusos, mas mexia-se como se fosse parte natural de seu corpo, tudo alimentado por algo que deveria ser a fonte de energia emitindo um brilho roxo sob um manto amarelo escuro que caía sobre as cotas e o ombro direito. Os óculos equipados com várias lentes de aumento, que no momento estavam suspensas, escondiam algumas cicatrizes nos olhos, símbolos ideológicos, lembravam os Olhos de Materyon e Marilis, mas faltavam alguns pedaços, como se tivessem sido “apagados”, de modo que uma pessoa menos atenta, olhando não perceberia os reais desenhos. O toque final vinha pelas roupas e acessórios, dois brincos enormes em forma de gota feitos de ouro, um vestido branco que cobria do pescoço até os pés, uma presilha em forma de S que prendia o cabelo loiro num coque e um bastão de metal que ela prontamente dobrou até transforma-lo num banquinho onde ela podia se sentar. Apoiou o queixo sobre a mão e pôs-se a admirar o trabalho do inventor, até que abriu a boca para falar depois de um minuto inteiro silente:
 
- Senhor Schöpfer. Eu venho em nome de um terceiro para lhe fazer uma proposta de trabalho magnânima! Vou organizar uma expedição para o Aurokron, o plano natal dos elfos do céu. Um continente em particular de onde flui kalaidrin como água em pontos específicos. Imagine como poderia aperfeiçoar seus golens e seus demais inventos infundindo-os com uma energia diferente! Além do mais há civilizações lá com tecnologias inimagináveis. Eu sei que o senhor é um homem recluso desde o que aconteceu, mas considere essa pequena dose de aventura para o bem do progresso! Além do mais pagarei uma boa quantia para que venha comigo, o que fará com que o senhor tenha mais orçamento para financiar seus futuros projetos. O que me diz?
 
A mulher estava animadíssima em sua voz, embora o corpo fizesse movimentos mínimos, muito provavelmente pelas limitações motoras que aquela roupa lhe impunha. Antes que Leben pudesse responder algo, porém, ela continuou:
 
- Não me apresentei, foi falta de educação de minha parte. Acho que me distraí com seu trabalho. O nome que me foi dado é Ohnos, muito prazer. Aliás, preciso esclarecer uma coisa. Preciso de sua expertise nessa missão porque irei recuperar um artefato muito antigo. Seus segredos, no entanto, são guardados por mecanismos muito complexos e gostaria que o senhor me ajudasse a revelar seus segredos, os quais eu estou disposta a compartilhar, é claro. E se me permite o comentário, o senhor se veste de maneira muito elegante.
 
A vestimenta a qual ela se referia era um sobretudo de gola assimétrica cheio de detalhes dourados na forma de engrenagens e babados, luvas, botas de cano curto, uma bengala com o castão em forma de T e uma cartola que não estava sobre sua cabeça no momento, mas posta sobre a mesa.
 
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
 
1 – O tempo em que este encontro ocorre é pouco depois da abertura do portal.
 

2 – As cicatrizes sobre os olhos de Ohnos estão realmente incompletas, de modo que o relevo das marcas tem “buracos” onde a pele está perfeita.

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Re: Ep. 1 - Leben Shöpfer

Mensagem por Leben Schöpfer em Seg Maio 15 2017, 19:28

O som produzido pelo choque do martelo contra as placas de metal ecoava pelo laboratório em ritmos bastante variados, quase como uma melodia. Através das mãos hábeis daquele homem, o que antes eram apenas estilhaços de minérios tornavam-se golpe após golpe uma bela e refinada placa metálica, lisa, lustrosa, com ondulações e acabamento dignos de um mestre. Embora para um incauto aquilo parecesse um mero trabalho de metalurgia, para Leben era o início de uma grande revolução, que deixaria marcas profundas não só em Bilim mas em todo o mundo.
 
Os olhos do homem acompanhavam atentamente o trabalho de suas mãos e, extremamente exigentes, obrigavam-no a prosseguir por horas a finco no laborioso processo que agora sugava toda a sua concentração. Ou ao menos é o que o alukan imaginara.
 
Entre uma martelada e outra, ouviu a porta de seu ateliê – gostava de se referir à sua oficina desta forma – se abriu. Com o instrumento ainda no ar, Leben lançou o olhar sobre os ombros, deparando-se com aquela inusitada, inesperada e até certo ponto indesejada visita ao seu local de trabalho, intimidade e reclusão. Embora ficasse sem reação em um primeiro momento, foi abaixando o martelo enquanto aquela estranha mulher, que Leben jamais vira na vida e que sequer se apresentara, começou a falar longamente sobre seus planos, seus objetivos e, mais surpreendente ainda, sobre a participação que Leben teria em toda aquela situação.
 
Quando finalmente saíra do estado inicial de surpresa, ameaçara iniciar algum tipo de resposta – pois sequer sabia por onde começar -, porém antes que tivesse terminado de inspirar o ar que se transformaria em palavras sua interlocutora prosseguia em seu monólogo. Leben virou-se em seu banco para que pudesse encarar aquela mulher de frente e, ao fazê-lo, deixava à vista uma silhueta humana sentada no banco até então ofuscado pelo corpo do cientista. Tal silhueta, contudo, não era necessariamente de uma pessoa, mas sim de um simulacro, ou um fantoche, ou uma espécie de boneco, construído de madeira escura e envernizada, entremeada por placas metálicas, cujo tórax estava exposto e, no lugar dos órgãos, giravam e funcionavam diversas engrenagens dos mais diversos tamanhos e formas, como um grande relógio.
 
Mesmo depois que a mulher havia terminado de disparar contra Leben uma proposta no mínimo irreverente, o alukan manteve-se em silêncio. A pergunta que passava por sua cabeça era uma só: ”Como esta pessoa sabe o teor de meu trabalho?”. Era curioso. Era improvável. Era, acima de tudo, muito suspeito. Instintivamente, sua mão se fechava com mais força ao redor do martelo. O olhar do alukan era bastante profundo e inquisitivo, analisando aquela pessoa como se fosse um problema matemático ainda sem resposta. Analisava com bastante cautela os símbolos que ela carregava em sua face, buscando intuir o que ela queria mostrar ao mundo.
 
Com a expressão repleta de seriedade e um misto de preocupação e curiosidade, medindo milimetricamente as palavras que deveria usar, Leben finalmente quebrou o silêncio. Não estava gostando nada daquela situação. Se Ohnos conhecesse de fato a pesquisa de Leben e, mais ainda, suas reais motivações, havia escolhido a pior forma possível de aborda-lo.
 
- É uma pessoa bastante direta, senhorita Ohnos. O que me permite retribuir da mesma forma – disse enquanto se levantava lentamente, mantendo o martelo em sua mão – O que exatamente você acredita conhecer acerca de minhas pesquisas?

Não sabia quem era aquela pessoa e quais seriam suas reais intenções, porém sua pesquisa precisava ser preservada a qualquer custo. Jamais se perdoaria se alguém o atrapalhasse.

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Re: Ep. 1 - Leben Shöpfer

Mensagem por Ali Alkahaz em Qua Maio 17 2017, 16:42

Em Cena: Leben Schöpfer
 
Aquela era uma resistência que a mulher já estava esperando. Não gostava de fazer rodeios, isso ela havia deixado bem claro, mas vez por outra, seu método não funcionava e ela tinha que lidar com esse tipo de desconfiança. Não seria nem a primeira nem a última vez que aquilo aconteceria. Disposta a responder as perguntas, Ohnos levantou, desdobrou seu bastão até que parece com um novamente e pôs-se a responder às perguntas daquele desconfiado estudioso:
 
- Falando de descrente para descrente, eu não acredito em nada. Apenas divido as coisas entre os fatos que conheço e os que desconheço. Mas falando sobre a sua pesquisa, eu sei que o senhor é capaz de construir verdadeiras maravilhas. Corpos humanoides feitos de metal, com a capacidade de se mexer sozinhos e não só isso, de obedecer a ordens. Tudo isso movido a energia cynblarkina.
 
A medida em que ia falando suas considerações iniciais, a mulher ia observando o corpo em formação dentro da oficina e tecendo mais comentários a respeito do que via com bastante interesse e curiosidade:
 
- Praticamente ferramentas de trabalho ambulantes que podem ser feitas sob medida. Desenhos mais agressivos e versáteis para golens guerreiros, materiais e carcaças resistentes para os que trabalham no fundo do mar sob grandes pressões, latarias mais suaves para os que tratam direto com seres inteligentes. As possibilidades são ilimitadas. E se me permite o comentário, isso poderia mudar paradigmas no mundo inteiro. Fazendeiros que nunca param de arar a terra, aumentando a produtividade dos campos e a quantidade de comida. Mineradores que não morrem por inalação do pó dos minérios. Guerreiros que podem marchar por semanas sem parar para descansar, comer ou dormir. Poderia gerar um desemprego em massa desastroso, mas em compensação o aumento nas produtividades e diminuição de custos em todos os setores da economia seriam astronômicos. É um poder muito grande nas mãos, não acha?
 

Agora a mulher estava frente a frente com Leben, analisando-o em cada aspecto, olhando tudo bem de perto e lançando mão até das lentes de aumento em seus óculos para tal.

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Re: Ep. 1 - Leben Shöpfer

Mensagem por Leben Schöpfer em Seg Maio 22 2017, 17:19

Por melhor que Leben tentasse esconder sua surpresa, seus olhos e seus lábios o traíram. Ouviu desconcertado a longa explanação de Ohnos acerca de suas pesquisas e de seus inventos, e instintivamente sua mão apertava com mais e mais força o cabo do martelo. Conforme a mulher ia falando, Leben circulava pela sala, mantendo o olhar fixado nela. Caminhou até que chegasse à porta da oficina, momento em que desviou o olhar para a fechadura. O martelo em sua mão sofreu uma rápida mutação, transformando-se em uma chave de metal pesada e bastante intricada, que Leben inseriu na fechadura trancando e destrancando em seguida.
 
- Tudo em sua visita reveste-se de surpresa e mistério, senhorita Ohnos. – disse em um tom ameno, finalmente quebrando o silêncio. – A começar pelo fato de ter conseguido entrar em meu ateliê. Sabe que eu mesmo desenvolvi esta fechadura? E no entanto ela se abriu para você.
 
Fechou a porta atrás de si, e ao girar a chave ouviu-se o pesado som de trancas e engrenagens trabalhando para mantê-la hermeticamente selada.
 
- Mais surpreendente ainda é o fato de conhecer tanto assim um trabalho que tenho feito sozinho, trancado nesta mesma sala, isolado de tudo e de todos. Ninguém além de mim conhece a real natureza de meu trabalho – ou ao menos é o que eu pensava. A apresentação deste invento ocorrerá apenas nos próximos meses.
 
Quando parava para pensar, as similitudes entre eles eram muito grandes. Assim como Leben, ela possuía um instrumento alquímico mutável, e um conjunto de lentes que, aparentemente, permitiam a análise de espectros de energia. Tudo aquilo era muito estranho.
 
- Entenda minha desconfiança, senhorita Ohnos. – sentou-se em uma cadeira, no mesmo momento em que a chave metálica alongava-se e tornava-se uma bengala, na qual Leben agora apoiava suas mãos. – Uma pessoa completamente desconhecida invade meu ateliê, demonstrando conhecer boa parte de minhas pesquisas mais secretas, e em nome de outra pessoa cuja real natureza e índole também me são alienígenas, insiste na minha presença em uma suposta aventura em um plano de existência paralelo a este, oferecendo-me dinheiro em troca de minha segurança e, quem sabe, de minha própria vida.
 
Ele fazia questão de resumir toda a situação da forma mais absurda possível, tentando jogar com o senso de prudência daquela bizarra figura.
 
- Tua oferta de riquezas não me é atrativo, já que muito em breve terei os cofres do Reino à minha disposição para desenvolver e manter esta pesquisa. Nem tampouco me soa atraente a ideia de deixar meu trabalho para aventurar-me em tão fantástica região, se é que existe, se é que de fato me proporcionaria o ganho intelectual que afirma existir.
 
A expressão do homem ia se tornando cada vez mais severa.
 
- O que faço aqui, sozinho, diz respeito à segurança de Bilim, senhorita Ohnos. Minha pesquisa é altamente sigilosa. Neste momento, o fato de que mais alguém além de mim sabe o que está sendo construído aqui representa uma grave questão e segurança nacional, pois certamente há espiões infiltrados neste Reino, a serviço de seu empregador talvez.
 
Se Ohnos tivesse os meios de perceber alterações nos fluxos de energia, veria que uma grande quantidade de energia metonyana e cynblarkina circulava agora pelo local, tendo como foco o alukan à sua frente. Em sua retina direita, discos concêntricos de energia azul clara se formavam, girando como engrenagens de um relógio. Pontos luminosos se acendiam ao redor da sala, sempre em pares, revelando os corpos ainda em construção de diversos golems, presos às paredes ou em pedestais. Ele claramente não estava para brincadeira.
 

- Esta é uma situação extremamente delicada, senhorita Ohnos. E eu preciso que seja sincera e cuidadosa com suas próximas palavras. Como exatamente veio a ter conhecimento de meus trabalhos, e o que efetivamente espera de mim, abordando-me desta maneira?

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Re: Ep. 1 - Leben Shöpfer

Mensagem por Ali Alkahaz em Ter Maio 23 2017, 01:26

Em Cena: Leben Schöpfer
 
Conforme o homem andava por seu local de trabalho, indo checar a fechadura, Ohnos acompanhava-o de maneira mecânica, quase como um girassol segue a luz do Astro Rei. Quando enfim ele parou para aborda-la de maneira mais direta, ela parou para ouvir, deixando clara em sua expressão de seriedade, que estava interessada no que era dito, mas essa mesma seriedade se desfez, dando lugar a certo ar de riso quando o mombranista terminou de falar:
 
- É verdade. Minha apresentação foi bastante heterodoxa, eu não tiro a sua razão, mas tente entender o meu lado. O meu trabalho as vezes é tão monótono… eu me sinto uma pessoa tão sem graça… é bom se sentir “envolta em surpresa e mistério” de vez em quando. Faz bem para a autoestima.
 
Nesse momento a visitante se permitiu até a dar uma breve risada, mas logo conteve-se para não parecer escarnecer do homem que já estava tão desconfiado e porque não dizer, irritado.
 
- Não se preocupe com a fechadura. De fato, ela deve ser tão engenhosa quanto o senhor diz que é, mas infelizmente ela não poderia me impedir mesmo se o senhor quisesse. Permita-me explicar e demonstrar como eu entrei aqui.
 
Dito isso, Ohnos inclinou-se para trás, pegou seu bastão, suspendeu-o sobre a barriga e deixou que caísse sobre ela. Diante dos olhos de Leben ele veria o objeto atravessa-la, mas não a perfurava, apenas passava por seu corpo como se ele não estivesse ali e ela fosse apenas uma miragem, pois além de ter sido “trespassada”, quando a ponta do bastão tocou o chão, ele tombou para o lado, ainda deslizando pela barriga de sua portadora. Feito isso, a mulher recolheu-o do chão e explicou:
 
- É uma habilidade com a qual nasci. Intangibilidade. Curioso, não? Pois bem. Dessa forma eu consegui olhar literalmente dentro da sua fechadura, entender como tudo funcionava e operá-la por dentro com os dedos, já que, como o senhor viu, espaços mínimos não são um problema operacional para mim. E por favor não fique frustrado, o senhor não saía daqui para praticamente nada, só consegui apanha-lo aqui, por isso passei a última semana e meia tentando entender o funcionamento dessa fechadura. Eu sei que isso só torna a minha pessoa ainda mais esquisita, mas olhe pelo lado bom, ao menos estou sendo sincera, como o senhor pediu.
 
Quando terminou a frase, parecia estar cansada de ficar de pé, por isso outra vez montou seu banco dobrável e repousou o corpo sobre ele, para só então dar prosseguimento às explicações exigidas:
 
- Senhor Schöpfer… eu sei que a humildade só cabe aos medíocres, mas acho que o senhor também não precisa ser presunçoso ao ponto de achar que é a única mente brilhante com a capacidade de conceber tal feito. Eu sou prova viva disso – disse estendendo o braço protético para que sua ave mecanizada pousasse sobre ele – entendi do que se tratava no instante em que vi, mas mesmo que não fizesse ideia do que pudesse ser, tenho que fazer outra confissão. Sua mente me conta tudo, é outro dom o qual nasci, mas esse simplesmente não posso evitar. Não é como se eu pudesse não ler a mente das pessoas. Quando estou em multidões, então, é insuportável. Aquelas centenas de vozes na minha cabeça falando sem parar… Mas não se preocupe, seu trabalho não me interessa em absoluto, não da maneira que eu sei que o senhor está imaginando. O que me interessa de fato, como eu mesma já disse é sua habilidade com mecanismo. Eu sei que já demonstrações que não sou leiga no assunto, mas nem de perto sou engenhosa para conceber mecanismos tão complexos e o gnomo que me deu este braço novo não está mais entre nós, infelizmente. Teria recorrido a ele se pudesse.
 
As luzes se acendendo indicava problema. Eram vários os golens com os quais ela teria que lidar se aquilo fosse adiante, mas em nenhum instante sequer, ela chegou a demonstrar preocupação com aquilo. Apenas olhava ao redor acompanhando as ativações.
 
- O senhor é um homem de muitas hipóteses. Suposto, se é que existe, possível, provável. Devem ser expressões que o senhor usa com frequência. Deixe que eu lhe dê uma probabilidade então. Bilim e os seus preciosos cofres públicos podem não existir mais se o senhor não vier comigo. Não, isso não é uma ameaça e não, não serei eu o arauto da destruição. Entenda, o artefato que estou indo recuperar é uma arma milenar. Uma relíquia perdida no passado que pode dar fim à Materja. Por que Bilim pode ser riscada do mapa? Porque se meu chefe resolver usá-la, uma vez que ele a recupere do Aurokron, você não vai ter o conhecimento necessário para defender sua amada terra, pois não quis me ajudar e por isso não ficou sabendo de nada. Quer passar por isso tudo de novo? Esse sentimento de perda e impotência? Eu acho que não…
 
O tom de voz agora tinha uma gota de féu e crueldade adicionada cuidadosamente em cada palavra daquela mulher. A hostilidade que Leben mostrava com atos, ela devolvia com palavras de uma maneira que talvez doesse muito mais.
 

- Você é a primeira de muitas opções para o cargo, mas meu chefe fez questão que o “fabricante de golens” fosse o escolhido. Por que? Pergunte para ele, eu não sei. Ele está envolvido em suas guerras particulares e quer a arma para evitar que seja atacado. Será um artefato de intimidação do qual você também poderá compartilhar… em parte, se quiser ajudar. Assim você tornará Bilim uma nação imbatível e poderá cumprir sua missão a contento.  

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Re: Ep. 1 - Leben Shöpfer

Mensagem por Leben Schöpfer em Qua Maio 24 2017, 16:17

As revelações de Ohnos causavam em Leben uma grande mistura de sentimentos, que ele tentava controlar o melhor que pudesse, embora presumisse que aquela mulher saberia exatamente o que ele pensava, se suas afirmações fossem de fato realidade. A mente pragmática do alukan não se permitia a qualquer tipo de crença, portanto a informação de que ela conseguiria ler sua mente ainda era um tanto quanto fantasiosa. Quanto à intangibilidade, de fato tudo indicava que ela era realmente capaz daquela façanha, contudo... Ohnos poderia sequer estar ali presencialmente. Se ela de fato tivesse meios de afetar sua mente, tudo aquilo poderia ser uma mera ilusão. Em todo caso, para assegurar sua privacidade e a integridade dos segredos de Bilim, Leben pôs sua mente genial para trabalhar com o máximo de capacidade, e era isto que o diferenciava da maior parte das pessoas. Ao mesmo tempo em que processava as informações trazidas por aquela mulher, enchia sua mente de cálculos matemáticos, fórmulas físicas e uma quantidade sobre-humana de informações desconexas e confusas; mais do que isso, suas ideias começaram a ser formuladas em códigos bastante complexos, com a clara intenção de dificultar ou até mesmo impedir que a habilidade de Ohnos funcionasse corretamente. Mesmo que ela quisesse invadir seus pensamentos, teria dificuldades em interpretar o que estava lendo.
 
Acreditando ter se protegido o máximo que poderia daquele ataque sutil, Leben pôs-se a analisar tudo o que chegava aos seus ouvidos. O alukan acreditava que quem quer que tivesse escolhido Ohnos para reunir as pessoas necessárias àquela empreitada não havia feito uma escolha acertada – ou havia orientado muito mal sua assecla. Tudo naquela abordagem soava ameaçador, desde a invasão de seu laboratório à invasão de seus próprios pensamentos. Como em sã consciência aquela mulher esperava que alguém se sentiria confortável com abordagem tão agressiva?
 
Seria possível que ela não percebesse os absurdos e contradições em seu próprio discurso? Inicialmente, dissera que a missão objetivava recuperar um artefato que poria fim à materja – o que seria, em princípio, uma causa extremamente nobre. Contudo, agora afirmava que tal artefato seria na verdade uma arma. A proposta, na prática, era que Leben arriscasse a própria vida e a segurança de um número indeterminado de pessoas e criaturas para que o empregador de Ohnos tivesse em suas mãos uma arma tão destrutiva que seria capaz de “riscar do mapa” um reino inteiro! E para isto, bastava que o possuidor daquele artefato decidisse utilizá-lo. Não era, portanto, de maneira alguma um instrumento capaz de pôr fim à materja, mas sim um instrumento de opressão e controle. O que garantia que, mesmo participando desta missão, Leben poderia estudar o artefato e aprender meios de se proteger dele? Tudo indicava que ele seria apenas usado para conseguir a arma e depois descartado. Era um risco enorme, que ele não poderia correr.
 
Contudo, ao mesmo tempo em que chegava a tais conclusões, não conseguia deixar de pensar que agora que conhecia os reais planos daquela pessoa misteriosa, deveria fazer tudo que estivesse ao seu alcance para impedir que tal arma fosse utilizada – nem pelo misterioso ser que buscava seus serviços, nem por mais ninguém. Caso decidisse seguir por este caminho, corria o sério risco de ser morto caso fosse descoberto, porém o que significava sua vida diante de tantos outros bilimenses, que já sofreram tanto na catástrofe de Lisa e poderiam sofrer ainda mais? Era um dilema moral de proporções hercúleas, que causavam grave constrangimento ao homem.
 
O alukan então soltou um longo e pesado suspiro, fechando os olhos e balançando a cabeça. Ponderava inúmeras hipóteses e variáveis, sem conseguir em nenhuma delas encontrar um motivo para que ele abandonasse seus afazeres para ajudar um tirano a subjugar os povos deste e talvez de outros mundos. As palavras de Leben perdiam agora o tom diplomático e demonstravam a seriedade com que ele encarava aquela situação.
 
- Entendo, senhorita Ohnos... Da forma como coloca os fatos, creio que minha participação nesta empreitada seja de fato imprescindível. Se de fato terei a oportunidade de obter conhecimentos que me permitirão oferecer uma vida melhor a meus pares e se poderei protege-los de uma ameaça ainda maior do que podem imaginar, devo dizer que estou inclinado a aceitar seu convite. Não posso permitir que Bilim corra o risco de ser destruída.
 
Olhava-a diretamente nos olhos, e aos poucos as atividades dos golems ao redor deles ia cessando. O clima tornava-se menos agressivo entre os dois, ao menos por parte de Leben, que já se conformava com o fato de que seu protejo deveria ser atrasado em prol de um bem maior.
 

- Contudo, antes de dar minha palavra final, eu gostaria de fazer-lhe um pedido. Esta ave metálica que a acompanha... suponho que seja um golem criado pelo mesmo gnomo que lhe presenteou com a prótese que hoje substitui seu braço. Permitiria que eu estudasse este invento por alguns minutos?

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Re: Ep. 1 - Leben Shöpfer

Mensagem por Ali Alkahaz em Qua Maio 31 2017, 21:09

Em Cena: Leben Schöpfer
 
Não foi uma palavra que respondeu ao pedido, mas sim um gesto simples. Foi um movimento com o braço, um aceno breve que indicou para o golem voador que saísse do braço de sua dona para perto do inventor, atendendo assim o seu pedido e satisfazendo a sua curiosidade.
 
Olhando com calma, Leben perceberia que a ave era feita de ferro ordinário. Pelo menos quanto aos materiais não havia nada demais a se observar. O mesmo podia-se dizer dos componentes. As asas não podiam ser flexibilizadas como as de um pássaro de carne e osso, na verdade eram peças únicas de metal com uma articulação na ponta que estavam ligadas a hastes que por sua vez estavam ligadas a engrenagens movidas ao núcleo de energia; uma pedra azulada que pelo que ele conseguia ver com seus poderes denins, era Cynblarkin puro cristalizado. Era esse mesmo cristal que gerava energia para mover as hastes que operavam as articulações das patas, garras e cabeça, pois a boca não abria. O agarrar das garras eram um sistema único de modo que os “dedos” não se moviam independentemente. Diferente das pernas que eram tão articuladas quanto as do animal de verdade, os dedos executavam um movimento simples de abre e fecha. Quanto ao pescoço do animal artificial, tratava-se de uma esfera de ferro maciça que ficava entre a cabeça e o tronco permitindo uma movimentação bem mais livre até do que a ave normalmente seria capaz; algo como um giro completo, por exemplo. Tronco, “pescoço” e cabeça estavam unidos pelo que parecia ser um magnetismo de intensidade moderada.
 
Tanto o formato do tronco, quanto à cabeça, as asas e a cauda tinha um desenho que tentava ao máximo otimizar a aerodinâmica e consequente velocidade de voo.
 
Depois dessa análise de primeira instância, Ohnos, que acompanhava o raciocínio do mombranista comentou de onde estava:
 

- Então, o senhor tem alguma dúvida quanto à construção do golem?

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Re: Ep. 1 - Leben Shöpfer

Mensagem por Leben Schöpfer em Seg Jun 05 2017, 11:18

Leben abaixou os óculos sobre seus olhos e começou a alternar entre as suas variadas lentes por meio do mecanismo lateral, a fim de compreender perfeitamente os fluxos de energia presentes naquele invento. Diferentemente do que esperava, após as explicações de Ohnos, não identificou energia kalaidrina em seu sistema, mas tão somente energia cynblarkina. Era, portanto, um sistema de funcionamento bastante semelhante ao que utilizava. Havia uma diferença bem grande no núcleo: enquanto aquela ave funcionava a partir de uma gema formada de cynblarkin puro, os seus golens possuíam um mecanismo um pouco mais complexo para obter aquela mesma finalidade – e assim o era por um motivo.
 
Logo em seguida o alukan fez menção de tocar no invento, a fim de estudar seus aspectos mecânicos. Era um trabalho realmente impressionante. Pela simples análise daquela estrutura ele já conseguia extrair ideias e inspiração para talvez aprimorar as suas próprias criações.
 
Havia mais uma coisa que Leben desejava descobrir ao tocar aquele golem. Em seus estudos sobre aquela estranha energia, Leben conseguiu identificar uma espécie de memória escondida na parte mais sutil do cynblarkin. Não sabia explicar como ou porque este efeito existia, mas o fato é que a energia cynblarkina parecia existir não apenas no presente, mas também no passado e no futuro - ao mesmo tempo. Ela fluía não apenas de uma criatura para outra, mas também através do tempo. Era composta de resquícios de energia que um dia existiram em determinado local e, imaginava, viriam a existir em algum momento. Talvez fosse esta propriedade que permitia aos oráculos ter visões proféticas sobre eventos futuros, fato este narrado em tantos livros e no folclore. Embora não fosse dado a crenças irracionais, Leben tratava isto como um fato, posto que ele próprio era capaz de tocar, mesmo que de forma bastante primária, nesta suposta eternidade do cynblarkin.
 
Sua própria energia invadia o golem, através de seus dedos, propagando-se por aquela diminuta estrutura. Ele buscava algo ali. Uma imagem, um som, um vislumbre, qualquer elemento que pudesse ajudá-lo a compreender melhor quem eram as pessoas por trás de tudo aquilo. Não via mais espaço para perguntas. Torcia para que, em tamanha abundância de energia, pudesse ter acesso ao que Ohnos jamais contaria.
 
 
 
OFF:
 
Leben quer tentar usar esta técnica para tentar obter mais informações sobre o Golem, e se possível sobre o chefe de Ohnos (que talvez o golem tenha presenciado quando estava na companhia de Ohnos)
 
Psicometria (nível 1) (cynblarkina) (6 pontos)
A energia cynblarkina de Leben, ao entrar em contato com resquícios dessa mesma energia contida em objetos de grande importância, permite ao alukan vislumbrar impressões sensoriais guardadas nesse objeto. Assim, ao tocar um objeto que tenha presenciado um evento de grande importância, Leben recupera tais memórias e as vivencia como se fossem realidade.
-> Sistema: O jogador precisa estar tocando um objeto para que a técnica tenha efeito. Pela duração da técnica, imagens, sons, cheiros, gostos e até mesmo toques podem ser recuperados, permitindo descobrir a história daquele item, informações sobre seus antigos donos e demais informações que o narrador considere relevantes. A técnica pode ser ativada de forma passiva caso o jogador segure um objeto de extrema importância, situação em que será drenada a metade do custo e pontos de den.
A dificuldade para usar a técnica ativamente é dada pelo narrador e precisa ser superada por uma rolagem de 1D10 + ataque cynblarkino. Quando a técnica é ativada passivamente não é necessário fazer teste.

->Custo: 30 pontos de dens para usar ativamente, 15 pontos de dens caso a técnica seja ativada contra a vontade do jogador.

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Re: Ep. 1 - Leben Shöpfer

Mensagem por Ali Alkahaz em Dom Jun 11 2017, 19:12

Em Cena: Leben Schöpfer
 
Embora Leben tivesse acesso a mais informações que a pessoa na sua frente não estaria disposta a contar, talvez as sensações que ele viria a experimentar não fossem das mais agradáveis. De fato, a quantidade de energia ali era grande e bruta o suficiente para lhe proporcionar um vislumbre bastante nítido das energias armazenadas no cristal do pequeno golem.
 
A realidade ao seu redor sofreu um abalo rápido e antes que pudesse perceber, o mombranista não estava mais em seu laboratório, mas em uma espécie de vilarejo. As casas eram simples, feitas de madeira e com telhado de palha. Era noite e o fogo consumia uma casa aqui e outra ali. Ao seu redor havia corpos e mais corpos de elfos celestes, entre civis e soldados. Havia bandeiras teryonistas e marilistas fincadas ou jogadas no chão, rasgadas, pisoteadas, queimadas, sujas de sangue. Era uma noite sem luar e caía sobre sua cabeça uma tímida chuva.
 
Passando à sua frente havia uma criatura humanoide e encapuzada com o corpo coberto por um manto roxo. Andava por entre os corpos como se eles não estivessem ali, a naturalidade era aterradora. Em uma de suas mãos havia uma adaga que gotejava sangue, na outra, um cajado tão grande quanto seu portador e no topo daquele cajado estava ela, a mesma pedra de cynblarkin em que o cientista aplicava sua psicometria.
 
Uma jovem elfa, já sem uma das asas, numa atitude desesperada, achou que conseguiria correr com seu bebê envolto em panos, ir para a segurança, longe daquele morticínio, mas foi em vão. Ao menor sinal de movimento, a criatura incógnita apontou seu cajado, dele saiu uma mão enorme feita do que parecia ser cynblarkin. O membro flutuante perseguiu seu alvo velozmente e logo em seguida Leben estaria ouvindo os gritos estridentes de agonia de mãe e filho até que vieram os sons de ossos quebrados e fluidos sendo espremidos para fora da carne.
 
Outro breve abalo na realidade e o denin fora quase arremessado de volta ao seu local de trabalho. Tudo estava como antes, mas Ohnos agora estava há alguns centímetros de distância estalando os dedos bem na frente do seu rosto. Ao perceber que havia retornado, a moça falou:
 
- Bem-vindo de volta. Eu não sei o que você fez, mas deu uma boa “analisada” no golem agora, não foi? Por isso dizem que a curiosidade matou o gato.
 

O tom era bastante inquisitório, como o de uma mãe que pega o filho em apuros por fazer uma travessura da qual já fora advertido anteriormente para não fazer. 

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Re: Ep. 1 - Leben Shöpfer

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