Capitulo 2 - Naaskajgor

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Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Iscalis Quo em Ter Maio 09 2017, 23:10

Consideraçoes off: Ola Roberto, iniciamos aqui os jogos do nosso e-book. O tempo para a resposta do post é de até 7 dias. Qualquer duvida é so perguntar.

Capitulo 2 - Naaskajgor


Fogo. Um elemento indomavel, voraz, mas essencial. Conte-lo garante luz e calor, protegendo do frio e da escuridão. Mas basta um pequeno descuido para que se espalhe e consome tudo o que estiver ao alcance. Nas profundezas da terra ele rasteja sorrateiro, esperando uma oportunidade de escapar e devorar a superficie. Quando o céu despeja sua furia crua na floresta, é ele que surge para continuar a destruição. A pequena fogueira é um alivio para os viajantes cansados e famintos, a comida quente alegra o espirito. Mas um pequenos desleixo e o capim vira condutor para se crescimento, e aqueles que agradeciam agora berram com seu toque. Até o sol parece ser dominado por esse elemento, e algumas vezes, ate mesmo a agua. 

Naquele dia fatidico Naala surgiu no mundo, sem gestação ou choro. Apenas apareceu, simples assim. A primeira coisa que sentiu foi a luz ao abrir os olhos, e o calor que vinha de si. Ao seu elfo criador Ragnar chamou de pai e dele aprendeu sobre o mundo como uma criança, o que tecnicamente era mesmo. Muita coisa ele demonstrava enorme empolgação, em outras discordava silenciosamente, como quando Ragnar lhe explicou sobre as ideologias e definiu que o emylismo era correta. Não parecia assim para o fada. De maneira peculiar, ele tinha ate mesmo irmãos. Mas a empolgação inicial logo demonstrava uma diferença abismal. As outras fadas não pareciam ter o mesmo nivel intelectual de Naala, eram mais como pequenos animais ou crianças eternamente subdesenvolvidas.

A região do Lago da Dadiva Kalaidrina era seu lar, mas dali partiria em breve junto a seu pai para concluir junto a ele sua grande missão. Infelizmente outras forças tinham planos diferentes para os eles. No dia do ataque dos marilistas, Naala e Ragnar se viram encarando um numero enorme de inimigos. Por sorte o exercito de fadas gerado pelo elfo do céu estava pronto para defende-los. Naala liderou as tropas de minusculos seres em um ataque inesperadamente feroz, que pegou de surpresa os agressores e limou um bom numero deles de cara. A batalha porem se seguiu ardua, com o fada tendo que utilizar de todo seu poder para vencer. Infelizmente isso não foi o suficiente para salvar seu pai. Quando percebeu, o maldito minotauro estava golpeando sem pena o corpo ja sem vida de Ragnar. Com uma satisfação medonha então comandou as tropas marilistas para recuarem. Haviam alcançado seu objetivo.

O fada enterrou seu pai a beira do lago, e usou sua espada como um monumento de sua coragem e sabedoria em vida. Agora a sua chama interior havia acendido com a ira, e os marilistas eram suas presas. Iniciou sua vingança nas pequenas aldeias proximas ao Fosso do Inferlis, as mais vulneraveis a ataques rapidos e mortais, deixando para trás apenas um rastro de cinzas. Vez ou outra interrogava um marilista em busca de pistas sobre o artefato do dragão, a missão de seu pai que agora tomava para si, mas ate ali não tinha tido nenhuma sorte.

O vilarejo de Nirgut queimava as suas costas com uma facilidade inacreditavel, levantando chamas que brilhavam como uma estrela na noite querendo alcançar o céu. A sua frente um habitante da cidade, caido ao chão a mercê de Naala.

- Me deixe em paz !!!

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Naala em Sex Maio 19 2017, 22:52

- Ah... O cheiro de marilistas queimando na noite...
Naala seguia sorridente por entre os restos carbonizados de construções e de corpos inimigos espalhados pelo que, até menos de 1 hora atrás, era uma aldeia.
Sua procura pelos malditos que mataram seu mestre ainda estava sem frutos, mas estava convencido de que se continuasse atacando indiscriminadamente os vilarejos e aldeias do fosso em algum momento eles apareceriam. Tudo bem que existia mais diversão nisso do que ele gostaria de admitir, mas... Quem liga?

- Me deixe em paz!!!
Naala observava aquela criatura desprezível com certa curiosidade. Ainda não sabia exatamente o porquê de ter poupado logo ele, mas isso não importava. O que importava eram as respostas que ele queria.
Sem fazer um som, o fada mexe o dedo indicador em círculos, fazendo uma espiral de chamas sair do meio da fogueira que era a vila e se aproximar deles. Um leve sorriso aparece nos lábios do feérico enquanto a espiral se aproxima do sobrevivente.
- Você vai falar o que eu quero. Se não falar, sua vida não terá um fim para que você encontre sua divindade corrupta.
O fada faz com que a espiral paire logo acima dos pés do serzinho repugnante abaixo dele.
- Vamos nos divertir.
O sorriso do fada torna-se maldoso.

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Iscalis Quo em Seg Maio 22 2017, 20:50

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Um padrão irregular que seguia nos dias após a morte de Ragnar, o elfo do céu a quem Naala devia tudo o que era. Certamente ele não tinha aprendido aquela violencia e impeto descontrolado com seu mestre calmo e calculista. Era algo em sua propria natureza, que sempre estava atrelada de uma maneira ou de outra ao elemento do fogo. O incendio tinha se espalhado rapido pela aldeia feita basicamente de madeira seca, auxiliada por panos e oleos, alem da mata baixa ao redor. Que providencial que estocassem tanta gordura de animais em cada casa ! Se era pra vender, apenas cozinhar ou fazer algum tipo de ritual agora não importava. Importava que era um otimo combustivel, bastando apenas um pequeno incentivo para pegar fogo. A aldeia agora parecia um farol na noite, e quem não via a luz alaranjada subir aos céus, pelo menos tinha a coluna de fumaça para suspeitar do que estava acontecendo. 

Não apenas as estruturas mas os habitantes tambem tinham sido pegos de surpresa pelo fogo repentino. Muitos ficaram presos em suas proprias casas sufocaram com a fumaça queimando-lhes os pulmões. Outros cercados pelas chamas por todos os lados assaram vivos em desespero. E aqueles que conseguiam fugir achando que tiveram sorte encontravam o azar nas mãos de Naala que aguardava ansioso por cada um deles. O calor infernal e a fumaça toxica seriam incomodas qualquer um, mas não aquele denin. Inspirar o fedor asfixiante dos materiais queimados e o cheiro nauseante de pessoas queimadas para ele parecia ser...inspirador. Infelizmente ate ali nenhum marilista tinha lhe dado a informação que queria sobre o assassino de seu mestre, o que tinha ate seu lado bom. Mais aldeias iam ser queimadas por isso. Uma hora ou outra iriam procurar o incendiario, e provavelmente alguem que sabia de algo.

O aldeão via aquele evento sobrenatural do fogo que rodeava sobre ele de maneira impossivel. Assustado, ainda que não admitisse, ele se arrastava para trás usando apenas a força dos braços. Sabia o que aquilo significava. Aquela minuscula fada era um denin. O domino do fogo e a crueldade contidas naquele ser apontavam para que ele fosse um emissario de Marilis. Mas contrariando todas a evidencias, a fala do pequenino desprezava o zhanrir inferior.

- Eu não sei o que é que você quer, seu vaga-lume dos Inferlis ! Espero que esteja se divertindo bastante mesmo teryonista nojento, porque Materyon vai cuspir na sua cara depois do que você fez. E ai Marilis será seu unico mestre !!!

Em um surto de coragem insana que so um marilista poderia ter, o homem grisalho de rugas profundas lançava seu desafio na esperança de que o fada se arrependesse consumido pela culpa ou fosse convertido pelos caminhos do malevolo, poupando-o do destino que se apresentava naquela espiral hipnotica e incandescente.

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Naala em Seg Maio 29 2017, 21:27

Graças às palavras de "coragem" ditas por aquele ser inferior, o feérico olhava agora com certo nojo e até mesmo como se tivesse sido insultado. Ele aproxima as chamas que estavam sob seu controle dos pés do indivíduo, seus minúsculos olhos refletindo as chamas.
- Agora você vai sofrer. Uma coisa é ser burro a ponto de seguir uma entidade que só lhe traz sofrimento, outra é me xingar, seu cabeça oca. Pra sua sorte, eu não sou um desses fanáticos de materyon. Eu sou totalmente livre.
Dito isso, ele começa a tortura. Ele faz o redemoinho de chamas subir lentamente da ponta dos pés até a altura da canela, um sorriso maléfico no rosto enquanto ele repete as mesmas perguntas de sempre.
- Onde está o grupo que atacou o lago da dádiva kalaidrina? Quem era aquele Minotauro que os liderava? O que você sabe sobre o artefato do dragão?
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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Iscalis Quo em Seg Jun 05 2017, 22:39

Considerações off: Eu vi esse momento ultron hein. "I have no strings on me"


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Não havia nenhuma forma de ajuda a vista. Sendo uma vila isolada, demoraria dias ate que alguém viesse saber o que aconteceu e ai providenciar algum socorro. Até la não restaria mais nada, apenas o esqueleto carbonizado das casas. E das pessoas. E a fada não parecia sentir nenhum ressentimento ou culpa sobre aquilo. Será que nascera desprovido dessas qualidades ?

Era difícil respirar o ar cheio de fumaça. O ambiente estava saturado de faíscas frágeis, como uma chuva que nunca caia. A pequena espiral parecia um mini-furacão, uma lingueta que se esticava do foco do incêndio ate diante de Naala. O homem continuava a recuar se arrastando no chão, agora apavorado por sua ideia não ter funcionado. A fada estava com ainda mais raiva ! Sem conseguir ser rápido o bastante, o fogo pegou seu pés e começou a queimar seus sapatos e calça, fazendo-o berrar

- Aaaaaaaaaaarggghhh ! Eu não sei ! NÃO SEI !!!

Batia as pernas no chão com mais força do que era sensato.Agora desesperado com uma dor crescente, o homem tinha perdido toda a coragem e ate mesmo a faculdade de um raciocinio completo. 

- NORTE ! NORTE !

Gritou, implorando para que aquilo parasse. Não queria ser imolado vivo como muitos dos outros aldeões. Ele não demonstrava, pois mostrar sensibilidade entre marilistas era considerado fraqueza, mas a agonia dos que queimavam na cidade perturbava sua mente. Que morressem todos se ele pudesse sair dali vivo. Naquele momento algo se moveu na mata escura próxima a Naala , balançando de maneira muito sutil as folhas altas. O homem olhou esperançoso de uma ajuda inesperada. Tateou no chão um galho. A fada teria que dar atenção a ele ou a mata, e qualquer que fosse a escolha seria surpreendido por um ataque no outro ponto.

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Naala em Seg Jun 12 2017, 22:51

[Off] Cara... O Naala sempre foi assim.... rsrsrsrsrs... Desde a criação dele tantos anos atrás... [\off]

Norte. FINALMENTE uma informação... Naala sentia um pouco de tristeza, no entanto, pois isso significava que sua diversão poderia chegar ao fim mais cedo... Ou pelo menos sua diversão com esses fracotes.
- Muito obrigado, cabeça oca... enquanto você queima um po...
Nesse momento o feérico percebe a movimentação estranha e reage por instinto. Como estava à uma distância relativamente curta do seu objeto de divertimento e as folhas mais altas estavam mais distantes, ele voa rapidamente para trás, de maneira diagonal, ficando a cerca de 5 metros de distância de ambos os objetos e assim podendo ficar de olho no que poderia acontecer. Ele acena com a mão esquerda para seu mini-exército comandando as outras fadas de maneira que elas verifiquem o perímetro, pra ter certeza de que qualquer que fosse o problema elas estariam prontas a atacar.
- Você ainda não me respondeu sobre o artefato, bunda mole. Você quer morrer rápido ou apenas sofrer bastante até eu enjoar de brincar com você?

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Iscalis Quo em Seg Jun 19 2017, 22:07

Considerações off: Estou considerando que o Naala esta longe do exercito de fadas nesse momento, que as poucas que sobreviveram ao embate com os marilistas ficaram no Lago da Dadiva, com exceção de uma. Para se defender do ataque jogue 1d20. A forma como for descrita a defesa poderá gerar bonus no dado

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A situação parecia ter se invertido de uma hora para outra, mas Naala usou sua vantagem aerea para se posicionar de uma melhor maneira. Mesmo assim sua vitima precisava agir naquele momento. Enquanto o torturador subia e se afastava, o velho aproveitou o momento no qual a pequena criatura se afastava cautelosamente, e arremessou o galho na direção dele 

Aldeão: - Quem vai morrer é você, sua barata falante !

O pedaço de madeira era um objeto mudano, longe de ser considerada uma arma propria, mas sua dureza lhe concedia uma ferramenta improvisada e desesperada. Neste caso o dano poderia ser realmente perigoso se acertasse, pois o corpo pequeno era muito mais vulneravel a qualquer golpe. Alem disso, ser atingido por um objeto "massivo" poderia faze-lo cair, momento no qual o aldeão esmagaria o denin com as mãos ou os pés sem qualquer hesitação. O velho marilista tinha uma pequena dose de coragem, e uma grande de desespero para tentar acertar uma alvo tão pequeno naquelas condições. Esperava que mesmo que não acertasse, o emboscador aproveitaria a brecha para finalizar a fada de alguma maneira engenhosa. A mata balançou naquele mesmo instante e dela surgiu...uma fada ! Era ligeiramente parecida com o proprio Naala, mas tinha feições mais longas, puxadas para os lados, como se alguem estivesse constantemente lhe puxando as bochechas. Seus olhos eram mais fechados e sua boca grande. O denin assistiria seu aliado chegar no momento chave, enganando o aldeão rabugento e ferido

Fada: - E aeee Naaala, qual é a boa ?

A aparecia era de um menino minusculo com asas, uma contraparte masculina e infantil do habitual corpo feminino dessa criaturas. Embora as fadas criadas pela tecnica do falecido Ragnar fossem muito primitivas, com a exceção marcante de Naala, por algum motivo este em particular tinha uma mentalidade mais sofisticada do que os outros. Ele era capaz de articular frases longas, demonstrar uma personalidade, e um bom nivel de raciocinio. Porem não levava nada a serio, perdia atenção rapidamente e não conectava bem duas partes de uma mesma informação. O mesmo demonstrou estar completamente alheio ao que estava acontecendo no momento que chegou.

Fada: - Ta se divertindo neee ! Eita, que isso ! Cuidado cara !

Dizia apontando para o velho como se não tivesse sido visto ainda, assustado demais com o que acontecia para tomar alguma atitude em defesa de seu irmão de raça. O velho, porem, olhou incredulo para aquela cena. Outra fada havia aparecido ! Marilis realmente queria levar a alma dela a todo custo, era a unica explicação que formava enquanto amaldiçoava a nova criaturinha


Última edição por Iscalis Quo em Ter Jun 20 2017, 09:25, editado 7 vez(es)

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Rolador de Dados em Seg Jun 19 2017, 22:07

O membro 'Iscalis Quo' realizou a seguinte ação: Lançar dado


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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Naala em Ter Jun 27 2017, 02:34

[Off] Rolagem do dado (que os deuses o ajudem)[/off]


Última edição por Naala em Ter Jun 27 2017, 02:37, editado 1 vez(es)

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Rolador de Dados em Ter Jun 27 2017, 02:34

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Naala em Ter Jun 27 2017, 02:56

[Off] Com essa rolagem, ferrou... Vai ter que ser uma ação digna de um mega escritor... [/off]

De uma certa maneira, Naala teve uma grande dose de sorte. Seu corpo diminuto e a distância ajudavam enormemente na maneira com que ele poderia se desviar daquela arma improvisada. Uma maior sorte, no entanto, tinha sido o fato de que das folhas havia saído um aliado, não um inimigo.
Ao ver o velho alcançar o galho e se preparar para arremessá -lo, o fada não pensou 2 vezes: voou na direção do outro feérico de maneira que este ficasse entre ele e o galho arremessado servindo como um escudo para Naala.

Fada: - Ta se divertindo neee ! Eita, que isso ! Cuidado cara !

Aquele ataque vindo do velho marilista tinha deixado Naala com mais raiva, fazendo com que seu brilho mudasse um pouco de tonalidade, tornando-se mais avermelhado. Agora era hora do fada se divertir de verdade.

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Iscalis Quo em Seg Jul 03 2017, 19:57



Capitulo 2 - Naaskajgor


Por mais incrível que pudesse parecer, mesmo no chão e sentindo dores devido a queimadura em seus pés, o arremesso desengonçado do aldeão conseguiu ser preciso. Naala distraiu-se por um momento, provavelmente com a atenção voltada para a coisa que saia do mato e com a certeza que um velho daquele jamais acertaria nem uma abobora diante dos olhos. Mas ao ver o perigo iminente usou o recém chegado, um irmão de raça, como escudo. 

Fada: -  UNF !

A pequena criatura foi acertada em cheio, empurrando inocuamente Naala enquanto caia no chão. Para uma criatura de tamanho humano, um galho poderia causar um dor momentânea ou um desmaio breve se atingisse a cabeça. Naquele caso, o dano foi bem maior. A fada parecia ter sido montada de maneira errada ali na terra. Algo estava torto de maneira não natural nela. Natural se tratando de uma criatura sobrenatural como aquela, no caso.

O velho não acreditava, mas a situação conseguiu ficar pior. Alem de não ter conseguido acertar o agressor, ele tinha atingido um ser igual a ele, que pela forma como se tratavam eram conhecidos. Com certeza isso deixaria o incendiario furioso. Ele se levantou as pressas, levantando terra para todo lado com os olhos esbugalhados de medo. A cada passo ele gemia com a dor nos pés, sem conseguir correr direito. Mas ficar parado ali era se tornar um alvo muito facil. Se movendo pelo menos existia alguma chance de que o denin dominador de fogo errasse a mira. 

Aldeão: - Me...deixe...em...paz !!!

A fada caida gemia ao chão, balbuciando enquanto tentava mover seu fragil corpo, sem sucesso. Ruivo, de pele avermelhada, era facil notar que a origem dele era compartilhada por Naala. Ambos tinham o fogo como o elemento principal de sua composição, embora fossem completamente fisicos como qualquer outro ser. Por isso era mais triste ve-lo coberto de cinzas da aldeia incendiada, uma ironia poetica.

Fada: - Eles...vieram...irmão...eles vieram...perguntaram...vieram...voce precisava saber...

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Naala em Ter Jul 04 2017, 00:25

[Off] Rolagem pra próxima ação. [/off]

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Rolador de Dados em Ter Jul 04 2017, 00:25

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Naala em Ter Jul 04 2017, 00:44

'Esse maldito! Velho! Marilista! Decrépito!'
Esse pensamento foi a primeira e por alguns segundos a única coisa que passou pela mente de Naala, enquanto ele via seu "irmão" jogado no chão em uma posição nada normal, mesmo pra eles. Seu brilho neste momento não exibia nenhum traço do roxo que lhe era natural, tornando-se completamente avermelhado agora.
Com um simples estalar de dedos, o pequeno ciclone de fogo que o feérico controlava é "arremessado" na direção do marilista, parando acima dele e se expandindo, transformando-se num círculo de chamas e deixando o mesmo encurralado.
- Você vai pagar por isso, seu imundo! Você vai sofrer tanto que vai rezar até pra Materyon pra se livrar de mim!

[Off] À partir daqui o post é no caso da armadilha ter sido bem sucedida, caso contrário eu edito depois. Espero que os redutores que esse cara esteja tomando sejam o suficiente pra facilitar a minha vida. Rsrsrsrsrs [\off]

- Calma, calma... Você vai me contar tudo... Aqui... Acho que isso pode te ajudar.... bebe....
Naala pega um frasco de dentro de sua bolsa com cuidado e leva até a boca do outro fada, dando a ele alguns goles do líquido. O denin sabia que a água do lago onde nascera servia para aumentar seus poderes de maneira quase exponencial, mas será que serviria também para recuperar uma criatura nascida graças à ele também?
... Eles vieram? Perguntaram? O que será que o outro ser queria dizer, afinal?

[Off] Embora no caso o Naala ainda não saiba, a água tem essa propriedade regenerativa quando se trata de fadas. Pelo menos de acordo com o que o Say mestrou antes. [\off]

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Iscalis Quo em Seg Jul 10 2017, 21:24

Capitulo 2 - Naaskajgor


O languido e instável tornado que rodopiava graças ao poder denin se moveu mais uma vez. De um foco próximo das chamas se projetou para o alto, se esticando enquanto subia em um arco. Ao descer a boca da espiral alargou, concentrando todo o material plasmático em um halo, que caiu ao redor do aldeão fugitivo. Parando de supetão, o velho desequilibrou e caiu para trás, pondo os cabelos em chamas. Ele bateu na própria cabeça com tapas e mais tapas, sem conseguir apagar o fogo. Em um lapso de reflexão jogou punhados e punhados de terra, que conseguiram resolver. Mas ele estava ali preso no circulo de fogo, cada vez mais desesperado com aquela situação. No lugar de bravejos, tudo que saia da boca dele agora eram gemidos de dor e palavras desconexas, respirações ofegantes e preces a Marilis.

O tronco da pequena fada parecia um bumerangue, uma referencia nada agradável ao se presenciar aquilo. O braço direito dobrava-se três vezes, como se possuísse mais de um cotovelo, o que obviamente não era o caso. Uma das asas estava dobrada como um papel, a fina película danificada. A outra caída, solta do corpo a poucos meio metro dali. As chances dele sobreviver não eram as melhores, ate que Naala derramou em sua boca o liquido que carregava no frasco. Aquela era a água do Lago da Dadiva Kalaidrina, um lugar mistico onde o pai de Naala dera vida acidentalmente a ele. Como se tomado por uma força desconhecida a coluna da fada estalou como um galho seco ao voltar a posição original, assim como o braço que foi voltando a lugar dobra por dobra. Cada um desses eventos foi regado ao gritos de dor profunda na voz de uma criança. Tremendo ele foi se levantando, se dando conta a cada momento que estava milagrosamente recuperado

Fada: - Arf, arf, arf....cacilda, meu camarada ! Parece que eu nasci de novo !

Preocupado, revistou as asas, descobrindo que estavam intactas novamente

Fada: - Wohooooo ! Ah, nada pode me derrotar, sou invencível !

Em um surto de energia a fada levantou voo e fez uma pirueta, confirmando que estava realmente tudo bem por dentro e por fora. Com as mãos na cintura, falou a Naala

Fada: - Valeu meu parceiro, achei que ia dessa para o makisis. Quase fiquei sem te contar que os marilistas tavam te procurando la na nossa area e levaram a espada do pai.

Makisis era o purgatorio do alem-vida onde as almas eram julgadas e escolhidas pelas divindades antagonistas Materyon e Marilis. A fada havia soltado aquela informação importante sem ao menos se dar conta, pois naquele momento ja tinha perdido o foco e se virado para o velho encurralado.

Fada: - Agora, vou quebrar a coluna desse miseravel pra ele ver o que é bom...





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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Naala em Sex Jul 14 2017, 22:31

Era um verdadeiro milagre aquilo ter funcionado. Mais uma vez, as águas do lago ajudavam o feérico e dessa vez ele acabou descobrindo um uso extremamente útil pra ela. Realmente, aquilo podia tornar o fada praticamente imortal, bastava conseguir beber um pouco da água caso se ferisse. Naala quase se sentia um alquimista descobrindo mais uma função para um material comum pra ele.
- Não, você não vai queb... O que você disse?!
Como que tomado por um soco, Naala permaneceu parado e boquiaberto. Os malditos conseguiram roubar a espada de Ragnar! Uma coisa o fada tinha que admitir: eles tinham coragem. Ou muita estupidez. Naala apostava mais na segunda opção.
- Está bem.... faça o que quiser com ele, mas não o deixe morrer. Isso seria algo bom demais pra ele.
O fada então fazia seu "irmão" beber o restante da água que havia ficado no frasco, sabendo que isso aumentaria os poderes dele, e se afasta voando dali com o máximo de pressa possível. Aparentemente teria de ir para o norte em um outro momento.

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Iscalis Quo em Seg Jul 17 2017, 21:43

Considerações off: Estou considerando que o Naala voltou as pressas para o lago da dadiva kalaidrina. Pelo menos foi isso que deu a entender xD. No caso das doses de agua, na ficha esta listado 10 doses que o Naala carrega, por isso agora ele esta com 9. Tambem a respeito da ficha, a unica tecnica listada é "Grande explosão"

Capitulo 2 - Naaskajgor


A descoberta da nova propriedade do liquido era fantastico. Naala sabia que a agua do Lago da Dadiva podia potencializar o uso do kalaidrin, e por isso sempre carregava em sua bolsa de viagem varios frascos. Das vezes que usara, sentiu um surto rapido de energia que amplificava o uso da energia, mas nunca desconfiou que ela podia curar o corpo tambem. O que mais as aguas daquele lago podiam fazer ? Sem duvida agora ele possuia uma ferramenta muito preciosa em mãos caso estivesse em uma situação perigosa. Porem, a aparição da outra fada trouxe consigo uma novidade ainda mais importante. Os marilistas tinham voltado e saqueado o lugar de descanso de seu pai sem o menor respeito. Isso significava que algo tinha acontecido com as outras fadas que viviam la, algo nada bom. Mas o principal é que procuravam especificamente por Naala. Aquele marilistas conheciam ele. Isso era um indicio de que o alvo de sua vingança estava perto.

- Pode deixar irmãozinho, vou fazer ele se arrastar nos espinhos, andar nas pedras, cheirar o rabo de um gamba, cutucar um vespeiro...

Os olhos da renovada fada brilhavam com sua punição terrivel, ou pelo menos era em sua mente. Depois de tomar o restando do frasco deixado pelo outro estalou cada um dos dedos, com um sorriso maquiavelico estampado em seu rosto. O velho certamente gritava, xingava, cuspia e implorava, mas o pensamento de Naala agora estava em outro lugar.

Tomado pela urgência, voou direto de volta ao berço de seu nascimento. Era uma distancia considerável, mas tendo a vantagem de voar ao seu lado e conhecendo o caminho mais curto, a viagem seria breve. Teve que parar uma vez para descansar e comer algo mesmo assim, mas chegou pouco tempo depois ao seu objetivo. Ao chegar nas proximidades do lago a primeira coisa que chamou atenção foi a quietude. Nenhum de seus iguais zanzava pelos arredores para recebe-lo, nem brincar ou aprontar. Aquele lugar parecia morto sem a espontaneidade gratuita daqueles pequenos seres. O Lago da Dadiva Kalaidrina era enorme e belo, irradiando uma imponencia transcendental. Fita-lo por muito tempo trazia uma sensação de completude, reverencia, sacralidade. Ou a pessoa podia ser tomada por um medo inexplicavel de que o lago não possuia fundo, e cada segundo perto da borda era uma chance maior de ser tragado para um abismo submarino. Tudo dependia do humor da pessoa. E do lago. Suas aguas estavam serenas, impassíveis, sua superfície perturbada apenas por pequena ondas produzidas por um vento frio. Mas alem disso, haviam resquícios da chegada dos inimigos.

O numero de pegadas pesadas estavam por toda a volta, assim como o de carroças. Manchas escuras de carbonização pontilhavam o local, desde a grama aos troncos, mas nenhuma vitima para contar a historia. A primeira coisa que notou no local do descanso final de seu pai foi a ausência de sua espada que servia como lapide para ele. Um olhar mais proximo revelou algo ainda pior: o lugar tinha sido escavado e o corpo desaparecido !

Jamais ocorre antes a Naala que eles pudessem voltar. Depois de terem assassinado Ragnar, o interesse dos marilistas ali tinha desaparecido, de modo que tudo levava a crer que era algo pessoal apenas contra o elfo das nuvens falecido e qualquer conhecimento ou intriga que ele tinha acumulado ao longo de sua vida. Mas agora tinham voltado, justamente quando ele estava a procura dos malditos ! Era como se seu desejo tivesse sido realizado, mas da pior maneira. O que Naala faria ?

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Naala em Seg Jul 24 2017, 12:39

Quietude. Solidão. Tranquilidade.
Essas palavras nunca estiveram associadas ao seu local de nascimento, mas agora olhando para aquele lago... parecia quase uma afronta diretamente direcionada ao fada. A única criatura que Naala já respeitou em toda sua existência havia tido seu local de repouso perturbado, saqueado, violado. Isso não ficaria impune.
O feérico observava os arredores, do alto, procurando por algo que se mexesse... Que fizesse barulho, que brilhasse! Mas nada via. O fada se aproximava da borda da água e enchia o frasco vazio que havia salvo a vida de seu "irmão". Possivelmente o último deles que sobrava.
- Hora da vingança.
Naala murmurava pra si mesmo após encher o frasco. Ele observa os rastros que levavam para longe do lago, sorrindo. Até um completo inábil conseguiria dizer pra onde eles estavam indo. Ele então não pensa duas vezes, levantando vôo e seguindo o que parecia ser o caminho tomado pela maioria dos invasores. Ele iria buscar a espada e o corpo de seu criador. E aqueles bandidos iam queimar lentamente, gritando por misericórdia.

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Iscalis Quo em Ter Ago 01 2017, 10:29

Considerações off: 

Capitulo 2 - Naaskajgor

O céu noturno parecia um show a parte naquele momento. A infinidade de constelações salpicava como gotas brancas em um quadro profundamente negro. Seria ate mesmo possivel contar individualmente cada uma delas, isto é, se alguem tivesse a paciencia necessaria para tal feito. E as aguas do lago refletiam esse espetaculo, amplificando ainda mais essa beleza. A mais radiante das estrelas parecia muito maior no espelho natural. Em um momento de distração podia-se jurar que era um diamante perfeito no meio de um mar de perolas. 

Mas as atenções do denin não estava acima naquela noite.

Ate para um leigo na arte do rastreio seria facil encontrar as marcas da passagem de uma multidão por ali. O chão macio permitia que as rodas de carroças, cascos e diversas solas de bota estivessem impressas em baixo relevo por todo lugar. Em alguns pontos era necessario afastar a grama para visualizar, mas na maior parte bastava bater o olho que o mapa caotico estava visivel. Naala tomou apenas um tempo para preencher o frasco vazio com as aguas misticas do lago da Dadiva Kalaidrina, e partiu daquele local profanado. Concentrou-se em uma das saidas que as pesadas rodas faziam saindo dali, e seguindo sem problemas ele atravessou a floresta em sua busca.

O rastro o guiou como uma brincadeira de criança. Ali estava a carroça, em uma pequena clareira com uma fogueira timida, onde duas pessoas se reuniam contra o frio e a escuridão. Guiar um transporte daquele por entre arvores era uma tarefa ingrata, mas eles ate que tinham conseguido se afastar bem do lago. Para uma criatura pequena e alada era muito mais simples fazer aquele trajeto. O homem careca que estava de costas se levantou para procurar algum galho. Seus olhos eram pequenos e seu nariz largo, com um cavanhaque castanho encobrindo o queixo pronunciado. Faltava-lhe uma orelha, e cicatrizes em em seu rosto revelavam que ele estivera em muitas brigas.

- Culpa sua filhote de golvia ! Esqueceu o cerebro em casa ? Porque inferlis trouxe a gente para cá ? Bem que achei o caminho estranho. Agora estamos perdidos no meio do escuro. Satisfeita ? Tinhamos que voltar o mais rapido !

A mulher que vestia uma bandana vermelha escura atirou uma pedra em seu companheiro. A iris amarelada de seus olhos brilhava diante da luz da fogueira e em sua cabeça dois enfeites pontudos adornava seus cabelos escuros, curtos e bagunçados, arrumados para trás.

- Cala a porcaria dessa matraca ! Eu não ouvi nenhuma vez você dizendo o caminho certo. Se você fosse sozinho ja tinha caido em uma vala e sido comido pelos ratos que estamos comendo. Eu sei como voltar daqui, você sabe ? Então assa nossa comida, seu bostinha, que quando amanhecer estaremos la.

A carroça estava parada atras deles. Parecia carregar varios tipos de tranqueiras, cobertos de maneira desleixada com um pano encardido. Apenas um cavalo carregava toda a carga, amarrado e esquecido em uma arvore proxima, com um semblante triste e cansado.

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Naala em Dom Ago 06 2017, 23:29

Durante todo o caminho até o local onde encontrara a carroça, Naala ficou imaginando quais as brincadeiras que faria com aquele grupo estúpido que ousou atacar seu lago enquanto ele estava fora. O fada tinha uma certa visão egoísta sobre o lago onde nascera, considerando que aquele local lhe pertencia após a morte de Ragnar. Ao chegar e ver a dupla de idiotas, ele franze a testa, visivelmente chateado.

'Droga... Eles se separaram dos outros.'

Esse pensamento passa na velocidade de um raio na cabeça do feérico, já lamentando não ter outros "brinquedos" por perto. Ele fica observando de cima de uma das árvores, esperando o momento certo de fazer algo e aproveitando pra coletar o máximo de informações que pudesse. Caso o que ouvisse não o deixasse satisfeito, ele escolheria o menos estúpido dos 2 para brincar enquanto mataria o outro.

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Iscalis Quo em Seg Ago 07 2017, 22:48

Considerações off: 

Capitulo 2 - Naaskajgor

- Que azar eu ter caido justo com você. Podia ter sido qualquer um, mas você ! Marilis deve estar me punindo diretamente

Continuou resmungando o careca. A mulher de rosto retangular bufou, batendo no chão com o machado que tava em sua mão

- Muito engraçado você dizer isso, pois a pouco tempo atrás você tava gargalhando e dizendo que o Maldito tinha te dado um presente nessa noite de caçar essas fadas.

O outro abriu um sorriso cruel

- Hehehehe, e foi mesmo. Aqueles insetos idiotas nunca esperavam uma emboscada nossa. Da primeira vez esses queimaram a minha orelha, mas hoje pareciam animais perdidos, principalmente quando disparamos as redes ! Pow, pow, pow ! Hahahaha ! Pisei em um ou dois sem querer. Bah, quem quero enganar, pisei porque quis mesmo !

Enquanto a mulher movia a cabeça, o enfeite preto nos cabelos da mesma cor se distinguiam na luz da fogueira em um brilho como se estivesse encerado. Mas as formas ficavam mais evidentes como chifres. Ela não possuia cascos nos pés, porem, e por isso era impossível ser um tauren ou capri.

- Tem merda na cabeça seu retardado ? A ordem era pra trazer todas fadas vivas para o Pavilhão de Ossos. Imagina se Ramar ou o esqueleto descobrem, você estaria fodido...

Os galhos na mão do careca foram jogados contra a fogueira como se eles fossem os culpados de alguma coisa, levantando faiscas para o ar

- Você não tem culhões pra isso Antiquera ! Quem vai acreditar em você ? E quem vai dar falta ? Ja tem um monte de fadinhas nos potes la na carroça pra eles. Vai comer grama, vaca...


A tocaia de Naala parecia ter rendido algum fruto. Sem nenhuma pressão eles tinha soltado informações importantes, sem saber que estavam sendo espionados. Haviam pelo menos dois lideres marilistas que orderam o ataque, Ramar e um tal de esqueleto, e que eram para ir ate um lugar chamado Pavilhão de ossos. Alem disso, disseram como atacaram, e o que tinha na carroça atrás deles. O pequeno denin aproveitaria a briga dos dois para atacar ou continuaria escondido na tentativa de coletar mais informações ?

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Re: Capitulo 2 - Naaskajgor

Mensagem por Naala em Ter Ago 22 2017, 23:47

[off]Mals pela demora, mas as coisas aqui fugiram do meu controle. Mas tô voltando à ativa já.[\off]

- Malditos, desgraçados, imbecis, filhos de uma vaca com peste.
Naala não se contém e sussurra xingamentos enquanto ouve cada detalhe das bocas sujas daqueles marilistas sobre o que fizeram e como fizeram.
Então, as irmãs do fada se encontravam naquela carroça, isso pelo menos era uma boa notícia. Restava agora saber o que havia sido feito com o corpo de seu mestre e com a espada.
Naala continua escondido por um tempo, apenas ouvindo, pois poderia sair algo de útil daquela troca de carinhos que ele estava assistindo. Assim que percebesse que as informações mais úteis ou relevantes tinham acabado, ele agiria.
Aguardando um dos dois, ou os dois, caírem no sono, Naala atacaria. Ele usaria seu controle sobre o fogo para guiar as chamas até o que estivesse acordado ou, no caso de ambos estarem dormindo, no mais próximo dele. Ele faria as chamas formarem uma espiral bem fina, o suficiente para passar pela narina ou pela boca, de maneira a tanto queimar de imediato as cordas vocais quanto sufocar sua vítima. O outro, o sobrevivente, ia ser alvo de suas... brincadeiras.

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