Primeira Visão - A Convocação

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Primeira Visão - A Convocação

Mensagem por Fallen em Ter Maio 30 2017, 03:09

A convocação


O dia estava frio, era cedo e a estrutura de pedra da sala não ajudava. O vento gelado parecia entrar pelas frestas e lamber os pedaços de pele que estavam a mostra. Pela janela podia se ver a marola cobrindo a visão da cidade e do mar. O local era um salão pequeno e aconchegante, no terceiro andar de uma torre de um quartelado.As tochas acesas ainda aqueciam um pouco o ambiente e iluminavam o que a luz do crepúsculo não era capaz. Uma grande mesa de carvalho se estendia ao longo da sala e em torno dela encontravam-se 8 cadeiras.Sobre ela se estendia uma tapeçaria que a cortava transversalmente. A tapeçaria a primeiro lance parecia ser bordada com detalhes, mas com maior atenção era possível ver que era um grande mapa bordado. Sobre eles algumas tábuas de madeira com pães, queijos e frutas, porta copos tinham  canecas de latão apoiadas e uns três jarros diferentes repousavam próximos a cabeceira ao fundo da sala. A mesa estava de forma que uma cabeceira era próxima a porta da sala e outra ao fundo.Haviam também nas paredes tapeçarias com símbolo de Materyon e do reino de Aliank, uma cabeça de dragão com uma espada cravada em seu topo. Sobre a cabeceira da mesa ao fundo da sala uma tapeçaria com um simbolo diferente estava estendida, ela era branca cobria a parede,  possuia um escudo bordado, no escudo uma balança única com uma chama azulada. O assento da cabeceira estava vazio porém 4 homens sentavam-se nas cadeiras ao lado, dois a direita e dois à esquerda.


O primeiro a direita era Loiro de cabelos longos, tinha uma barba curta e pele alva. Seu rosto enrijecido era chamativo pois possuía uma longa cicatriz que corria da testa ao queixo sobre o olho direito, que aparentemente estava ileso. Seu porte era grande e eram notaveis os músculos sob sua roupa. Ele usava uma camiseta de algodão branca longa sob um casacão azul turquesa com o escudo de Aliank bordado. Este era um uniforme para os membros do reino que não estavam em uma missão oficial e que estariam encumbidos de tarefas que não envolviam guarda ou qualquer tipo de combate. 


O homem ao lado dele vestia um tabardo branco com os símbolos de aliank e de Materyon bordados presos por um cinto, sob o tabardo uma camisa azul de manga longo . Ele contrastava com o homem ao loiro a sua esquerda, seu porte era bem mais baixo que o do loiro, ele possuía uma barba longa, cheia e negra.Sua pele era morena e seus olhos de tom similar refletiam o bruxulear das chamas. 


O primeiro sentado a esquerda era também surpreendente, não por porte ou.... Sim também pelo por porte. Mas não era apenas isso que chamava a atenção nele. Ele era completamente diferente dos outros três. Um minotauro grande e alto de músculos vistosos sentava ali sobre uma cadeira claramente maior que as outras com calma e tranquilidade. Ele deveria ser quase um palmo maior que o loiro, seu pelo era vermelho, os olhos grandes tão negros quantos o do moreno e em sua cabeça apenas um chifre estava presente. 


Os três pareciam olhar um terceiro com curiosidade e interesse ao terceiro que sentava meio encolhido ao lado do minotauro. Não fossem os olhares o terceiro poderia muito passar despercebido a atenção mesmo naquela sala pequena. Seu manto azul escuro tinha o escudo de Aliank a direita e cobria um corpo de porte mediano. Seus cabelos brancos e sua pele tão branca que tinha um tom quase acinzentado. Seus olhos azuis cinzentos chamavam a atenção bem como suas orelhas levemente pontudas revelando sua herança élfica. Ele estava em silêncio como todos os outros, alguns comiam e bebiam enquanto olhavam para ele. Era estranha a situação mas parecia que estavam ali daquela forma já a um tempo quando a porta finalmente se abriu.




Entrava então um homem velho em um tabardo adornado azul, suas insígnias revelavam que era um general, provavelmente ele os chamara ali, no tabardo o escudo de aliank no lado esquerdo do peito bordado em prata e do direito em dourado o de Materyon. Seus cabelos eram brancos e ondulados e recaiam sobre os ombros, a pele branca com sinais da idade já mostravam rugas. Mesmo embaixo do tabardo notava-se seu porte, um provavel guerreiro experiente de várias batalhas no comando por seus méritos. Todos se erguiam saudando-o ele entrava fazendo uma saudação de volta.
 
-Desculpem a demora, sei que chamei vocês com urgência, mas bem. Eu também acordei surpreso.
 
Sua voz era grave e decisiva. Claramente estava acostumado com sua posição pois mesmo com sua desculpas educadas ele parecia impositivo. Ele dava a volta à mesa e se sentava na cabeceira sob a tapeçaria do escudo com a balança que carregava as chamas azuis. Ele pegava um caneco olhava seu interior e fazia uma expressão indiferente com a boca e nariz frisando-os. Ele  assopra o interior de leve e pega um jarro a sua direita, olha seu conteúdo e sorri se servindo. Puxa então uma das tábuas e corta um pedaço de queijo com uma faca que ali repousava,partia o pão com as mãos e selecionava algumas  frutas colocando-as em seu prato. Ele morde um pedaço do queijo e outro do pão empurrando-os para baixo com um gole do caneco. Ele então olha para os quatro ainda erguidos fazendo a saudação.



-Oras... por favor, formalidades bobas a essa hora!Principalmente entre um grupo que conheço todos há anos, não estão fazendo favor ao meu humor! - ele dizia em tom repreensivo. - Vamos sentem-se e continuem a comer…-dizia apontando as cadeiras com seu caneco pela metade num gesto um tanto bruto.


 
Após alguns poucos minutos ele terminava de comer e então erguia a cabeça suspirando alto enquanto se servia de uma fruta pequena cheia de gomos redondos avermelhados e comia.


 
-Bem, como eu disse, também fui pego de surpresa. Sei que faz pouco tempo que saímos em uma campanha e receber outra missão não estava nos meus planos. Esperava ter mais tempo para organizar melhor tudo. - ele dizia enquanto girava o gomo redondo o polegar e o indicador pensativo -Porém, feliz com o desempenho que estamos tendo o Rei nos enviou uma missão que deve ser realizada com a maior agilidade possível, de acordo com ele.


 
Gormachel parecia desconfortável e contrariado. Pelo que acabara de dizer provavelmente  seu jeito metódico  de lidar com batalhão estava, aparententemente,  sendo ameaçado pelo  bom desempenho de seus subordinados.Ele olhava todos começando pela direita e depois a esquerda terminando então no elfo de cabelos brancos.


 
-Bem, vocês três…- ele dizia olhando para os dois à sua direita e do minotauro - Devem estar se perguntando o que o meio-elfo está fazendo aqui...- ele da uma risada rouca.


 
-Vocês deveriam acha-lo familiar.-ele coçava atrás da orelha enquanto fitava os três- Mas caso não lembrem, Aerhox… se apresente e diga a função que vem exercendo na ordem... E depois vocês façam o mesmo pois não é nada além de boas maneiras.- ele encerrava comendo o gomo que faltava.
 
 
 
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
 
Considerações Gerais:
 
-Vestuário em geral será adaptado a Aliank e as situações que passarem, caso desejem mudar para algo mais condizente pós post descritivo me avisem em off no próprio post que editarei e mudarei. Lembrando que cores e afins remetem ao reino que servem e ninguém anda todo o tempo de armadura.
 
-Athorion preciso de uma descrição dos seus cabelos e se a algum outro traço marcante
 
-Aerhox a mesma coisa, branco e bagunçado nao define se é curto ou longo, bem como não tem altura apenas que é bem definido.
 
-Os três membros da ordem reconhecem Aerhox, mas não o conhecem de fato ou não lembram bem exatamente de onde. Por estarem no comando realizam muitas missões com tropas diferentes e nem sempre conhecem todos os guerreiros com quem serviram.
 
 - Post realizado em 30/05. Todos tem Até Domingo dia 04/06 a meia noite para responderem. Os posts serão realizados semanalmente nas madrugadas de segunda pra terça-feira. Por favor se esforcem para manter a pontualidade, pois ela influenciará na qualidade do resultado final. E vamos aos jogos!


Última edição por Fallen em Qui Jun 01 2017, 20:26, editado 4 vez(es) (Razão : E)

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Re: Primeira Visão - A Convocação

Mensagem por Aerhox em Sex Jun 02 2017, 17:27

Aerhox não ligava para os estranhos olhares que recebia. Tinha recebido aquele tipo de olhar a vida toda. Os grandes chefes da ordem pareciam ter a mera impressão de conhecê-lo.

Estava mais interessado nas frutas que tinha para comer. O jovem segurava uma pêra com a mão esquerda e entre as mastigadas ficava adimirando o grande símbolo da ordem ao fundo. Um simples meio sorriso surgiu na sua face. Ele sabia porquê havia uma balança nele. E não tinha nada a ver com a justiça purificadora da chama de Materyon

Após a chegada do comandante ele se levantou rapidamente como os outros. Sua estatura comum de meio-elfo e corpo meramente definido contrastando enormemente com a montanha ao seu lado na forma de Aesirus. Por costume ele relaxou o pescoço estralando seus ossos demoradamente e silenciosamente. Aquilo fazia ele ficar mais calmo.

Após as falas rápidas de Gormachel ele se sentou, alisou as vestimentas de folga e passou a mão esquerda pelos cabelos brancos, lisos e desarrumados que iam até o meio do pescoço. Ele tossiu para ajustar a voz e começou a falar seguindo as ordens do comandante. Com voz calma e silenciosa aliada a um tom decidido ele disse:

- Sou Aerhox Lenfaej, grandes senhores da ordem. Integrante da quinta tropa de batedores. Estava em algumas missões com o senhores antes de assumir essa honorável posição. Acho que é por isso que não sou tão estranho a vocês. - Aerhox acena com a cabeça e começa a fitar os três. Por fim depois de seu olhar se perder no horizonte ele fala:

-Vocês são Yurinov, Athorion e Aesirus não é mesmo? Heróis da dominação e retomada da Graça de Materyon para a Ilha dos Minotauros.

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Re: Primeira Visão - A Convocação

Mensagem por Sir Buliwif Yurinov em Dom Jun 04 2017, 17:33

Buliwif se encontrava em uma feição tranquila e serena em seu assento, enquanto tomava o café da manhã. Seu rosto era mármore, talhado, dificilmente o traia. Apesar de ser natural nele, ele aperfeiçoara a fleuma com muito treinamento em negociações de batalha. Seu rosto, seus gestos e seu olhar não podia lhe trair em negociações desse tipo. Uma batalha poderia ser ganha ou perdida, de acordo com o que o inimigo interpretasse na negociação. Por isso mesmo, seu rosto estava sereno e indiferente, seus gestos pareciam até displicentes... embora sua mente não parasse. Por que, diabos, tinham convocado toda a cúpula da Ordem a essa hora? O que era tão importante? Tinham acabado de voltar de uma missão, outra tão cedo? Será que algo grave acontecera? Ataque marilista? Concentração de Marasinkro? Tudo isso inquietava a mente do comandante...
 
... Porém, provavelmente o que mais incomodava era: O que aquele meio-elfo fazia ali? Observara ele quando entraram, mas aparentou não dar muita importância, apesar de sua mente ter feito várias conjecturas. O comandante o conhecia, apesar de não se lembrava de onde. Porém, se ele foi chamado, com toda a cúpula da ordem, ele tinha a sua importância. Provavelmente era um Denin, ou alta patente no exército... O que incomodava Buliwif é que ele não sabia. E em uma guerra, informação era tudo. Guerras inteiras podiam ser ganhas ou perdidas, de acordo com as informações corretas que se sabia e falsas que se entregava ao inimigo.
 
Observava Athorion e Raven, com um leve sorriso. Gostava dos seus irmãos, mesmo. Era uma grande tríade: ele o líder militar e diplomático e comandante da infantaria, Vekulos Athorion Ferdus o líder dos inquisidores, dos rituais religiosos e comandante da cavalaria e Raven Aesirius, o líder dos pregadores e sacerdotes e comandante dos arqueiros. O que ele mais gostava era a quebra de expectativa. Raven, como tauren, intimidava por seu porte e sua raça, mas era o mais doce, o mais calmo e o mais ponderado da tríade. Provavelmente, o mais próximo no que tange ao ensinamento de caridade. Ele é a consciência da Ordem. Vekulos era o mais fervoroso, o mais apaixonado. Ele daria a sua vida por seus irmãos e seus homens, e isso não era exagero ou figura de linguagem. Ele é o coração da Ordem. E Buliwif era o mais frio e calculista. Também, sua posição exigia isso. Ele é o cérebro.
 
Quando Gormachel entrava, ele fazia o cumprimento militar e só relaxava quando o general mandava. Sentava-se novamente, pegava uma jarra fumegante e coloca o liquido em seu copo, voltando a comer o queijo e as frutas. Ouvia o general em silêncio e logo ouvia que viria uma nova missão, a última ainda nem esfriara.
 
-- O tempo é algo... relativo general. Deixe os preparativos comigo. – dizia, enquanto coçava o queixo, sentindo seus dedos entre os fios da barba. Bebia mais um gole.
 
Observava a apresentação de Aerhox. Então, atualmente era um batedor... Poderia ser útil, de fato. Porém, precisava conhecer mais sobre ele. Ouvia os elogios, o que não o atingia. Aprenderá a não ligar para bajuladores
 

-- Nesse momento ela é conhecida como Ilha Venir, Senhor Lenfaej. – Dizia logo depois dele, antes dos seus irmãos. A vitória era recente, mas renomear a ilha era um ato simbólico forte. -  Exato. Sou Sir Buliwif Yurinov, Comandante militar da Ordem da chama divina e líder da infantaria. Muito prazer. – fazia uma reverência leve e cordial ao homem.

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Re: Primeira Visão - A Convocação

Mensagem por Sir Athorion em Dom Jun 04 2017, 22:26

Off: Athorion não se preocupa muito com sua aparência. Por isso, sempre tentar raspar o cabelo, pra não ter tanto trabalho ao acordar. Atualmente, o cabelo já cresceu um pouco, mas ainda poderia ser considerado "careca."
Não há traços marcantes. Ele parece um cara bem "comum."

On:
A instituição da Ordem, e também, de seus primeiras missões, haviam conferido um novo sentido a vida de Athorion. Desde o massacre de sua família, dedicou-se inteiramente ao treinamento militar, e também, para o estudo de sua religião. Demorou muito para aceitar as razões de Materyon ao permitir que sua família fosse massacrada daquela maneira, no entanto, sua dedicação e disciplina foram maiores do que o sentimento mundano de ódio ou vingança. 

A partir do estudo da religião, alcançou interpretações diferenciadas dos livros sagrados. A palavra de Materyon precisava ser difundida, mas mais do que isso, Hedoron precisava ser libertada do Marisinkro. Era ele, o verdadeiro motivo do caos, das mortes e guerras. O Marisinkro não estava presente só nos marilistas, mas sim, em todas as outras ideologias, por vezes, até mesmo em teryonistas.

Não foi difícil "convencer" Buliwif de seus ideais, o qual, mais tarde, iria apoiá-lo na criação da Ordem. Estava orgulhoso do trabalho deles, mas jamais deixaria ser levado pela vaidade. Nada disso importava. Bastava que Materyon prevalecesse diante de todo o mal existente no mundo.

Para Athorion, a aceitação de Raven foi muito difícil. Ele tinha "sangue" marilista, e portanto, deveria ser purificado. Não pensaria duas vezes em fazê-lo, não fosse pela influência de seu amado irmão Buliwif. Athorion não se revelaria satisfeito, até que Raven finalmente se submetesse ao ritual da Sentença. Felizmente, Raven teve sucesso, revelando-se um verdadeiro devoto de Materyon.

Naquele dia, havia acabado de sair do templo de orações, quando fora convocado para a reunião de emergência. Quando chegou, saudou seus irmãos Buliwif e Raven com um forte abraço. Quanto ao elfo franzino, limitou-se a uma rápida reverência, mas ainda assim, de forma respeitosa.

Depois disso, iria desfrutar do café da manhã, comendo frutas e bebendo água. Não falou muito, pois começou a refletir quais motivos poderiam ter levado a convocação deles. Mais uma missão para a Ordem? Mas então, por que aquele estranho estava ali? Bem, ele não parecia tão estranho... Talvez, fosse um dos soldados da Ordem, não lembrava ao certo.

Quando o general adentrava ao salão, imediatamente se levantava, fazendo continência. Somente deixaria a posição, quando o general assim ordenasse. Feito isto, apenas ouvia atentamente os dizeres do general, seguido pela apresentação do Elfo e considerações de Buliwif. 

Após isso, em resposta a apresentação de Aerhox, Athorion apenas acenava positivamente com a cabeça, demonstrando que não era um homem de muitas palavras ou cordialidades. Tudo isso, era deixado pra Buliwif, o verdadeiro nobre e estrategista.

No entanto, o fato de desconhecer aquele rapaz, levantou um questionamento importante na mente de Athorion. Como estava sendo feito o recrutamento de soldados para a Ordem? Estava tão entusiasmado com a Ordem, e também, com as vitórias alcançadas, que até então não tinha parado pra pensar nisso. Bem... Isso certamente deveria ser algo para debate em outro momento.

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Re: Primeira Visão - A Convocação

Mensagem por Raven Aesirus em Seg Jun 05 2017, 18:39

off: desculpe o atraso.


Já havia algum tempo que passou a fazer parte da Ordem e logo se tornou alguém respeitado pelo seu dom Denin. A verdade é que Raven tinha passado por várias experiência distintas que haviam lhe tornado alguém peculiar. Sua aparência taurina era intimidadora, mas os anos de sofrimento entre os marilistas, seguidos pelo reconfortante amor de Stella e Eliasar o tornaram alguém sensível, empático e muito fiel ao preceitos da caridade e do amor que receberá de Materyon. Entrar para a ordem foi facilitado pelas violências que sofreu pelas mãos de seu tio, mas foi principalmente o massacre da vila onde passou anos com o mestre  e sua amada amiga que o fizeram aceitar a necessidade de combater ativamente o Maligno. Não raramente se encontrava dividido pelo caminho de paz ensinado por Eliasar e os preceitos militaristas da Ordem, mas esse paradoxo era importante, pois traziam a Raven uma ponderação diferente do que tinha Athorion e Buliwif, seus amados irmãos e tutores. Eles havima o ensinado sobre esse outra interpretação e lhe deram um sentido quando Marílis tentou destruir tudo que ele tinha de mais querido.

Havia pouco tempo que tinha retornado da dominação da Ilha Tauren. Raven ainda se estranhava em lembrar de seu posto de liderança herdado de seu pai, pois ele se via muito mais como um servo de Materyon em uma violenta batalha que estava longe de ser vencida. Mas estavam ali novamente, diante de uma mesa farta e com uma figura diferente. Raven fez questão de cumprimentar a todos, inclusive o elfo. A principio não se lembrou do rosto dele.

Depois de algum tempo da convocação e de estarem ali sentados e comendo adentrou o general. Raven prestava o respeito que a hierarquia militar demandava, mas sinceramente não ligava muito para a pompa que estava envolta na vida militar de Aliank. Aprendeu a respeitar a hierarquia e a entender os símbolos por respeito a seus irmãos, mas a vida que Eliasar o havia apresentado, de simplicidade, sempre falou mais alto. Após alguns instantes o próprio general os mandava sentar. O fato do general estar ali e eles convocados no meio da madrugada simbolizava alguma emergência, sem dúvida. O tauren, no entanto se manteve tranquilo, esperando a informação, mas antes que ela viesse o general apresentou o elfo e pediu que se apresentassem. Só nesse momento Raven se lembrou do rosto dele e se recordou de um momento em que viu aquele homem franzino no fronte de batalha. Alguém que dividiu suor e sangue em nome de Materyon tinha de pronto o respeito do tauren.

-Meu nome é Raven Aesirus, como o senhor parece bem saber. - diz olhando para o Aerhox, com uma voz grave, mas claramente audível - Eu tenho liderado os pregadores e sacerdotes nos momentos posteriores as batalhas para que não levemos só armas, mas também as palavras de consolo do Benigno. Durante as batalhas tenho comandado os arqueiros.. - faz uma breve pausa e se vira novamente ao elfo. 

- Não sei as razões que lhe coloca entre nós, mas desde já lhes deixo as boas vindas e espero que possamos lutar o bom combate.

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Re: Primeira Visão - A Convocação

Mensagem por Fallen em Qui Jun 08 2017, 05:01

Assim que todos se apresentaram Gormachel se ajeitou na cadeira e respirou fundo enquanto mexia a cabeça para um lado e para outro alongando o pescoço. Seu rosto então tomava um semblante de seriedade.
 
-Vamos ao que interessa.- ele dizia olhando a todos começando pela direita no minotauro e terminando no Loiro.
 
Ele então puxava debaixo da mesa um grandes rolos de pergaminho que estavam descansando em uma cavidade como uma gaveta oculta pela tapeçaria que cobria a mesa.Ele lia as fitas que eram presas a eles amarradas mantendo-os firmes e enrolados. Ele olhava para eles e fazia sinal para limparem o local a frente dele. Assim que as coisas eram tiradas ele parecia escolher o certo e removia da gaveta interna e soltava seu nó estendendo-o sobre a mesa. O mapa quase tomava toda a parte da cabeceira da mesa e se estendia. Ao olhar com atenção vi que o mapa revelava com mais detalhes a área de costa do noroeste do continente Sullis sudoeste do continente de Osthern e as Ilhas que haviam no mar na área.
 
-Recebi uma carta do próprio Rei exigindo essa missão… - ele retirava o papel de dentro de um bolso e batia relativamente amassado sobre a mesa, sua expressão era irritada e desgostosa. Era uma surpresa um general a serviço do Rei mostrar tanto desgosto ao servir. Olhando com atenção era possível ver o selo real Aliankino quebrado sobre a cera que selava a mensagem e sobre o mapa alguns pedaços de cera que se espalharam com a fervorosidade de Gormachel.
 
-Não achem que meu desgosto é capricho - ele dizia a todos e então se voltava para Buliwif. A missão dada exige a presença de vocês três… Ou melhor dizendo, apenas vocês três...
 
Gormachel ficava em silêncio deixando a mensagem então ser assimilada por eles. Aparentemente aquela mensagem tinha um significado maior para todos que era dito. Imagino que o problema fosse muito grande para enviar os três denins, mas ao citar que apenas os três eram exigidos complicava a situação pois queria dizer que o problema era grande mas que exércitos não poderiam se envolver. Mas não era apenas isso. A ordem ficaria sem seus comandantes. O descontentamento de Gormachel finalmente se mostrava justificado. Uma missão que deixaria as tropas para trás mas que escalava os seus comandantes era algo arriscado demais, tanto para eles quanto para a Ordem como organização.
 
-A missão é de infiltração, vocês foram escolhidos para entrarem nos Arquipélagos Gêmeos e lá investigarem o que está acontecendo….  - enquanto falava seu indicador traçava o caminho da costa oeste do reino de Aliank onde estavam até o Arquipélago.
 
No mapa o arquipélago se mostrava apenas um conjunto de ilhas, seu nome era confuso. A parte sul era clara e bem detalhada o conjunto de 5 grandes ilhas. Mas ao norte apenas um borrão com o desenho de uma criatura longa e serpentinosa se enrolando em um navio encalhado. Geralmente em mapas náuticos essa era uma referência à águas perigosas. Locais que atravessar diretamente era quase certeza do navio afundar. Porém rumores deixaram claro que naquela área havia um segundo arquipélago com suas ilhas ocultas sobre suas águas traiçoeiras.

-A carta diz que uma fonte de confiança do rei que reportava sobre a situação do arquipélago sumiu após revelar algo importante...
 
-O local é de dominação opressora de Rimertistas, O Arquiduque líder local é inteligente, poderoso e de acordo com rumores indisafiável. -Ele olhava com seriedade seus olhos penetrantes deixando claro que não deveriam estar dispostos e testar tais rumores.
 
-  O Arquipélago é a única rota comercial que torna segura as trocas comerciais entre os dois continentes. - ele fazia novamente o caminho com indicador indicando quase um triângulo da ida e volta entre os dois continentes pelo mar sempre passando pelos Arquipélagos.- Isso claramente tornou o local rico e influente. Lá encontrarão seres das mais diversas raças, habilidades e culturas. Bem como os piores e melhores mercenários. E não se enganem, denins também... Para um local "pequeno" a concentração dos mesmos lá é absurda graças a política do Arquiduque de recompensa-los e estimulá-los a lá encontrarem uma vida paradisiaca alimentada por suas habilidades.
 
-Não se surpreendam, o local pode ter coisas fantásticas. Mas é uma terra de Rimertistas e eles buscam apenas o próprio ganho. - sua voz era séria e calma alertando os quatro com preucupação - É uma terra perigosa e traiçoeira. 




-E infelizmente.... esse é o menor dos problemas aparentemente…. A infiltração lá não é apenas para descobrir o paradeiro do informante...
 
-.Hmnmff…-ele olhava para Athorion com certa preocupação  por um segundo e continuava - a informação revelada pelo informante é problemática no mínimo…
 
Ele respirava fundo e passava a mão jogando para trás os cabelos brancos. Suas rugas agora eram mais claras em sua expressão consternada e enrijecida denotava exatamente a forma como elas foram se formando em sua face. O brilho de seus olhos ainda joviais revelavam uma tenacidade ímpar.Ele estava preocupado.
 
-Rumores de que há influência de um Lorde Bartalûnico sobre o arquipélago.- diz calmamente em um quase sussuro.
 
Seus olhos recaíram sobre Athorion e pausaram  ali observando-o.Então ele  se recostou na cadeira novamente ,seus olhos passavam pela sala e paravam em Buliwif. Ele parecia analisar o loiro e sua expressão fria.
 
 
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
 
 
Considerações
Ingame:
 
Ordem:
Como estraegista os lideres estavam acostumados entre os debates de ideias de Buliwif e gormachel. Por isso sua postura é geralmente voltada para ele quando o general explica algo. Todos confiam na sagacidade de Buliwif para entender os pormenores.
 
Buliwif:
Era confuso para você a ordem parecia estar fazendo sucesso e apesar de uma missão como essa ser grandiosa era muito arriscada. Algo estava suspeito, parecia que ou o rei adquirira uma confiança superestimada por serem três denins ou que estava tentando se livrar da liderança da ordem, o que não fazia sentido algum.
 
Aerhox:
Apesar de não ser mencionado devido as suas conversas anteriores com Gormachel já imaginava o porquê de estar ali. Um local como esse tão cheio de polaridade teria informações valiosas.
 
 
Offgame:
Atrasei os posts para que a nova rotina se encaixe melhor para todos em termos de postagem.
 
AERHOX REPETINDO:  branco e bagunçado nao define se é curto ou longo, bem como não tem altura apenas que é bem definido.
 
 
TODOS: Tenho receio de postar muita informação e tornar a conversa muito unilateral. Mas acho que postar pouco também atrasa o andamento do jogo. Por isso se quiserem dividir o post principal em partes e fazerem referências às mesmas em suas próprias postagens farei com que no texto final elas se integrem de forma mais dinâmica e melhor.
 

Dia da postagem 08/06  data limite para a resposta 15/06 à meia-noite

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Re: Primeira Visão - A Convocação

Mensagem por Sir Buliwif Yurinov em Qua Jun 14 2017, 09:53

Buliwif se calava completamente quando o general começava a falar. Ele ouvia a natureza da missão, mas sua feição e seu corpo não o traiam. Mantinha-se estoico, lacônico, como se recebe qualquer outra missão. Porém essa missão era extremamente estranha para a natureza da Ordem.

Nenhum dos líderes da ordem era infiltrador. Buliwif tinha algum treinamento disso, mas nunca tinha se focado nesse ponto. Ele acreditava em sempre ser aberto, não fazia jogos não fazia tipos. Claro, implantava informações falsas, procurava confundir os adversários, mas nunca tinha feito algo nesse nível. Athorion então era um cavaleiro Nato. Talvez Raven, por seu histórico, tivesse alguma habilidade nisso, porém nunca negava seu amor por Materyon.

E as Ilhas Gêmeas... Rimetismo em sua pior faceta. Venderiam a mãe se pagassem o preço certo, e de fato, em algum ponto da ilha isso devia acontecer.  Não eram espiões... A Buliwif, isso cheirava a ideia dos conselheiros de Berong, e não do próprio Rei. A Ordem até agora tinha sido muito exitosa, e seus líderes se destacavam, e isso tinha incomodado alguém.

O informante havia desaparecido... E ainda tinha o boato de um lorde bartalúnico.  Esse era o único momento que Buliwif mostrava uma reação, soltando uma interjeição de interesse, um “hum...” e ajeitava a postura na cadeira chegando o corpo um pouco mais pra frente e colocando um cotovelo na mesa e a mão e a mão no queixo. Isso era algo para Ordem de fato. Mas para a Ordem toda. Porém, ele poderia aproveitar para angariar informações e planejar uma atuação. Por enquanto, parecia que era tudo que o general tinha para dizer.

O comandante pigarreava, e se ajeitava novamente, completamente ereto na cadeira.

-- Isso nos trás muitas questões, Senhor General. Porém, uma me salta inicialmente a mente... Se o Rei quer apenas nós três, qual é o papel do senhor Lenfaej entre nós?

Depois da resposta, ele emendava outra questão. -- Quais são as últimas notícias do informante?

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Re: Primeira Visão - A Convocação

Mensagem por Aerhox em Qua Jun 14 2017, 17:15

Aerhox não esboçou reação alguma quando Yurinov o corrigiu. Simplesmente manteve o mesmo semblante sereno e emendou:

- Realmente o nome certo. A luz da Grande Estrela vai banhar e purificar o local. Não tive como saber tal fato uma vez que estava no grupo de batedores e vigias. E assim que a ilha se pacificou o grosso das tropas foi dispensado.

Aerhox conseguiu perceber o respeito do gesto mínimo de Athorion. Levou a mão esquerda para o centro do peito e retribuiu o aceno respeitoso. Ações são melhores que palavras em algumas situações. Já começava a orquestrar como deveria lidar com estes dois comandantes.

Depois da fala de Raven era nítido que orar para Materyon e honrar os dogmas era o bastante para ganhar sua confiança. Aerhox levantou a cabeça e olhando diretamente para o rosto da montanha ao seu seu lado sorriu respeitosamente. Depois disse:

- Sou apenas uma fagulha da Chama Comandante Aesirus. Juntos somos a vontade ardente do Benigno.

Depois das devidas apresentações foi a vez de Gormachel finalmente revelar a grande missão. Infiltrar e buscar informações. Era aquilo a razão de estar ali. Nenhum dos comandantes era do tipo que agia nas sombras. Aerhox estava ali para mostrar como usar a furtividade e não a diplomacia para lograr vitórias. 

O meio-elfo discretamente colocou o indicador e dedo do meio juntos sobre o botão que ficava próximo ao seu umbigo. O gesto secreto entre todos os emylistas. Ali era onde ficava o equilíbrio perfeito do corpo e Omaru ensinou a todos que o gesto dizia: "Entendi como servir o Equílibrio". Logicamente o gesto foi feito quando todos olhavam para o grande general. Somente Gormachel pode ver quando rondou os rostos e corpos de todos os presentes antes de se fixar em Yurinov.

Aerhox ouviu atentamente o questionamento de Yurinov. Ele olhou para Gormachel que não esboçou que iria falar e então ele mesmo tomou a palavra. Novamente estralou ligeiramente o pescoço para se acalmar. Só então disse em tom decidido:

- A missão é de infiltração, Comandante Yurinov. O Sargento Darion, meu superior no pelotão de batedores, deve ter se comunicado com o general Gormachel. Fui responsável por detectar uma emboscada e salvei uma pequena caravana de suprimentos médicos e armas. O sargento Darion me disse que isso seria repassado para o general. Vim aqui esperando apenas um possível bônus de soldo.

O rapaz olhou para Gormachel procurando apoio. Respirou e depois continuou olhando um pouco para cada um dos outros superiores:

- Me sinto imensamente honrado de ser chamado para tal missão. E usarei o máximo das minhas habilidades para que a viagem seja rápida, eficaz e silenciosa.

Por fim ele novamente olhou de forma decidida para Gormachel. Não sabia se deveria se revelar como denin agora. Provavelmente sim, todos deviam conhecer a extensão total de suas habilidades. Se calou e esperou a deixa de Gormachel. Continuaria qualquer história ou verdade que ele começasse a tecer. Aquilo era um assunto delicado e iria levantar inúmeros questionamentos.

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Re: Primeira Visão - A Convocação

Mensagem por Raven Aesirus em Qua Jun 14 2017, 19:16

A resposta do jovem Elfo agradava o Taurino que soltava um singelo sorriso e já voltava a observar e ouvir Gormachel. A natureza da missão realmente destoava do que estavam acostumados a fazer. Raven não tinha muitas habilidades voltadas pra a arte da dissimulação de da atuação, portanto esperava que fosse uma infiltração furtiva, apesar de não ser também o seu forte. Seu corpo não lhe ajudava nem um pouco nesse caso. Não fazia muito sentido enviar três denins, líderes da ordem, para identificar algo do tipo, ainda que houvesse a presença de um bartalun. 

O fato de lidar com rimertistas causava desgosto semelhante a lidar com emilistas, que só era superado pelos marilistas em si. Rimertistas não tinham valores capazes de superar o significado vazio do poder pelo poder  e eram profundamente atraídos pelo brilho do metal e isso só os tornava adversários ainda mais perigosos, presas fáceis para a manipulação marilista. Ainda não era o momento de se opor, mas os olhos do Tauren procuravam os de Buliwif e Athorion. Apesar de seu semblante não ser facilmente identificável como o de um humano, ele demonstrava desconfiança. 

Assim que possível, o Tauren pega a carta e a observa atentamente, lendo cada palavra das ordens do Rei.

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Re: Primeira Visão - A Convocação

Mensagem por Sir Athorion em Sex Jun 16 2017, 02:02

Assim como Buliwif, Athorion ouvia os dizeres de Gormachel sem esboçar qualquer reação. Cada palavra, levantava uma série de questionamentos ao inquisidor.
Absolutamente, não fazia sentido algum que o rei determinasse que os 3 maiores líderes da Ordem, todos guerreiros em sua essência, fossem cumprir uma missão de infiltração. Não possuiam nenhuma habilidade furtiva ou de dissimulação. Seus conhecimentos eram todos voltados para arte da guerra e inspiração de tropas. Não enxergava benefício algum em ter de ocultar seus símbolos sagrados ou sua devoção por Materyon. Na verdade, não saberia nem ao menos dizer se era capaz de desempenhar tal conduta. Toda e qualquer palavra proferida por seus lábios, praticamente, revelavam sua verdadeira natureza. A verdade era muito simples e clara: se houvesse a necessidade de uma missão secreta, Athorion seria o pior exemplo de espião possível. Por que raios Berong ordenaria isso? Certamente haveriam pessoas mais qualificadas para essa missão!

No entanto, permanecia em silêncio. Os dizeres a respeito da existência de um Lorde Bartalunico, de fato, chamavam sua atenção. Esse assunto era sempre muito delicado para Athorion, pois remoíam sentimentos antigos, a respeito de sua família. Em seu íntimo, acreditava que um desses Lordes foi o responsável pelo massacre de seus familiares. Por outro lado, é fato que nunca havia enfrentando um ser desta natureza. Possuía a fé e coragem necessária, mas não sabia se estava preparado fisicamente para esse embate.

Respirou fundo e fechou os olhos por alguns segundos. Claramente, estava incomodado e impaciente com o que havia sido dito pelo general. No entanto, não iria contrariá-lo ou questioná-lo. Ao longo dos anos, aprendeu que Buliwif sempre era o melhor e mais inteligente para esses assuntos. 

Athorion percebeu que Raven havia chegado a mesma conclusão, tendo optado por aguardar a liderança de Buliwif agir. Neste instante, não conseguia deixar de esboçar um leve sorriso, pois percebeu como eles estavam tão intimamente ligados. Era simplesmente incrível. Não era necessário expor verbalmente aquilo que pensavam, o modo de agir e pensar, eram praticamente idênticos. Uma perfeita sintonia.

Acenou positivamente e rapidamente para Raven, e logo em seguida, voltou sua atenção para Buliwif. Não diria nada. Apenas iria esperar pela resposta de Gormachel e diálogos/questionamentos subsequentes de seu irmão Buliwif.

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Re: Primeira Visão - A Convocação

Mensagem por Fallen em Qui Jun 22 2017, 01:57

Gormachel respirava fundo e alisava seus cabelos brancos jogando-os pra trás do rosto com a mão em forma de garra, pela forma fluida e natural que fazia parecia um hábito antigo. Os olhos dele pareciam captar cada posição na mesa analisando cada um sob impacto de suas palavras e dos outros. Ao Aerhox responder a pergunta de Buliwif o comandante então se volta para o loiro respondendo-o, já que bem sabia que as palavras de Aerhox nada significavam para o mesmo.
 
-Ora Yurinov, você mesmo tem plena consciência que vocês três tem a capacidade de infiltração de um dragão enfurecido num vilarejo… -ele tomava um gole longo e suspirava. - Sinceramente não acho que essa ordem direta do Rei seja do Rei realmente. Mas obviamente não podemos ignorar o selo real ou contestar suas ordens. Não gostaria de ver nenhum dos três na câmara do inquisidor, muito menos eu gostaria de ficar a mercê dele e de seus jogos perturbadores.
 
Sua mão ia até a jarra e a girava pensando, pesava o conteúdo e então virava-o em sua caneca reenchendo-a com líquido escuro que refletia avermelhado, a fumaça de seu calor podia ser vista espiralando acima da borda da caneca.
 
-Ai que entra o senhor Lafaenj. Ele se mostrou um exemplar infiltrador e batedor além de ser um denin como vocês… - ele olhava para eles enquanto a informação caia em consciência, era raro a presença de tantos denins em uma sala tão pequena. - Nada na ordem dos reis me impedem de ajudar vocês a voltarem com a cabeças unida aos corpos pelo pescoço.
 
Ele tomava calmamente um gole.
 
-Senhores, a viagem é longa e nesse período o senhor Lafaenj vai ajudá-los o melhor possível a ocultar aos hábitos ritualísticos teryonistas e a mascarar a aversão por aqueles que seguem os caminhos errados. O local, por incrível que pareça, não despreza outras ideologias… Mas repreende com fervor aqueles que trazem a guerra ideológica pra dentro do arquipélago. Aparentemente o Arquiduque acredita que a guerra só favorece quando é feita fora de seus territórios, onde ele pode fornecer suprimentos sem sofrer casualidades.- Gormachel empurra a carta para Aesirus vendo a curiosidade dele sobre a mesma.
 
- Porém, talvez não seja inteligente sair bradando sobre o teryonismo salvando almas naquele local, onde a única coisa que as compra são moedas de ouro.- ele olhava para Raven e Athorion principalmente.
 
 
-Nossa missão é encontrar o Lorde Bartalúnico e assegurar alianças no local, de forma que serão necessárias as habilidades que alguns de vocês treinaram com suas famílias nobres. Visto que as ilhas são comandadas por uma nobreza local que se submete ao Arquiduque….


-Ah! Vale lembrar que todos os nobres ali conseguiram seus cargos de forma comum. Muitos conseguiram seus cargos de formas extraordinárias o suficiente para impressionar o Arquiduque… Há informação que quase confirma a maioria deles como denins.


Gormachel estava sério. A cada informação que ele dava parecia complicar ainda mais a missão deles. Infiltração num local de dominação rimertista com líder visionário e capaz de arrebatar vários talentos perigosos para estender seu poder. Todos ali teriam que tomar um cuidado muito grande e talvez trazer Aerhox para o grupo fosse a melhor forma do General cuidar de seus comandantes e do próprio futuro da Ordem. Um fracasso ali poderia por tudo a perder.
 
-As informações que recebemos do informante no geral descrevem a dinâmica do arquipélago e rumores de que algo nefasto está acontecendo em várias ilhas por lá. A maior parte da informação provavelmente foi coletada nas tavernas dos portos, mas não existe lugar melhor para conseguir informação por lá, basta separar o joio do trigo. Com vocês vai ser um pouco mais complicado, mas acredito que estejam a altura da missão. Afinal, ninguém mais pode  realizá-la -Dizia com um sorriso seco e desdenhoso, ele claramente ainda não engolira essa ordem absurda.
 
 
 
 
 
 
 
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Considerações:
 
Raven- A carta principal revelava exatamente o que Gormachel dissera em seu discurso, uma convocação formal do Rei para os três. A carta era concisa e curta o que deixava uma sensação ruim sobre ela. As outras paginas eram rabiscos e dados coletados sobre o Arquipélago, informação que o grupo precisaria estudar.
 
Aerhox- A revelação de Gormachel deixava claro que ele queria colocar o minimo de segredos possíveis entre ele e os membros da ordem. Aparentemente o General acreditava bastante na capacidade de Buliwif para arriscar deixá-lo suspeito ocultando informação tão importante como ele ser um Denin.
 
 

Post serão recebidos até 28/06 (Quarta-Feira) como combinado, a resposta se dará de quarta para quinta.


Última edição por Fallen em Ter Jun 27 2017, 19:38, editado 1 vez(es)

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Re: Primeira Visão - A Convocação

Mensagem por Aerhox Ontem à(s) 14:28

Assim que Gormachel revelou suas habilidades e expôs melhor os parâmetros da missão Aerhox continuou seu discurso sempre sendo assertivo, calmo e eloquênte:

- Graças a meu falecido pai e amigos no Condado Majurk eu tive um ótimo treinamento. Aprendi a canalizar metonyan de forma diferente. Tornando o singular tinido em algo praticamente imperceptível. Ótimo para infiltrações. As minhas capacidades inerentes de audição são outro aspecto importante. Graças a ela fiz as ações que descrevi anteriormente.

Ele parou e finalmente ergueu o braço direito. Estava todo enfaixado com bandagens cinzentas que se camuflavam muito bem ao seu tom de pele. Menos os dedos que revelavam as partes articuladas de uma manopla de aço negro. A herança esquecida de sua família que escolheu somente ele para se revelar. Agora em tom extremamente sério ele falou com uma voz austera que não condizia com sua idade.

- Os primeiros Lenfaej não eram nativos de Sullis. A história verdadeira já foi perdida por causa dos incontáveis séculos, mas sua essência permanece intacta. Eles eram naturais de Tentsel no continente de Osthern. E estavam intimamente ligados a Ranval, O Dragão Violáceo. Por algum motivo um dos meus antepassados elficos foi designado a deixar tais terras e de salva guardar um item. Este item.

Ao fazer isso ele fechou os olhos e adotou um semblante meditativo. Alguns segundos depois foi possível ver quatro pontos de luz âmbar irradiando da parte superior do seu antebraço, que estava virado para os espectadores. Ele abriu os olhos e o azul deles parecia mais intensificado. Só então ele soltou um suspiro de alívio e as luzes se apagaram. Ele continuou:

- O nome desta manopla é Quiro Sanctis. Algo que em artanin ou elfico antigo pode ser traduzido como "Mão Sagrada". Quem a fez, qual seu propósito ou a extensão de suas habilidades ainda são uma incógnita para mim. O que sei é que nenhum antepassado meu conseguiu realmente ativá-la. Sou o primeiro que conseguiu isso. Talvez seja porquê tenho capacidade de manipular luz com meu elorkan. Algo que meu pai disse ser estranho a nossa linhagem. Só depois que ativei ela fui capaz de compreender outra habilidade minha. Tenho o den tenkan em sua forma de invocação. E consigo chamar para o meu auxílio uma espécie maior de uma coruja-guia. Ave nativa de Tentsel.

Agora focado em Yurinov ele finalizou, voltando a falar de forma mais fluída como no começo da reunião:

- Comandante Yurinov. É meu dever nesta missão revelar o máximo de minhas capacidades mundanas e denins. Cada uma delas vai ser usada de forma a nos manter escondidos até a hora certa. Saiba que também vou precisar conhecer melhor a extensão total de suas perícias. Só assim poderei arquitetar um plano furtivo capaz de nos levar incólumes até nossos objetivos sagrados... In acto et Benedictis. A serviço do Benigno. Apesar de ver os riscos inerentes e estranhos desta missão Real.

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Re: Primeira Visão - A Convocação

Mensagem por Sir Buliwif Yurinov Hoje à(s) 11:02

Buliwif novamente ouvia tudo em silêncio. De fato, nenhuns dos três líderes da ordem eram bons em infiltrar. Athorion não conseguia falar uma frase sem se mostrar suas convicções. Seu amor pela causa estava não apenas nas palavras, mas eu seus gestos, seu olhar e na energia que emanava. Raven nunca conseguiria passar furtivamente em lugar nenhum, e seu amor por Materyon era tão puro, que mesmo no meio dos marilistas, ele não havia fingido. E Buliwif... Sim, ele poderia fingir. Ele poderia dissimular, já havia feito coisas similares por informação, mas não por tanto tempo e não em território inimigo. Buliwif era um comandante, um guerreiro, ele não gostava de dissimular, ele não gostava de enganar. Fazia suas coisas a clara sempre guiado pela luz de Materyon. Ele era um estrategista.
 
Porém Gormachel desconfiava o mesmo que Buliwif: a ordem não vinha diretamente do Rei. O trio da Ordem incomodava. Tudo bem, eles iriam para a boca do inimigo, venceriam e voltariam mais fortalecido, virando o jogo.
 
O Comandante terminava de ouvir o general, e logo Aerhox começava a falar. Buliwif ficava em silencio, ouvindo tudo. Ele começava a contar toda a sua história, contando suas habilidades e como família chegara até ali. No fim, apenas meneava a cabeça concordando com o meio elfo e depois olhava para os seus irmãos. Dava um sorriso de canto de boca, quase imperceptível para sues irmãos, uma nesga de feição para eles. Eles sabiam o que aquilo significava, Buliwif não estava preocupado. Já começava a formar um plano.
 

-- Obrigado Senhor Lafaenj. – seu tom de voz era amigável e agradável, mas mantinha aquela firmeza de quem era acostumado a comandar - Informação pode ser vital no campo de batalha, no momento certo nós nos abriremos sobre nossas habilidades, para saber como deve serão mais bem aproveitadas para que possamos nos infiltrar com melhor êxito. Porém, inicialmente, precisamos bolar um plano de ação.  – Dito isso, se voltava ao general – Senhor, muito obrigado. Voltaremos com as cabeças acima do pescoço e grudadas em nosso corpo, e com nossos corações e mentes fortalecidos. Mas para o nosso êxito, preciso de informação. Quem era o informante? Quais mensagens ele enviou até aqui? Não apenas do bartalun... Mas todas. Como funciona a política e economia do arquipélago? Quais o rumores que existem lá? As histórias? Quais são as pessoas notáveis? O senhor conhece meus métodos... quero todas as informações que dispomos, por favor. – Ele falava com respeito e naturalidade com o general.

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Re: Primeira Visão - A Convocação

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