Perfil - Marien Lariness

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Perfil - Marien Lariness

Mensagem por marien_nyr em Sex 9 Jun 2017 - 17:25

Nome do Personagem: Marien Lariness

Raça: Elfo Terrestre

Ideologia: Namuzista

Den Primário: Natrakan

Den Secundário: Grakan

Enredo:

A COLONIZAÇÃO

Marien nasceu no seio de uma família de elfos pacíficos e cultos, mais especificamente uma druida e um mago que viviam isolados num bosque, em uma área montanhosa de Anesor. Isso lhe proporcionou, desde a mais tenra infância, o contato direto e diário com a natureza. As árvores eram seu lugar favorito, e os animais, livros e manuscritos dos seus pais, seus melhores amigos. Apesar da influência dos pais, o treinamento do corpo lhe parecia o mais interessante e divertido que o da mente. Corria, fazia piruetas pelos galhos, aprendeu a se misturar com a floresta e a imitar os animais nos seus comportamentos, tanto para caçar como para se esconder. Não negava o ensinamento paterno, mas tinha predileção pelo outro, que era incentivado pela mãe.

Quando Joseph Alberich se decidiu pela colonização das terras onde fundaria Túrion, convocou todos àqueles que acreditassem na causa que o seguissem. A notícia correu como pólvora pelos quatro cantos de Anesor e chegou à todas as tavernas e lares das redondezas. A ideia de um novo começo inspirou a família Lariness, que em conjunto decidiram somar-se à excursão. O local onde os barcos colonizadores chegaram ao continente foi o ponto de origem de Godnyr, cuja construção foi rápida pela cooperação de todos. Havia sempre um clima de alegria e euforia pela nova aldeia. Diferente de qualquer outro povoado, todos os aldeões haviam escolhido estar ali, haviam decido fazer parte do projeto clifista liderados por Joseph. E assim, todos se conheciam bem, relações de amizade e até novas famílias se formavam, a aldeia se expandia e aos poucos novos assentamentos eram criados além das terras de Godnyr.

Naqueles tempos de paz, Marien construiu uma amizade muito forte porém respeitosa com Joseph, a quem admirava pela decisão e fortaleza, e com Thorin, um anão bruto e forte mas de coração nobre e sinceras intenções clifistas que havia se unido ao projeto de Alberich muitos anos antes da colonização de Turion. Nos primeiros anos de Godnyr, Marien compôs, juntamente com outros voluntários, uma espécie de guarda real, para a proteção da aldeia. O que havia aprendido nos bosques lhe servia de base para aprimorar-se no uso do arco e flecha e desenvolver um estilo próprio de luta corporal e com espada. Mas todo esse conhecimento somente foi posto a prova quando tribos gorgronistas, que infestavam o continente previamente à chegada dos clifistas, começaram a atacar as aldeias secundárias da colonização clifistas e finalmente atacaram Godnyr, alegando que toda a extensão de Turion lhes pertencia.

Foram diversos os ataques, e as táticas praticadas pela equipe da guarda real tinham impacto positivo nas pequenas batalhas de defesa, até que o destino destas finalmente se configurou como uma guerra com a intervenção da Dragoa Arla, conhecida como Devoradora de Almas e fundadora da ideologia gorgronistas em Túrion. A partir de então, Joseph assumiu pessoalmente todas as estratégias de defesa, contra ataque e ataque antecipado. As batalhas eram vencidas com ampla superioridade numérica, resultando na vitória clifista e na quase extinção total dos gorgronistas.

A batalha final, que culminou com a morte da Dragoa, foi a mais longa e extenuante de todas. A estratégia montada foi de proteção e resistência de Godnyr para cansar os atacantes e minar seus recursos. Muros, barricadas, proteções de madeiras, pedras e terra foram montadas com o objetivo de impedir o avanço do inimigo e resistir aos ataques da Dragoa. Para que os gorgronistas não percebessem que a resistencia era intencional e ativa, Marien organizou um grupo de arqueiros que faziam ataques esporádicos com determinada periodicidade, com a ideia de não permitir que os atacantes dormissem. Após 3 dias de resistência, ao perceber que o inimigo já estava cansado e com menos recursos, foi colocada em ação a segunda parte do plano de Alberich. Logo após a finalização de mais um "ataque" de flechas, onde se esperava que os gorgronistas, já acostumados desses 3 dias esperariam algumas horas de inatividade, uma equipe composta com os guerreiros até então mais treinados, saiu furtivamente de Godnyr com um objetivo: um ataque surpresa à Dragoa. Joseph, Marien e Thorin lideraram a ofensiva, e sendo os três poderosos denins conseguiram matar a Devoradora de Almas unindo suas forças e conhecimento num ataque único e letal. Após a vitória, que custou a vida de Thorin, Joseph Alberich se tornou o primeiro rei de Túrion.


A REBELIÃO


Com a necessidade de atender as demandas da guerra contra os gorgronistas remanescentes enquanto expandiam a colonização para o interior do reino, a guarda real foi se consolidando lentamente num verdadeiro exército. Marien viajava pelas novas aldeias clifista recrutando e treinando jovens que se somassem ao projeto do Rei Joseph Alberich, ao mesmo tempo comandava os arqueiros, sua maior paixão. Durante algumas gerações da monarquia Alberich, a paz se manteve no reino, salvo pequenas exceções que foram solucionadas rapidamente. Além de seu desempenho para com o exercito do reino, Marien servia de principal tutora para os herdeiros do trono, ensinando o uso das letras, espada, arquerismo e estratégia militar, entre outros. A paz se estendeu por quase dois séculos desde a quase extinção dos gorgroristas, até que Godnyr sofreu um novo ataque. Durante todo esse tempo, os gogronistas haviam se escondido e trabalhado ideais de vingança pela morte da dragoa Arla e apesar de toda preocupação de Marien, desta vez os clifistas seguidores do então Rei Midgard Alberich, foram pegos desprevenidos.

Uma vez iniciado o ataque, a guarda real se dedicou a defender a cidade usando todos os conhecimentos que vinham treinando. Mas algo deu errado. Em meio a batalha, Marien percebe sombras correndo por setores da cidade de onde os cidadãos já haviam sido retirados e onde não havia sinal algum de luta. Marien sentiu-se paralisada por breves segundos e um frio percorreu seu corpo. "O rei, seus netos!". Percebeu que o ataque frontal era somente uma parte do plano, e a segunda parte já estava em execução. Correndo por caminhos secretos, entrou diretamente no castelo. Já haviam sons de batalha dentro do castelo quando o rei Midgard reuniu sua família e alguns de seus soldados que para definir uma estratégia de fuga, para a proteção da família real: dois pequenos grupos levariam suas filhas Sophia e Julieth para longe da capital, com elas partiam também os dois últimos descendentes da família Alberich, Culgan e Derek.

Marien estava na comitiva de Sophia e Culgan, que os levou para o povo élfico que habitava a Floresta de Luviah, enquanto isso Julieth e o pequeno Derek fugiram para o norte, em direção à Província de Volkan. A saída do castelo não foi nada fácil, Marien e os demais soldados tiveram que se enfrentar varios grupos de gorgroristas dentro e fora de Godnyr. A cada luta, Marien estava mais machucada e cansada, mas foi no último embate fora de Godnyr que ela ficou seriamente ferida. Lembrando-se de sua promessa ao rei, a elfa conseguiu escapar e seguiu adiante, sempre com dor, mas sem parar. Manteve-se ao lado de Culgan toda a viagem, repassando conceitos dos ensinamentos que ela lhe dava sobre sobrevivência, história e tudo o que pudesse lhe servir para estar bem e não pensar momentaneamente no seu avô.

Sua estadia na Floresta de Luviah foi curta, sentia que sua promessa já fora cumprida, Sophia e Culgan estavam a salvo, e queria voltar para Godnyr para apoiar seu povo. Voltou o mais rápido que pode, mas já não havia nada mais a ser feito. O rei jazia escalpelado e pendurado numa das torres do castelo de Godnyr. Essa imagem penetrou na sua alma tão fisicamente como sua ferida, agora mais comprometida que antes. Se sentia culpada, por não ter previsto o ataque, não ter treinado melhor os soldados, por ter obedecido seu rei e fugido como uma covarde. "Meus pais...". Lembrava-se de ver sua casa incendiada fora dos muros de Godnyr e uma cabeça élfica que parecia ser a de sua mãe sobre uma haste, não teve a coragem de se aproximar para verificar, apenas sabia que lhes havia falhado. Mil questionamento passaram pela sua cabeça enquanto corria para longe da cidade conquistada pelos rebeldes, para qualquer lugar onde pudesse se esconder do mundo. 

A CONVERSÃO


Acordou em uma floresta fechada, sabia que estava em algum ponto de Luviah, afastada da região habitada pelos elfos, que havia desmaiado e alguém havia curado suas feridas. Também sabia que por mais que não fossem pessoas más, não iam querer sua companhia, nem Marien a deles. Era território de namuzistas. Continuou entrando cada vez mais profundamente na floresta, querendo se isolar. Deu à razão em pensamentos aos seus pais, que outrora haviam se isolado da mesma forma. Marien viveu ao estilo original de sua família por vários anos. Construiu uma casa, treinou seu corpo e sua mente para se afastar daquilo que havia vivido. Voltou a estar em contato com a natureza, como na sua infância e passou a respeitar mais a terra em tudo que lhe pudesse oferecer. Por épocas sabia que era observada, mas tinha seu espaço respeitado e não invadia espaços alheios. Até que um dia finalmente pode ver o resultado de seu treinamento em furtividade, conseguiu ver quem a observava.

Era uma elfa de aparência jovial que estava se aproximando lenta e suavemente de sua casa, Marien estava escondida em cima de uma árvore, justamente esperando pro este momento. Após observa-la por alguns segundos, a jovem percebeu que era observada. Deu meia volta, seus olhares se encontraram e ficaram ambas paralisadas por vários segundos até que as duas perceberam que não iriam se atacar e simplesmente riram. A conversa não fluiu, mas o clima era ameno. Marien não falava com ninguém fazia 6 anos. Durante alguns meses esta jovem elfa de nome Beatrix visitava Marien em sua casa.

Fora ela quem 6 anos atrás havia curado sua ferida e a havia defendido frente os demais namuzistas, que haviam optado por não ajudar e simplesmente deixar que aquela forasteira morresse, pensando que pudesse se tratar de uma clifista. Ela lhe contava que seus pares lhe deram à razão ao ver, com o tempo, que Marien não representava uma ameaça, por não haver feito ataques nem incomodado os demais. Marien confessou que era clifista mas que após o acontecido em Godnyr se sentia perdida e questionava demais os esses ideias. Com o tempo e as conversas, Marien foi compreendendo a lógica da ideologia namuzista. Fazia tanto sentido! A aproximação não foi fácil nem rápida, mas Beatrix foi seu elo, e isso fazia valer a pena tentar. Depois de mais alguns meses foi aceita pelo resto do grupo a quem visitava cada vez com mais frequência para estudar, conversar, aprender sobre essa nova realidade. Depois de outros 3 anos, completamente aceita a nova ideologia, Marien decide sair da floresta. Estava pronta para o mundo, convencida de suas ideias, melhor treinada, ela voltara a acreditar que poderia tornar o mundo melhor.


Descrição Física: Elfa de média estatura, com rosto de traços finos e cabelos castanho apenas passando a altura dos ombros. Seus olhos entre um tom de castanho claro e mel desconfiados do mundo, revelam uma personalidade de quem foi traída. Corpo magro porém definido pelo treinamento em lutas. Roupas verde escura, usa calça e camisa justas ao corpo e uma capa longa, tudo em tons verdes e castanhos, que auxiliam na camuflagem em ambientes arborizados. 

Itens: 
- Arco e Flecha: .

- Espada Curta: .

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Perícias: Empatia com Animais, Ofícios (Arquearia) e Furtividade.

Técnicas Natrakan:
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Técnicas Grakan:
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