Capitulo 1 - Fogo prisioneiro

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Capitulo 1 - Fogo prisioneiro

Mensagem por Iscalis Quo em Seg Jul 24 2017, 22:48

Consideraçoes off: Ola Fillipo, iniciamos aqui os jogos do nosso e-book. O tempo para a resposta do post é de até 7 dias. Qualquer duvida é so perguntar.

Capitulo 2 - Fogo prisioneiro



Estava de olhos abertos ou fechados ? Para onde quer que olhasse so havia a mais profunda escuridão. Algo frio caiu em sua cabeça, e por mais que não pudesse distinguir o que era, conseguia ouvir o gotejar continuo ecoando profundamente. Agora percebia que o ar estava úmido. Suas mãos alcançaram uma parede feita de pedra, rugosa e irregular, lhe dando a consciência que estava em um túnel. Escutava seus passos e cada respiração como se estivessem percorrendo o interior do do proprio cranio de tão alto. Estava ?

No limiar de sua visão um brilho avermelhado tremulou. Em um instante estava diante de um enorme rosto moldado em metal vermelho. Com três metros de altura era facil notar a familiaridades das feições impressas ali. Chrislaf, aquele que o criou, eternizado com uma expressão de julgamento. Em seus olhos fogo ardia ferozmente. O incendio era tudo que existia agora, mas estava curiosamente delimitado por bordas, como em um lago. Abaixo das chamas aguas escuras e geladas se moviam em ondulações placidas. Em que momento ele mergulhou ? Flutuava dentro do lago, acima um clarão laranja rugindo, abaixo um abismo silencioso. Um unico foco flamejante sobrevivia debaixo da agua. Como uma faisca, que zunia com as asas de um inseto, guiou o olhar dele de volta para a superficie acima. Na pelicula espelhada de fundo alaranjado ele viu o reflexo de si mesmo carregando um cranio na mão, ao mesmo tempo que era carregado por um esqueleto. Algo em seu interior sabia que não era realmente ele refletido ali. A caveira gargalhava descaradamente, enquanto uma segunda voz cantava uma rima arranhada

"Mortalha cobriu o fosso, que escuro ja jazia
Trazendo consigo osso, palavras ja esquecidas

Mortalha cobriu o fosso, sob a luz de Usbel
Sussurro nas alamedas, seguindo pelo portão

Mortalha cobriu o fosso, na mandibula do cavalo
Mortalha não descansa, Mortalha vai achar

Mortalha, mortalha, mortalha !"

O verso medonho se repetia nauseante. O reflexo tremeu, agora coberto de sangue. Havia chifres na cabeça e a pele estava cinzenta. A boca se abriu de maneira incrivel, tal qual uma serpente, e dela expeliu um cone de fogo que o cobriu em um manto cruel, consumindo sua pele. Ao emergir ele não sentia mais dor nem possuia mais pele. Escamas lhe cobriam totalmente, assim com a seu focinho longo, cercado pelo fogareu que dançava gracioso ao redor.

Yidrin despertou.

Tomado por uma confusão inicial, logo percebeu que estava no acampamento que tinha montado proximo de uma estrada da região sul de Bilim. Sua busca por uma forma de se aproximar das torres de majuro o tinham feito dar a volta da região, o que o fez parar nas proximidades da cidade de Liza. Sabia que aquele sonho continha algo muito mais real do que qualquer outro. Era uma mensagem, uma premonição, uma profecia. A conexão com majuro tinha feito isso outras vezes, mas apenas quando Yidrin tinha tocado o material. Parecia que agora isso não era necessario, fosse para o bem ou para o mal. O denin conseguiria decifrar a mensagem onirica ?

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Re: Capitulo 1 - Fogo prisioneiro

Mensagem por Yidrin Gallux em Seg Jul 31 2017, 03:55

Um sonho no mínimo incrível, se é que a este ponto podia chamar de sonho. Mais uma visão, mas dessa vez sem o apoio de majuro. Se mostrou durante o sono, algo incomum. Yidrin acordou confuso e preocupado, quase sem lembrar ou perceber aonde estava. Demorou alguns poucos segundos para se localizar e lembrar do que estava fazendo ali. Sim. Queria descobrir o que as torres de majuro tinham para lhe mostrar e estava na viagem, dando a volta. O meio-dragão leva sua mão esquerda até a testa e aperta os dentes. Este "sonho" estava muito claro e nítido em sua mente. Certamente era algum tipo de visão. Mas como ocorreu desta vez? Agora, acordado, e com seu juízo no lugar ele começa a cogitar o que acabara de ocorrer...

-Mas...O que? Mortalhas e...Fogo...

...Yidrin não havia entendido a mensagem. Um enigma? Mais perguntas sem respostas? Seja lá o que for, não era algo para ser ignorado. Como havia pensado, parecia ser um enigma, mas o que ele significa?

-O que mais me chama a atenção é...O foco em mortalhas e...Usbel?

...Dizia para sí mesmo, focado nestas duas palavras. Uma que se repetia várias vezes e outra que se destacava por parecer com um nome de algum lugar ou alguém. A segunda parte, com seu reflexo tomando uma forma medonha, também logo lhe vinha à mente. O que essa segunda parte significa? Claramente faz algum tipo de alusão à parte de seu sangue dracônico, mas o que exatamente isso queria lhe dizer? Na verdade, o que tudo isso significava? Muitas coisas lhe encheram a mente no exato momento em que ele estava descansando. Se não bastasse as perguntas que já tinha, agora apareciam mais coisas ainda para decifrar...

-Como é que vou saber disso? Para onde em inferlis isso vai me levar, assim como todo o resto?! Gah! Porque as coisas sempre tem que ser tão complicadas?!

...Resmungava, enquanto caía sobre sua "cama" improvisada com o que ele achou de mais confortável ao redor, e bufando logo em seguida, claramente incomodado pela adição de perguntas a sua lista, que já continham muitas. Agora ali estava ele, olhando para o céu escuro enquanto tentava fazer pé e cabeça do que havia acabado de acontecer...

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Re: Capitulo 1 - Fogo prisioneiro

Mensagem por Iscalis Quo em Seg Ago 07 2017, 20:36

Yidrin despertara nas ultimas horas da noite. O sonho confuso o tinha puxado de volta para a realidade antes do que deveria em seu período normal de repouso. O céu escuro agraciava o denin repleto de lindas estrelas, algumas delas aglomeradas como se pavimentassem um caminho celestial, enquanto meia duzia delas se destacavam com um brilho poderoso. Observando atentamente dava para perceber nunces de cores azuis, vermelhas, violetas, mas era difícil confirmar se era verdade ou apenas a imaginação ao se deparar com o cosmos intocável. Talvez o vento frio que soprava viesse la de cima, e lá fosse incrivelmente frio. Ou talvez fosse como o sol do dia, e entre elas o calor tórrido reinasse.

Percorreu todo aquele caminho ao redor das montanhas em busca de um jeito de chegar as torres sem passar pelo calor maldito. Se existesse, porem, não estava visivel aos olhos abertamente. Seria necessário buscar informações nas redondezas de alguem ou algum registro que descrevesse uma maneira de contornar o problema climatico, fosse uma passagem secreta, um estação especifica do ano ou qualquer outra maluquice. Apenas se chegasse aquele objetivo conseguiria respostas, sobre si e sobre como dominar a região.

Algumas vezes conseguia uma estalagem no caminho que o acolhesse por uma noite sem fazer muitas perguntas impertinentes. Outras tinha que acampar a ceu aberto, como era aquela ocasião. A colina que estava era proxima a floresta das Plumas Verdes, mas do alto de seus 1,97 de altura, e acostumado a viver isolado em locais pouco amistosos, não sentia ali algo a se temer. Talvez devesse. De qualquer maneira, de sua tenda possuia uma visão privilegiada da estrada que seguia para o nordeste, onde estavam os aglomerados populacionais mais proximos: Liza e Faral. Aos primeiros raios de sol Yidrin via um movimento ainda raro na via. Em direção a Liza ia uma caravana com uma carroça coberta e acompanhada de cinco pessoas em seus cavalos, enquanto que para Faral seguiam quatro andarilhos vestidos em roupas elegantes de cor amarronada acompanhados de um enorme cão, que curiosamente estava vestido com um colete.

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Re: Capitulo 1 - Fogo prisioneiro

Mensagem por Yidrin Gallux Hoje à(s) 00:23

...A única coisa que ali ajudava Yidrin a esfriar sua cabeça era a beleza do céu noturno, e observá-lo foi a melhor decisão que havia tomado neste dia inteiro. Em poucos segundos havia desistido de decifrar esse novo enigma, deixaria guardado como várias outras questões para o momento certo de invocá-lo aos seus pensamentos. Apenas aproveitava a visão a qual o meio-dragão sabe que quase sempre estaria ali durante este horário, mas que nem sempre era corretamente aproveitada...

-Haaaa...Sempre quis saber como é lá em cima...Será que aqueles com asas sabem?

...Dizia em um tom um pouco mais animado, conseguindo se descontrair um pouco mesmo em meio a solidão daquele noite. Em poucos minutos a sua cabeça voltava para o problema que enfrentava a um bom tempo: Mais um dia de insucesso em encontrar um caminho até as torres de majuro. Se continuar assim ele teria que...Argh...Ir até as civilizações mais próximas...

-Acho que minhas escolhas estão se esgotando, já faz um tempo que não foi para o meio do povo...

...O tempo levava a noite consigo, e assim, finalmente anunciava o inicio de um novo dia. Com isso, veio também algumas situações diferentes. Yidrin sabia que a estrada próxima levaria a duas cidades, e em ambas haviam grupos de pessoas, uma com caravana acompanhada de pessoas montadas em cavalos e outra de...Gente rica com um cachorro grande...De colete? Ou poderiam ser de algum grupo já que as vestes combinavam...Mas...O cão com colete só pode ser algo vindo de gente com dinheiro não é? O que vinha a cabeça de Yidrin é que ambos podiam ser grupos de mercadores, ou um dos já mencionados e outro de diplomatas...Não, espera, não acompanhados por seguranças? O cachorro É a segurança? NÃO, ESPERA! Então...Não, aquele grupo do cachorro é curioso...

...Yidrin coça sua nuca enquanto pensa em todas as possibilidades do porque aquela composição o incomodava. Certamente, o que o incomodava era o cachorro de colete. Um cachorro grande de colete. Junto de caras vestidos iguais com roupas que parecem custosas, toda a linha de raciocínio desaba. Yidrin estava confuso. Assim, se ele for atrás desse grupo peculiar, ele só pode ter CERTEZA de que não focaria no objetivo certo. Por culpa de sua curiosidade ele iria querer saber qual a do cachorro, e não seria perguntando que ele descobriria...

...Mas no final não importa qual cidade ele vá, o interessante é que consiga algum tipo de informação ou ouça algum boato, afinal, para ele, nenhum desses dois grupos influenciará em nada sua jornada. Será mesmo? De qualquer modo o meio-dragão junta suas coisas e veste o capuz e capa que usa para esconder suas peculiaridades em meio a aglomerações de pessoas, para então seguir viagem até Liza, longe da curiosidade que atrapalharia sua linha mais séria de buscar informações importantes...

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