(Conto) A Revolta da Colônia

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(Conto) A Revolta da Colônia

Mensagem por A Lenda de Materyalis em Ter Jul 25 2017, 18:44

Considerações off

Começamos aqui as interpretações do conto "A Revolta da Colônia", envolvendo os personagens Sarlakros, Liliel, Iscalis e Alec.

A premissa da minha narrativa já é colocar o texto em formato literário, de forma que alguns detalhes serão omitidos no turno, mas colocados em off no complemento ao término da ação, caso necessário, para o devido entendimento dos envolvidos. Para dúvidas, favor não postar no tópico. Envie-me uma MP, mensagem pelo Face ou Whatsapp.

A interpretação do jogador deve seguir o fluxo normal dos jogos anteriores. Mas é importante seguir as instruções abaixo, para facilitar a edição em todos os sentidos:

- Não use formatação do texto com cores. Quando o personagem se expressar verbalmente, coloque o travessão (alt+0151). Caso queira expressar algum pensamento, coloque em itálico, sem o travessão;

- Para criar o turno, prioriza-se a qualidade do texto, e não a quantidade. Quanto mais aproveitados forem na conversão, maior é o indício de que estão funcionando bem para o formato literário;

- Revise a ortografia, a gramática e a coesão e coerência do texto. Lembrando que este é um projeto literário e que é importante termos isso como requisito. Apenas turnos que estejam dentro dessa proposta serão aceitos e respondidos;

- Os turnos estão separados por asteriscos, na seguinte ordem: Sarlakros, Iscalis, Liliel e Alec.

Caso a estória do personagem não esteja fresca na memória, leia o tópico do perfil dele, localizado no fórum da sua ideologia. Eventuais adaptações no enredo serão sempre colocadas no complemento no final do meu post.

Favor não ultrapassar sete dias para a resposta.

Anunciarei a data do meu próximo post assim que todos os envolvidos o fizerem, ou no final dos sete dias corridos.

Vamos ao jogo:




I

SUBLEVAÇÃO

— Um brinde ao novo Lorde de Aliank, cuja lâmina corta a carne e queima a alma dos infiéis! Que Materyon, nosso deus, não deixe que o tempo aniquile a memória de seus feitos! Niho!

Era o fim do discurso do capitão Leonard, braço direito do novo Lorde aliankino, Sarlakros. Uma onda de euforia tomou todo o salão nobre, onde um jantar farto, disposto em dez mesas compridas de cedro maciço, era servido à centena de armíferos, inflando o ego do festejado.

— Grande é a graça de Materyon! Que o divo unja a lâmina de Sarlakros! Morte aos infiéis! Longa vida ao Lorde infante! Glória a casa dos Darkenyns!

Sem que houvesse um ensaio sequer, Salarkros observava os guerreiros bradando tais palavras em uníssono, erguendo as ricas taças de vinho branco providas com pouca bebida em seus bojos. O gesto culturalmente tradicional enaltecia a chegada de um líder inexorável, tal como prenunciava os feitos de mais um assassino em nome do rei elfo, Berong.

"— Vociferam o teu nome como servos fiéis e amedrontados — murmurava uma voz rouca e sombria, audível somente ao Lorde, incentivando-o a subliminar sua verdadeira natureza aos presentes. — Ganhe-os em seu vernáculo. Acutile suas almas com vocábulos tão pungentes quanto a ponta de tua espada. Fira mortalmente a intrepidez daqueles que, porventura, ainda não tenham entendido tua implacabilidade."

Melhor seria que um impávido se erguesse naquele momento contra o Lorde, pois muitos eram os insatisfeitos com sua posse. Preferiam esbanjar sorrisos e conclamações de uma alegria mentirosa aos próprios corações, a desembainhar os gumes de suas armas e seus espíritos.

Mostrando uma típica ostentação dos altos servos reais, Sarlakros se levantou e ergueu sua taça de vinho banhada a ouro. Estando na única mesa apoiada em um nível mais elevado no chão, a altivez do Lorde ficava visível a todos os presentes.

— Meus subordinados — começou Sarlakros. — É com muito prazer que assumo a patente máxima entre os bravos guerreiros de Aliank. E eu vos prometo que, enquanto eu viver, nenhum herege sobreviverá para envenenar nossas famílias ou manchar o nome de Materyon, nosso deus, com suas mentiras e corrupções. A justiça e a vontade do nosso rei, Berong, prevalecerá sobre os ímpios!

O meio sorriso do guerreiro deu lugar a uma expressão austera. O olhar frio e penetrante perscrutava o ambiente como um caçador, tratando os guerreiros como presas subjugadas. Para muitos, a sensação causada por aquele aquele curto momento era tão fadigante quanto caminhar desesperadamente por um enorme labirinto, sem a certeza de que, factualmente, havia uma saída.

— Vida longa a Berong, nosso rei — interrompeu Sarlakros, entoando as palavras tão repentinamente que chegara a assustar os mais compenetrados. — E que Materyon nos abençoe!

Uma breve amenidade pairou quando Sarlakros sorrira novamente. Muitos não perceberam o sarcasmo do Lorde, que levou à taça ao encontro de seus lábios, engolindo o vinho de uma só vez. Muitos repetiram seu gesto. Os mais retraídos, no entanto, sentiam-se intimidados, como se a paz tão pregada pelo teryonismo estivesse seriamente comprometida em seus corações.



*****

— Eu gosto do meu sorraia. Não é tão belo como sua andaluz branca, milady. Mas também é fiel como um cão rafeiro.

Era fácil perceber que as tentativas dialogais de Joan surtiam pouco interesse em Liliel, uma guerreira conhecida por sua personalidade reservada. Apesar disso, dividia sua atenção entre o arqueiro e o céu desnublado. Vez por outra, acariciava delicadamente o próprio rosto, num reflexo à suave brisa marinha que bagunçava suas madeixas douradas. Seus ouvidos captavam as palavras do par, enquanto os olhos azuis pouco piscavam, divagando sob as estrelas que apareciam e as recordações saudosas que sua mente ainda podia alcançar. Os ventos traziam a lembrança da voz de Omaru, e as longas confabulações de noites parecidas com a daquela primavera, onde o cheiro da fogueira e o som do crepitar das chamas contemporizavam o fascínio da elfa por aprendizados astrológicos, pacientemente passados por seu mentor.

Joan tentava impressionar a elfa, falando sobre as raças dos cavalos mansos em que estavam montados. Seu rosto adolescente perscrutava a nobreza como Lady Liliel cavalgava e a calma peculiar que ela demonstrava em todos os seus atos, tal como mandava sua ideologia.

— Decerto, pensou que eu era um garoto fútil, que só deseja aprender arqueirismo para esconder desejos profanos à vontade de Materyon, não é? — continuou Joan, tagarelando nervosamente. — Muita gente assim se alistou ultimamente nas hostes de meu pai. Mas sua rigidez não permite tamanha frivolidade entre os seus comandados.

Enquanto o outro falava, Liliel vislumbrava duas das seis constelações identificáveis naquela época do ano: setentrionalmente, estava a a cítara e seus oito corpos celestes, representando o instrumento dos bardos humanos da região nortenha da capital; e, mais a leste, o brilho de cinco astros que compunham a ideia de um abutre-fouveiro, ave carniceira que se aninha nas montanhas próximas ao vulcão Majara. Em Aliank, a leitura da sorte pelas estrelas constitui uma heresia às crenças em Materyon, embora muitos teryonistas o fizessem secretamente, atribuindo-as ao alerta divino sobre os passos do destino. Dizia-se que identificar apenas aqueles dois signos durante uma leitura astral trazia o presságio de uma batalha vitoriosa, onde o pássaro simbolizava a caçada aos inimigos, e o objeto musicado o horizonte da bela melodia triunfal.

A elfa considerava que, se a interpretação estivesse correta, ela estaria relacionada ao chamado de Gormachel para um possível início de batalha. Com isso, sua tranquilidade mudou para um ar severo, demonstrado por seu cenho fechado.


Prosseguindo pela trilha de blocos pedrosos entre uma relva cuidadosamente tratada pela delicadeza élfica, a dupla passava por uma paisagem composta por grandes arbustos entre faias e nogueiras frondosas. Joan deixou de olhar obliquamente para Liliel, recuperando ar. Avistou imediatamente a silhueta do seu objetivo: Ahamür, ou a "muralha do mármore azul" segundo a língua dos cítaros, sociedade humana ancestral que a edificara nas primeiras eras de Hedoron, e restaurada pelos aliankinos desde a queda de Garlak, sendo a principal proteção litorânea do reino.

— Acredito, milady, que sua raça não se impressione com os feitos dos homens do passado — disse Joan, insistindo em mostrar sua propriedade letrada. — Mas, toda vez que me aproximo de Ahamür, lembro-me das longas histórias contadas pelos meus pais, e vejo como Berong não teve muito trabalho em levantar Aliank. Afinal, a maior parte dos seus redutos já estava aqui. Além de suas leis estarrecedoras, ele não pode se orgulhar pelos símbolos deste reino. Mas a casa dos Haesc, sim, pois nossos ancestrais participaram de todas as grandes obras nestas terras, mesmo antes de Aliank se tornar uma ideia.

Joan exaltava a própria família, algo que Liliel não podia fazer. Aquela conversa tão amena, no entanto, trazia-lhe certa nostalgia. Saudades de algo que ela não podia lembrar, mas que aparentemente vinha em gatilhos discretos ativados pelas frases do arqueiro.

— O que pode me dizer dos seus avitos, milady? — inquiriu Joan. — Alguma história interessante para dividir com este futuro Lorde aliankino?

Os olhos esmeraldinos expressavam a mesma felicidade dos lábios arqueados na face de Joan, que esperava, decerto, por um belo conto élfico, sem imaginar que as experiências mais emblemáticas de Liliel há muito foram esquecidas.

— Joan, não seja leviano — disse Liliel, finalmente quebrando seu prolongado silêncio. — Tais julgamentos, movidos pelo impulso e caindo em ouvidos insensíveis, podem condená-lo às mais rígidas leis de Aliank. Não há dúvidas sobre a importância dos Haesc ou da vitória de Berong. No entanto, toda história tem seus arcos, com fatos e nomes que permanecem em anonimato. E que, mesmo esquecidos nas páginas da história, ainda tem sua importância. Busque conhecer outras fontes, além dos contos vangloriosos de sua família. Conhecimento é um poderoso aliado contra a ignorância.

Joan estremeceu ao ouvir o conselho de Liliel, que, com seu tom sutil, o convidava a uma importante reflexão sobre seus atos e pensamentos. A elfa sabia que os jovens aliankinos, especialmente os imaturos, eram facilmente influenciados e pouco incentivados a assumir uma posição autêntica, atendendo sempre a uma obediência cega aos preceitos instituídos por Berong, ou assumindo a tendenciosidade de opiniões imutáveis, como parecia ser a proposta da família Haesc.

— Ademais — continuou Liliel, meneando a cabeça negativamente. — Eu realmente me pergunto o que tenho de fascinante aos seus olhos, Joan. A minha jornada é lenta e farda. Mas acredito que estou vencendo as sombras e permanecendo no caminho certo. Sabes bem que não tenho um passado para lembrar. Eu, sim, deveria invejá-lo. Tens uma origem, um sobrenome e conhece o rosto de teu pai. Feliz é aquele que conhece autenticamente a sua própria identidade.

Uma atmosfera melancólica tomou a voz de Liliel e a face de Joan, que fizera menção de falar algo, quando foi interrompido pela pergunta da elfa.

— Enfim, poderia me adiantar o motivo do chamado de Gormachel?


*****


— Em nome do deus benévolo e de seu sagrado Inquisidor, abram caminho às Máscaras de Materyon, porquanto os portões nortenhos da capital não punem os inimigos de Aliank, mas deixam este ofício aos embuçados do rei.

A voz grave e altissonante invadiu a cidade através do gradil de ferro. Um destacamento formado por três dezenas de indivíduos alinhou suas montarias em fila horizontal única, deixando que o interlocutor, acompanhado por outros dois, assumisse a negociação com dois lanceiros, que vigiavam os limites da cidade.

— Pois bem, Máscaras de Materyon! — indagou um guarda. — Suas faces já estão ocultas, mas não os seus nomes, pois isto não foi permitido ocultar dos muitos ouvidos do rei. Digam-nos como devemos chamar os denodados do norte, que enfrentaram tão levianamente os perigos da floresta amaldiçoada para alcançar os portões de Aliank.

Por baixo da máscara do líder, foi possível para a dupla de aliados mais próximos ouvir um suspiro. Um silêncio curto e arrebatador se estabeleceu brevemente, até ser quebrado pela falácia do forasteiro.

— Chama-me de Bertho, flecha inquebrantável — respondeu, dando a deixa para os companheiros.

Os lanceiros se entreolharam. Não foi possível ver seus semblantes atônitos, embora jogassem desavisadamente o sentimento na atmosfera pesada que alimentava os mascarados. E, antes mesmo de virar novamente seus rostos a eles, ouviram uma segunda resposta, vinda à ocidente do líder, lançada como um frio repentino de outono.  

— Olen, o estilhaçador.

Restava um que, assim como o líder, também era um arqueiro, embora seus olhos transmitissem uma austeridade muito maior.


COMPLEMENTO:

TODOS

- É noite no cenário (por volta das 20h), e todos os eventos estão acontecendo paralelamente;

- Aconselhável a todos colocar a descrição dos seus personagens, para que eu complemente no meu turno ao converter para o formato literário;

BRUNO:

- Mudei o nome do Leonhard para Leonard, devido a uma questão linguística que vou implementar na lenda e, por bem, é melhor afastar de nomes formados por termos anglo-saxões;
- Por uma questão de redundância, não descrevi que Leonard está sentado do lado direito de Sarlakros, o que pretendo esclarecer nos próximos turnos;
- Na mesa com Sarlakros, estão: o intendente Riatom (comandante da hoste nortenha da cidade de Aliank), Leonard, Sarlethos (irmão dois anos mais jovem que Sarlakros. Exploraremos isso ao longo do conto e será implementado no enredo dele);
- Não há elfos nem meio-elfos no salão nobre comemorando a posse de Sarlakros, devido a rivalidade que o personagem nutre contra a raça. Como justificativa, os convidados do jantar são apenas humanos pois formam a tropa de infantes, embora haja uma programação de cerimônia militar para a noite do dia seguinte, envolvendo toda a hoste aliankina;
- A casa dos Darkenyns será explorada, também, na reformulação do seu enredo, sendo uma das famílias mais poderosas de Aliank e justificando a influência de Sarlakros e sua posterior posse como Lorde;
- Importante: pela religião teryonista, a ingestão de qualquer substância entorpecente é considerada heresia, de forma que mesmo o vinho branco servido aos convidados não possui álcool. Na sétima visão do livro, Sarlakros exorta Morhariel sobre o fato de não querer um companheiro bêbado na luta contra o majurk, pois, naquela ocasião, já estava desrespeitando as normas ideológicas;
- A voz no ouvido de Sarlakros é de Wagsa, Lorde Inférlico que permitiu sua encarnação em Aliank para a missão de corromper o reino através das hostes de Berong;
- Sugestão de condução à cena: discurso impactante de Sarlakros aos homens. Lembre-se, contudo, que ele está disfarçado, e não deve dar a entender que é um marilista.


GIOVANNA:

- O diálogo ameno com Joan é uma forma de introduzi-la na história explorando o drama da falta de memória;
- A título de conhecimento, andaluz seria a raça de Doloth, e sorraia do cavalo em que Joan está montado. Para ter melhor imagem de como eles são, use uma busca no Google Imagens;
- Não foi revelado ainda no contexto, mas Liliel está seguindo Joan até uma fenda (entrada) na muralha de Ahamür para se encontrar com Gormachel, Lorde aliankino líder dos arqueiros. Em Crônicas de Aliank, ele já havia se afastado do reino. Joan revelou apenas que Gormachel pedia a presença da elfa com urgência, pois precisava de um apoio que não sabia explicar o motivo;
- Sugestão de condução à cena: dar continuidade ao diálogo de Joan, ou puxar assunto sobre o que Gormachel realmente quer.


DOUGLAS E EDGARD

- "Máscaras de Materyon" é um destacamento de inquisidores. Por pertencerem ao juízo do reino, não pode mostrar seus rostos, tal como Iscalis já faz. É uma justificativa para a entrada de Alec no reino;
- Os dois homens que estão acompanhando Alec são Leofrid e Sanbert (padrasto de Alec, ainda vivo nesta estória);
- Não foi revelado ainda no enredo, mas a justificativa da origem do destacamento "Máscaras de Materyon" vem de uma colônia aliankina chamada Olang. De fato, Ladavür (a Cidade dos Exilados, existente nas montanhas da Cordilheira de Majara. Para mais informações, acessar o perfil reformulado do Alec) é guarnecida com materiais vindos de lá, devido à influência de clifistas lá infiltrados. Ou seja, muitos dos que se declaram membros dos Máscaras de Materyon são, na verdade, advindos de Ladavür, mas justificados como habitantes de Olang;
- Os Máscaras de Materyon nunca revelam seus nomes reais, como prevenção a qualquer associação ao reino de Rudon ou aos proscritos da cidade de Aliank no passado. Por isso, Sanbert e Leofrid deram nomes falsos aos vigias (Bertho e Olen, respectivamente);
- Para todos os efeitos, devido à lei anti-miscigenação, a realeza pensa que Iscalis é um elfo puro, e terão a mesma impressão de Alec, caso ele seja exposto no reino. Isto faz parte de um detalhe que será introduzido no enredo do Iscalis, de acordo com uma manipulação mental provocada por Dërminna;
- Sugestão de condução à cena: considerei que Iscalis já estava na região norte a espera do destacamento, e pode recebê-los interferindo na cena, tal como Alec deve dar sua resposta aos guardas.


Última edição por A Lenda de Materyalis em Seg Ago 21 2017, 17:23, editado 5 vez(es)

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Re: (Conto) A Revolta da Colônia

Mensagem por Sarlakros Darkenyns em Qui Jul 27 2017, 17:31

Era chegado a hora. Enfim, Sarlakros teria um alto cargo na cidade teryonista de Aliank e comandaria um terço de suas tropas. Observava com atenção o bradar dos soldados e toda sua euforia. Mal eles sabiam que o empoderamento de Sarlakros ali era o começo da destruição de Aliank.

Ouvia todo o discurso de Leonard e o bradar dos soldados inflavam seu ego ainda mais. Segurava firmemente sua taça de vinho banhada a ouro na mesa a sua frente e a erguia lentamente para um brinde, ao mesmo tempo em que ficava de pé para que todos ali pudessem fixar seu olhar no Lord. Altivo, falava em um alto tom para que todos pudessem ouvir com clareza.

-Meus subordinados...é com muito prazer que assumo o cargo de lord comandante das tropas de Aliank e eu vos prometo que enquanto eu viver... nenhum herege sobreviverá para envenenar nossas famílias e manchar o nome de nosso deus...Materyon...com suas mentiras e corrupções. A justiça e a vontade de nosso rei, Berong, será cumprida à risca!

Sério e com um olhar frio e penetrante, percorria todo o ambiente e parecia encarar um a um ali presente, em especial os altos oficiais em sua mesa e permanecia assim por alguns segundos até voltar a se pronunciar.

-Vida longa a Berong, nosso rei! E que Materyon....nos abençoe.

Esboçava um breve sorriso sarcástico em seu rosto ao pronunciar suas palavras finais mas logo levava a taça de vinho de encontro a sua boca para um longo gole, iniciando assim o brinde com os soldados. Naquele momento, a paz no coração de muitos dos fiéis devotos a Materyon estava comprometida e havia uma cobra sendo criada em seu ninho.

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Re: (Conto) A Revolta da Colônia

Mensagem por Liliel em Sex Jul 28 2017, 21:53

O trotar de Doloth era manso que se misturava com o Sorraia que acompanhava. Sobre o céu limpo e claro estrelado, cuja visão prendia a atenção da elfa que piscava de leve seus olhos belos olhos azuis, que fitavam algumas das constelações. Acompanhado de uma brisa que bagunçava as madeixas douradas e acariciando a pele do seu rosto a mesma se encontrava relaxada.

Por estar acostumada ser reservada e constantemente sozinha, se esquecia que tinha havia companhia. Além disso, o assunto de Joan parece não apresentar um efeito atrativo para a Lady que permanecia divagar, um pequeno momento curioso. Mesmo a elfa tendo uma grande influência não parecia gozar de mimos nobreza, talvez seu desinteresse fosse uma característica de sua raça. Algo que passou despercebido pelo jovem.

Apesar de ouvir, sua mente estava longe, podia recordar a voz de Omaru em saudosos ensinamentos, o fascínio da elfa por astrologia desde do princípio. Sentia como se fosse ontem, que ficavam sentados diante de uma fogueira no meio da mata, apontando e comentando sobre estrelas. Se lembrava bem do cheiro da madeira queimada e o som dos estalos. Desde que as conheceu lhe serviu de apoio em suas viagens e outras vezes suas companheiras. Piscou outra vez, avistou apenas duas constelações: A Cítara ao perceber as oito estrelas e mais adiante parecia ser a Abutre-fouveiro por cinco estrelas. Não podia expressar mas sentia-se animada com o que via.

Ao chegarem finalmente em  Ahamür, Doloth parou sozinha e com isto a fez despertar. Inspirou e suspirou brevemente. Pode acompanhar Joan citar os méritos de sua família, apesar de achar natural o orgulho de suas raízes. Era um assunto delicado, algo que ela não podia compartilhar e tão pouco se vangloriar, sentia aquele vazio lhe consumir sempre que tentava se lembrar e outra vez sua memória a traia mas ainda tinha sentia uma sensação estranha, uma nostalgia a qual não sabia porque. Finalmente Liliel moveu seus lábios quebrando seu prolongado silêncio.

- … Joan. Não sejas leviano, tais julgamentos movidos por impulsos podem condená-lo. Não há dúvidas sobre a importância dos Haesc ou da vitória de Berong. No entanto, toda história pode haver outros arcos, nomes que permanecem em anonimato. Busque conhecer outras fontes, conhecimento é um aliado contra a ignorância.

A reposta da elfa era mais um concelho e que era convidativo a uma reflexão, em seu tom sutil de costume sem perder seu equilíbrio. Pois a história de Aliank era vasta, os jovens eram facilmente influenciados e pouco doutrinados a pensar. Em seguida ela balançou a cabeça negativamente em resposta a última pergunta depois de outro suspiro.

- Eu realmente me pergunto o que tenho de fascinante para seus olhos Joan…? Sabes bem que eu sou suspeita, não tenho um passado para contar pois se quer lembro. Quem deve invejar sou eu, afinal tens um sobrenome, uma origem e sabe o rosto teu  pai. Feliz é aquele que sabe de sua verdadeira identidade…

Abaixou os olhos ainda sem expressar nada, mas parecia manifestar um pouco de melancólica em sua voz. Não sabia porque era tanto admirada se considerava sem graça. Era difícil ela falar sobre si mas indicava que ela ainda estava em busca de algo.


- A minha jornada é lenta e farda, mas acredito que por trás de qualquer dificuldade é sinal que estou no caminho certo. Em fim… poderia me adiantar o chamado de Gormachel ?

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Re: (Conto) A Revolta da Colônia

Mensagem por Iscalis Quo em Dom Jul 30 2017, 22:19

- E o ultimo é Ezequiel, a sentença de Granvelion.

Interrompeu a voz alta, porem abafada, que surgiu detrás dos guardas sem aviso. O susto proveniente da surpresa somaria-se com o desagrado subconsciente familiar daquele timbre de ironia e superioridade. Ao se virarem para testemunhar a aparição do Inquisitor, o sentimento só pioraria. Mesmo com o longo casaco escuro de gola felpuda, era difícil conceber como ele não fazia minima menção de frio no clima Alinkiano. Mas o pior era aquela máscara que sempre usava. Branca e sem expressão, lapidada com linhas azuis de curvas elegantes, remetia diretamente a arte que retratava a presença de Materyon no mundo. Porem, ao invés de trazer paz, ela gritava uma sensação de estranheza e perigo aos olhos dos observadores.

Havia chegado pouco antes nos arredores do portão, amarrado seu cavalo longe dos olhos dos guardas e percorrido o restante do caminho a pé. A noite ajudava a manter-se oculto em seu proposito de avaliar a área antes de aparecer, um habito que executava de vez em quando para pegar as pessoas desprevenidas. Reconheceu imediatamente a tropa de mascarados que esperavam a entrada, assim como o previsível questionamento dos vigias. Aproveitando a atenção dos guardas para com os recem-chegado aproximou-se silenciosamente. Testemunhar a expressão de medo no rosto das pessoas era impagavel.

-Vocês dois certamente conhecem a historia do homem que alvejou cem hereges quando emboscaram um acampamento alinkiano, nao é ? Ezequiel, por favor, conte para eles com suas proprias palavras. É fantastica ! 

Deu espaço então para Alec, o verdadeiro nome de Ezequiel, se apresentasse e contasse a tal historia

- Viu só, por que essa desconfiança meus irmãos ? Estes são evidentemente os Máscaras de Materyon, deixem-os entrar logo ! Seria muito descortês manter nossos convidados esperando do lado de fora desta maneira. Eu e o rei aguardávamos ansiosamente a chegada destes valentes cavalheiros.

A gentileza e amistosidade na fala de Iscalis com os guardas se retorceu de uma hora para outra em uma ordem imperativa e inexpressiva

- Abram os portões.

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Re: (Conto) A Revolta da Colônia

Mensagem por A Lenda de Materyalis em Sex Ago 11 2017, 17:32

Considerações off



Vamos ao jogo:




I

SUBLEVAÇÃO

— Que venham os grandes feitos, milorde — disse Riatom, comandante da hoste setentrional da capital aliankina, que dividia a mesa com Sarlakros. — As armas dos guerreiros do norte lhe serão brandidas fielmente.

Além de Riatom e Leonard, havia mais um comensal assentado com o Lorde: Sarlethos, seu irmão de duas primaveras mais jovem, cuja aparência se diferenciava dele em vários aspectos. Seus traços faciais eram mais finos e o corpo menos robusto. Os cabelos e olhos de íris brancas, característica marcante dos descendentes da raça humana dos cítaros, eram suavemente mais claros. Uma barba grossa e rala estampava seu rosto, que trazia um misto de serenidade e desgosto.  

Como o irmão, Sarlethos era um infante a serviço de Berong, embora suas capacidades de combate não fossem nem de longe comparáveis às de Sarlakros. Não sorriu, falou ou demonstrou qualquer emoção desde o início da festividade. E, sem qualquer altruísmo, assentou-se novamente ao término do brinde, chamando a atenção de Leonard.

— Você não parece bem, Sarlethos — provocou o capitão. — Presumo que as iguarias do cozinheiro não estejam à altura do paladar de um Darkenyns tão refulgente, uma vez que sequer vimos sua boca abrir em exaltação à conquista de seu irmão.

Sarlethos colocou as mãos na mesa. Não encarava Leonard, e sabia que não seria defendido por Sarlakros da ironia de seu braço direito. Com o semblante bastante equilibrado, preferia disfarçar o olhar, que divagava entre os homens que aproveitavam o banquete em outras mesas.

— Engana-se — respondeu Sarlethos. — Apenas observo o quanto a fidelidade destes homens é inexorável aos propósitos de Materyon.

— Deveria citar o rei e o novo Lorde como objeto de tua análise — intrometeu-se Riatom, arrostando Sarlethos como Leonard fazia. — Afinal, são eles os maiores representantes do nosso deus.

O comandante também sabia escarnecer cinicamente. Mas foram os olhos de Leonard que buscaram a reação de Sarlakros, até então silente às emoções do irmão.

"— Seu irmãozinho ainda não parece tomado pelo medo — falou novamente a voz misteriosa para Sarlakros. — Deveria fazê-lo entender que existem consequências aos que se mostram avessos a vontade de um Lorde aliankino."

— Citações óbvias são dispensáveis, comandante — respondeu Sarlethos a Riatom, secamente.

— Esta mesma fidelidade inexorável é esperada de ti em relação aos meus propósitos e aos de Berong, nosso rei, Sarlethos — disse Sarlakros, enfim, sentando-se devagar e com o corpo virado transversalmente para o irmão. — Não é mesmo?

A resposta de Sarlethos veio com uma encarada fria ao Lorde, que não perdeu a oportunidade de mostrar o seu poder.

— Tenho certeza que sabe que ser desfavorável à minha assunção é uma alta transgressão marcial, pois subverteria a vontade de nosso rei. Portanto, ordeno que se levante e ponha-se em seu devido lugar, jurando defender a minha vida, mesmo ao custo da sua, o que corrobora os interesses de Berong. Reconheça aos mavórcios que eu sou seu Lorde, comandante supremo dos infantes aliankinos. Deixe a inibição e prove de uma vez por todas aos nossos compatriotas o quão fiel é a família Darkenyns aos desígnios de Materyon e seu reino mais influente entre os povos.

"— Interessante. Acabou de encurralá-lo — disse novamente a criatura oculta a Sarlakros."

O olhar inquebrantável de Sarlakros fixava-se na vítima. Não havia compaixão em suas palavras. Não hesitaria em ser o denunciador ou o próprio executor do irmão caso ele não obedecesse estritamente a sua vontade. Era uma jogada que colocava em evidência o valor dos Darkenyns e o orgulho de Sarlethos.

*****


— Sinto decepcioná-la, milady — respondeu Joan, após um suspiro. — Não sei muito a respeito. Disse-me apenas que era de suma importância que estivesse na praia, pois queria lhe mostrar algo que, certamente, seus olhos jamais contemplaram.  

Agora travado, Joan se manteve em silêncio até Ahamür. Temia dizer qualquer coisa que denegrisse mais sua imagem. Interpretara os dizeres da elfa como repreensão e, com isso, preferiu se aquietar. Esperaria por um momento mais oportuno para lhe dizer os motivos que lhe faziam admirá-la tanto. Liliel, por sua vez, o fitava de canto, arqueando uma das sobrancelhas. Apesar das demonstrações afobadas do mancebo, ela não percebia todo o seu afeto. Por sempre ser focada em seus objetivos e obrigações, cegava-se para as emoções daqueles que estavam ao seu redor. Talvez sua dupla não fosse o único em Aliank a nutrir tamanha admiração, porém, a elfa tinha um jeito frio e peculiar, capaz de intimidar qualquer pretendente. Por isso, julgava seus impulsos como frutos de uma imaturidade típica de humanos daquela idade.

A cavalgada pareceu mais longa para Joan, e mais curta para Liliel. Apesar de se manterem calados, a guerreira focava sua mente nas especulações sobre a intenção de Gormachel, aliado ao fato de que não gostava do clima de suspense que era gerado. Até que finalmente chegaram ao grande portão duplo e metálico da muralha, localizado mais ao leste da faixa litorânea. Dois guardas, segurando lanças de acordo com a posição que assumiam no lado correspondente ao que protegiam, recebiam os dois guerreiros com o típico cumprimento militar das hostes aliankinas, inclinando a cabeça e o tronco levemente para frente, com a mão direita no peito esquerdo em direção à elfa.

— Os lanceiros de Berong a saúdam, Lady Liliel, a justiceira — disseram em uníssono.

— Grata, nobres guerreiros — respondeu Liliel, cordialmente. — Que tenham uma noite abençoada por Materyon.

— Um futuro Lorde também merece os seus cumprimentos mais respeitosos, senhores lanceiros — disse Joan, contrariado.

— Queira nos perdoar, senhor — respondeu o guarda da direita. — Seguimos expressamente todos os modelos cerimoniais, e eles não incluem a mesma saudação a armíferos de patentes menores.

— Pois saibam que reclamarei com precedência a Arbard, o ferreiro azul, uma armadura zircônica dos Lordes, para que, quando eu assumir minha merecida patente, vocês sejam os primeiros a contemplar e se arrepender por não reconhecerem previamente o talento do maior dos arqueiros de Aliank.

Antes Joan tivesse dado mais ouvidos ao conselho de Liliel. Ele se mostraria prematuramente útil. A elfa respirou fundo, massageando a testa com dois dedos, gesto típico de quando se sentia incomodada.

— Tenha cuidado com suas palavras, Joan Haesc, filho de Gormachel Haesc — retrucou o da esquerda, austeramente. — Embora o respeitemos como filho de um Lorde, a lei de inquisição funciona igualmente a todos os aliankinos desrespeitosos.

— Ferir os ouvidos dos servos beligerantes do benévolo é o mesmo que cortar a própria carne, jovem Joan Haesc — endossou o outro.

Joan engoliu seco por um instante, olhando de soslaio para Liliel.

— Já estou satisfeito por saberem meu nome e reconhecerem o meu clã — disse o arqueiro, em contradição às próprias expectativas demonstradas outrora.

— Solicito que prelevem o efebo Haesc — interrompeu Liliel. — Está movido pela exaltação por ainda não assimilar seu lugar e se apegar a sonhos.

A elfa olhou de soslaio para um cabisbaixo Joan.

— Evidentemente, creio agora que entendeu que peixes fenecem pela boca. Principalmente os pequenos.


Com a animosidade contida, o lanceiro à destra do portão se dirigiu à Lady.

— Embarcações vindas de terras distantes estão aportando neste momento na praia, Lady Liliel. É necessário que apenas um dos altos militares acompanhe o desembarque dos forasteiros. Lorde Gormachel já está cuidando de tudo neste momento.

— Desembarque dos forasteiros? — perguntou Joan. — Meu pai quer lhe mostrar estrangeiros vindos do mar?

Ao invés de se preocupar com o possível reforço solicitado pelo Lorde para o caso de haver um ataque e não uma visita cordial, Joan, na verdade, se importava com o fato do pai jamais tê-lo convidado a participar de algum evento semelhante, realçando ainda mais a sua puerilidade.

— E o que se sabe desses estrangeiros? — indagou Liliel, com a mão no queixo. Enviaram algum porta-voz a Vossa Majestade?

COMPLEMENTO:

TODOS

- Releiam o meu último turno. O que está em vermelho foi acrescentado de acordo com a inspiração do turno de vocês, e será o texto do conto. Caso desejem alterar algo, me procurem;

- Até a postagem do turno do Edgard (Alec) e o retorno do Douglas (Iscalis), o terceiroa rco do conto ficará pausado. O jogo continuará normalmente com Sarlakros e Liliel.

BRUNO:

- A raça dos cítaros, humanos que habitaram nas terras onde hoje é Aliank nas primeiras eras, serão a explicação da particularidade da raça, com características de cabelos e íris brancas.


Última edição por A Lenda de Materyalis em Seg Ago 21 2017, 17:44, editado 2 vez(es)

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Re: (Conto) A Revolta da Colônia

Mensagem por Sarlakros Darkenyns em Sex Ago 11 2017, 22:39

-E esta mesma fidelidade inexorável a mim e aos propósitos de Berong, nosso rei, que é esperado de ti, Sarlethos.. não é mesmo?

Interrompia a conversa dos três enquanto sentava-se devagar, com seu corpo virado diagonalmente na direção de Sarlethos. Com o olhar fixo em seu irmão, maneava o braço direito ordenando que os bardos iniciassem os cantos e assim dava início a comemoração com o resto das tropas.

-A menos que seja desfavorável a minha assunção, o que seria um crime de alto escalão pois estaria sendo adverso a vontade de nosso rei, ordeno que se levante e ponha-se em seu devido lugar, jurando defender a minha vida, mesmo ao custo da sua, e defender também a vontade de nosso rei aqui em Aliank tendo eu, seu Lord, como comandante supremo de suas tropas e provando de uma vez por todas para nossos compatriotas aqui desta mesa que a família Darkenyns é fiel.

Sarlakros era inquebrantável. Arrostava fixamente Sarlethos sem desviar o olhar. Mesmo sendo seu irmão, não havia compaixão em suas palavras e era certo a prisão e posterior execução de Sarlethos caso fosse contra uma ordem direta do Lord. Colocava em cheque a reputação da família e, ao mesmo tempo, o ego de Sarlethos.

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Re: (Conto) A Revolta da Colônia

Mensagem por Liliel em Seg Ago 14 2017, 20:27

Outra leve brisa passou e brincava com os cabelos da elfa que dançavam ao ar, que se misturava com a fita negra que prendia suas madeixas atrás. O sereno reforçava a serenidade da Lady, ela permaneceu calada para ouvir os sussurros dos ventos sem deixar a contemplar a visão das estrelas. Piscou os olhos lentamente onde em sua imaginação via linhas imaginárias contornando o céu onde as estrelas eram pontos e aos poucos aquelas linhas davam formas. Reconheceu as duas constelações e com isto se lembrou dos dizeres sobre “a leitura astral trazia o presságio de uma batalha vitoriosa, onde o pássaro simbolizava a caçada aos inimigos, e o objeto musicado o horizonte da bela melodia triunfal. ”

Se a leitura estivesse certa, a mesma considerou o presságio também podia estar relacionado ao chamado de Gormachel com uma possível incio de batalha. O que a fez mudar seu ar tranquilo para seriedade, fechando o cenho.

Em seguida ouviu a lamentação do arqueiro, em seguida o fitou no canto dos olhos claros azuis, arqueando uma das sobrancelhas, indicando dúvida, afinal ela havia apenas dado um concelho amistoso. A Lady ainda não percebia o afeto que o jovem arqueiro tinha pela sua pessoa, por ser focada em seus objetivos e suas obrigações, acabava ficando cega para afins mais emocionais. Talvez Joan não fosse o único em Aliank nutrir admiração no entanto a elfa tinha um jeito frio peculiar, capaz intimidar qualquer pretendente.
Não compreendia o que fazia a necessidade de Joan querer sua aprovação. Acreditava tais impulsos estavam ligados a sua imaturidade, típico em idade. O silêncio permaneceu de ambos permaneceu, a cavalgada parecia mais curta pois a mesma se matia em seus pensamentos, sentia um desconto por não gostar de suspenses. |

Ao chegaram ao grande portão duplo e metálico da muralha, ao leste da faixa litorânea. Recebeu os comprimentos ela retribui com um gesto com a cabeça positivo. E respondeu em uma breve saudação.

- Grata nobres guerreiros, que tenham uma boa noite, abençoada por Materyon.

Mal terminou os comprimentos e outra vez Joan tomava a frente movido por outro impulso que confirmava que este não tinha absorvido o concelho anterior, a Lady inspirou fundo ouvindo a resposta mais do devido ao seu protesto inadequado. Perante o momento, massageava a testa com dois dedos fazia-o sempre que se perturbava. Assim que o arqueiro se recolheu ela se manifestou em forma de abafar o insulto e ao mesmo tempo de chamar a sua atenção.

- Solicito que prelevem  o efebo Haesc, movido por exaltação por ainda não assimilar seu lugar. Evidentemente creio agora intuiu que peixes fenecem  pela a boca, ademais os pequenos.

Após o corretivo em um tom firme. Voltou sua atenção para o lanceiro que lhe informou sobre o paradeiro do Lorde. Levou a mão sobre o queixo de forma pensativa, o procedimento estava correto mas o que levaria seu chamado, só podia significar que algo estava fora de controle. Ouviu o comentário de Joan, não estava surpresa com isso.

- E o que se sabe desses estrangeiros? Enviaram algum porta-voz a vossa Majestade?


Aguardou por respostas, algo estava errado.

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Re: (Conto) A Revolta da Colônia

Mensagem por A Lenda de Materyalis em Seg Ago 21 2017, 18:28

Considerações off

Vamos ao jogo:




I

SUBLEVAÇÃO

Sarlethos não perdeu muito tempo com Sarlakros. Todos esperavam que ele falasse naquele evento e já esperava que teria de se pronunciar. Não foi visto qualquer traço de nervosismo em sua face, além do fato de que, para ele, era melhor não fitar o Lorde diretamente.

— Como quiser, meu irmão — respondeu Sarlethos, erguendo o próprio corpo junto a uma taça de vinho na mão destra.

— Irmãos infantes! — bradou, certificando-se de que todos o ouviriam. — Peço-lhes perdão pela minha oferta tardia de um brinde, numa noite tão importante para o meu irmão. Permaneçam assentados, deliciem-se com os manjares. Apenas peço que me escutem atentamente, pois não poderia deixar de prestar a devida homenagem ao saudoso Lorde Sarlakros.

Um urro quase uníssono e eufórico se espalhou por um momento. Sarlakros acompanhava atentamente todo o discurso amistoso do irmão, que, sem dúvidas, era um teryonista nato. Sentado em silêncio, colocava o corpo inclinado para frente, segurando o queixo com o punho direito e fechado, com o cotovelo apoiado na mão esquerda sobre a coxa direita. Sarlethos despertava a simpatia de muitos infantes, o que complementava a facilidade que tinha de conquistar a atenção deles.

— Nossas vidas são curtas, tais como as flores das cerejeiras que perecem ainda na bela primavera aliankina — iniciava Sarlethos, lançando um discurso inspirador. — Materyalis teve séculos de redenção para pensar, minuciosamente, os conceitos que nos fariam homens melhores, mais próximos da perfeição que só Materyon conseguiu alcançar.

"Não estou gostando disso" — reclamava a voz.

— Por isso, nossa missão, não só em Aliank, como por toda Hedoron, é transmitir a paz de nosso deus, usando as armas de acordo com as convicções máximas de Materyon para combater o verdadeiro mal, aquele que se instala no coração e na alma dos que veem no poder uma oportunidade de exaltar suas próprias forças em detrimento aos dogmas que cada um de nós decidiu perseguir.

Uma atmosfera pacífica estabeleceu-se pela primeira vez entre os presentes. Porém, nem todos compartilhavam do altruísmo demonstrado por Sarlethos. Afinal, havia uma mensagem subliminar em seu discurso, imediatamente captada por Riatom e Leonard.

— Assim, cremos que o sacrifício mútuo faz parte de nossa dura trilha. Muitas vezes, ela nos enseja a provar a Materyon que somos dignos de sua condolência. Eu, Sarlethos Darkenyns, não hesitarei em me imolar pelas virtudes teryonistas, tal como estou disposto a me sacrificar, seja aqui ou no campo de batalha, pelo nosso rei ou pelo meu irmão, nosso novo Lorde, desde que os princípios do divo da benevolência sejam sempre preservados em sua essência. Tenho certeza que eles fariam o mesmo por vós, afinal, é nosso dever como teryonistas vigiar constantemente nossas atitudes, para que não nos entreguemos a atos egocêntricos, mas sim a brandura do amor, ainda que ocupemos grandes posições de liderança.

Sorrisos eram vistos nos rostos dos guerreiros. Uma mensagem de esperança. Um golpe afiado nas sombras contra o Lorde aliankino.

— Viva a Materyon! Viva o teryonismo! Viva o rei! Viva o novo Lorde!

Todos se levantaram e deram quatro vivas em resposta ao guerreiro. Sarlakros fez como os demais, erguendo a taça para brindar com sua tropa, mas permanecera calado por algum tempo. Quem falava enquanto isso era a sua consciência.

"Eis a pequena chama sobre uma vela. Mas quem dará o sopro para apagá-la?"

O Lorde devolveu a taça à mesa, batendo o lado da mão no tampo com força suficiente para causar um terremoto na louça ali disposta. Em seguida, levantou-se com aplausos altissonantes.

— Bravo! Não era de se esperar menos de um Darkenyns! — bradou Sarlaros, silenciando o ambiente outra vez. — Mas creio, meu irmão, que algumas de suas palavras estejam equivocadas.

Todos, em absoluto, se voltaram ao Lorde.

— O ódio destrói tudo que o amor constrói. Sendo assim, o amor é fraco diante do ódio. Um reino não é erguido apenas com ideais amorosos e altruístas. Tenho certeza que Berong, nosso rei, sabe muito bem disso. Por amor, ninguém marcha à guerra e mata seus inimigos impiedosamente.

Sarlakros começara a andar por entre as mesas, buscando se aproximar dos infantes enquanto falava.

— Se amor fosse o sentimento mais forte em um ser, Materyalis, dito como supremo, não se dividiria em dois criando assim nossos inimigos. Marilis e seus bartaluns são terríveis! Extremamente maus!

Havia pausas estratégicas entre as frases. Um fundamento dialético eficiente quando se deseja a total absorção da informação aos ouvintes.

— Quando olharem nos olhos de um seguidor enfurecido de Marilis, ávido por ceifar sua vida e a de sua família inclementemente, quero que se perguntem onde está o amor em suas ações. Será que vocês, bravos guerreiros, tentarão acalmá-lo com palavras de afeto, ou lutarão em defesa de seus entes queridos?

Em um longo intervalo, as íris brancas de Sarlakros buscaram cada um dos presentes, fulminando-os como uma flecha forjada na bigorna do medo.

— Não quero que o amor reine em seus corações, pois ele é falho. Avivem o dever de propagar a paz de nosso deus e garantir a segurança de nosso povo. Guerreiros não amam inimigos. São implacáveis! Não recuam! Não fraquejam! Não falham! A paz só reina após o fim de uma batalha vencida. Mas, para isso, o ódio pelos infiéis e o desejo de um mundo melhor devem vir em primeiro lugar. Este é o sentimento mais importante para um homem.

Voltava caminhando altivamente para sua cadeira. Desta vez, aumentava consideravelmente, olhando fixamente para Sarlethos a sua frente.

— Não quero que me amem! Não quero que amem seus inimigos! Quero que ajam como homens e não chorem quando os servos de Marilis baterem em suas portas e lhes oferecerem espinhos ao invés de flores! Somos os melhores guerreiros de Hedoron e os infiéis sentirão o nosso afeto pelo fio de nossas espadas!

Ao enfim concluir, Sarlakros golpeava a mesa novamente. Mas a força aplicada era muito distinta. Uma aura amarelada envolveu todo o seu braço e concentrou na mão, lançando sobre todos um ruído avassalador. O contato da energia metonyana com o objeto, despreparado para tamanha carga, a partiu ao meio. O barulho da louça se espatifando no chão complementou o anterior. Deu um longo assopro, incompreensível para os observadores. Porém era a resposta para a sua própria mente. A vela estava apagada.


*****


— Sim, milady — respondeu o lanceiro à direita. — Uma carta da realeza informando que receberíamos a visita da rainha Agner de Olang, que solicitara audiência com Berong, nosso rei.

— Olang? — Perguntou Joan, variando o olhar para Liliel e os guardas. — Não é a colônia do sisal?

Ambos menearam positivamente a cabeça.

— Há marinheiros e inquisidores inspecionando a carga trazida pelos colonos. Receberemos um sinal do outro lado quando se certificarem de que é seguro permitir a entrada da rainha e seu séquito.

— Hum, então, devem ter trazido presentes à família real — confabulava Joan. — Uma rainha colonizada não seria estúpida de desafiar a mais poderosa hoste de Hedoron. Ou será que trouxeram cordas para nos amarrar em fogueiras e nos queimar vivos? — indagou o jovem, alarmando o próprio coração.


COMPLEMENTO:

TODOS

- Acerca de Olang. para adiantar o conhecimento que será introduzido durante o conto: Olang é um reino colonizado por Berong, onde a rainha lhe é subserviente. É de conhecimento comum que é a principal importadora de sisal para o reino, especialmente para a produção de cordas, usadas em grande parte pelos marinheiros e nas câmaras de inquisição para a composição das máquinas de tortura.


GIOVANNA:

- O turno foi curto pois apenas dá brecha para que Liliel ordene a abertura dos portões (é necessária a ordem da Lady aliankina para tal, em especial quando um evento como este acontece.


Última edição por A Lenda de Materyalis em Sex Ago 25 2017, 17:39, editado 3 vez(es)

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Re: (Conto) A Revolta da Colônia

Mensagem por Sarlakros Darkenyns em Seg Ago 21 2017, 21:53

Sarlakros permanecia sentado, com sua perna esquerda mais a frente que a outra, quase que totalmente de lado em sua cadeira. Acompanhava com o olhar o levantar de Salethos e repousava em sua perna direita seu braço direito, segurando seu queixo com o punho fechado enquanto seu outo braço, na vertical, segurava sua coxa. Atento, ouvia as palavras amistosas de seu irmão, que era um teryonista nato.

Ao final do discurso, Sarlakros pegava e erguia também sua taça e fazia novamente o brinde com sua tropa. Ao final do gole, voltava com a taça sobre a mesa com força, entortando a base da taça de ouro e derramando na mesa seu vinho e fazendo tremer as outras taças ao redor. Ao final disto, levanta-se aplaudindo o discurso de seu irmão.

-Bravo! Não era de se esperar menos de um Darkenyns! Mas creio, meu irmão, que esteja errado em algumas palavras.

Cessado as palmas, Sarlakros mantinha sua face sem emoções.

-O ódio destrói tudo que o amor constrói, sendo assim, o amor é um sentimento fraco. E não necessariamente o ódio é um sentimento mau. Um reino não é erguido apenas com amor e tenho certeza que Berong, nosso rei, sabe muito bem disso. Por amor, ninguém marcha a guerra e mata seus inimigos impiedosamente.

Andava alguns passos, caminhando por entre as mesas. Aproximando-se dos infantes enquanto falava.

-Se amor fosse o sentimento mais forte em um ser, Materyalis, que é supremo, não se dividiria em dois criando assim nossos inimigos, servos bartaluns de Marilis e, muito menos, um outro deus que os guia. E eles são maus. Muito maus.

Fazia pausas estratégicas para que todos pudessem digerir suas palavras e sentirem medo com seus pensamentos.

-Quando olharem nos olhos de um seguidor da marilis prestes a te atacar, enfurecido, na intenção de ceifar sua vida e a de sua família, sem pena, sem piedade.. quero que se pergunte onde esta o amor em suas ações. Será que vocês, bravos guerreiros, vão tentar acalma-lo com palavras de afeto e amor ou vão lutar em defesa de seus familiares? Ou será que o amor só existe para com seus familiares e não com o resto do mundo?

Chegava ao final e virava-se para os demais. Sarlakros era o alvo de todos os olhares e perdia alguns segundos ali tentando olhar um a um, alimentando o medo em suas almas.

-Não quero que o amor reine em seus corações, pois ele é falho. E sim o dever de propagar a paz de nosso deus e garantir a segurança de nosso povo. Guerreiros não sentem amor por inimigos. Guerreiros são implacáveis, não recuam, não fraquejam, não falham. Somente ao final de uma luta, uma batalha vencida, que reina a paz. Mas para isso, o ódio pelos infiéis e o desejo de um mundo melhor para você e seus ideais vem em primeiro lugar e isso.... é o sentimento mais importante que um homem tem que sentir.

Falava enquanto encarava um a um. Parecia estar dando um recado direto ao coração dos infantes. Voltava caminhando para sua cadeira novamente. Desta vez, aumentava consideravelmente o tom de voz e caminhava altivo, olhando fixamente para Sarlethos a sua frente.

-Não quero que me amem!!! Não quero que amem seus inimigos!!! Quero que ajam como homens e não chorem quando os servos de marilis baterem em suas portas e lhe receberem com espadas e escudos de aço ao em vez de flores! Somos os guerreiros mais treinamos de Hedoron!!!!! E os ifiéis sentirão nosso "amor" pelo fio de nossas espadas!!!!

Ao final de seu discurso, Sarlakros golpeava a mesa com força, fazendo uma aura amarelada envolver todo seu braço e partindo a mesa ao meio, derrubando tudo que nela estava e espalhando comida e bebida pelo chão. Já bem perto de seu irmão, Sarlakros passava por ele respondendo a frase de seu mentor em sua cabeça com um leve assopro, como se estivesse apagando uma pequena chama de uma vela, e que certamente Sarlethos não entenderia o motivo para tal.

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Re: (Conto) A Revolta da Colônia

Mensagem por Liliel em Ter Ago 22 2017, 22:15

Naquele momento a Lady acatou  a notícia, levou sua mão direita sobre o s lábios, reclusa em seus pensamentos, em particular achava a chegada da rainha Agner súbita. Apesar das dúvidas, preferiu guardar para si mesma, já que não havia uma maneira sutil de tocar nesse assunto, considerava que antes de levantar qualquer suspeita precisava investigar.

Ouviu as indagações de Joan sobre, por hora voltava ignora-lo e em seguida replicou em tom firme:

- Compreendo. Qualquer novidade sobre, quero ser informada. Abram os portões!

Dada a ordem a Lady se preparava para seguir até Gormachel.


Última edição por Liliel em Sab Ago 26 2017, 12:43, editado 2 vez(es)

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Re: (Conto) A Revolta da Colônia

Mensagem por A Lenda de Materyalis em Sex Ago 25 2017, 18:29

Considerações off

Giovanna, em relação ao turno anterior, note que os soldados falaram que, quando o outro lado der o sinal, permitirão a abertura dos portões e a entrada da rainha. A instrução que coloquei no final do turno passado era para que interpretasse Liliel pedindo para que abrissem os portões para que ela passasse e fosse até Gormachel. A chegada dela será interpretada do outro lado. Perdão se não ficou claro. Peço que reformule o turno anterior com base nesta informação.

Sendo assim, neste turno, apenas a continuidade do turno do Bruno será escrita.

Vamos ao jogo:




I

SUBLEVAÇÃO

Não houve mais aplausos ou exaltação. Todos estavam consternados. Até mesmo murmurações eram contidas. A confiança trabalhada nas palavras de Sarlethos foi consumida pelos atos de Sarlakros. O ódio que destrói tudo o que o amor constrói. Uma reflexão que revoluteava os pensamentos dos armíferos.

— N-não! I-isso não está... certo!

O silêncio assombroso que dominava o ambiente permitiria que até mesmo os passos de insetos fossem ouvidos. Quando um guerreiro intrépido, ou talvez ingênuo para alguns, resolvia discordar abertamente do novo Lorde, era inevitável que todas as atenções se voltassem imediatamente a ele.

Os presentes abriam caminho para um homem que, diferente de muitos ali, não trouxera sua espada. Os cabelos castanhos claros estavam bagunçados, como se tivesse acabado de tirar o vistoso elmo da hoste aliankina. A pele alva estava vermelha, dado o notável nervosismo que o afligia. Dirigia-se à mesa destruída. Seu corpo tremia como o crepitar das chamas de uma fogueira envoltas numa ventania. Ainda assim, tentava se acalmar para reunir as frases que Sarlethos não teve coragem de vociferar.

— Diz um mandamento de Materyon, nosso deus — falava ele olhando Sarlakros, desta vez sem gaguejar, mas com uma firmeza tão grande quanto a de uma lebre perante uma onça. — "Amarás o teu inimigo, pois ele é imperfeito como um dia foi Materyalis, o Criador". Este, tais como tantos outros preceitos, me foram passados por meus pais, fiéis servos de Materyon, Embora o nome de minha casa e o de minha família sejam anônimos aos ouvidos da realeza e de milorde, por que eu deveria ir contra a ordem de Materyon, a única entidade perfeita entre nós, e dar ouvidos a um guerreiro que ama o ódio?

O homem tentava se manter firme, mas o corpo trêmulo denunciava sua tensão. A didática da língua escrita não era comum em Aliank, medida segregacionista do rei para impedir o conhecimento pleno dos livros apostólicos dos elfos antigos, que apregoavam sobre a acepção de Materyon sobre o bem e o mal. Portanto, o guerreiro colocava em risco não só a sua integridade, mas também a de sua família, que, caso não tivesse a devida anuência real, não poderia nutrir tal sabedoria.

Os demais se entreolhavam. Sabiam que aquilo não terminaria bem. A punição por contrariar um Lorde era o motivo que calara uma tréplica de Sarlethos.

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Re: (Conto) A Revolta da Colônia

Mensagem por Sarlakros Darkenyns em Sex Ago 25 2017, 23:25

O lord se recompunha, fazendo sumir a aura amarelada de seu braço e arrumava seus longos cabelos brancos com as duas mãos, até que ouve um murmuro de um dos infantes. Virava-se lentamente, voltando com seus braços em posição normal e encarava o sujeito. O analisava-o de cima a baixo enquanto o ouvia pacientemente. Em seguida, começava a contar com os dedos.

-Primeiro, ninguém lhe deu permissão e você não tem o direito de pronunciar suas opiniões aqui, e muito menos elas me interessam. Segundo, eu conheço as escrituras de Materyon pois sou de uma família nobre, e temos o direito de possuir tais conhecimentos, coisa que você não é.

Breve pausa.

-Terceiro, esse texto, fora do contexto, é usado por hereges como você para manipular a mente de nossos irmãos teryonistas. Materyon manda amar nossos inimigos no sentido de fazer prevalecer a paz, não tomando a iniciativa em iniciar uma guerra contra ninguém e fazendo ao máximo para fugir delas. Mas no momento em que seu inimigo engaja contra vocês, isso foi uma escolha dele e não nossa, e então o amor pelo inimigo se vai, dando lugar a vontade de preservar sua propria vida e de outrem.

Fazia uma nova pausa para que todos pudessem aprender o que era ensinado por Sarlakros de forma deturpada, porém, inteligente.

-E foi assim que nosso rei Berong marchou contra Garlak, com ódio em seu coração pelo seu inimigo e pelas desgraças causadas por ele, fazendo prevalecer a vontade de Materyon que é de preservar a vida de seus filhos e irmãos acima de tudo. Entenderam o que é ser teryonista? Não precisa ser afeminado para fazer o bem.

Fazia uma pausa maior, respirando profundamente até voltar a falar novamente.

-Fico triste em ver que esse tipo de gente está até mesmo no meio de nós. Leonard... -Virava-se para seu oficial-.. Prenda-o por insubordinação e por heresia, por estar corrompendo a palavra de nosso deus no intuito de causar um motim dentro do reino contra nosso rei.

Voltava a olhar o homem friamente, enquanto continuava a dar ordens a seus oficiais ali presentes. Esperava que suas ordens fossem rapidamente atendidas e que aquele sujeito fosse retirado de sua frente.

-Envie-o a câmara do inquisitor para que tais pensamentos possam ser apagados de sua mente e não mais corromper nossos ensinamentos. Envie, também, um regimento de soldados até sua casa e prenda toda a sua família atribuindo-lhes o título de hereges e faça toda a cidade saber que nessa família reina a desobediência e a corrupção de Marilis.

Sarlakros comandava a punho de ferro. Utilizava seu poder e sua inteligência para manipular e prender os teryonistas mais fiéis a Materyon e limpar seu caminho. Era o começo de um novo tempo para Aliank

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