(Conto) O Advento Nefando

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(Conto) O Advento Nefando

Mensagem por A Lenda de Materyalis em Qui Set 14 2017, 15:40

Considerações off

Começamos aqui as interpretações do conto "O Advento ", envolvendo os personagens Bruce, Buliwif, Iscalis, Athorion e Raven.

A premissa da minha narrativa já é colocar o texto em formato literário, de forma que alguns detalhes serão omitidos no turno, mas enviados por Mensagem Privada a vocês. Por isso, limpem suas caixas de entrada de MPs.

Neste primeiro momento, a interpretação do jogador deve seguir o fluxo normal dos jogos anteriores. Mas é importante seguir as instruções abaixo, para facilitar a edição em todos os sentidos:

- Uma cena inicial é proposta, onde você terá duas possibilidades: observar (neste caso, apenas faça um post dizendo em off que observará) ou intervir (sendo assim, faça um turno normalmente). Estas duas opções serão permitidas em todos os demais turnos. Lembrando que todas as ações já preveem brechas para que sua personagem interfira

- Não use formatação do texto com cores. Quando o personagem se expressar verbalmente, coloque o travessão (alt+0151). Caso queira expressar algum pensamento, coloque em itálico, sem o travessão;

- Para criar o turno, prioriza-se a qualidade do texto, e não a quantidade. Na sequência do meu turno, marcarei em vermelho, no post da minha última ação, tudo o que foi extraído das ações de vocês, que, logicamente, podem sofrer edições. Quanto mais aproveitados forem na conversão, maior é o indício de que estão funcionando bem para o formato literário;

- Revise a ortografia, a gramática e a coesão e coerência do texto. Lembrando que este é um projeto literário e que é um requisito para participação. Apenas turnos que estejam dentro dessa proposta serão aceitos e respondidos;

- Revise a proposta que lhes foi enviada por áudio e sinopse pelo Whatsapp. Em caso de dúvidas, entrem em contato privadamente ou pelo nosso grupo; 

- Os posts neste conto acontecerão toda quinta-feira. Portanto, faça sua ação até a quarta anterior;

- Por fim, a disposição dos turnos é dividida por personagens. O primeiro tópico foca o ponto de vista de Bruce, mas considera a ambientação para Iscalis, Athorion, Buliwif e Raven. Para tanto: Bruce já está na residência. Trata-se da mansão dos Azkan, família aristocrata de Aliank conhecida como "exploradores". Sabidamente, são servos da realeza aliankina para reconhecer territórios externos ao reino, colher informações e entregar às hostes do reino, que compõem planos de colonização àquelas terras. Athorion, Buliwif e Raven, já formados como a elite secreta de Berong (A Ordem da Chama Divina), foram convocados pelo príncipe Illos (um dos filhos de Berong) a ir a uma ceia oferecida pela família em sua propriedade, mas desconhecem a razão disso (o próprio Bruce não sabe o assunto, apenas que o pai falará a respeito durante a ceia). Iscalis, o Alto Inquisidor do reino, também foi convocado por Illos. Por pertencerem aos postos de maior risco em Aliank, foi acordado que o evento aconteceria numa madrugada, onde a plebe não pode transitar pelas ruas da capital após a meia-noite (o tempo em Aliank é medido por clepsidras. Ver no Google caso não saibam o que é). Iscalis e Bruce desconhecem o propósito da Ordem e ficarão sabendo durante a ceia. A própria Ordem desconhece, igualmente, o assunto que será tratado por Dom Bradan (pai de Bruce). Sugiro que interfiram da seguinte forma: A Ordem em uma conversa, parando a cena ao chegar na mansão; Iscalis sendo o primeiro a chegar; Bruce falando com Sarah Azkan.

No mais, obrigado a todos por estarem aqui no projeto. Será uma honra narrar para vocês. 

Nota: Consulte o glossário para conferir traduções de palavras estranhas: http://materyalis.mo-rpg.com/t3391-cronologia-glossario-as-cronicas-de-aliank

Vamos ao jogo:




BRUCE

— Fale-me sobre as entradas, Nira.

A matriarca fitava a criada com olhos exigentes. Escolhera cuidadosamente o banquete e precisava ter certeza de que ela preparara tudo o que foi pedido.

— Pães e três pastas de queijo, tomate ou tâmaras, Dona.

Sarah meneou a cabeça positivamente. 

— Agora, as opções para o prato principal.

— Um pato, um carneiro e uma merluza. Temperos: molho picante de alho, ervas aromáticas, molho de vinho, vinagre e extrato de uva verde. Guarnições com especiarias, grãos e amêndoas.

— E quanto às sobremesas?

— Torta de maçã com molho de uvas passas.

Satisfeita, Sarah sorriu.

— Muito bem, está tudo pronto?

— Sim, Dona.

— Certo. Sirva ao meu sinal — ordenou a matriarca.

Trajando um belo vestido longo e azul escuro, Sarah saiu da sala de estar e entrou na de jantar. Conferia os últimos detalhes da ceia. A ornamentação da mesa era bela, com o tampo de madeira forrado com uma bela toalha de cetim dourado e bordados brancos. Três candelabros de cinco velas estavam dispostos nas extremidades e no centro, iluminando o ambiente com a ajuda de castiçais de parede. O aposento era perfeitamente preparado para os convidados deliciarem as diferentes iguarias aprendidas pela família Azkan durante suas viagens pelo mundo.

— Dona Sarah — disse Nira, interrompendo-a de suas confabulações. — Devo chamar Dom Bradan e seu unigênito?

— Não. Anuncie-os quando os comensais estiverem reunidos.  

Nira respondeu afirmativamente. Sarah suspirou. Voltava lentamente por onde viera, mas desta vez passava por um corredor estreito após a sala de estar, atravessando uma passagem em arco que desembocava no hall de entrada. Lá, um sujeito calvo e baixo, porém finamente enroupado, estava parado ao lado de uma porta de carvalho, por onde logo passariam membros do alto escalão aliankino.

— A Dona não deveria estar aqui — disse o mordomo. — Sei que a senhora não está feliz com o evento, embora sua delicadeza lhe impeça de abandonar seu perfeccionismo característico. Não é preciso que se preocupe. Cuidaremos de tudo. Por que não retorna à sala de estar e, ao menos, acalenta tua alma com o fogo da lareira? 

Sarah sorriu.

— É impossível esconder-lhe meus sentimentos, nobre Fridlin — disse Sarah. — Mas não consigo sossegar. Sinto que esta noite, à despeito do banquete, será muito atordoante.

— Eu sugeriria para que se acomodasse nos braços de Bruce, mas estou certo de que também deseja poupá-lo de seus devaneios.

— Isso mesmo — confirmou Sarah. — Não há motivos para preocupá-lo. Bradan já exige demais dele. Ele precisa descansar, porém logo sentirá o peso de estar presente neste encontro. Por isso, não comente nada com ele, está bem?

— Como quiser, Dona Sarah.

A mulher confiava plenamente em Fridlin. Era seu porto seguro em tempos difíceis. Há muito não podia contar com a afabilidade de Dom Bradan, seu esposo, que tornara-se um feudatário cego pelas ordens da realeza aliankina. Muitas vezes, era Bruce quem afagava sua alma contra a irrequietação de um povo pávido pela crueldade da inquisição. Esforçava-se ao máximo para parecer uma teryonista convicta e plena de sua fé, porém, cada vez mais seus propósitos se afastavam das contradições expostas pelas leis de uma nobreza insegura e defensiva.

— Receberei os comensais na sala de estar. Por favor, conduza-os conforme chegarem — ordenou Sarah, que se retirou da presença do mordomo. Seguiria a recomendação dele. Sentaria-se em uma poltrona rente à lareira, aproveitando do fogo que fora aceso premeditadamente pelos serviçais para trazer conforto aos convivas antes da refeição.

*****

Já fazia algum tempo que Bruce estava deitado na cama, trancado em seu quarto. Pensava em sua mãe, Sarah, a quem se dedicava de corpo e alma. Seu olhar vagava pelo teto fosco do aposento, refletindo ansiedade e irritação com a situação vivida por ela.  

"Apesar de toda a glória, Aliank parece uma jaula. Mamãe é um animal raro, preso, atormentado por uma angústia que talvez eu nunca entenda."

Vez por outra, as divagações eram quebradas pelas pisadas firmes de Dom Bradan, seu pai. Só ele e a água da clepsidra pareciam capazes de produzir algum som em toda propriedade. Ao mesmo tempo, se confundiam com uma estranha canção ritmada e constante de ninar. Bruce continuava devaneando, mas a sonolência fortalecida pela atmosfera fúnebre de sua morada começava a vencê-lo.

"O que será, afinal, que está acontecendo nessa casa ultimamente?"


Última edição por A Lenda de Materyalis em Qui Set 21 2017, 17:33, editado 2 vez(es)

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Re: (Conto) O Advento Nefando

Mensagem por Bruce Azkan em Qua Set 20 2017, 21:18

O que será, afinal, que está acontecendo nessa casa ultimamente?

O garoto se mantinha deitado já faziam algumas horas, caminhando por pensamentos desconectados. Sua morada parecia mais silenciosa do que o de costume, mal ouvia os passos dos que ali viviam. O carinho que nutria por sua mãe era suficiente para notar o reflexo em seus olhos, reflexo esse que parecia até mesmo um espelho premonitório; demonstravam irritação e ansiedade.

Apesar de toda a glória, Aliank parece uma jaula. Mamãe é um animal raro, preso, atormentado duma angústia que talvez eu nunca entenda...


Os pisados duros de Dom Bradan pela casa e o senho franzido além do comum eram um presságio que dava as mãos para o olhar ansioso de Sarah. O som da água na clepsidra parecia ser a única coisa viva ali, se confundindo com uma estranha canção ritmada e constante de ninar. Bruce continuou em sua reflexão, ainda deitado, já com a sonolência tomando seu corpo com o banhar da noite.

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Re: (Conto) O Advento Nefando

Mensagem por A Lenda de Materyalis em Qui Set 21 2017, 18:13

Considerações off

Como apenas o Alkemarra postou neste turno, passarei somente as instruções pertinentes a ele. Bruno, Douglas, Fernando e Gustavo, favor ler as considerações off do post anterior para a realização correta da ação.

Em relação ao turno anterior:

Alkemarra:

- Aproveitei todo o turno, porém, você notará que alterei a ordem, as palavras e excluí alguns detalhes replicados. Leia o meu primeiro post e, o que estiver em vermelho, é o seu turno convertido. Procure comparar as versões para entender a dinâmica. Qualquer dúvida, não hesite em me procurar;

- Adicionei, ao glossário, os significados das palavras "bruce" e "azkan". Estão destacadas em vermelho. Confira: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Vamos ao jogo:




BRUCE

Quando sua consciência estava prestes a apagar, os passos fortes voltaram. Pararam diante da porta. Batidas estrondosas se chocaram contra a madeira maciça, provindas do punho poderoso de Dom Bradan.

— Bruce! — berrou o patriarca, impaciente — Abra! Sei que está acordado! Logo os convidados chegarão e precisamos conversar antes!

Há alguns anos, Dom Bradan era um camponês, porém conhecido pelo seu espírito nobre e corajoso, além de autenticamente fiel aos preceitos de Materyon. Suas viagens mundo afora lhe revelavam culturas distintas e motivações diversas, suficientes para fazê-lo refletir profundamente sobre a moralidade das leis de sua pátria, ou mesmo em sua crença. Porém, tudo mudou quando a realeza resolveu recompensá-lo pomposamente por suas aventuras. Deixaria a fama ordinária do mero andarilho de terras estranhas, para se tornar um homem valoroso aos propósitos imperiais de um reino opressor. Ademais, a família Azkan entraria para a distinta aristocracia aliankina, deixando a vida laboriosa dos campos para uma realidade ladeada por luxo.

— Seja lá o que estiver fazendo, abra logo! — ordenou Dom Bradan. — Não tenho tempo a perder com a sua morosidade!

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