Quinta visão: Sob o casco da tartaruga gigante

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Quinta visão: Sob o casco da tartaruga gigante

Mensagem por Aerhox em Qua Set 20 2017, 18:32

6º DIA DO EXÍLIO

5ª visão: Sob o casco da tartaruga gigante

O Porto

Milhares de vozes. O dobro disso de cheiros.
Pessoas de todos os reinos, raças e as mais diferentes missões.
O marujo bêbado é o maior dos galhofeiros.
O bardo sóbrio busca as imensidões.
                           -X-
Todos sob o casco da tartaruga gigante.
Todos sobre o mar com suas lamúrias.
Alguns deles destinados a cruzar os limites do horizonte.
Os outros jamais escaparão de suas penúrias.
                          -X-

Agora eu já estava seguro em um salão dos Templos da Criação. Se não tivesse sido bem-sucedido no debate com a elfa-celeste Kalidam não sei o que seria de minha missão. Este salão parece uma antiga forja. O que os seres que criaram todos estes salões queriam? Bom não importa mais uma vez o sinkrorbe cintilava. De quem seria a vez de protagonizar a visão? Fazia tempo que não via Lumen. Dei um leve sorriso quando um ser com um casaco azul apareceu acompanhado de um anão. Estavam nitidamente nas vielas da Cidade da Tartaruga Gigante. O maior polo mercante de todo o continente de Ritulis. Isso me lembrou a primeira vez que fui para lá, obviamente junto do meu Tio Valrish.

Está é a sede da Guilda dos Capitães Kalaidrinos. Foi erguida pelo irmão de Lakist. Ele também era o capitão da pequena frota de navios e seu nome era Dionist. Possuía um moderado poder tenkan, e ajudou sua irmã a entender e viabilizar a exploração da Rota da Tormenta Kalaidrina. Ainda hoje há uma fonte com uma estátua de Dionist nos jardins do palácio. O primeiro Capitão Kalaidrino também foi o primeiro a espalhar a lenda do animal que dá lugar a essa grande estrutura.  

A imensa estátua de tartaruga está sobre a cúpula central do palácio. Ela é feita de mármore salpicado de pintas verde. Ocupa quase toda a cúpula com seus mais de 20 metros de diâmetro. A sua nadadeira direita está apontada na direção de Tentsel, sempre lembrando a todos as origens de parte dos fundadores. 

Esta sem dúvida é a maior lenda contada entre marinheiros e capitães por toda Fikist. Não é raro ouvir pelas tavernas portuárias que um náufrago só foi encontrado, porquê uma dessas criaturas o ajudou. Sim, existe a crença que a primeira tartaruga gigante pode ter tido filhotes, e todos os seus filhos e filhas ajudam aqueles que sofrem nas presas afiadas do mar. O que realmente é visto são raras aparições deste animal, mas nem de longe nas proporções da lenda.

Todo o palácio foi construído com a união da arquitetura élfica de Tentsel, e a arquitetura humana de Ritulis. Os anões não quiseram ajudar na sua construção, pois acreditam que uma obra dedicada a exploração do mar, não deveria ter os traços de uma raça com raízes profundas na terra. Mas é comum ver eles negociando bens de consumo para levar a suas vilas e cidades. Foi numa destas vezes, que levamos carregamentos de peles para lá, que conheci a cidade. Ver aqueles imensos navios pela primeira vez foi fenomenal. Tio Valrish me apresentou os prazeres gastronômicos do litoral também. Passei mal ao comer enguias ao alho e óleo, sopa de arraia, e caldo de caranguejo em demasia.

Como que por coincidência Lumen e Svard passaram por um homem andando com um bordão de madeira nas costas e em cada ponta baldes de água cheio de enguias. Ele gritou:

- Oooollhhaaa aaa eennguuiiiaaa!! Fresca! Fresca! E adivinhem? Fressccaa!

Depois os dois pararam diante de um pequeno entreposto da Guilda dos Capitães Kalaidrinos. Muitos foram os grandes capitães que levaram os navios de Fikist para todo o mundo. Avistar uma bandeira de fundo azul escuro, com uma tartaruga branca e rodeada por 4 círculos roxos, cada um simbolizando as vertentes do den kalaidrino, eleva a curiosidade do local as alturas. Nunca se sabe as novas maravilhas tecnológicas que vem das terras de Fikist. Existe um ditado popular em Fikist que diz: "Todo Capitão Kalaidrino tem a capacidade de mudar o mundo". Isto é verdade, já que eles conseguem levar grandes avanços para todos os locais onde aportam ao derramarem lá as maravilhas produzidas em Fikist. Finalmente Svard parou e disse:

- É aqui que devemos retirar os documentos. E lembre-se que depois vamos a celebração por eu ter pescado aquele monstro. Qual é a história que vamos contar mesmo aqui?


Terminou fechando um dos olhos e coçando a barba. Por quê eles precisariam inventar uma história ali? Acho que é hora de descobrir mais sobre a missão do filho das estrelas.


Última edição por Aerhox em Qui Out 05 2017, 19:58, editado 1 vez(es)

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Re: Quinta visão: Sob o casco da tartaruga gigante

Mensagem por Lumen em Seg Set 25 2017, 12:10

Entre trancos e barrancos o meio-elfo se esgueirava pelos becos e vielas daquela cidade barulhenta, em sua face havia um tom claro de mal humor e desinteresse desde que havia aportado no local, suas palavras haviam desaparecido por algum tempo dando lugar a um olhar opaco e distante, estava alheio as pessoas ao redor, caminhando em uma estrada de estrelas por um caminho cósmico em sua mente, se esgueirando de figuras cinzentas que lhe significavam pouco mais do que um estorvo, de braços cobertos pela capa suas mãos seguravam firme o cabo de suas armas ocultas dentro do traje quase como se estivesse em piloto automático permitindo se manter absorto em seu transe até que a unica voz familiar lhe soou aos ouvidos.

Piscando duas vezes a profundidade voltou as suas pupilas dilatadas permitindo que sua mente retornasse do local onde se refugiava, logo os ruídos ao redor se tornavam claros e as formas distorcidas se concertavam em paisagens de pessoas e estruturas, levando suas orbes douradas ao metardilo pensativo, comentou ele com uma voz grave como um tremor mas suave como um sussurro.

- Não entendo a necessidade de dar qualquer satisfação a eles, somos visitantes maravilhados com esta cidade que é berço de tantos inventos revolucionários para as outras nações.

O tom era frio sem qualquer sinal de admiração em suas palavras, ainda que Lumen admirasse realmente o dom inventivo dos nativos, pouco de suas obras não eram usadas para guerra em outras nações, Lumen acreditava que o criador deveria ser responsável pelo que plantava e essa não era a realidade, enquanto os "gênios" se vangloriavam com fortuna, os tolos a usavam para massacrar os fracos, toda obra apresentada como ponto de conquista naquela cidade estava manchada de sangue aos olhos do meio-elfo.

Conforme seguiam em direção ao entreposto o rapaz não parecia preocupado com as regras sociais mas sim em manter seu espirito sensível as oscilações do espaço e do tempo, buscando receber mensagens ou visões de onde o futuro desejava leva-lo pois desde que aportou não havia recebido mais instruções de seu caminho, esperava que o cosmos o guiasse para que pudesse se fazer claro o seu destino.
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Re: Quinta visão: Sob o casco da tartaruga gigante

Mensagem por Aerhox em Ter Out 03 2017, 13:30

OFF: Karosh Svard é um anão lembre-se disso. Gostei da parte da sua visão das invenções de Ritulis, mas como não foram verbalizadas o vidente não pode utilizar e discorrer sobre elas. Tente usar isso nos posts futuros. bom jogo!!


ON:


Foi então que Karosh Svard deu um tapinha na sua testa e exclamou:

- Aaah, droga!! Aquelas ondas devem ter embaralhado minha mente. Todos os viajantes precisam de um documento que ateste suas atividades aqui em Ritulis. Eu sou um nativo, mas isso é de extrema importância para você. Sair e entrar nas cidades, requerer ou prestar serviços para o reino e qualquer outro tipo de negociação só são efetuados pelo que o documento atesta. Então é preciso decidir aqui o que queremos e o que não queremos que saibam. Não sei o que você pode dizer. Ser um bardo ou cartógrafo? Um aventureiro ou estudioso de algo? Certamanete não vai falar que é denin. Mas lembre-se da última mensagem que lhe mostrei. Devemos seguir para a Academia de Artes Fikan. Aqueles larápios malditos de Rudon devem estar fazendo o mesmo neste exato momento!!


Rudon?! O “Império” Clifista! Era de lá que eles vinham? Ocultado pelas montanhas no leste do continente de Sullis, o reino clifista de Rudon cresceu durante séculos à surdina. Após o fim da terceria era da materja, muito do que se conhecia do mundo mudou. Reinos foram extintos, sociedades se reorganizaram e novas ideologias se formaram. Ao mesmo tempo, os principais dogmas de Hedoron foram se ramificando em suas próprias ideias, criando vertentes distintas, embora ainda voltadas a um mesmo fim.
 
Um exemplo evidente dessa divisão ideológica está em Rudon. O clifismo estabelecido pela realeza obedecia a um regime imperialista, constituído desde a construção do reino, e não aceitava o liberalismo comum iniciado pelo precursor do grupo, Kyobencliff. Entretanto, a população rudonense era afetada por regras autoritaristas e, pouco a pouco, a plebe criava movimentos discordantes das sanções reais, o que causou profundo incômodo na elite e, consequentemente, na governança, causando o surgimento de punições severas contra aqueles que se levantassem minimamente contra os ideais propostos pelos reis em gerações.
 
Como clifistas prezam pela vida, pois creem que, como espíritos, tornam-se vulneráveis ao julgo dos deuses, penas de morte eram e continuam sendo raras. Envolto por uma natureza selvagem, Rudon oferecia outra forma de punição. Os grandes reis preferiam outorgar punições que levassem divergentes ao exílio, de forma que tivessem recursos escassos para sua subsistência e não causassem qualquer problema aos seus planos. Muitos, combalidos pelo temor de viver em terras ermas nas montanhas, acataram os mandos rudonenses e permaneceram fiéis, vivendo suas vidas normalmente em Kolindras, a capital do reino. Todavia, os punidos eram levados para o isolamento nas montanhas do leste. Será que Lumen era um desses exilados?

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Re: Quinta visão: Sob o casco da tartaruga gigante

Mensagem por Lumen em Qua Out 04 2017, 17:08

Off: me confundi com o metardilo do barco.

On

Lumen parecia absorto, com uma feição de um recém desperto encarando Svard frustrado lhe revelava as burocracias locais.

- Que tal voce não usar mais essa Palavra?, tenho certeza que ajudaria manter nossa cabeça sobre o pescoço.

Era obvio para o anão de que Lumen se referia a palavra "Denin" um termo que não lhe soava bem aos ouvidos e muito menos a sua saúde quando proclamada em publico, a forma como Lumen estava agindo desde que pusera os pés naquela cidade davam a crer que seus interesses pessoais não faziam parte da missão que o trouce ali, era como se tivesse descoberto um novo interesse ao qual estava roubando sua atenção do assunto principal

-Ah sim...a academia, bom, por via das duvidas se refira a mim como um estudioso dos astros, um Astrologo e não, não falo de astros como Bardos e atores, falo de estrelas, essa sua ideia genial de me por como um bardo ja me rendeu musicas até demais.

Poucas coisas deixavam o meio elfo mal humorado e receber atenção demais era uma delas e Svard parecia ter algum prazer em coloca-lo sob situações desconfortáveis...falando em desconfortável os pés do meio elfo doíam e seu estomago o incomodava fazendo-o levar sua mão direita sobre o abdome conforme seguia.

-Uma refeição que não seja peixe e uma cama macia que não balança me parece uma boa ideia mas é melhor tirar o documento o quanto antes, mostre-me o caminho.

Estava farto das náuseas e dificuldades do alto mar, por enquanto.


Última edição por Lumen em Qui Out 05 2017, 23:43, editado 1 vez(es)
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Re: Quinta visão: Sob o casco da tartaruga gigante

Mensagem por Aerhox em Qui Out 05 2017, 20:01

OFF: Wanderson eu me equivoquei. Ali no entreposto é onde vocês retiram o documento e não o apresentam. Edite o seu último post de acordo.

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Re: Quinta visão: Sob o casco da tartaruga gigante

Mensagem por Aerhox em Qui Out 05 2017, 20:41

Giovanna, começamos aqui suas interpretações na "A Última Canção". 

Conforme anunciado, este capítulo (visão) será o 5º do volume 1 do 
projeto literário

Note que, a partir de agora, já colocarei a narrativa em primeira pessoa, com o venirista descrevendo toda a cena. Ou seja, quando houver algo que ele não vir, colocarei, no final do post, como informações complementares. Isso será feito para facilitar a edição do livro, assim como os demais processos que colocarei abaixo. 

Peço que não formate o texto com cores. Caso expresse algum pensamento, coloque em itálico. Quando falar, coloque travessão. Para criar o turno, é necessário um mínimo de 850 caracteres. 

Lembre-se: o Venirista expressa nas transcrições das visões do sinkrorbe aquilo que ele vê, ou deduz que a personagem está pensando ou sentindo. Portanto, quanto mais claro isso ficar nas suas ações, melhor. Lembre, também, de revisar o texto depois de escrever o turno, preferencialmente com a ajuda de um corretor ortográfico e gramatical. Isso é muito importante. Eu fiz o turno no word e depois passei para o fórum. tente fazer o mesmo.



Para se ambientar existe o tópico "Resumo para personagens" com muitas informações. Você vai dividir a visão com o Wanderson. Os dois estão na Cidade da Tartaruga Gigante. Você está em missão diplomática antes de se tornar a grande Lady Liliel. Bom jogo








Quinta visão: Sob o casco da tartaruga gigante


LILIEL


Enquanto eu via Lumen olhando com certa frustração para Svard algo inédito aconteceu. Tudo virou um turbilhão de vapor no centro do sinkrorbe. E pouco a pouco uma nova cena se formava. O que era aquilo? A visão daquele dia ia mostrar dois denins? Assim que as imagens começaram a fazer algum sentido eu descobri onde estava. Ainda era algo que acontecia na Cidade da Tartaruga Gigante. Mas a cena mostrava duas cavaleiras desmontadas ao lado de seus cavalos, paradas no pátio do Palácio da Tartaruga Gigante. Era ali que sobre a enorme cúpula central repousava a estátua que dava nome a cidade. As duas cavaleiras eram elfas. Uma que aparentava ser a líder disse a elfa nitidamente mais nova:




- Olhe essa linda fonte. Aquela pessoa ali é Dionist. Irmão de Lakist uma das fundadoras desta nação. Foi o primeiro Capitão Kalaidrino.




A imagem do elfo era feita de pedra do mar polida até atingir um lindo tom de azul esverdeado. Ele trajava grandes e pomposas roupas de capitão e da bússola da sua mão despencava água cristalina. Possuia um moderado poder tenkan, e ajudou sua irmã a entender e viabilizar a exploração da Rota da Tormenta Kalaidrina. O primeiro Capitão Kalaidrino também foi o primeiro a espalhar a lenda do animal que dá nome a esta impressionante estrutura. A elfa mais velha tornou a falar:




- Bom Liliel, é sua primeira missão tão longe de casa não é mesmo? Como está se sentindo?




Terminou ela descansando os dois braços sobre os quadris e olhando carinhosamente para Liliel. Qual das duas era a nova denin que surgia no meu destino?

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Re: Quinta visão: Sob o casco da tartaruga gigante

Mensagem por Liliel em Sex Out 06 2017, 14:02

Ao ser acompanhada por sua mentora, matinha a caminhada em passos mansos e firmes. Havia um silêncio natural pela caminhada que o único som era o trotar dos cavalos misturado com o som das botas de couro da própria. Desde que chegou na Cidade da Tartaruga Gigante, ficava a observar a sua volta, estar em uma cidade nova requer um estudo visual para saber exatamente onde ela estava pisando, apesar de não possuir uma expressão o olhar de Liliel analítico. 


A elfa usava roupas comuns de viajante, uma camisa branca de manga comprida justa ao corpo e um espartilho acima de couro e calça. Possui o costume de usar os cabelos presos em  rabo de cavalo. Além disso, carregava a sua velha companheira a espada Sagrada, que descansava em suas costas em um suporte de couro. Notando que a mentora parou a frente da estatueta, fez o mesmo e ergueu o olhar sob, notando ser de um material bruto e bonito era bem trabalhada. Contemplava que seus irmãos de raça escreveram história de glória sentiu uma certa admiração. Vendo mais a baixo, uma placa lendo o que dizia sobre o Capitão. 

Assim que ouviu pelo chamado e a pergunta, voltou a atenção para ela enquanto afago a crina do animal com a destra. Era nítido que a líder mostrava sinais de simpatia por Liliel. Moveu a cabeça positivamente referente a pergunta. Ela pensa um pouco antes de responder. 

- Sim, desconheço está região. Apesar da distância longínqua com Aliank, não creio que “casa” seria o ideal para mim.

Respondeu em um tom ameno mas com desconforto, pois ela não tinha exatamente um local para voltar a não ser as reuniões emylistas. Depois da pausa continuou. 

- Sinto-me perturbada. Não creio que diplomacia seja meu forte. É um desafio para meu equilíbrio interno…

Suspirou profundo, depois de ser doutrinada ainda tinha muito cautela pois a guerra ideológica ainda era fresca em sua mente, por isso temia por tudo a perder. 

- Se puder me adiantar um pouco mais sobre a missão, ficaria grata. O que devo saber e o que tratar?

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Re: Quinta visão: Sob o casco da tartaruga gigante

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