(Conto) O Retorno dos Dragões

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(Conto) O Retorno dos Dragões

Mensagem por Nathan em Ter Set 26 2017, 21:54

Considerações em OFF

Começamos aqui as interpretações do conto "O Retorno dos Dragões", envolvendo os personagens Heltor, Havock, Luxanna, Marien e Zarbor.

A premissa da minha narrativa já é colocar o texto em formato literário, de forma que alguns detalhes serão omitidos no turno, mas enviados por Mensagem Privada a vocês. Por isso, limpem suas caixas de entrada de MPs.

Neste primeiro momento, a interpretação do jogador deve seguir o fluxo normal dos jogos anteriores. Mas é importante seguir as instruções abaixo, para facilitar a edição em todos os sentidos:

Uma cena inicial é proposta, onde você terá duas possibilidades: observar (neste caso, apenas faça um post dizendo em off que observará) ou intervir (sendo assim, faça um turno normalmente). Estas duas opções serão permitidas em todos os demais turnos. Lembrando que todas as ações já preveem brechas para que sua personagem interfira.

Não use formatação do texto com cores. Quando o personagem se expressar verbalmente, coloque o travessão (alt+0151). Caso queira expressar algum pensamento, coloque em itálico, sem o travessão. Percebam que ao contrário das Visões, onde a história é contada por um venirista que assiste as cenas, aqui é descrito um evento. Isso muda bastante pois poderão ser explorados pensamentos e coisas mais sutis, que um venirista não seria capaz de notar durante uma visão oferecida pelo sinkrorbe.

Para criar o turno, prioriza-se a qualidade do texto, e não a quantidade. Na sequência do meu turno, marcarei em vermelho, no post da minha última ação, tudo o que foi extraído das ações de vocês, que, logicamente, podem sofrer edições. Quanto mais aproveitados forem na conversão, maior é o indício de que estão funcionando bem para o formato literário;

Revise a ortografia, a gramática, a coesão e coerência do texto. Lembrando que este é um projeto literário e que é um requisito para participação. Apenas turnos que estejam dentro dessa proposta serão aceitos e respondidos;

Revise a proposta que lhes foi enviada por áudio e sinopse pelo Whatsapp. Em caso de dúvidas, entrem em contato privadamente ou pelo nosso grupo;

Os posts neste conto acontecerão toda Terça-Feira. Portanto, faça sua ação até a segunda anterior;

Por fim, a disposição dos turnos é dividida por personagens. O primeiro tópico foca o ponto de vista de Luxanna, mas considera a ambientação para Heltor, Havock, Zarbor e Marien. A medida que se tornar necessário, novos tópicos poderão ser criados para diferir os pontos de vista e eventos acontecendo em outros pontos do cenário.

No mais, obrigado a todos por estarem aqui no projeto. Será uma honra narrar para vocês.

Vamos ao jogo:

LUXANNA


Os primeiros raios de luz da alvorada começavam a despontar no mar distante ao leste da cidade mais populosa do reino de Túrion. As primeiras embarcações lançavam-se ao mar estreito em busca do pescado que era responsável pela alimentação de boa parte da capital. Algumas áreas de Godnyr mantinham um silêncio preguiçoso enquanto outras, como a região da grande feira, estavam agitadas desde então, com carroças chegando dos campos ao redor da cidade e barracas feitas de madeira sendo montadas.

Quase tudo podia ser encontrado naquela praça ampla que servia de palco para a feira: frutas e verduras, utensílios domésticos, especiarias, carnes diversas, tecidos e até mesmo armas simples. Em meio a tudo isso, uma jovem rimertista chamada Luxanna perambulava evitando atrair olhares dos brutamontes que mantinham vigília carrancuda ao longo da praça, contratados pelos trabalhadores locais para evitar roubos e algazarra durante todo o dia. Em sua maioria, eram soldados veteranos que não mais serviam ao pequeno exército permanente leal à monarquia clifista. Não fazia muito tempo desde que a mercenária chegara à cidade e durante esse tempo havia feito diversos contatos no submundo de Godnyr, principalmente nas tavernas localizadas junto ao porto, onde soldados e nobres deixavam de lado a etiqueta, bebiam demais e vez ou outra davam com a língua nos dentes. Enquanto coletava informações, Luxanna aproveitava as oportunidades para aliviar os mais ébrios do peso de suas moedas, como era de praxe.

O atual rei, Roland Alberich, havia dispensado uma grande parte das tropas de Túrion, que agora serviam de força reserva em caso de conflito. Apenas soldados suficientes eram mantidos para garantir a lei e ordem em Godnyr e nas principais vias de acesso à cidade sob o comando da guerreira élfica chamada Marien Lariness, que desde a fundação da cidade atuava como principal líder militar e também tutora dos herdeiros do trono ao longo das gerações, ensinando-os o uso das letras, armas, história e estratégia militar, entre outros.
Os soldados do efetivo permanente formavam pequenas patrulhas que perambulavam pelas ruas da capital, vigiavam seus portões, e guarneciam o castelo de Thundrill, que servia de morada da família real, localizado no topo de um rochedo que se projetava sobre o mar estreito, formando uma pequena enseada.

Contornando o rochedo e se aproximando do mar estreito, ficava o porto de Godnyr, onde os barcos pesqueiros ficavam amarrados em docas de madeira, assim como o faziam embarcações vindas de cidades distantes em busca de suprimento ou comércio de natureza bastante diversa. A falta de segurança na periferia da cidade facilitava as atividades da mercenária rimertista, ao passo que qualquer incursão no castelo real se mostrava um desafio muito maior. Seu plano era adentrar o castelo e descobrir se havia alguma biblioteca ou cômodo com as informações que tanto procurava. Obviamente, não seria permitida sua entrada de corpo e alma no castelo, então, uma breve visita de sua alma tinha que ser suficiente.

A cidade baixa, como era conhecido o distrito localizado imediatamente aos pés do rochedo onde ficava o castelo de Thundrill, servia de morada para as famílias mais abastadas da cidade, pois sua localização permitia uma fuga rápida para a proteção das muralhas do castelo. Ali também ficava o barracão, como era vulgarmente chamada a construção onde Luxanna sabia se reunir a maior parte dos soldados da cidade para treinamento. Aos poucos a mercenária absorvia em sua mente a rotina da cidade e seus protetores. Por mais de uma vez a rimertista havia se esgueirado para observar a labuta diária dos soldados, memorizando rostos e reconhecendo seus comandantes.


Um dos soldados em particular chamava a atenção da ladina, Zarbor, um meio-orc oriundo da tribo dos Gunthor, que viviam em algum lugar das estepes arenosas ao norte do reino. O selvagem era testado diariamente pelos soldados humanos, que não escondiam um certo preconceito contra o mestiço. Este, por algum motivo ainda estranho à mercenária, havia atraído a simpatia de Joseph, um dos filhos do rei Roland, e companheiro de treino mais comum do enorme meio-orc.

Ao contrário dos soldados humanos, que lutavam com espadas e lanças, Zarbor carregava sempre consigo um enorme martelo de guerra, o qual tinha uma cabeça reta para contusão de um lado e a parte oposta era pontiaguda. O cabo era feito de madeira maciça, extraída dos bosques de Elanor, que cercavam Godnyr. Uma corrente deixava a extremidade da haste e auxiliava na fixação da arma ao punho do meio-orc, coberto por uma manopla de aço. Luxanna quase sentia pena dos humanos que tentavam enfrentá-lo em combate individual. Um dos únicos que conseguia acompanhar o selvagem por algum tempo de treinamento era o príncipe Joseph.

Era tradição da criação dos príncipes desde o período colonial que estes treinassem não somente com os oficiais do exército do reino, mas também com os soldados rasos, para que os conhecessem pessoalmente. Luxanna havia percebido que os dois príncipes eram sempre trazidos ao barracão pela comandante Marien no início da manhã para o treinamento militar, de forma que no período da tarde estes fossem levados para instruções teóricas no interior do castelo. Logo ao anoitecer, era comum encontrar a comandante élfica fazendo rondas pelos postos de vigilância da cidade e ao longo do passadiço sobre as muralhas, certificando-se que os sentinelas estariam despertos e atentos, e verificando qualquer deficiência nas defesas e segurança de Godnyr.


Uma muralha externa, feita de pedras, circulava a base do rochedo, protegendo tanto o porto quanto a cidade baixa, servindo como primeira defesa da cidade contra possíveis invasores. Estes foram se tornando cada vez menos comuns desde a guerra contra a dragoa gorgronista, e desde que o rei Roland assumira a coroa de Túrion, nenhum estandarte inimigo se aproximou da capital do reino. Sentinelas se revezavam na segurança dos dois portões da muralha externa da cidade, além dos quais se aglomeravam pequenas construções de madeira junto às estradas e que serviam de estábulos, hospedagem e pequenos comércios familiares.

A mercenária caminhava a passos irregulares na direção de uma dessas hospedagens junto aos portões. Ela observava tudo a sua volta, ainda que um tanto distraída. Ora, eu não teria que invadir nada se apenas me deixassem entrar! Vamos, Luxanna, seja bem vinda! Leve este ouro e pode pesquisar o quanto quiser, temos muitas informações úteis para você! Poucas pessoas circulavam próximas do portão oeste, de forma que ninguém reparava nas caretas que a rimertista fazia, tampouco nas palavras que começaram a escapar de sua boca enquanto falava sozinha em um tom mediano de voz:

— Mas não! O objetivo deles é dificultar. Como se eu oferecesse algum perigo, logo eu: tão ágil, confiável e, talvez, leal. Poderia até oferecer algo em troca, aposto que há muitas coisas que eles querem. E convenhamos, eu faço muito bem o meu trabalho. Algumas moedas na mão e pronto, trabalho feito. Ah! Se eu apenas conseguis... - Seu monólogo era interrompido ao perceber as ruas ficando, pouco a pouco, cada vez mais turbulentas.


À medida que a luz solar vencia a barreira criada pelo rochedo que se erguia sobre a cidade, iluminando as vastas planícies ao oeste de Godnyr, algo anormal despertava a sentinela do Portão Oeste de seu estado de sonolência após uma noite mal dormida em serviço. Este esfregava os olhos com as costas da mão, tentando desembaçar a vista como se não acreditasse no que estava acontecendo. Camponeses se aproximavam correndo desesperados pela Estrada da Costa, sem carregar armas ou sequer seus pertences como se fugissem de algo. Só então o sol revelou o motivo de seu pavor.

Armaduras de metal polido reluziam sob o sol nascente. Grandes escudos redondos e negros traziam pintados com sangue um símbolo tribal há muito esquecido no reino de Túrion. E a cada segundo, mais guerreiros e selvagens surgiam no horizonte. A grande maioria desprovida de montarias. Muitos traziam tecidos negros presos às ombreiras que balançando ao vento pareciam imitar asas esguias. Não possuíam qualquer tipo de uniforme. Cobriam-se de peles, metal e ossos.

Após alguns instantes de pé sobre o passadiço que ligava os dois portões da cidade, assistindo incrédulo a aproximação daquele exército desconhecido, o sentinela se afastou da amurada e correu em direção a um sino enorme localizado no torreão sobre o Portão Oeste, agitando-o vigorosamente e fazendo o badalar do sino ecoar pela cidade que ainda despertava. À medida que os soldados que estavam em horário de descanso deixavam o alojamento ao lado do portão e subiam para o torreão para ver o que acontecia, suas vozes se uniam ao estardalhaço do sino bradando um alerta que há décadas não se repetia, e que logo se espalhou pela cidade inteira.

- Estamos sendo atacados!!!


Observando o caos crescente à sua volta, Luxanna passou a reagir por puro instinto. Primeiro, esquivou-se dos camponeses enquanto se aproximava do portão oeste, onde poderia ver o que se passava do lado de fora da cidade. Vendo aquele exército desconhecido no horizonte, esboçou um pequeno sorriso antes de virar as costas para o portão e partir animada para o interior da cidade, cruzando agora pelos soldados que se aproximavam apressados do portão oeste, seguidos de perto por Zarbor, o enorme meio-orc que vestia uma meia armadura de aço cobrindo completamente seus dois braços e ombros, e protegendo quase metade de seu peitoral, junto ao qual trazia cruzado seu inseparável martelo de combate. Além deste, Luxanna via também a movimentação de Marien, que chegava apressada vestindo uma armadura leve de couro batido e trazendo consigo uma espada curta, seu arco e flechas.

- Então, essa é a minha deixa!  - Dizia divertida a mercenária deixando para trás as muralhas.


Concentrado em seus pensamentos enquanto corria, Zarbor encarava ao longe o sino do torreão do portão oeste como se este fosse o culpado pelo caos que se espalhava como uma doença por Godnyr. Diante do portão, percebia a comandante Marien, que pessoalmente auxiliava os camponeses que buscavam o abrigo das muralhas da cidade. O olhar da elfa transmitia preocupação e surpresa ao reconhecer o símbolo toscamente pintado nos escudos negros dos invasores, símbolo este que Zarbor nunca tinha visto em sua vida. Com a chegada dos últimos refugiados, Marien respirava fundo e dava a ordem para que fechassem o portão. Ainda quieto, sem pronunciar uma palavra, o meio-orc sustentava um olhar sério e fechava com força o punho que segurava seu martelo de tal forma que era possível ouvir a musculatura de sua mão estalar por debaixo de sua manopla de aço.

“ Estamos sendo atacados!”. A frase ecoava em sua mente por cada rua que passava e servia de combustível para seu corpo. Era como jogar lenha e palha em um incêndio cujo fogo já estava incontrolável. Os olhos de Zarbor transbordavam essa fúria crescente, e poucos eram os que cruzavam seu caminho até que finalmente chegava ao topo da muralha externa, de onde podia avistar o motivo do alvoroço. Centenas de selvagens agora preenchiam o horizonte a oeste da cidade, e Zarbor sabia que os soldados humanos não estavam prontos para enfrentar uma horda como aquela. Talvez as tribos da província de Volkan tivessem a força necessária para aquela batalha, mas o cheiro de medo que se espalhava entre os soldados sobre a muralha era quase atordoante.

Um guerreiro grande demais para os padrões humanos se afastava das fileiras de selvagens, caminhando resoluto alguns metros até se voltar para o exército às suas costas. Ao contrário dos soldados da cidade, estes eram bárbaros treinados por longos e duros anos, calejados de inúmeras batalhas contra criaturas desconhecidas na superfície do reino. Sua voz ecoava como um trovão e se fazia ouvir até mesmo sobre os muros de Godnyr.

- Eu sou a ira do dragão! Junto com vocês, prole da desordem, derrubaremos os infelizes que vivem nesse amontoado de pedra e merda! Purifiquem com dor e fogo todas as almas que se oporem a nós!!!

Um rugido crescente preencheu as fileiras de guerreiros que batiam as botas e hastes de madeira no chão. Chocavam armas contra escudos redondos de madeira e gritavam insultos para os soldados sobre a muralha, que os encaravam em um silêncio mórbido. Erguendo um enorme martelo de batalha de cabeça dupla, o líder da horda invasora bradou uma última vez antes do ataque derradeiro.

- É melhor morrer em batalha do que viver em fracasso! Provem que são dignos do sangue do dragão! Queimem tudo com o fogo em suas almas! – E com essas palavras, os selvagens partiram em uma investida alucinada em direção ao portão oeste. Urravam enquanto suas lanças começavam a voar em direção ao torreão do sino e sobre a amurada. Pela primeira vez em décadas, Godnyr estava sob ataque.

— Então morrerá em batalha... - Respondeu quase para si mesma a comandante élfica das forças defensoras olhando uma vez mais ao horizonte enquanto o portão se fechava e tinha inicio a primeira incursão dos invasores após o discurso do líder inimigo.

Complemento:

- Prestem atenção em como funcionará a dinâmica dos turnos. Como eu expliquei no whats, é mais importante um turno curto que preencha as lacunas e brechas disponíveis na narrativa do que fazer uma nova narrativa bem escrita e extensa que não tem como ser muito aproveitada.

- Para facilitar a compreensão, coloquei em azul a intervenção da Luxanna, em laranja a da Marien, em verde a do Zarbor e em vermelho a do Heltor. Usem essa edição como base para entender a melhor forma de responder os próximos turnos. É simples, "se encaixem" no texto.


Última edição por Nathan em Ter Out 10 2017, 10:20, editado 4 vez(es)

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Re: (Conto) O Retorno dos Dragões

Mensagem por Heltor Kobba em Seg Out 02 2017, 23:03


Já fazia 14 dias que meu braço direito o anão de nome havock havia partido para os fossos quando ordenei
-juntem se filhos da dragoa .Em poucos minutos estavam *** Fileiras de homens treinados e disciplinados por longos anos só esperando o que seria a possível ruína do mundo Pacífico conhecido.
-Eu sou a ira do dragão e junto com vocês prole da desordem ,derrubaremos os infiéis que residem em godnyr ,purifiquem com dor e fogo todas as almas que se opõem a nós .
Como o som de muitas águas ouviu se o bradar de guerreiros em fúria que com um rústico acento seguiram marcha para cidade em questão.
Em pouco menos de um dia de viagem já era avistado a grande colina onde reside o alvo dos furiosos gorgronistas.
Poucos expressaram reações quando Heltor os fez parar e ouvir :
"É melhor morrer do que viver na desonra da falha , então vamos e queime os com o fogo de suas almas".
E assim sucedeu o ataque dos filhos da dragoa.
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Re: (Conto) O Retorno dos Dragões

Mensagem por Luxanna em Ter Out 03 2017, 00:10

A noite começava a clarear enquanto Luxanna perambulava pelas ruas. Já era quase dia e ela estava prestes a recolher-se em seus aposentos, pois, havia passado a noite sondando lugares que lhe seriam úteis para obter informações sobre sua missão. Não faria muito tempo desde que chegara à cidade. Nos primeiros dias, pouco foi obtido pois teve preferência por investigar com calma. 

Durante esse tempo, ela sondou os arredores da cidade e em alguns lugares com menos movimentos, enquanto cometia pequenos furtos, como era de praxe. Sua intenção era achar um bom lugar para que pudesse entrar em torpor em segurança, devido a sua projeção astral. O plano seria adentrar o castelo e descobrir se havia alguma biblioteca ou algum cômodo que tivesse as informações que procurava. Obviamente, não seria permitida sua entrada de corpo e alma no castelo, então, seria de alma apenas. 

O sol estava surgindo e ela se dirigia à hospedagem onde havia se alojado. Ela andava a passos irregulares. Começou a caminhar lentamente e, volta e meia, dava uma apressada. Ela observava tudo a sua volta, ainda que um pouco distraída. 

"Oras, eu não teria que invadir nada se apenas me deixassem entrar! Vamos, Luxanna, pode entrar! Leve este ouro e pode pesquisar o que quiser, temos muitas informações para você!" 


Não havia ninguém na rua, apenas Luxanna em um misto de expressões que pouco se entendia. Ela estava muito absorta no que pensava. Até que começara a falar sozinha em um tom mediano de voz:

— Mas não! O objetivo deles é dificultar. Como se eu oferecesse algum perigo, logo eu: tão ágil, confiável e, talvez, leal. Poderia até oferecer algo em troca, aposto que há muitas coisas que eles querem. E convenhamos, eu faço muito bem o meu trabalho. É dinheiro na mão, trabalho feito. Ah! Se eu apenas conseguis...

Seu monólogo é interrompido ao perceber as ruas ficando, pouco a pouco, movimentadas e turbulentas enquanto tocava o badalar do sino. Observou tudo a sua volta e, por instinto, foi em direção a algum lugar que pudesse ver o que se passava por fora da cidade.

Encontrou um local na qual conseguia ver o que acontecia por fora dos portões. Ali, viu o que parecia ser um exército se aproximando enquanto camponeses corriam em um caos total. Esboçou um leve sorriso.

— Então, aqui é a minha deixa! 

Virou as costas para o portão, deu uma risada baixinha da animação e foi em passos apressados para o interior da cidade.
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Re: (Conto) O Retorno dos Dragões

Mensagem por Marien em Ter Out 03 2017, 19:10

Durante quase dois séculos de gerações da monarquia Alberich em Turion, a paz se manteve no reino. Além do desempenho de Marien para com o exército do reino, ela servia de principal tutora para os herdeiros do trono, ensinando o uso das letras, espada, arquerismo e estratégia militar, entre outros.

Um día como qualquer outro, Marien levanta-se antes do nascer do sol na casa de seus pais na Cidade Baixa, onde se encontravam as familias mais abastadas e também as familias colonizadoras de Godnyr. Dirigi-se ao castelo de Tundrill para buscar os principes Jospeh e Culgan e acompanhá-los ao barracão de treinamento dos soldados.

Era parte de da idéia de criação dos príncipes, fomentada originalmente por Joseph, que os principes treinassem não somente com oficiais mas também com os soldados, que os conhecessem pois previsaríam de todos.

Após o treinamento físico da manhã, se seguiam os treinamentos teóricos dos principes ao longo da tarde, uma vez finalizados Marien escoltava os rapazes ao castelo. Após isso, e logo antes do anoitecer, Marien fazia uma última recorrida pelos postos de vigilancia da cidade e das muralhas, acordando vigias dormilões, verificando relevos e faltas, indicando suplencias e outras necesidades operativas. Voltava a casa de seus pais à noite, compartilhavam um jantar ameno, conversavam e liam trechos de livros sobre plantas, magia ou qualquer outro assunto que os entretivesse. 

No dia seguinte, tudo ocorria novamente. Só que esta vez ela mal havía saído da casa quando ouviu o sino.

Apenas teve tempo de gritar-lhes aos seus pais que se enfiassem dentro da casa, verificou que tivesse consigo sua espada curta, seu arco e suas fechas e saiu em disparada para o portão oeste, de onde soava a alerta.

Correu o mais rápido que pode, já tendo que esquivar pessoas assustadas que corriam sentido ao interior das muralhas, carruagens, animais. Ao chegar encontrou o sentinela dormilão sacudindo o sino e olhando atônito ao horizonte. Ao dirigir seu olhar ao mesmo lugar viu algo que não esperava, um símbolo que ela acreditava havía ajudado a exterminar das terras de Turion. O símbolo gorgorista pintado toscamente cem escudos de madeira fez seu sangue gelar.

Marien respirou fundo, ajudou a guiar à entrada as ultimas pessoas que ainda corriam e deu a ordem ao sentinela de fechar o portão. Olhou uma vez mais ao horizonte enquanto o portão se fechava e pode ouvir o discursso de seu inimigo. 

— Então morrerá em batalha...
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Re: (Conto) O Retorno dos Dragões

Mensagem por Zarbor Gunthor em Qua Out 04 2017, 18:17

REPOSTANDO COM PERFIL ZARBOR

Um novo dia surgia no horizonte em Godnyr. Zarbor, um meio-orc, não estava muito acostumado com a vida em uma cidade grande porém tinha um objetivo ali e sabia o que fazer todos os dias, o que facilitava e muito sua estadia. Levantava-se de sua cama velha de madeira, onde alguns trapos seria seu colchão e tentavam, fracassadamente, amortecer o peso de seu corpo e conforta-lo da melhor maneira possível sobre as tábuas. Sua acomodação não era das melhores pois existia ainda um preconceito com sua raça, oriunda da tribo orc Gunthor, que ainda existia no coração de alguns dos humanos presentes na capital.

Acordara no alojamento dos soldados de Godnyr, onde passava horas de seu dia ali treinando arduamente as técnicas de combate dos infantes da capital juntamente com os filhos do rei. Um deles, Joseph, tinha uma empatia maior para com o bárbaro e eram grandes amigos e parceiros de treino e um dos poucos ali do reino que conseguia treinar até o final contra o meio-orc.

Zarbor erguia-se apressado, deixando sua cama desarrumada como sempre fora, e pegava seus dois únicos pertences da vida, primeiro seu grande martelo de guerra, o qual tinha uma cabeça com uma parte reta para contusão e a parte oposta pontiaguda, para um possivel golpe de perfuração contra o inimigo e tinha seu cabo totalmente feito de uma madeira maçiça, oriunda de uma das árvores mais resistentes da floresta ao redor de Godnyr que possuia correntes presa ao cabo que auxiliavam na fixação de sua arma ao punho, junto a sua manopla de aço. Pegava também, como último pertence, sua meia armadura de aço que cobria completamente seus dois braços e ombro, e chegava a pegar quase metade de seu peitoral e iria a vestindo no caminho até o centro de treinamento.

Aguardava, ansioso, pela ordem dos intendentes dando início aos treinamentos quando a fala dos instrutores é interrompida pelo badalar dos sinos do portão oeste. Os infantes se entreolhavam incrédulos, sem saber ao certo o motivo daquele som e o bárbaro apenas olhava na direção do portão oeste sabendo que o pior estava para acontecer.

Concentrado em seus pensamentos, Zarbor permanecia imóvel encarando ao longe o sino do torreão do portão oeste como se ele fosse o culpado pelo caos que estava por vir a Godnyr até que seus pensamentos eram interrompido por gritos de alerta dos soldados e correria para guarnecerem seus postos de combate. Ainda quieto, sem pronunciar uma palavra, Zarbor mantinha seu foco e cenho fechado de poucos amigos e logo após alguns segundos encarando o sino, fechava com força o punho que segurava seu martelo de tal forma que era possível ouvir a musculatura de sua mão estalar por debaixo de sua manopla de aço e iniciava assim uma corrida sem muita velocidade até o portão oeste de Godnyr.

'Estamos sendo atacados!'

Essa frase ecoava em sua mente por cada rua que passava e servia de combustível para seu corpo. Era como jogar madeira e palha em um incêndio cujo o fogo já estava incontrolável.
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Re: (Conto) O Retorno dos Dragões

Mensagem por Zarbor Gunthor em Qui Out 05 2017, 18:23

Enfim Zarbor conseguia chegar até a torreta do portão oeste onde poderia observar o que estava aflingindo todo aquele reino. Uma enorme horda de bárbaros sedentos por sangue e batalhas. Zarbor era um bárbaro de uma imponente tribo da provincia de Volkan e sabia de que uma horda desse tamanho era capaz. Era necessário de dois a três guerreiros humanos para frear o ímpeto de um bárbaro em fúria. Algo precisaria ser feito as pressas para evitar que a horda grogornista entrasse na cidade.

Zarbor olhava ao redor, procurando pontos estratégicos ou brechas que poderiam ser utilizadas pelo inimigo. Avistava a comandante Marien que rapidamente ordenava o fechamento dos portões. Observava se mais alguem ali estava no comando mas parecia que todos estavam pálidos encarando um exército da morte. Mais acostumado do que o normal com isso, Zarbor começava a andar em direção a Marien. Enquanto isso, pronunciava algumas palavras.

-Enfim um treinamento de verdade !! -Dava um tapa no ombro de um soldado ao seu lado, abrindo um sorriso nada bonito deixando amostra seus caninos órquicos. Divertia-se perante ao caos que estava por vir.
Começava a falar em um tom de voz mais alto, para que os soldados próximos ao meio-orc pudesse ouvi-lo e sairem da inércia.

-Muito bem, sinto o cheiro da merda que esta escorrendo por suas pernas e acreditem em mim, isso não salvará suas vidas! Pois o alimento dessa horda gorgronista é a merda e tripas humanas!!

Ainda andando, tentava chamar o máximo de atenção para suas palavras. Certamente seriam palavras de incentivo para uma horda bárbara, não para aqueles homens. Ainda estava se acostumando com a vida na cidade.

-O rei espera que façamos alguma coisa, então, mecham suas bundas magras e comecem a esquentar óleo para jogar por cima dos portões. Reforcem o portão com carroças, barracas, vigas de madeiras, suas mulheres gordas ou tudo que puderem fazer para dificultar que esse portão seja derrubado!

Ao final de suas palavras, uma chuva de azagaias passava pro cima de sua cabeça e o máximo que poderia fazer era se abaixar. Em resposta as azagaias, os soldados começavam a atirar flechas sem muita precisão lá para baixo. Só era preciso atirar, certamente iria acertar alguma coisa. Aproximava-se de Marien, sua amiga, e lhe dava um conselho em particular.

-Elfa, esse portão não vai resistir por muito tempo. Preciso que reúna alguns soldados e proteja a muralha em volta do castelo de Thundrill enquanto eu seguro o máximo as coisas por aqui.

Despedia-se com um aceno com a cabeça e esperava que seu conselho fosse seguido pela comandante. Não era muito seguro estar ali na linha de frente. Tem lugar mais importante a ser reforçado. Corria agora para próximo aos soldados que estavam enfileirados de frente para o portão oeste e assumia a frente de todos eles. Encarava o portão, que agora estava sendo reforçado por todo tipo de material existente ali próximo.

-Muito bem... agora deixe-os entrar!! Hahahahaha...

Ria de uma forma tosca enquanto rodava seu martelo sobre as duas mãos. Estava tão ansioso pelo combate quanto aqueles gorgronistas do lado de fora. O aglomerado de soldados em suas costas erguiam os escudos e preparavam-se para o pior enquanto o meio-orc semi-flexionava suas pernas e segurava seu martelo cruzado em frente ao seu corpo. Em breve, o destino de Godnyr estaria nas mãos daqueles combatentes.
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Re: (Conto) O Retorno dos Dragões

Mensagem por Baksos em Sex Out 06 2017, 11:27

Considerações em OFF

Conforme previsto, vamos dar continuidade ao conto "O Retorno dos Dragões".

De acordo com as interações dos intérpretes, farei uma narrativa mais simples com o desenrolar dos acontecimentos.

Como a Jimena, intérprete da Marien, postou após eu finalizar a edição do primeiro turno, não tive tempo de editar a participação dela na narrativa. Ao responderem o próximo turno, releiam todo o turno anterior, mais o turno da Marien para interagir, caso necessário.

Vamos ao jogo:
LUXANNA

O caos se espalhava rapidamente pelas ruas da cidade, mesmo após os portões serem fechados sob ordens da comandante élfica, fiel serva do rei Vaynard, e de todos os reis de Túrion antes deste. Ao ouvir o alerta de invasores, os nobres moradores da cidade baixa seguiam apressados em direção ao castelo de Thundrill, no alto do rochedo, onde estariam mais seguros. Alguns, entretanto, se recusavam a abandonar suas casas à mercê de refugiados vindos dos campos, ou mesmo de salteadores que poderiam se aproveitar da histeria que começava a dominar a cidade.


De cima do torreão
, Zarbor podia observar o início da investida da horda de selvagens sedentos por sangue e batalhas. O meio-orc era também um bárbaro, pertencente à mais importante tribo da província de Volkan e sabia do que um exército como este era capaz. Era necessário de dois a três guerreiros humanos para frear o ímpeto de um bárbaro em fúria. Algo precisaria ser feito as pressas para evitar que os invasores tomassem a cidade.

Olhando ao redor, o meio-orc procurava pontos estratégicos ou brechas que poderiam ser utilizadas pelo inimigo. Avistava a comandante Marien, que rapidamente assumia sua posição sobre a muralha após ordenar o fechamento dos portões. Observava se mais alguém trasmitia ordens para os soldados, mas parecia que todos estavam pasmos encarando a própria morte. Mais acostumado do que os demais com o calor das batalhas, Zarbor começava a andar em direção a Marien. Enquanto isso, pronunciava algumas palavras.

- Enfim um treinamento de verdade!!! - Dizia enquanto dava um tapa no ombro de um soldado ao seu lado, abrindo um sorriso no mínimo exótico, deixando amostra seus longos caninos órquicos. Parecia divertir-se diante do caos crescente. Começava então a falar em um tom de voz mais alto, para que os soldados sobre a muralha pudessem ouvi-lo e saírem da inércia.

- Muito bem, sinto o cheiro da merda que esta escorrendo por suas pernas e acreditem em mim, isso não salvará suas vidas! Essa horda maldita se alimenta de merda e tripas humanas!!! - Ainda andando, tentava chamar o máximo de atenção para suas palavras. Certamente seriam palavras de incentivo para uma horda bárbara, não para aqueles homens. Mas Zarbor ainda estava se acostumando com a vida na cidade.

- O rei espera que façamos alguma coisa, então, mexam suas bundas magras e comecem a esquentar óleo para jogar por cima dos portões! Reforcem o portão com carroças, barracas, vigas de madeiras, suas mulheres gordas ou tudo que puderem fazer para dificultar que esse portão seja derrubado!

Enquanto isso, diante do portão oeste o primeiro assalto dos invasores tinha início com uma chuva de azagaias e lanças curtas que voavam sobre a amurada, onde os soldados buscavam abrigo e tentavam responder com flechas que voavam apressadas em resposta, tentando rechaçar o selvagens que tentavam se aproximar da muralha. À cada minuto, mais soldados se juntavam ao muro externo da cidade, e aglomeravam-se atrás das enormes portas de madeira reforçada com ferro, onde empilhavam todo entulho que encontraram ao redor, formando uma barricada tosca. Do torreão onde o primeiro sino havia iniciado o alerta, era possível ouvir o eco de outros sinos ao longo da cidade, principalmente o do portão norte e o da torre do castelo de Thundrill.

Finalmente, o meio-orc se aproximava de Marien, com quem desenvolveu uma certa amizade ao longo dos treinamentos, e lhe dava um conselho em particular, falando mais baixo do que antes. - Elfa, esse portão não vai resistir por muito tempo. Preciso que reúna alguns soldados e proteja a muralha em volta do castelo de Thundrill enquanto eu atraso eles ao máximo por aqui.

Então, despedia-se com um aceno de cabeça e esperava que seu conselho fosse seguido pela comandante. Não era muito seguro estar ali na linha de frente e haviam lugares mais importantes a serem defendidos. Zarbor unia-se então aos soldados que estavam enfileirados de frente para o portão oeste e assumia o comando de todos eles. Encarava o portão, que agora estava sendo reforçado por todo tipo de material que os homens conseguiram reunir.

- Muito bem, que venham!!! - O meio-orc ria de uma forma tosca enquanto rodava seu martelo sobre as duas mãos. Estava tão ansioso pelo combate quanto aqueles selvagens do lado de fora. O aglomerado de soldados em suas costas erguiam os escudos e preparavam-se para o pior enquanto o meio-orc flexionava levemente suas pernas e segurava seu martelo cruzado em frente ao seu corpo. Em breve, o destino de Godnyr estaria nas mãos daqueles combatentes.
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Re: (Conto) O Retorno dos Dragões

Mensagem por Baksos em Ter Out 10 2017, 16:50

Considerações em OFF

Conforme previsto, vamos dar continuidade ao conto "O Retorno dos Dragões".

Como apenas o intérprete do Zarbor postou no prazo previsto (segunda-feira, véspera da edição e nova narrativa), vou seguir a história e os demais vejam como irão e se irão interferir durante essa nova semana.

Vamos ao jogo:

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O primeiro assalto dos selvagens parecia até mesmo desordenado, pois não era tradição no reino os combates através de cercos à cidades. As tribos nativas de Túrion tinham o hábito de combater em campo aberto, sem se aproveitar sequer do relevo para estratégias mais elaboradas. Simplesmente investiam de encontro umas as outras em combate franco. Esse estilo de batalhar ainda era o mais comum entre as tribos da província de Volkan, onde nasceu Zarbor. Diferentemente, os soldados que viviam na capital ou foram treinados de acordo com o costume dos colonizadores clifistas, se adaptaram ao estilo élfico, sob supervisão árdua da comandante Marien e seus oficiais, adotando a prática da arquearia e da estratégia conhecida como parede de escudo, que era utilizada para rechaçar a investida frenética inicial dos bárbaros nativos.

Agrupado com os soldados atrás da muralha externa, Zarbor esperava que os invasores conseguissem arrombar o portão oeste ou escalar a muralha. Percebia que os homens ainda tremiam diante da iminência da batalha, mas estavam tão prontos quanto possível para receber a primeira carga dos selvagens. Seguravam escudos grandes de madeira, próximos uns dos outros em formação, empunhando espadas e lanças prontas para espetar aqueles que se lançassem contra a parede de escudo que ainda estava relaxada. Olhando ao redor, o meio-orc percebia que os refugiados se afastavam com a maior pressa possível da zona de conflito, buscando abrigo mais para o interior da cidade. Aos poucos, mais soldados vinham juntar-se ao efetivo sob comando de Zarbor. Provavelmente, uma força de reação com ex-soldados estava sendo acionada e equipada para ajudar na defesa da cidade.

Azagaias que passavam por cima das muralhas caíam erráticas no pátio próximo ao meio-orc e seus comandados, alguns defensores permaneciam sobre o torreão e ao longo do passadiço, respondendo com flechas o ataque inicial que em pouco tempo alcançava o portão oeste. Do pátio, Zarbor ouvia o trovejar das batidas nas portas reforçadas, como se um aríete o estivesse atingindo com brutalidade. A barricada de entulhos que estava sob o torreão e bloqueava o portão ajudava a manter os invasores afastados. Mas após algum tempo Zarbor ouvia um zumbido crescente do lado de fora da muralha. Poucas vezes na vida o meio-orc havia escutado um sibilar como aquele, e então o portão explodia em pedaços, derrubando inclusive parte do entulho que caía próximo de onde os soldados defensores aguardavam. Então, os primeiros selvagens superavam os obstáculos passando por cima da barricada e investiam lançando-se contra Zarbor e seu pequeno contingente.
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Re: (Conto) O Retorno dos Dragões

Mensagem por Shimatsu em Sex Out 13 2017, 13:12

O pequeno monge estava dentro de uma casa, as janelas estavam fechadas e alguns pergaminhos estavam ao chão, parecia que ele estava lendo e estudando alguma coisa. Mas em meio a isso se pode começar a ouvir os sinos da cidade vindos a tocar, e neste momento Shimatsu olha em direção a porta, mas ainda sim não saiu do lugar voltando a olhar para os pergaminhos. Então começou uma gritaria do lado de fora e os sinos ainda estavam a tocar.

Ele se levanta e caminha até uma mesa onde lá havia um par de braceletes e um colar que ele começa a vestir, assim que termina caminha até a porta e a abra, onde lá agora é possível ver as pessoas correndo em direção ao centro da cidade.

Shimatsu ainda era uma criança de aparentemente oito anos, e vestia umas roupas monárquicas brancas com alguns detalhes vermelhos, apesar de visivelmente um monge seu cabelo não era rapada, porem era ainda sim bem curto, mas dava para ver que eram vermelhos. Ao caminhar ele olha para os dois lados, e em vez de seguir junto às outras pessoas que estão correndo ele começa a caminhar para o outro lado, indo em direção do que as pessoas estariam fugindo.

Por um estante uma pessoa chega a esbarrar no garoto, e a pessoa quase cai, o que serio estranho pelo tamanho da pessoa e do pequeno garoto, mas ainda sim a pessoa segue correndo, já por outro lado por um estante os olhos de Shimatsu mudaram de forma ficando como um olhar diferente do comum, como um olhar de cobra, mas logo voltara ao normal. Nisso ele para por um estante e começa a olhar, aparentemente observando agora melhor a situação, parecendo que estava curioso para entender todo aquele alvoroço que por ali se encontrava e o motivo dos sinos virem a tocar.
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Re: (Conto) O Retorno dos Dragões

Mensagem por Luxanna Hoje à(s) 00:02

Em meio ao tumulto que havia se formado, Luxanna dirigia-se a algum lugar onde pudesse achar um contato, uma forma de entrar no castelo. Seria o momento perfeito, dada a forma que a situação estava tomando. Seria necessário apenas invadir durante a confusão, então, ela procurava pelo momento perfeito. 

Embora estivesse concentrada em sua missão pessoal, também estava atenta ao que acontecia ao redor. Percebia o que estava acontecendo e o que ainda aconteceria na área do portão. Notando tudo que acontecia à sua volta e aos arredores, poderia tomar a posição certa e necessária. Não para os outros e sim para ela, pois ela queria concluir o fora fazer, mas não queria ser pega em fogo cruzado. Ela andava e agia como se nada entendesse e como se estivesse amedrontada, tudo para não levantar grandes suspeitas. 

"O momento é ótimo, jamais imaginaria que exatamente quando vim, as coisas seriam facilitadas, eles sabendo ou não disso. Agora preciso ser rápida, discreta e direta. Não dá pra enrolar pois posso perder toda a oportunidade, fora qualquer incidente... Ah, e ainda tem o moleque! Se inventa de bisbilhotar, é capaz de... Ai, vida..." Ela sacode a cabeça descoordenadamente, suspira rapidamente e segue em frente.

— Vai dar tudo certo, é impossível ter azar assim. - Falou a garota para si mesma.
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Re: (Conto) O Retorno dos Dragões

Mensagem por Havock Hoje à(s) 12:46

Duas semanas antes do ataque principal aos portões da capital do reino, um grupo gorgronista liderado pelo anão elorkan Havock e composto por guerreiros calejados e experientes em explorações subterrâneas havia se embrenhado pela ampla rede de túneis que cortavam o território do reino como veias escuras. Se utilizando de seus poderes como elorkan da Terra e com auxílio de mineradores anões e goblins, Havock buscava atingir as masmorras sob o rochedo onde ficava o castelo de Godnyr e vivia o rei clifista.

Esperava que seu amigo e líder Heltor Kobba conseguisse manter a ofensiva e atrair as atenções dos defensores da cidade, facilitando assim a incursão sorrateira e o golpe derradeiro contra a monarquia. Se tudo corresse como planejado, os clifistas não saberiam o que estava acontecendo até que fosse tarde demais. Chegar até a capital através dos túneis não deveria ser tarefa simples, pois o subterrâneo ocultava perigos muito maiores do que aqueles da superfície.
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Re: (Conto) O Retorno dos Dragões

Mensagem por Heltor Kobba Hoje à(s) 13:13

A medida que o corpo de Heltor era tomado pela energia kalaidrina, o tempo parecia desacelerar. A sensação de que seu corpo estava dentro de um rio, fazia o guerreiro colocar mais empenho em seus passos. Até que, como um raio, alcançou o grande portão da cidade, onde os draconianos forçavam a entrada com um ariete sem muito sucesso.


— Afastem se


Com um gesto lento e pesado, Heltor erguia sua mão esquerda envolvida por energia metonyana. A energia passava pelo corpo de Heltor e envolvia o grande portão fazendo soar um fino som. Os guerreiros que ali estavam, observavam a espera do que estava por vir. Logo o pesado portão esfarela-se na direção do inimigo.


— Tomem a muralha, homens. Sirvam ao seu propósito. - Bradava o gorgronista.


Os soldados urravam e corriam na direção dos inimigos. Heltor voltou sua atenção aos soldados enfileirados a sua frente e, esboçando um sorriso, arremessou seu martelo em seus escudos fazendo um caminho de sangue e madeira entre eles, para depois fazer o grande martelo retornar para suas mãos.
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Re: (Conto) O Retorno dos Dragões

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