Segunda Visão -Brisa Marítima (Ordem)

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Segunda Visão -Brisa Marítima (Ordem)

Mensagem por Fallen em Qua Out 18 2017, 19:55

Não era a primeira vez que os quatro entraram em um barco e passaram dias neles, mas tempo no mar era diferente nessa jornada, bem como a companhia. Gormachel em sua competência implacável conseguiu através da rede de inteligência da ordem um navio comerciante capaz de transportar os três. A eles a história fabricada ficou a cada dia mais confortável e natural, um nobre fugia acompanhado de seus cavaleiros. Suas capacidades superiores desperdiçadas buscavam um futuro glorioso nos Arquipélagos gêmeos. Providos de vestes neutras, armaduras sem brasão e uma mochila mediana com pertences eles embarcaram na Caravela Nagaria. O capitão Lib Kano e a caravela Nagaria eram conhecidos a muito tempo no arquipélago e sua fama possibilitaria o desembarque em Porto Real, afinal um nobre teria que viajar em uma embarcação a sua altura.


Os meses no mar pareciam passar lentamente, o enjôo frequente passou depois do primeiro mês, os dias quentes eram divididos entre a confabulação, prática e treino na arte da dissimulação. Quando a reclusão aos quartos parecia suspeita demais os mesmos se uniam a tripulação no convés onde jogos, bebida, música davam a tripulação divertimento e aos membros da ordem a capacidade de se envolver com os vícios condenáveis que seriam submetidos no Arquipélago. A muito contragosto de alguns a realidade das ordens do rei os forçaram a uma situação desagradável. Porém Aerhox os lembrou da necessidade da dissimulação e que pela fé e fidelidade a Aliank os pequenos pecados inofensivos a outros além deles mesmos teriam que ser aturados com sorriso prazeroso ou toda missão falharia.


O clima ameno já havia sido substituído por um sol implacável, tempestades e uma temperatura quente. A eles esse era uma prova da proximidade do objetivo. Essa aproximação do arquipélago os deixou ansiosos, porém se sentiam  mais capazes e confiantes. Os meses no mar treinando incessantemente com Aerhox e enganando a tripulação foi capaz de forjar sólidas  personas aos membros da ordem. O elfo agora era um companheiro confiável, sua preocupação frequente e ensinamentos deixaram claro seu empenho e comprometimento com a missão sagrada.





Era noite o cheiro salgado do mar podia ser sentido depois de um longo dia de calor. O silêncio da noite era sufocado pelos roncos e sons da tripulação dormindo nos aposentos. Os quatro conseguiram dividir um antigo depósito que foi adaptado para comporta-los.Provavelmente se não fosse Raven aquele local seria grande demais para apenas passageiros, ainda que um fosse um nobre.O Balanço do navio estava intenso com a chuva torrencial que castigava o navio. Todos dormiam pesadamente apesar da situação, aproveitando a queda de temperatura que a noite trazia em conjunto da chuva.


No deque apenas os marujos necessários para ajudar a navegar junto ao timoneiro. A intensidade da chuva não permitia a soltura de um goblin pipeiro e as nuvens cobriam as estrelas o que o deixava atento a cada onda e balanço do navio sempre ajustando o curso quando achava que havia sido desviado pelo mar. Por sorte os ventos não eram fortes o suficiente para tornar aquilo uma tempestade arrasadora. Mas a visibilidade era próxima a zero, o que faz acreditar que apenas instintos guiavam a Caravela.


Devia passar da uma da manhã quando os quatro eram acordados com um estrondo e um impacto estonteante na caravela.O chão, o teto e as paredes tremeram como se o mundo de madeira em que viveram nos ultimos meses fosse ruir em tábuas quebradas e vigas partidas. Um momento de confusão e silêncio precedeu o som de um sino badalando em alerta várias vezes deixava claro o que estava acontecendo. Podiam ouvir vários pares de  botas no corredor subindo escada a cima  rugiam junto a estampidos e sons de metal batendo contra metal quando  a porta escancarava revelando o contramestre Kisar Jigae gritando com sua voz rouca e olhos brilhando:

—HORA DE PROVAREM SEU VALOR PARA CHEGARMOS AO ARQUIPÉLAGO CAVALEIROS, HORA DE MATAR PIRATAS!— ele dava um sorriso macabro e saia em direção a escada deixando a porta batendo com balanço do mar.





Considerações em off:

-Todos devem considerar a nova persona a ser adotada pelos personagens, os pensamentos permanecem fieis a personalidade de cada um bem como quando estiverem sozinhos entre sí.

- A tripulação apesar de bruta não era propriamente má. O comportamento deles podia ser chocante para bastiões da pureza de Aliank, mas em termos gerais eram homens simples, modestos que aproveitavam a vida como podiam em sua carreira. Nenhuma história ou atitude vilânicas foram descobertas. Aparentemente o capitão se orgulhava da tripulação "honesta e boa" que fidelizava seus clientes.

-Todos conseguiram se integrar bem após alguns meses. A variedade racial da tripulação tornaram a presença de Raven comum.

-O contramestre Kisar era um Felinx, seu corpor grande e musculoso, cabeleira loira volumosa como sua barba escondiam suas caracteristicas mais marcantes mas a noite eles podiam ver os olhos do mesmo brilhando revelando sua Raça.

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Re: Segunda Visão -Brisa Marítima (Ordem)

Mensagem por Aerhox em Qua Out 25 2017, 13:40

Aerhox tinha aproveitado sua aparência jovem para encarnar o papel do aventureiro inconsequente. Um rapaz de pouca experiência que queria provar ao mundo o quão bom ele era. Aceitou o papel de guarda-costas do nobre, pois queria a fama pura que o Arquipélago podia lhe proporcionar. As sutilezas da mentira. Algo intricado demais começa a gerar incongruências. Esta foi a primeira coisa que ensinou aos demais. Prontamente se aprumou e antes do contra-mestre partir exclamou:

- Ótimo!! Pensei que a diversão só ia começar em terra firme. Aposto com você que vou matar mais!!

Quando este partiu Aerhox retirou sua nova máscara e disse:

- O que querem realmente fazer? A história de um nobre valente caçador de piratas já irá nos colocar nos grandes círculos. Mas por enquanto é melhor não mostrar toda a extensão do que realmente podemos fazer.

O meliof foi até a porta a abriu e olhou para trás. Com um sorriso disse:

- E não se esqueçam. Eu sou o jovem e audaz Hox, O Espectro. E vou ganhar a aposta.

Prontamente sacou sua katar e armou seu braço esquerdo. Partiu para mostrar sua destreza e angariar a maior moeda do Arquipélago. Fama.

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Re: Segunda Visão -Brisa Marítima (Ordem)

Mensagem por Sir Buliwif Yurinov em Ter Out 31 2017, 11:04

A viagem demorou meses. Nesse tempo Buliwif se dividia entre estudar o arquipélago e as cartas de Flavius, copiadas enquanto ainda estava em terra, se misturar com a tripulação e fortalecer a sua personagem falsa e treinar luta em embarcação. Como a tudo que fazia, se dedicava o máximo possível, para fazer o melhor dos trabalhos. 

Não era o natural ele conviver com vícios, mas era o seu dever, e Buliwif levava o dever muito a sério. Mas sabia que Athorion era o que teria maior dificuldade ali. O cavaleiro nunca foi de mentir, nem na infância, nem mesmo para se livrar de uma punição por algum erro. E por causa disso mesmo, o líder militar da ordem ficava mais próximo do seu irmão, procurando ajudá-lo mais e acalmar sua consciência. Eles faziam isso para destruir o marisinkro. Sempre lembrava isso a Athorion. Com Raven ele estava mais tranquilo. Por mais que soubesse da fé sincera e a honestidade do seu irmão, sabia que ele tinha vivido parte da sua vida entre marilistas,e para a sua própria sobrevivência teve que mentir e enganar sua família e tribo. Raven entenderia com mais facilidade aquilo que eles estavam fazendo. Assim, junto com seus irmãos, ele aprofundava a persona que eles teriam que assumir.

Em relação as cartas, o guerreiro as estudava o máximo possível, procurando memorizar cada linha. Depois de estudar o suficiente essas cartas, o comandante as queimava e jogava as cinzas no mar, para que não restasse nenhum vestígio destas e assim, não denuncia-los. 

Buliwif sabia que uma batalha em alto mar era diferente da uma em um navio, por isso ele e Athorion também treinavam muito, para poder lutar em um navio, caso fosse necessário.

-- Vamos seguir com o nobre em busca de fama. Lutar no mar deve ser evitado ao máximo... o balanço e o pouco espaço alteram muito a forma de lutar.  e Lembrem-se, Chamem-me Bóris. Sir Bóris.

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